Com investimento inicial de R$ 5 milhões, Cerâmica Capri inaugura produção mensal de 500 mil m²

A Cerâmica Capri LTDA deu início às vendas de sua produção na última quinta-feira (20), tornando-se oficialmente a mais nova empresa do ramo ceramista no mercado sergipano. A indústria, que assina a marca Ravello Pisos e Revestimentos, localiza-se no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro e assume o parque fabril anteriormente ocupado pela Cerâmica Sergipe. Com duas linhas de produção, a empresa gera atualmente 90 empregos diretos e 250 indiretos, revitalizando uma planta paralisada desde maio de 2018. O projeto conta com incentivos fiscais do Governo de Sergipe, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

A retomada foi possível graças a um investimento inicial de R$ 5 milhões, viabilizando a produção de 500 mil m² por mês em revestimentos esmaltados. A direção da empresa planeja realizar novos investimentos em expansão no período de dois anos, com a finalização de uma nova linha que deverá triplicar a produção atual. O total investido deve chegar a R$ 20 milhões. Além da aquisição e modernização de equipamentos, a geração de empregos faz parte do horizonte da planta.

A unidade ocupa um espaço de 225 mil m², com 50 mil m² de área construída, fruto de um processo de arrendamento industrial. Atualmente, a fábrica produz 16 modelos de revestimentos cerâmicos esmaltados. No primeiro momento, a produção deverá abastecer todo o mercado nordestino, com perspectiva de ampliação da distribuição.

“A retomada tem o impacto de fortalecer Sergipe como um grande produtor de revestimentos cerâmicos, trazendo recursos para o estado. É uma planta simbólica, que reafirma a vocação do estado no ramo ceramista. O Governo de Sergipe está visualizando isso, reforçando sua linha de apoio ao desenvolvimento industrial do estado”, afirma o diretor-presidente da Capri, Hiro Hayasi. O gestor reforça, ainda, o suporte do Governo em relação ao suprimento de gás natural via Sergas. Desde o início de outubro, a distribuidora vem fornecendo a média de 20 mil m³/dia de gás à fábrica.

Oportunidade

Dias após o acendimento dos fornos, os trabalhadores que atuam na linha de produção da Capri comemoram a retomada do parque fabril. É o caso da inspetora de qualidade Márcia Regina Bonfim Campos, 44, que fez parte da equipe da antiga fábrica. “Passei cinco anos na fábrica anterior e, agora, estou retornando com a Ravello. Nesse intervalo fiquei em casa. Sinto-me realizada e agradecida de voltar ao mercado de trabalho, ajudando a empresa e a equipe. O sentimento é de gratidão, por mim e pelos outros que estão retornando”, afirma.

Para o supervisor de produção João Victor Costa, 46, a nova fábrica representa a abertura de oportunidades para o estado. “Sempre fui do ramo ceramista e recebi agora o convite para participar dessa nova planta. Muitas oportunidades foram geradas para a comunidade. Está sendo muito bom para o município e para os pais de família que estavam desempregados ter essa porta aberta na Cerâmica Ravello”, ressalta.

As oportunidades não se resumem à população de Socorro e região. De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, a nova planta demonstra potencial de projeção para além dos limites de Sergipe. “A Capri inicia suas atividades tendo como base os pontos fortes que Sergipe oferece, que são a disponibilidade de matéria prima, o gás como matriz energética e a proximidade a centros consumidores de grande porte. É um projeto que tem tudo para crescer e trazer orgulho para os sergipanos”, finaliza.

Última atualização: 22 de outubro de 2021, 20:49

Evento online é destinado a instituições, empresas e agentes da cadeia produtiva de P&G

Com o intuito de promover discussões e alinhar conhecimentos sobre o atual cenário do setor no estado, será realizado na próxima quarta-feira (27) o 1º Webinar de Petróleo e Gás de Sergipe. O evento é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Sergipe (Sebrae/SE). A programação acontece das 8h30 às 11h, com a participação de instituições, empresas e diversos agentes inseridos na cadeia produtiva de óleo e gás no estado.

O webinar contará com representantes da Petrobras, Transportadora Associada de Gás (TAG), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), DVF Consultoria e Fórum Sergipano de Petróleo e Gás (FSP&G) na condução dos paineis. Além de apresentar as ações em andamento no estado, os palestrantes abordarão as estratégias, oportunidades, desafios e projetos para o setor de P&G em Sergipe, abrindo espaço para o debate.

Entre os objetivos do evento está a busca de informações para a elaboração de um plano de ação focado em capacitar as pequenas e médias empresas locais. O plano visa a participação dessas entidades na campanha de exploração dos campos de petróleo e gás presentes em águas ultraprofundas do litoral sergipano, no contexto dos projetos Sergipe Águas Profundas (SEAP) I e II.

“Buscamos reunir especialistas, técnicos, empresários, agentes governamentais e todos aqueles que compõem o cenário de oferta e demanda de óleo e gás no estado. É uma oportunidade de estreitar o diálogo, considerando que Sergipe é, hoje, um dos maiores potenciais do setor em todo o mundo. Temos reservas expressivas, e cada vez mais estamos criando condições de competitividade e atratividade, com políticas fortes e inovadoras”, destaca o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho.

“Esse encontro será um importante momento para conhecer o promissor cenário que se vislumbra com a expressiva reserva de gás natural ligada à produção offshore de petróleo em águas profundas na bacia Sergipe/Alagoas. Também será uma oportunidade para a conquista de novos mercados para micro e pequenas empresas sergipanas ligadas aos segmentos de petróleo e gás”, avalia o superintendente do Sebrae/SE, Paulo do Eirado Dias Filho.

Inscrições

Para ter acesso ao evento, é obrigatório inscrever-se na Loja Virtual do Sebrae, através do https://bit.ly/PetroleoeGasSergipe. Para aqueles que já possuem cadastro na plataforma, é necessária a atualização dos dados. A programação completa pode ser acessada pelo Instagram do @sebraesergipe e também no https://bit.ly/PetroleoeGasSergipe.

SERVIÇO:

1º Webinar de Petróleo e Gás de Sergipe – SEDETEC/SEBRAE

Data: 27 de outubro (quarta-feira)

Horário: 8h30 às 11h

Inscrições no site: https://bit.ly/PetroleoeGasSergipe

Última atualização: 22 de outubro de 2021, 20:59

Dando continuidade à série de publicações relacionadas às pesquisas e projetos desenvolvidos com o suporte da entidade, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) lança mais um artigo técnico. Desta vez, o texto é assinado pela pesquisadora do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe, Samia Maciel. Intitulado “Hidrogênio verde: A energia do futuro – Cenário e Oportunidades”, o artigo aborda o uso do hidrogênio como matriz energética no Brasil e em Sergipe.

O artigo completo pode ser conferido no site do SergipeTec, por meio do link https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. O texto é destinado a pesquisadores, técnicos, agentes públicos e interessados em geral. No mesmo link, é possível acessar o artigo de abertura da série, intitulado “A oportunidade do Atlas Eólico de Sergipe”, de autoria do gestor de Energia do Parque, Marcos Felipe Sobral dos Santos.

Confira a prévia do artigo:

A produção de hidrogênio verde (H2V), também conhecido como hidrogênio renovável, tem sido apontada como uma das alternativas possíveis em busca da descarbonização das fontes de energia nos próximos anos [1; 2]. O hidrogênio apresenta três vezes mais energia que a gasolina comum e, ainda, é uma fonte de energia limpa uma vez que só libera água na forma de vapor e não produz dióxido de carbono (CO2) [3]. Conheça mais aqui sobre Hidrogênio Verde e seu uso nesse material da gigante espanhola Iberdrola [4].

Existem estudos que permitem utilizar o hidrogênio como combustível, contudo é importante considerar que o mesmo é altamente inflamável [2], tornando as operações de transporte e armazenamento, um grande desafio e, além disso, o processo produtivo requer grandes quantidades de energia, aumentando os custos do processo [5].

Tradicionalmente, 99 % do hidrogênio utilizado como combustível, é gerado a partir de fontes não-renováveis, como consequência, o processo polui o meio ambiente com altas emissões de CO2 [3]. O mercado mundial de hidrogênio é bastante relevante atualmente, sendo estimado ter respondido entre US$ 110 a US$ 136 bilhões em 2019, majoritariamente para uso não energético, em aplicações que incluem a produção de intermediários para fertilizantes, indústria alimentícia e produção de derivados de petróleo, entre outros [6].

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Última atualização: 21 de outubro de 2021, 11:47

Inaugurando sua unidade própria, Altenburg contou com apoio do Governo de Sergipe para aquisição do novo espaço e recebe incentivos fiscais via PSDI

Com o apoio do Governo de Sergipe, mais uma indústria amplia suas atividades e passa a gerar ainda mais emprego e renda para o estado. A fábrica Altenburg, especializada na produção de artigos de cama e banho, inaugurou nesta segunda-feira (18) sua unidade própria no estado. Presente em Sergipe há mais 10 anos, a empresa catarinense ocupava um imóvel alugado no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro. Com subsídios do Governo, a indústria adquiriu um terreno no Distrito, erguendo uma planta com 18 mil m² de área construída e investimento de R$ 30 milhões. Representando o governador Belivaldo Chagas, a vice-governadora Eliane Aquino esteve presente ao evento e visitou as instalações da unidade.

Com planejamento de expansão em um período de dois anos, a Altenburg, que hoje emprega quase 230 funcionários, deve chegar a um total de 400 trabalhadores. Atualmente, a indústria  produz a média de 400 mil peças por mês, estimando chegar a 600 mil peças mensais ao fim da expansão. Quanto ao faturamento, a expectativa é de que os valores passem de R$ 100 mil para R$ 200 mil por ano com a conclusão do projeto. Até lá, a direção da fábrica planeja novos investimentos, com estimativa de R$ 15 milhões para a compra de equipamentos e outras adequações. Na nova sede, destaca-se o viés sustentável, com área verde e melhor aproveitamento dos espaços.

Além do suporte na aquisição do espaço, o Governo do Estado oferece incentivos fiscais à Altenburg por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), proporcionando desconto no ICMS. A empresa é beneficiária do PSDI há 10 anos, com possibilidade de gozar do incentivo por mais 15.

De acordo com a vice-governadora Eliane Aquino, o suporte concedido pelo Governo às indústrias é fundamental para que Sergipe se afirme como um estado competitivo. “Uma fábrica como essa é de uma importância gigantesca para o nosso estado. Sergipe deseja cada vez mais competir com os outros estados, e nós temos a capacidade técnica e gente preparada para isso. Tenho certeza de que, se depender de cada profissional que aqui trabalha, daqui sairão grandes diretores para o mundo, pois tenho convicção da inteligência e da capacidade do nosso povo. Que venham cada vez mais projetos como esse e que essa fábrica inspire outros empresários a investirem no estado de Sergipe”, afirmou.

O gerente responsável pela unidade, Roberto Zamprogna, salientou a atuação da administração estadual como fator decisivo para a escolha de Sergipe como sede da Altenburg no Nordeste. “A escolha por Sergipe deve-se à logística, boa mão de obra e incentivos fiscais. O apoio do governo é fundamental para o sucesso da implantação da unidade. A gente tomou a decisão de se instalar em Sergipe e um marco para isso foi a participação do governo, que faz um trabalho muito bom de trazer novas empresas e dar a elas todo o suporte necessário”, frisou.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, ressaltou a importância da colaboração mútua entre o estado e a iniciativa privada. “A Altenburg é uma empresa quase centenária, muito caprichosa nos seus produtos, que não tem nenhum problema fiscal e nem trabalhista, e a felicidade dos seus funcionários é algo marcante para a gente. O estado tem obrigação de apoiar as empresas e a legislação do PSDI nos dá apoio legal para a redução do ICMS, que é o principal tributo que as empresas pagam, e essa redução é o que viabiliza as empresas serem instaladas no nosso estado”, pontuou.

Evolução

Hoje, a Altenburg fabrica produtos como travesseiros, colchas, forros de cama, protetores de colchão e travesseiro, fronhas e outros artigos da categoria. Com a expansão, há a expectativa de implantação de uma linha de não-tecidos para a fabricação de enchimentos. O estoque é distribuído para toda a região Nordeste e Norte, além de parte do Centro-Oeste. Para quem participa do dia a dia da produção, a ampliação das atividades da fábrica representa um grande passo tanto para a empresa como para a comunidade ao seu redor.

“Foi bom para todo mundo. O local é mais confortável e agora temos mais espaço para desenvolver o nosso trabalho. Fiquei muito feliz também com a geração de novos empregos. Aqui na região temos muitos jovens precisando de oportunidades, e quanto mais gente trabalhando, melhor. É bom para a cidade de Socorro e para o estado”, destacou o operador Cristiano Menezes, referindo-se à mudança em relação ao espaço antigo, de 7,5 mil m².

“Eu gostei muito da nova fábrica. Aqui a gente fica mais à vontade, o espaço é bem maior e mais arejado. Também é muito importante gerar mais empregos, porque depois da pandemia existem muitas pessoas passando dificuldades. Com essas novas vagas aqui, algumas pessoas podem melhorar um pouco de situação”, comentou a revisora e embaladora Raiane Santos Silva.

Altenburg

Com quase 100 anos de história, a Altenburg conta atualmente com duas unidades fabris em Blumenau (SC), uma em São Roque (SP) e outra no Paraguai, além da unidade sergipana. A empresa é, hoje, a maior produtora de travesseiros do Brasil, comercializando mais de 1,6 milhão de produtos mensalmente.

A Altenburg gera quase 2 mil empregos diretos e está presente em mais de 10 mil pontos de venda em todos os estados brasileiros, além de países da América Latina. A fábrica conta ainda com 12 lojas próprias, com atuação também via e-commerce.  

Presenças

Representando o Grupo Altenburg, estiveram presentes ao evento o CEO Rui Altenburg e o diretor comercial Tiago Altenburg. Também compareceram à inauguração o prefeito de Socorro, Padre Inaldo; o superintendente do Banco do Nordeste em Sergipe, Antônio César de Santana; o presidente da Federação das Indústrias de Sergipe, Eduardo Prado; o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Mario Cezar de Aguiar; o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, e o diretor-presidente da Sergas, Valmor Barbosa, entre outras autoridades.

Última atualização: 18 de outubro de 2021, 17:18

Com o propósito de alinhar ações e metas para o fortalecimento do projeto do Complexo Industrial Portuário de Sergipe, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, recebeu prefeitos e representantes dos municípios de Laranjeiras, Maruim e Santo Amaro das Brotas. O encontro, que ocorreu na quinta-feira (14), buscou apresentar a visão do Estado diante do potencial de desenvolvimento destas cidades, com a geração de empregos e novos empreendimentos.

Durante o encontro, foi apresentada a concepção do projeto do complexo, considerando a infraestrutura e o potencial minerário industrial que o espaço deverá proporcionar. Estiveram presentes o prefeito de Maruim, Gilberto Maynart, o prefeito de Laranjeiras, José de Araújo, e o secretário municipal de Administração de Santo Amaro das Brotas, Edval Neto, além de outros representantes e corpo técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

“O principal benefício da reunião é o alinhamento dos prefeitos das cidades que compõem o complexo industrial. Isso é importante para evitar competições e estabelecer um clima de cooperação entre os municípios, com benefício mútuo”, afirmou o secretário José Augusto Carvalho.

“A reunião foi muito importante para nos inteirarmos sobre o que significa o Complexo Industrial Portuário. Essa reunião esclareceu para todos nós, prefeitos e representantes dos municípios integrantes, o significado e a importância desse projeto para Sergipe”, disse o prefeito de Maruim, Gilberto Maynart.

Complexo

O Complexo Industrial Portuário de Sergipe foi criado por meio da Lei Estadual nº 8.569, de 02 de setembro de 2019, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento econômico dos municípios integrantes e região. Além de Maruim, Laranjeiras e Santo Amaro, o município de Barra dos Coqueiros também integra a proposta. A consolidação do Complexo está contemplada como uma das metas prioritárias da atual gestão estadual, incluída no planejamento estratégico da Sedetec.

Última atualização: 18 de outubro de 2021, 16:51

Com o propósito de contribuir para o debate e a construção de conhecimento em ciência, tecnologia e inovação no estado, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) inicia a publicação de artigos técnicos relacionados às pesquisas e projetos desenvolvidos com o apoio da entidade. O texto que abre a iniciativa é intitulado “A oportunidade do Atlas Eólico de Sergipe”, assinado pelo gestor de Energia do Parque, Marcos Felipe Sobral dos Santos. O documento aborda as potencialidades da matriz energética sergipana, com destaque para a energia eólica.

Trazendo o cenário brasileiro relacionado ao consumo de energias e mudanças climáticas, além de normas e órgãos reguladores do setor, o artigo contextualiza o desenvolvimento do Atlas Eólico de Sergipe. Atualmente em andamento, o projeto é proposto pelo Governo de Sergipe através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e executado pelo SergipeTec, tendo como co-executores o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS); o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP); a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Tabuleiros Costeiros e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O acesso aos artigos completos da série está disponível no site do SergipeTec, em https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. O conteúdo é destinado a pesquisadores, técnicos, agentes públicos e interessados em geral.

Confira a prévia do primeiro artigo:

1. Introdução

As Mudanças Climáticas já estão afetando a vida de todos, as manchetes recentes relacionadas ao clima extremo estão acontecendo no mundo todo. No Brasil, ainda em 2021, já é um ano marcado por eventos extremos do clima, recordes de temperatura (42ºC em Cuiabá e – 5ºC na serra catarinense) e a grave seca no Centro-Oeste e Sudeste [1].

Segundo o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o sexto relatório do Grupo de Trabalho I, mostra que o mundo provavelmente atingirá ou excederá 1,5 °C de aquecimento nas próximas duas décadas – mais cedo do que em avaliações anteriores [2]. Como consequência das mudanças climáticas, o Brasil está enfrentando a pior crise hídrica em 91 anos de monitoramento das bacias hidrográficas do país [3].

Para limitar o aquecimento global a 1,5°C na próxima década, ações para reduzir ou limitar emissões de alto carbono na atmosfera devem ser implementadas de forma agressiva, uma vez que mudanças de pequena escala não serão suficientes. É preciso de ações rápidas e grandes transformações [2]. Os principais responsáveis por esse aquecimento recente, são a queima de combustíveis fósseis e o corte de árvores [2]. Para reduzir a demanda por combustíveis fósseis e minimizar a pressão sobre crise hídrica que afeta diretamente as hidroelétricas, prejudicando assim, a geração de energia para o país, a diversificação da matriz elétrica, incluindo fontes limpas e renováveis como as fontes solares e eólicas, são consideradas fontes alternativas.

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Última atualização: 15 de outubro de 2021, 12:58

O governador Belivaldo Chagas, acompanhado de secretários e corpo técnico do Governo de Sergipe, participou, nesta quinta-feira (14), da inauguração do novo Centro de Educação Profissional do Senac Maria José Santos ‘Professora Lia’, em Nossa Senhora da Glória, promovida pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac. Esta é a maior unidade pedagógica do sertão sergipano e atenderá aproximadamente 14 municípios da região, com a oferta de cursos de formação e aperfeiçoamento profissional. Os investimentos na obra, mobiliário e equipamentos ultrapassaram R$13,5 milhões.

“Quero parabenizar a todos que estão preocupados com o desenvolvimento de Sergipe e, é fato, que o Sistema S tem servido com amor próprio para o desenvolvimento do nosso estado. Esse equipamento educacional será um divisor de águas para o estado e principalmente para o sertão. O que vi, hoje aqui, é progresso, fazemos o hoje pensando no amanhã”, disse Belivaldo Chagas. 

O governador destacou que as ações do terceiro setor e da iniciativa privada se somam às do governo para fortalecer o desenvolvimento de Sergipe. “A gente teve, nessa semana, a feliz notícia, via reportagem do Valor Econômico, que trata da economia do país, que, apesar de todas as dificuldades do momento que passamos, fomos classificados como um dos estados da federação que mais ampliaram investimentos neste ano. O governo faz sua parte e iniciativas como esta do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac vêm para impulsionar ainda mais o desenvolvimento da região e todo o estado”, afirmou.

A diretora Regional do Senac Sergipe, Priscila Felizola, frisou que a unidade escolar pode beneficiar, ao longo dos próximos anos, mais de 200 mil sergipanos. “Nós estamos aproximando os cursos do Senac da população e fazendo com que elas sejam qualificadas e transformem os seus sonhos em realidade. É gratificante, para nós, poder trazer essa capacitação para população, para que mais sergipanos possam ingressar no mercado, potencializar sua renda e sustentar suas famílias”.

Para o presidente da Fecomércio, o deputado federal Laércio Oliveira, com a inauguração do centro, haverá mais negócios, mais crescimento e renda para os sergipanos. “Vai trazer, acima de tudo, uma base muito sólida de mão de obra qualificada. A partir de agora, não haverá mais necessidade das pessoas que vivem nessa região saírem daqui para buscar uma formação profissional ou crescimento fora daqui”, pontuou.

Regionalismo

O prédio traz decoração de artistas naturais do município, como o artista Veio, que produz esculturas em madeira, e Maria Goes, que borda quadros decorativos, além de paginação de cactos em várias paredes. Segundo o arquiteto do Senac, Quiones Aquino, a escolha dos artefatos foi por conta do regionalismo. “A concepção do prédio foi feita para que comportasse o maior número de pessoas possíveis. Então, ele foi pensado justamente numa estrutura que pudesse ter grandes layouts. Para a decoração, a finalização, a gente trouxe o regionalismo do entorno como característica da identidade visual do prédio. Então, o que marca aqui é o regionalismo, foi o que prevaleceu”, explicou.

O Senac Glória é constituído de sete pavimentos com uma área de construção de quase quatro mil metros quadrados. O novo prédio conta com salas de aula e laboratórios de diversos eixos pedagógicos, além de biblioteca e auditório. O polo tem capacidade para atender a 500 alunos nos três turnos através da oferta de cursos de formação inicial, continuada e técnicos de nível médio, nas áreas de gestão e negócios, tecnologia da informação, beleza, saúde, gastronomia, comunicação e infraestrutura, além dos cursos da Rede EAD Senac.

A prefeita de Glória, Luana Oliveira, enalteceu a importância do equipamento para toda a região. “Obrigado por tudo que vem sendo feito por nós, sertanejos. A gente fica muito grato pelo compromisso e por acreditarem e apostarem nesse sonho. Eu quero dizer que nossa cidade cresce e fica cada vez mais bonita, cada vez mais próxima de todos com os investimentos no Alto Sertão. Não só a cidade de Glória, mas todo Alto Sertão que ganha com tudo que vem sendo feito”, enfatizou.

O titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho, esteve presente ao evento, acompanhado do superintendente executivo da pasta, Marcelo Menezes, e do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos.

Última atualização: 15 de outubro de 2021, 10:36

Com o tema “Plano Nacional de Fertilizantes e Perspectivas do Mercado de Fertilizantes no Brasil”, painel da Exposibram reuniu agentes do setor de mineração e segmentos adjacentes

As propostas e ações de Sergipe para o desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) foram pauta de um painel realizado nesta quarta-feira (6), que reuniu autoridades do setor de mineração do Brasil. A apresentação fez parte da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), e foi conduzida pelo superintendente executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes. O pioneirismo do Estado com adequações regulatórias e a iniciativa do Polo Ferti Sergipe foi um dos pontos de destaque do evento.

Em uma projeção para cinco anos, Marcelo Menezes enfatizou as medidas assumidas pelo Governo de Sergipe para o segmento. “Estamos discutindo um projeto de lei federal para instituir o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (PROFERT) como forma de incentivar a produção nacional e tornar o produto brasileiro competitivo em relação ao importado. A partir do novo cenário do gás, com maior competitividade no setor, e com a reserva abundante de que dispomos em nosso litoral, além da perspectiva de isonomia da tributação do ICMS, Sergipe terá maior visibilidade e atratividade. Temos o intuito de ter no estado um dos três grandes polos de fertilizantes do Brasil, contribuindo para reduzir a dependência brasileira do produto estrangeiro”, destacou.

Dentro do panorama apresentado, a produção do gás natural offshore e a conexão do terminal de GNL com a malha de transportes impulsionarão a oferta do combustível no Estado, o que contribuirá para viabilizar a implantação do Polo Ferti, assim como a integração entre porto, rodovias e ferrovias. O plano do Governo de Sergipe também inclui a aplicação de estímulos nos segmentos imobiliário e regulatório, no contexto do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

Em alinhamento à política federal do Novo Mercado do Gás e da Lei do Gás (Lei 14.134/2021), na qual Sergipe teve participação através da relatoria do deputado federal Laércio Oliveira, e com o protagonismo da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) na revisão do Convênio 100/97 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o Governo de Sergipe mobilizou-se uma vez mais para a criação de condições precedentes para o desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes.

Ainda durante o painel, o superintendente da Sedetec salientou a participação do Estado na fase de diagnóstico do PNF, além da contribuição apresentada no que diz respeito a questões tributárias do setor, com proposta de medidas para a desoneração.

Também participaram do painel o representante da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE/Casa Civil), Joanisval Gonçalves; o representante do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), Márcio Remédio; o representante da Mosaic, Arthur Liacre, e o representante do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), Bernardo Silva.

Última atualização: 7 de outubro de 2021, 13:58

Equipes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) receberam a visita de integrantes da Associação Brasileira de Química (ABQ/SE). O encontro, que ocorreu na quarta-feira (22), teve como objetivo o estudo de potencial de implantação de indústrias químicas em Sergipe.

Representando a ABQ, estiveram presentes os professores Haroldo Silveira Dórea e Maria de Lara Arguelha, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os especialistas falaram sobre as atividades desenvolvidas pela universidade na área da química e se colocaram à disposição para prestar colaboração acadêmica na organização de eventos sobre o tema.

“Sergipe reúne diversos pontos fortes em se tratando de seu potencial econômico, a exemplo das reservas de petróleo e gás em águas profundas e de materiais minerais em subsolo. São elementos que favorecem a instalação e ampliação de indústrias químicas no estado. Com a cooperação técnica da ABQ com o Governo de Sergipe, esse potencial torna-se ainda mais promissor”, salientou o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho.

Também foram discutidos estudos feitos pelo Governo do Estado e pela Codise nos anos 80, abordando os investimentos realizados com consultorias diversas. “A reunião foi uma oportunidade para evidenciar a potencialidade sergipana e resgatar seu histórico econômico, tendo como objetivo olhar para o cenário de hoje e atrair novos empreendimentos no setor da química”, afirmou o diretor-presidente da Codise, José Matos.

Como encaminhamento, a Codise comprometeu-se a trabalhar na busca de seu acervo técnico, a fim de que os contatos com a ABQ sejam retomados posteriormente. Uma nova reunião deve ser agendada até o final do ano para que seja tratado o andamento dos trabalhos.

Esteve presente ao encontro, além dos representantes da ABQ e dos gestores e corpo técnico da Sedetec e da Codise, o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro (Assedis), Hiro Hayashi.

Última atualização: 24 de setembro de 2021, 09:59

O Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado no município de Barra dos Coqueiros, deverá exportar 100 mil toneladas em concentrado de cobre até abril de 2023. As operações são decorrentes da renovação da parceria entre a VLI, empresa de logística administradora do terminal, e a companhia Mineração Caraíba. Com o novo contrato, o porto sergipano estabelece sua posição como exportador de insumos minerais, contando, além do cobre, produtos como minério de ferro e manganês em sua cartela de movimentações.

De acordo com o gerente comercial da VLI para o TMIB, Ítalo Santos Leão, o acordo firmado com a mineradora traz expectativas positivas para o comércio exterior sergipano. “A parceria comercial é muito importante para a VLI como um player logístico focado em suportar o setor de mineração”, afirma.

Além de insumos minerais, o Terminal Marítimo Inácio Barbosa vem servindo de porta de saída também para o agronegócio, com o escoamento de grãos e derivados. Entre junho e agosto de 2021, foram embarcadas via TMIB 90 mil toneladas de farelo de soja e 60 mil toneladas de milho para o mercado externo. Este movimento atende a uma demanda crescente dos produtores do setor, sobretudo nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, as movimentações previstas até 2023 sinalizam boas expectativas para Sergipe. “É uma notícia que indica o potencial de projeção da economia sergipana para os próximos anos. Nesse sentido, o diálogo do Governo de Sergipe com a VLI é constante, no intuito de fazer de nosso estado um grande exportador por meio do TMIB”, pontua.

O porto de Sergipe também vem sendo uma relevante porta de entrada para importações. Entre os produtos atualmente recebidos do mercado externo, destacam-se os fertilizantes, trigo e coque. Tais insumos abastecem importantes atividades no estado, como a cadeia produtora do agronegócio e as indústrias alimentícia e cimenteira.

Última atualização: 22 de setembro de 2021, 16:52