O desenvolvimento de ações em Ciência, Tecnologia e Inovação na área de energias renováveis no estado é o foco do mais novo artigo técnico publicado pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). O texto apresenta a infraestrutura do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (Nerees), com destaque para o suporte em pesquisas sobre biomassa e energias solar e eólica. O artigo dá continuidade à série iniciada pelo Parque, com o propósito de estimular o debate entre pesquisadores e agentes públicos e privados ligados ao setor de energias.

A publicação é assinada pelo gestor de Energia do SergipeTec e coordenador do Nerees, Marcos Sobral, e pela pesquisadora do Núcleo, Samia Maciel. O artigo completo pode ser conferido no site do SergipeTec, por meio do link https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. No mesmo local, é possível visualizar também os dois textos lançados anteriormente, que abordam o projeto do Atlas Eólico de Sergipe e os estudos sobre o uso do hidrogênio verde.

Confira a prévia do artigo:

  1. INTRODUÇÃO – Projeto Estruturante II

A Agência Internacional de Energia observa que o desenvolvimento e implantação de tecnologias de eletricidade renovável devem continuar a ser considerados em níveis recordes, mas políticas governamentais e apoio financeiro são necessários para incentivar implantações ainda maiores de eletricidade limpa (e infraestrutura de apoio) para fornecer ao mundo uma chance de atingir seus objetivos climáticos líquidos zero [1].

Com esse objetivo, em 2007 a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) que é uma Agência pública que financia a inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado, lançou o CONVITE AOS ESTADOS – MCT/FINEP/Ação Transversal – PROJETOS ESTRUTURANTES DE C,T&I – 12/2007, com o objetivo de selecionar propostas para apoio financeiro à execução de projetos de pesquisa básica e aplicada e de desenvolvimento tecnológico, de natureza multidisciplinar, que tinham caráter estruturante para o Sistema de C,T&I (Ciência, Tecnologia & Inovação) no Estado de Sergipe e que estivessem em consonância com o planejamento estratégico de C,T&I de cada Estado do país.

A partir deste convite, o Estado de Sergipe apresentou proposta para implementação de projetos estruturantes nos sistemas estaduais de C,T&I [2]. O Estado foi aprovado na seleção e formalizou o Convênio nº 01.08.0498.00, nomeando de Projeto Estruturante de C,T&I do Estado de Sergipe – CTISE 2008, com aporte de recursos da FINEP e do Governo do Estado.

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Última atualização: 5 de novembro de 2021, 14:24

Dando continuidade à série de publicações relacionadas às pesquisas e projetos desenvolvidos com o suporte da entidade, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) lança mais um artigo técnico. Desta vez, o texto é assinado pela pesquisadora do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe, Samia Maciel. Intitulado “Hidrogênio verde: A energia do futuro – Cenário e Oportunidades”, o artigo aborda o uso do hidrogênio como matriz energética no Brasil e em Sergipe.

O artigo completo pode ser conferido no site do SergipeTec, por meio do link https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. O texto é destinado a pesquisadores, técnicos, agentes públicos e interessados em geral. No mesmo link, é possível acessar o artigo de abertura da série, intitulado “A oportunidade do Atlas Eólico de Sergipe”, de autoria do gestor de Energia do Parque, Marcos Felipe Sobral dos Santos.

Confira a prévia do artigo:

A produção de hidrogênio verde (H2V), também conhecido como hidrogênio renovável, tem sido apontada como uma das alternativas possíveis em busca da descarbonização das fontes de energia nos próximos anos [1; 2]. O hidrogênio apresenta três vezes mais energia que a gasolina comum e, ainda, é uma fonte de energia limpa uma vez que só libera água na forma de vapor e não produz dióxido de carbono (CO2) [3]. Conheça mais aqui sobre Hidrogênio Verde e seu uso nesse material da gigante espanhola Iberdrola [4].

Existem estudos que permitem utilizar o hidrogênio como combustível, contudo é importante considerar que o mesmo é altamente inflamável [2], tornando as operações de transporte e armazenamento, um grande desafio e, além disso, o processo produtivo requer grandes quantidades de energia, aumentando os custos do processo [5].

Tradicionalmente, 99 % do hidrogênio utilizado como combustível, é gerado a partir de fontes não-renováveis, como consequência, o processo polui o meio ambiente com altas emissões de CO2 [3]. O mercado mundial de hidrogênio é bastante relevante atualmente, sendo estimado ter respondido entre US$ 110 a US$ 136 bilhões em 2019, majoritariamente para uso não energético, em aplicações que incluem a produção de intermediários para fertilizantes, indústria alimentícia e produção de derivados de petróleo, entre outros [6].

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Última atualização: 21 de outubro de 2021, 11:47

Com o propósito de contribuir para o debate e a construção de conhecimento em ciência, tecnologia e inovação no estado, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) inicia a publicação de artigos técnicos relacionados às pesquisas e projetos desenvolvidos com o apoio da entidade. O texto que abre a iniciativa é intitulado “A oportunidade do Atlas Eólico de Sergipe”, assinado pelo gestor de Energia do Parque, Marcos Felipe Sobral dos Santos. O documento aborda as potencialidades da matriz energética sergipana, com destaque para a energia eólica.

Trazendo o cenário brasileiro relacionado ao consumo de energias e mudanças climáticas, além de normas e órgãos reguladores do setor, o artigo contextualiza o desenvolvimento do Atlas Eólico de Sergipe. Atualmente em andamento, o projeto é proposto pelo Governo de Sergipe através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e executado pelo SergipeTec, tendo como co-executores o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS); o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP); a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Tabuleiros Costeiros e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O acesso aos artigos completos da série está disponível no site do SergipeTec, em https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. O conteúdo é destinado a pesquisadores, técnicos, agentes públicos e interessados em geral.

Confira a prévia do primeiro artigo:

1. Introdução

As Mudanças Climáticas já estão afetando a vida de todos, as manchetes recentes relacionadas ao clima extremo estão acontecendo no mundo todo. No Brasil, ainda em 2021, já é um ano marcado por eventos extremos do clima, recordes de temperatura (42ºC em Cuiabá e – 5ºC na serra catarinense) e a grave seca no Centro-Oeste e Sudeste [1].

Segundo o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o sexto relatório do Grupo de Trabalho I, mostra que o mundo provavelmente atingirá ou excederá 1,5 °C de aquecimento nas próximas duas décadas – mais cedo do que em avaliações anteriores [2]. Como consequência das mudanças climáticas, o Brasil está enfrentando a pior crise hídrica em 91 anos de monitoramento das bacias hidrográficas do país [3].

Para limitar o aquecimento global a 1,5°C na próxima década, ações para reduzir ou limitar emissões de alto carbono na atmosfera devem ser implementadas de forma agressiva, uma vez que mudanças de pequena escala não serão suficientes. É preciso de ações rápidas e grandes transformações [2]. Os principais responsáveis por esse aquecimento recente, são a queima de combustíveis fósseis e o corte de árvores [2]. Para reduzir a demanda por combustíveis fósseis e minimizar a pressão sobre crise hídrica que afeta diretamente as hidroelétricas, prejudicando assim, a geração de energia para o país, a diversificação da matriz elétrica, incluindo fontes limpas e renováveis como as fontes solares e eólicas, são consideradas fontes alternativas.

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Última atualização: 15 de outubro de 2021, 12:58