Inaugurando sua unidade própria, Altenburg contou com apoio do Governo de Sergipe para aquisição do novo espaço e recebe incentivos fiscais via PSDI

Com o apoio do Governo de Sergipe, mais uma indústria amplia suas atividades e passa a gerar ainda mais emprego e renda para o estado. A fábrica Altenburg, especializada na produção de artigos de cama e banho, inaugurou nesta segunda-feira (18) sua unidade própria no estado. Presente em Sergipe há mais 10 anos, a empresa catarinense ocupava um imóvel alugado no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro. Com subsídios do Governo, a indústria adquiriu um terreno no Distrito, erguendo uma planta com 18 mil m² de área construída e investimento de R$ 30 milhões. Representando o governador Belivaldo Chagas, a vice-governadora Eliane Aquino esteve presente ao evento e visitou as instalações da unidade.

Com planejamento de expansão em um período de dois anos, a Altenburg, que hoje emprega quase 230 funcionários, deve chegar a um total de 400 trabalhadores. Atualmente, a indústria  produz a média de 400 mil peças por mês, estimando chegar a 600 mil peças mensais ao fim da expansão. Quanto ao faturamento, a expectativa é de que os valores passem de R$ 100 mil para R$ 200 mil por ano com a conclusão do projeto. Até lá, a direção da fábrica planeja novos investimentos, com estimativa de R$ 15 milhões para a compra de equipamentos e outras adequações. Na nova sede, destaca-se o viés sustentável, com área verde e melhor aproveitamento dos espaços.

Além do suporte na aquisição do espaço, o Governo do Estado oferece incentivos fiscais à Altenburg por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), proporcionando desconto no ICMS. A empresa é beneficiária do PSDI há 10 anos, com possibilidade de gozar do incentivo por mais 15.

De acordo com a vice-governadora Eliane Aquino, o suporte concedido pelo Governo às indústrias é fundamental para que Sergipe se afirme como um estado competitivo. “Uma fábrica como essa é de uma importância gigantesca para o nosso estado. Sergipe deseja cada vez mais competir com os outros estados, e nós temos a capacidade técnica e gente preparada para isso. Tenho certeza de que, se depender de cada profissional que aqui trabalha, daqui sairão grandes diretores para o mundo, pois tenho convicção da inteligência e da capacidade do nosso povo. Que venham cada vez mais projetos como esse e que essa fábrica inspire outros empresários a investirem no estado de Sergipe”, afirmou.

O gerente responsável pela unidade, Roberto Zamprogna, salientou a atuação da administração estadual como fator decisivo para a escolha de Sergipe como sede da Altenburg no Nordeste. “A escolha por Sergipe deve-se à logística, boa mão de obra e incentivos fiscais. O apoio do governo é fundamental para o sucesso da implantação da unidade. A gente tomou a decisão de se instalar em Sergipe e um marco para isso foi a participação do governo, que faz um trabalho muito bom de trazer novas empresas e dar a elas todo o suporte necessário”, frisou.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, ressaltou a importância da colaboração mútua entre o estado e a iniciativa privada. “A Altenburg é uma empresa quase centenária, muito caprichosa nos seus produtos, que não tem nenhum problema fiscal e nem trabalhista, e a felicidade dos seus funcionários é algo marcante para a gente. O estado tem obrigação de apoiar as empresas e a legislação do PSDI nos dá apoio legal para a redução do ICMS, que é o principal tributo que as empresas pagam, e essa redução é o que viabiliza as empresas serem instaladas no nosso estado”, pontuou.

Evolução

Hoje, a Altenburg fabrica produtos como travesseiros, colchas, forros de cama, protetores de colchão e travesseiro, fronhas e outros artigos da categoria. Com a expansão, há a expectativa de implantação de uma linha de não-tecidos para a fabricação de enchimentos. O estoque é distribuído para toda a região Nordeste e Norte, além de parte do Centro-Oeste. Para quem participa do dia a dia da produção, a ampliação das atividades da fábrica representa um grande passo tanto para a empresa como para a comunidade ao seu redor.

“Foi bom para todo mundo. O local é mais confortável e agora temos mais espaço para desenvolver o nosso trabalho. Fiquei muito feliz também com a geração de novos empregos. Aqui na região temos muitos jovens precisando de oportunidades, e quanto mais gente trabalhando, melhor. É bom para a cidade de Socorro e para o estado”, destacou o operador Cristiano Menezes, referindo-se à mudança em relação ao espaço antigo, de 7,5 mil m².

“Eu gostei muito da nova fábrica. Aqui a gente fica mais à vontade, o espaço é bem maior e mais arejado. Também é muito importante gerar mais empregos, porque depois da pandemia existem muitas pessoas passando dificuldades. Com essas novas vagas aqui, algumas pessoas podem melhorar um pouco de situação”, comentou a revisora e embaladora Raiane Santos Silva.

Altenburg

Com quase 100 anos de história, a Altenburg conta atualmente com duas unidades fabris em Blumenau (SC), uma em São Roque (SP) e outra no Paraguai, além da unidade sergipana. A empresa é, hoje, a maior produtora de travesseiros do Brasil, comercializando mais de 1,6 milhão de produtos mensalmente.

A Altenburg gera quase 2 mil empregos diretos e está presente em mais de 10 mil pontos de venda em todos os estados brasileiros, além de países da América Latina. A fábrica conta ainda com 12 lojas próprias, com atuação também via e-commerce.  

Presenças

Representando o Grupo Altenburg, estiveram presentes ao evento o CEO Rui Altenburg e o diretor comercial Tiago Altenburg. Também compareceram à inauguração o prefeito de Socorro, Padre Inaldo; o superintendente do Banco do Nordeste em Sergipe, Antônio César de Santana; o presidente da Federação das Indústrias de Sergipe, Eduardo Prado; o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Mario Cezar de Aguiar; o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, e o diretor-presidente da Sergas, Valmor Barbosa, entre outras autoridades.

Última atualização: 18 de outubro de 2021, 17:18

Com o propósito de alinhar ações e metas para o fortalecimento do projeto do Complexo Industrial Portuário de Sergipe, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, recebeu prefeitos e representantes dos municípios de Laranjeiras, Maruim e Santo Amaro das Brotas. O encontro, que ocorreu na quinta-feira (14), buscou apresentar a visão do Estado diante do potencial de desenvolvimento destas cidades, com a geração de empregos e novos empreendimentos.

Durante o encontro, foi apresentada a concepção do projeto do complexo, considerando a infraestrutura e o potencial minerário industrial que o espaço deverá proporcionar. Estiveram presentes o prefeito de Maruim, Gilberto Maynart, o prefeito de Laranjeiras, José de Araújo, e o secretário municipal de Administração de Santo Amaro das Brotas, Edval Neto, além de outros representantes e corpo técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

“O principal benefício da reunião é o alinhamento dos prefeitos das cidades que compõem o complexo industrial. Isso é importante para evitar competições e estabelecer um clima de cooperação entre os municípios, com benefício mútuo”, afirmou o secretário José Augusto Carvalho.

“A reunião foi muito importante para nos inteirarmos sobre o que significa o Complexo Industrial Portuário. Essa reunião esclareceu para todos nós, prefeitos e representantes dos municípios integrantes, o significado e a importância desse projeto para Sergipe”, disse o prefeito de Maruim, Gilberto Maynart.

Complexo

O Complexo Industrial Portuário de Sergipe foi criado por meio da Lei Estadual nº 8.569, de 02 de setembro de 2019, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento econômico dos municípios integrantes e região. Além de Maruim, Laranjeiras e Santo Amaro, o município de Barra dos Coqueiros também integra a proposta. A consolidação do Complexo está contemplada como uma das metas prioritárias da atual gestão estadual, incluída no planejamento estratégico da Sedetec.

Última atualização: 18 de outubro de 2021, 16:51

Com o propósito de contribuir para o debate e a construção de conhecimento em ciência, tecnologia e inovação no estado, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) inicia a publicação de artigos técnicos relacionados às pesquisas e projetos desenvolvidos com o apoio da entidade. O texto que abre a iniciativa é intitulado “A oportunidade do Atlas Eólico de Sergipe”, assinado pelo gestor de Energia do Parque, Marcos Felipe Sobral dos Santos. O documento aborda as potencialidades da matriz energética sergipana, com destaque para a energia eólica.

Trazendo o cenário brasileiro relacionado ao consumo de energias e mudanças climáticas, além de normas e órgãos reguladores do setor, o artigo contextualiza o desenvolvimento do Atlas Eólico de Sergipe. Atualmente em andamento, o projeto é proposto pelo Governo de Sergipe através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e executado pelo SergipeTec, tendo como co-executores o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS); o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP); a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Tabuleiros Costeiros e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O acesso aos artigos completos da série está disponível no site do SergipeTec, em https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. O conteúdo é destinado a pesquisadores, técnicos, agentes públicos e interessados em geral.

Confira a prévia do primeiro artigo:

1. Introdução

As Mudanças Climáticas já estão afetando a vida de todos, as manchetes recentes relacionadas ao clima extremo estão acontecendo no mundo todo. No Brasil, ainda em 2021, já é um ano marcado por eventos extremos do clima, recordes de temperatura (42ºC em Cuiabá e – 5ºC na serra catarinense) e a grave seca no Centro-Oeste e Sudeste [1].

Segundo o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o sexto relatório do Grupo de Trabalho I, mostra que o mundo provavelmente atingirá ou excederá 1,5 °C de aquecimento nas próximas duas décadas – mais cedo do que em avaliações anteriores [2]. Como consequência das mudanças climáticas, o Brasil está enfrentando a pior crise hídrica em 91 anos de monitoramento das bacias hidrográficas do país [3].

Para limitar o aquecimento global a 1,5°C na próxima década, ações para reduzir ou limitar emissões de alto carbono na atmosfera devem ser implementadas de forma agressiva, uma vez que mudanças de pequena escala não serão suficientes. É preciso de ações rápidas e grandes transformações [2]. Os principais responsáveis por esse aquecimento recente, são a queima de combustíveis fósseis e o corte de árvores [2]. Para reduzir a demanda por combustíveis fósseis e minimizar a pressão sobre crise hídrica que afeta diretamente as hidroelétricas, prejudicando assim, a geração de energia para o país, a diversificação da matriz elétrica, incluindo fontes limpas e renováveis como as fontes solares e eólicas, são consideradas fontes alternativas.

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Última atualização: 15 de outubro de 2021, 12:58

O governador Belivaldo Chagas, acompanhado de secretários e corpo técnico do Governo de Sergipe, participou, nesta quinta-feira (14), da inauguração do novo Centro de Educação Profissional do Senac Maria José Santos ‘Professora Lia’, em Nossa Senhora da Glória, promovida pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac. Esta é a maior unidade pedagógica do sertão sergipano e atenderá aproximadamente 14 municípios da região, com a oferta de cursos de formação e aperfeiçoamento profissional. Os investimentos na obra, mobiliário e equipamentos ultrapassaram R$13,5 milhões.

“Quero parabenizar a todos que estão preocupados com o desenvolvimento de Sergipe e, é fato, que o Sistema S tem servido com amor próprio para o desenvolvimento do nosso estado. Esse equipamento educacional será um divisor de águas para o estado e principalmente para o sertão. O que vi, hoje aqui, é progresso, fazemos o hoje pensando no amanhã”, disse Belivaldo Chagas. 

O governador destacou que as ações do terceiro setor e da iniciativa privada se somam às do governo para fortalecer o desenvolvimento de Sergipe. “A gente teve, nessa semana, a feliz notícia, via reportagem do Valor Econômico, que trata da economia do país, que, apesar de todas as dificuldades do momento que passamos, fomos classificados como um dos estados da federação que mais ampliaram investimentos neste ano. O governo faz sua parte e iniciativas como esta do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac vêm para impulsionar ainda mais o desenvolvimento da região e todo o estado”, afirmou.

A diretora Regional do Senac Sergipe, Priscila Felizola, frisou que a unidade escolar pode beneficiar, ao longo dos próximos anos, mais de 200 mil sergipanos. “Nós estamos aproximando os cursos do Senac da população e fazendo com que elas sejam qualificadas e transformem os seus sonhos em realidade. É gratificante, para nós, poder trazer essa capacitação para população, para que mais sergipanos possam ingressar no mercado, potencializar sua renda e sustentar suas famílias”.

Para o presidente da Fecomércio, o deputado federal Laércio Oliveira, com a inauguração do centro, haverá mais negócios, mais crescimento e renda para os sergipanos. “Vai trazer, acima de tudo, uma base muito sólida de mão de obra qualificada. A partir de agora, não haverá mais necessidade das pessoas que vivem nessa região saírem daqui para buscar uma formação profissional ou crescimento fora daqui”, pontuou.

Regionalismo

O prédio traz decoração de artistas naturais do município, como o artista Veio, que produz esculturas em madeira, e Maria Goes, que borda quadros decorativos, além de paginação de cactos em várias paredes. Segundo o arquiteto do Senac, Quiones Aquino, a escolha dos artefatos foi por conta do regionalismo. “A concepção do prédio foi feita para que comportasse o maior número de pessoas possíveis. Então, ele foi pensado justamente numa estrutura que pudesse ter grandes layouts. Para a decoração, a finalização, a gente trouxe o regionalismo do entorno como característica da identidade visual do prédio. Então, o que marca aqui é o regionalismo, foi o que prevaleceu”, explicou.

O Senac Glória é constituído de sete pavimentos com uma área de construção de quase quatro mil metros quadrados. O novo prédio conta com salas de aula e laboratórios de diversos eixos pedagógicos, além de biblioteca e auditório. O polo tem capacidade para atender a 500 alunos nos três turnos através da oferta de cursos de formação inicial, continuada e técnicos de nível médio, nas áreas de gestão e negócios, tecnologia da informação, beleza, saúde, gastronomia, comunicação e infraestrutura, além dos cursos da Rede EAD Senac.

A prefeita de Glória, Luana Oliveira, enalteceu a importância do equipamento para toda a região. “Obrigado por tudo que vem sendo feito por nós, sertanejos. A gente fica muito grato pelo compromisso e por acreditarem e apostarem nesse sonho. Eu quero dizer que nossa cidade cresce e fica cada vez mais bonita, cada vez mais próxima de todos com os investimentos no Alto Sertão. Não só a cidade de Glória, mas todo Alto Sertão que ganha com tudo que vem sendo feito”, enfatizou.

O titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho, esteve presente ao evento, acompanhado do superintendente executivo da pasta, Marcelo Menezes, e do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos.

Última atualização: 15 de outubro de 2021, 10:36

Com o tema “Plano Nacional de Fertilizantes e Perspectivas do Mercado de Fertilizantes no Brasil”, painel da Exposibram reuniu agentes do setor de mineração e segmentos adjacentes

As propostas e ações de Sergipe para o desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) foram pauta de um painel realizado nesta quarta-feira (6), que reuniu autoridades do setor de mineração do Brasil. A apresentação fez parte da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), e foi conduzida pelo superintendente executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes. O pioneirismo do Estado com adequações regulatórias e a iniciativa do Polo Ferti Sergipe foi um dos pontos de destaque do evento.

Em uma projeção para cinco anos, Marcelo Menezes enfatizou as medidas assumidas pelo Governo de Sergipe para o segmento. “Estamos discutindo um projeto de lei federal para instituir o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (PROFERT) como forma de incentivar a produção nacional e tornar o produto brasileiro competitivo em relação ao importado. A partir do novo cenário do gás, com maior competitividade no setor, e com a reserva abundante de que dispomos em nosso litoral, além da perspectiva de isonomia da tributação do ICMS, Sergipe terá maior visibilidade e atratividade. Temos o intuito de ter no estado um dos três grandes polos de fertilizantes do Brasil, contribuindo para reduzir a dependência brasileira do produto estrangeiro”, destacou.

Dentro do panorama apresentado, a produção do gás natural offshore e a conexão do terminal de GNL com a malha de transportes impulsionarão a oferta do combustível no Estado, o que contribuirá para viabilizar a implantação do Polo Ferti, assim como a integração entre porto, rodovias e ferrovias. O plano do Governo de Sergipe também inclui a aplicação de estímulos nos segmentos imobiliário e regulatório, no contexto do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

Em alinhamento à política federal do Novo Mercado do Gás e da Lei do Gás (Lei 14.134/2021), na qual Sergipe teve participação através da relatoria do deputado federal Laércio Oliveira, e com o protagonismo da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) na revisão do Convênio 100/97 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o Governo de Sergipe mobilizou-se uma vez mais para a criação de condições precedentes para o desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes.

Ainda durante o painel, o superintendente da Sedetec salientou a participação do Estado na fase de diagnóstico do PNF, além da contribuição apresentada no que diz respeito a questões tributárias do setor, com proposta de medidas para a desoneração.

Também participaram do painel o representante da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE/Casa Civil), Joanisval Gonçalves; o representante do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), Márcio Remédio; o representante da Mosaic, Arthur Liacre, e o representante do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), Bernardo Silva.

Última atualização: 7 de outubro de 2021, 13:58

Equipes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) receberam a visita de integrantes da Associação Brasileira de Química (ABQ/SE). O encontro, que ocorreu na quarta-feira (22), teve como objetivo o estudo de potencial de implantação de indústrias químicas em Sergipe.

Representando a ABQ, estiveram presentes os professores Haroldo Silveira Dórea e Maria de Lara Arguelha, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os especialistas falaram sobre as atividades desenvolvidas pela universidade na área da química e se colocaram à disposição para prestar colaboração acadêmica na organização de eventos sobre o tema.

“Sergipe reúne diversos pontos fortes em se tratando de seu potencial econômico, a exemplo das reservas de petróleo e gás em águas profundas e de materiais minerais em subsolo. São elementos que favorecem a instalação e ampliação de indústrias químicas no estado. Com a cooperação técnica da ABQ com o Governo de Sergipe, esse potencial torna-se ainda mais promissor”, salientou o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho.

Também foram discutidos estudos feitos pelo Governo do Estado e pela Codise nos anos 80, abordando os investimentos realizados com consultorias diversas. “A reunião foi uma oportunidade para evidenciar a potencialidade sergipana e resgatar seu histórico econômico, tendo como objetivo olhar para o cenário de hoje e atrair novos empreendimentos no setor da química”, afirmou o diretor-presidente da Codise, José Matos.

Como encaminhamento, a Codise comprometeu-se a trabalhar na busca de seu acervo técnico, a fim de que os contatos com a ABQ sejam retomados posteriormente. Uma nova reunião deve ser agendada até o final do ano para que seja tratado o andamento dos trabalhos.

Esteve presente ao encontro, além dos representantes da ABQ e dos gestores e corpo técnico da Sedetec e da Codise, o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro (Assedis), Hiro Hayashi.

Última atualização: 24 de setembro de 2021, 09:59

O Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado no município de Barra dos Coqueiros, deverá exportar 100 mil toneladas em concentrado de cobre até abril de 2023. As operações são decorrentes da renovação da parceria entre a VLI, empresa de logística administradora do terminal, e a companhia Mineração Caraíba. Com o novo contrato, o porto sergipano estabelece sua posição como exportador de insumos minerais, contando, além do cobre, produtos como minério de ferro e manganês em sua cartela de movimentações.

De acordo com o gerente comercial da VLI para o TMIB, Ítalo Santos Leão, o acordo firmado com a mineradora traz expectativas positivas para o comércio exterior sergipano. “A parceria comercial é muito importante para a VLI como um player logístico focado em suportar o setor de mineração”, afirma.

Além de insumos minerais, o Terminal Marítimo Inácio Barbosa vem servindo de porta de saída também para o agronegócio, com o escoamento de grãos e derivados. Entre junho e agosto de 2021, foram embarcadas via TMIB 90 mil toneladas de farelo de soja e 60 mil toneladas de milho para o mercado externo. Este movimento atende a uma demanda crescente dos produtores do setor, sobretudo nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, as movimentações previstas até 2023 sinalizam boas expectativas para Sergipe. “É uma notícia que indica o potencial de projeção da economia sergipana para os próximos anos. Nesse sentido, o diálogo do Governo de Sergipe com a VLI é constante, no intuito de fazer de nosso estado um grande exportador por meio do TMIB”, pontua.

O porto de Sergipe também vem sendo uma relevante porta de entrada para importações. Entre os produtos atualmente recebidos do mercado externo, destacam-se os fertilizantes, trigo e coque. Tais insumos abastecem importantes atividades no estado, como a cadeia produtora do agronegócio e as indústrias alimentícia e cimenteira.

Última atualização: 22 de setembro de 2021, 16:52

Ao longo do mês de agosto, Sergipe registrou um volume de exportações superior a US$ 5,6 milhões. O número representa um crescimento de 30% em relação ao mês de julho, quando as exportações sergipanas chegaram a US$ 4,3 milhões. Os dados, apresentados pelo Ministério da Economia, demonstram a gradual recuperação econômica do estado e refletem as ações do Governo de Sergipe no suporte aos setores produtivos.

Os índices estão disponíveis por meio do Comex Stat, base de dados destinada à consulta de informações sobre o comércio exterior brasileiro. Ainda segundo o relatório, no mesmo período do ano passado, Sergipe registrou um volume de US$ 4 milhões em exportações. Em relação a agosto de 2020, portanto, os dados de agosto de 2021 demonstram um aumento superior a 40%.

Além do aumento nas exportações, o relatório aponta uma significativa redução no índice de importações, que caiu de US$ 28,1 milhões para US$ 11,7 milhões. De acordo com o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho, os números indicam, entre outros aspectos, um movimento de busca pela autonomia na economia sergipana.

“O Governo de Sergipe tem feito um trabalho constante e dinâmico de apoio ao segmento industrial, criando condições de produção a preços competitivos, com projeção no mercado internacional. Além disso, tem tomado a frente no processo de fortalecimento da produção interna de insumos estratégicos, como é o caso dos fertilizantes, que estão entre os principais produtos importados. Essas iniciativas vem mostrando resultados eficazes, como demonstra a evolução na balança comercial do estado no mês de agosto”, afirma o secretário.

Destaques

Entre os 44 produtos de exportação sergipanos, o suco de laranja registrou destaque como insumo de maior penetração no mercado internacional, sendo responsável por 62% do valor das exportações no mês, ou US$ 3,5 milhões. Junto ao suco de abacaxi (US$ 826,9 mil) e outras preparações alimentícias (US$ 275,4 mil), o suco de laranja correspondeu a 81,4% das exportações de agosto.

Considerando o período de janeiro a agosto, as exportações em Sergipe alcançaram US$ 32,7 milhões. Os sucos de frutas seguem como principal produto de exportação, com destaque para o suco de laranja. No total, foram exportados US$ 8,5 milhões em sucos durante o período. Os calçados ocupam a segunda posição, com o montante de US$ 423, 9 mil, seguidos de produtos para a indústria automotiva, com US$ 344,7 mil.

Os produtos exportados em agosto tiveram como principais destinos Holanda (US$ 2,3 milhões), Bélgica (US$ 1,2 milhão) e Espanha (US$ 322,5 mil). No acumulado janeiro-agosto, a Europa e a União Européia foram os principais parceiros comerciais do estado: para os dois blocos, foram registrados US$ 3,9 e US$ 3,8 milhões em exportações, respectivamente. Os países da América do Sul ficaram na terceira posição, com montante de US$ 877,5 mil em exportações.

“Nosso propósito é, cada vez mais, estreitar os diálogos com outros países, a fim de estabelecer parcerias comerciais frutíferas para Sergipe. Desde o início do ano, temos mantido contato com parceiros em países como China, Marrocos e Estados Unidos, apresentando as potencialidades do estado e nos colocando à disposição para novas oportunidades de investimentos”, finaliza José Augusto Carvalho.

Última atualização: 13 de setembro de 2021, 09:27

Com o intuito de apresentar um projeto eficiente e sustentável, a empresa paulista Impacto Energia se reuniu com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, na manhã desta terça-feira (31).

Na ocasião, foi apresentado o projeto Hidrogênio Verde, cujo objetivo maior é descarbonizar o planeta através de energias limpas. “Viemos mostrar ao secretário José Augusto e ao diretor José Matos a viabilidade do nosso projeto. É uma tecnologia baseada na geração de hidrogênio por meio de um processo químico conhecido como eletrólise. É uma forma de produzir energia sem emitir dióxido de carbono na atmosfera”, disse o diretor-presidente da Impacto Energia, Emílio Rietmann.

Sergipe tem se tornado referência no setor de energias e vem chamando atenção de empresas nacionais e internacionais com o interesse em investir em seu território. “A visita da Impacto é de grande valia, visto que o nosso estado tem ganhado destaque no que se refere ao assunto energias. Debatemos sobre o Hidrogênio Verde e sobre alternativas sustentáveis e viáveis, com menor impacto ambiental”, afirmou o Secretário José Augusto Carvalho.

Para o diretor-presidente da Codise, a visita demonstra a receptividade do Estado em relação a projetos inovadores. “As atividades no ramo de desenvolvimento econômico não podem estar desconectadas de uma visão sustentável, e os aspectos mencionados pela Impacto nesta reunião vem ao encontro dessa preocupação”, pontuou José Matos.

Última atualização: 1 de setembro de 2021, 14:23

Nesta segunda-feira (30), o governador Belivaldo Chagas visitou as obras do novo moinho do Grupo Maratá, para moagem de trigo e derivados, no município de São Cristóvão. O projeto, que conta com investimento de R$ 200 milhões, é contemplado pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), recebendo incentivos fiscais pelo Governo do Estado através de redução no ICMS. A previsão é de que as novas instalações entrem em operação em maio de 2022.

“Mais um empreendimento que vai gerar renda e emprego, mais um empreendimento que se instala em Sergipe. Convém ressaltar que esse empreendimento é genuinamente sergipano, um grupo de Sergipe que investe em torno de R$200 milhões para atuar em uma área que é extremamente importante não só para Sergipe, mas para o Nordeste e para o Brasil. É Sergipe dando exemplo ao mundo. Portanto, eu fico muito feliz de vir aqui visitar essa obra que conta sim com o apoio do Governo do Estado, porque o PSDI existe para isso. Posso dizer que essa é uma obra que vai se tornar mais um cartão de visita para o Estado de Sergipe”, pontuou o governador Belivaldo Chagas.  

O diretor-geral do Grupo Maratá, Frank Reis, informou que as obras tiveram início em março de 2021, com a terraplanagem. “Estamos bem adiantados com as fundações, começamos a erguer o prédio na semana passada. A previsão é a gente estar com essa obra pronta em maio de 2022, com entrada em operação no final de maio”, disse.  

Ainda segundo Frank Reis, os produtos gerados no local atenderão outras indústrias do Nordeste. “Nós vamos produzir aqui farinha de trigo e também parte de ração animal. Vamos produzir todo tipo de farinha para atender indústrias de massas de pães e bolos, todo segmento que usa farinha de trigo. Aqui vai atender, também, nossa indústria de macarrão instantâneo, além das indústrias da região do Nordeste”.   

O Grupo Maratá, genuinamente sergipano, existe há mais de 50 anos no mercado e atua nos segmentos de alimentos; agronegócios (pecuária e citricultura); descartáveis; embalagens plásticas; construção civil e exportação, dentre outros. A empresa é detentora de oito unidades industriais nos municípios de Itaporanga D’Ajuda, Estância e Lagarto, exportando seus produtos para países como Colômbia, Holanda, França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Espanha, Áustria, Ucrânia, Turquia e Israel.

Empregos

A estimativa da empresa é de que o novo empreendimento gere novos empregos diretos, além de outras vagas indiretas, com priorização de mão de obra local. As instalações devem contar com a tecnologia mais atual disponível no mercado, potencializando a capacidade de expansão da empresa e o favorecimento de atividades derivadas da moagem de trigo na região. 

“Hoje já estamos empregando quase 100 pessoas e com uma previsão de chegar a mais 50 pessoas em outro estágio da obra. Então, estamos falando de umas 150 pessoas diretamente aqui e, depois da obra concluída, a previsão é trabalhar com mais de 100 pessoas, em uma fábrica muito moderna, que deverá gerar também muitos empregos indiretos, por meio da cadeia que gira em torno dos produtos e serviços que serão gerados”, enalteceu. 

O moinho será erguido em uma área de 100 mil m² concedida pela Prefeitura de São Cristóvão. A concessão do terreno se deu no âmbito do Programa de Desenvolvimento Econômico de São Cristóvão (Prodesc), iniciativa constituída sob os moldes do PSDI, após entendimentos com o Governo do Estado. Por meio do PSDI, a administração estadual oferece apoio locacional e/ou fiscal a empresas que busquem instalação ou modernização nos limites do território sergipano.

“Olhamos a grandeza do empreendimento que chama atenção aos olhos de qualquer um que passa nas imediações. O Grupo Maratá é extremamente empreendedor e ele não tira os olhos do nosso Estado, nos deixa muito felizes com isso. É a geração de novos empregos e muito mais que isso. Será enorme a geração de renda para o Estado também”, exaltou o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho. 

Incentivos 

As tratativas junto ao Governo do Estado para implantação do moinho foram iniciadas há mais de um ano, com suporte técnico da Sedetec e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). O início das atividades, anteriormente estimado para 2020, foi adiado em função da pandemia.

O superintendente da Sedetec, Marcelo Menezes, explica que o PSDI, desenvolvido pelo Governo de Sergipe, estimula os investimentos e colabora com a competividade nos mercados. “Na medida em que você tem uma redução da carga tributária, o projeto passa a ter uma condição de competitividade dentro do Estado e também para escoamento da produção para outros estados do Nordeste. Esse programa já existe há algum tempo e tem sido decisivo na escolha das empresas virem se implantar em Sergipe”, reforçou. 

Na oportunidade, o diretor-geral do Grupo destacou o papel do Governo do Estado como fator determinante para instalação do novo projeto. “Sergipe deu todo o suporte para a gente instalar a unidade em qualquer município que a gente quisesse. Todo o suporte da Sedetec foi nos dado e a gente, a princípio, tinha uma outra localização, mas acabamos escolhendo essa aqui pelo fato de estar na BR-101, próximo à capital e, também, em um eixo muito fácil de transporte, logística. Sem isso, não era viável implantar essa operação aqui. Até porque, hoje, nossos concorrentes instalados em outros estados da federação dispõem de apoio dos seus estados locais e o Estado de Sergipe não mediu esforços para que esse moinho ficasse aqui. Então, o empenho do Governo foi que esse empreendimento fosse realizado no Estado de Sergipe”. 

Polo industrial

Para o prefeito de São Cristóvão Marcos Santana, o empreendimento vai contribuir para que o município se torne um novo polo industrial. Marcos Santana destacou, ainda, que os investimentos do Governo do Estado em infraestrutura rodoviária na região possibilitam que novas empresas se interessem pelo município. “O município adquiriu 230 mil m². Desses, a Maratá está usando 100mil m² e nós estamos de portas abertas, já tem outros empresários que já deram entrada também, buscando ocupar esse espaço. A ideia aqui é gerar emprego e renda. Além disso, junto com esse empreendimento, que a gente chama de distrito industrial, está vindo todo uma infraestrutura rodoviária, como a ligação da BR-101 com a João Bebe Água. Então, é um momento histórico para São Cristóvão. Eu diria que a história econômica da cidade pode ser dividida em antes e depois deste empreendimento”, destacou.  

Em junho deste ano, Belivaldo Chagas entregou oficialmente a conclusão da obra de recuperação da Rodovia Estadual João Bebe-Água (SE-065), que liga o conjunto Eduardo Gomes ao Centro Histórico de São Cristóvão, em um investimento de R$ 8.197.570,94. Já em julho, o governador assinou ordem de serviço para reestruturação de parte da Rodovia SE-464, no trecho entre a BR-101, em São Cristóvão, e a sede do município. O Governo de Sergipe também já autorizou a implantação e pavimentação da Rodovia SE-466, que se chamará Rodovia Raimundo Juliano. A rodovia está localizada no acesso 017, no trecho que vai da BR-101 ao Povoado Rita Cacete, em São Cristóvão. 

“A partir dessa obra outras chegarão, principalmente, também, por se tratar de ser uma obra instalada no município de São Cristóvão, que era carente de uma indústria e, com mais de 400 anos de existência, nunca teve uma obra tão importante quanto essa. Com certeza, isso fará com que a gente tenha um novo polo industrial para o Estado de Sergipe. Portanto, parabéns ao Grupo Maratá por acreditar em Sergipe, por empreender em Sergipe. Fico muito feliz com isso”, finalizou Belivaldo Chagas. 

Presenças 

Além dos representantes da Maratá, presidente do grupo José Augusto Vieira e diretor-geral Frank Reis Vieira, acompanharam a visita o deputado federal Laércio Oliveira; o prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, e o vice, Paulo Júnior; Diego Prado, presidente da Câmara Municipal de Vereadores; o superintendente estadual do BNB, Antônio César Santana; os secretários estaduais José Augusto Carvalho (Sedetec) e Marco Antônio Queiroz (Sefaz); os diretores-presidentes Roberto Carlos Currais (Energisa), José Matos (Codise), Valmor Barbosa (Sergas) e Eduardo Prado (SergipeTec); o superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, dentre outras autoridades.

Última atualização: 30 de agosto de 2021, 15:51