Com investimento inicial de R$ 5 milhões, Cerâmica Capri inaugura produção mensal de 500 mil m²

A Cerâmica Capri LTDA deu início às vendas de sua produção na última quinta-feira (20), tornando-se oficialmente a mais nova empresa do ramo ceramista no mercado sergipano. A indústria, que assina a marca Ravello Pisos e Revestimentos, localiza-se no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro e assume o parque fabril anteriormente ocupado pela Cerâmica Sergipe. Com duas linhas de produção, a empresa gera atualmente 90 empregos diretos e 250 indiretos, revitalizando uma planta paralisada desde maio de 2018. O projeto conta com incentivos fiscais do Governo de Sergipe, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

A retomada foi possível graças a um investimento inicial de R$ 5 milhões, viabilizando a produção de 500 mil m² por mês em revestimentos esmaltados. A direção da empresa planeja realizar novos investimentos em expansão no período de dois anos, com a finalização de uma nova linha que deverá triplicar a produção atual. O total investido deve chegar a R$ 20 milhões. Além da aquisição e modernização de equipamentos, a geração de empregos faz parte do horizonte da planta.

A unidade ocupa um espaço de 225 mil m², com 50 mil m² de área construída, fruto de um processo de arrendamento industrial. Atualmente, a fábrica produz 16 modelos de revestimentos cerâmicos esmaltados. No primeiro momento, a produção deverá abastecer todo o mercado nordestino, com perspectiva de ampliação da distribuição.

“A retomada tem o impacto de fortalecer Sergipe como um grande produtor de revestimentos cerâmicos, trazendo recursos para o estado. É uma planta simbólica, que reafirma a vocação do estado no ramo ceramista. O Governo de Sergipe está visualizando isso, reforçando sua linha de apoio ao desenvolvimento industrial do estado”, afirma o diretor-presidente da Capri, Hiro Hayasi. O gestor reforça, ainda, o suporte do Governo em relação ao suprimento de gás natural via Sergas. Desde o início de outubro, a distribuidora vem fornecendo a média de 20 mil m³/dia de gás à fábrica.

Oportunidade

Dias após o acendimento dos fornos, os trabalhadores que atuam na linha de produção da Capri comemoram a retomada do parque fabril. É o caso da inspetora de qualidade Márcia Regina Bonfim Campos, 44, que fez parte da equipe da antiga fábrica. “Passei cinco anos na fábrica anterior e, agora, estou retornando com a Ravello. Nesse intervalo fiquei em casa. Sinto-me realizada e agradecida de voltar ao mercado de trabalho, ajudando a empresa e a equipe. O sentimento é de gratidão, por mim e pelos outros que estão retornando”, afirma.

Para o supervisor de produção João Victor Costa, 46, a nova fábrica representa a abertura de oportunidades para o estado. “Sempre fui do ramo ceramista e recebi agora o convite para participar dessa nova planta. Muitas oportunidades foram geradas para a comunidade. Está sendo muito bom para o município e para os pais de família que estavam desempregados ter essa porta aberta na Cerâmica Ravello”, ressalta.

As oportunidades não se resumem à população de Socorro e região. De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, a nova planta demonstra potencial de projeção para além dos limites de Sergipe. “A Capri inicia suas atividades tendo como base os pontos fortes que Sergipe oferece, que são a disponibilidade de matéria prima, o gás como matriz energética e a proximidade a centros consumidores de grande porte. É um projeto que tem tudo para crescer e trazer orgulho para os sergipanos”, finaliza.

Última atualização: 22 de outubro de 2021, 20:49

Com o tema “Plano Nacional de Fertilizantes e Perspectivas do Mercado de Fertilizantes no Brasil”, painel da Exposibram reuniu agentes do setor de mineração e segmentos adjacentes

As propostas e ações de Sergipe para o desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) foram pauta de um painel realizado nesta quarta-feira (6), que reuniu autoridades do setor de mineração do Brasil. A apresentação fez parte da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), e foi conduzida pelo superintendente executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes. O pioneirismo do Estado com adequações regulatórias e a iniciativa do Polo Ferti Sergipe foi um dos pontos de destaque do evento.

Em uma projeção para cinco anos, Marcelo Menezes enfatizou as medidas assumidas pelo Governo de Sergipe para o segmento. “Estamos discutindo um projeto de lei federal para instituir o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (PROFERT) como forma de incentivar a produção nacional e tornar o produto brasileiro competitivo em relação ao importado. A partir do novo cenário do gás, com maior competitividade no setor, e com a reserva abundante de que dispomos em nosso litoral, além da perspectiva de isonomia da tributação do ICMS, Sergipe terá maior visibilidade e atratividade. Temos o intuito de ter no estado um dos três grandes polos de fertilizantes do Brasil, contribuindo para reduzir a dependência brasileira do produto estrangeiro”, destacou.

Dentro do panorama apresentado, a produção do gás natural offshore e a conexão do terminal de GNL com a malha de transportes impulsionarão a oferta do combustível no Estado, o que contribuirá para viabilizar a implantação do Polo Ferti, assim como a integração entre porto, rodovias e ferrovias. O plano do Governo de Sergipe também inclui a aplicação de estímulos nos segmentos imobiliário e regulatório, no contexto do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

Em alinhamento à política federal do Novo Mercado do Gás e da Lei do Gás (Lei 14.134/2021), na qual Sergipe teve participação através da relatoria do deputado federal Laércio Oliveira, e com o protagonismo da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) na revisão do Convênio 100/97 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o Governo de Sergipe mobilizou-se uma vez mais para a criação de condições precedentes para o desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes.

Ainda durante o painel, o superintendente da Sedetec salientou a participação do Estado na fase de diagnóstico do PNF, além da contribuição apresentada no que diz respeito a questões tributárias do setor, com proposta de medidas para a desoneração.

Também participaram do painel o representante da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE/Casa Civil), Joanisval Gonçalves; o representante do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), Márcio Remédio; o representante da Mosaic, Arthur Liacre, e o representante do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), Bernardo Silva.

Última atualização: 7 de outubro de 2021, 13:58

Equipes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) receberam a visita de integrantes da Associação Brasileira de Química (ABQ/SE). O encontro, que ocorreu na quarta-feira (22), teve como objetivo o estudo de potencial de implantação de indústrias químicas em Sergipe.

Representando a ABQ, estiveram presentes os professores Haroldo Silveira Dórea e Maria de Lara Arguelha, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os especialistas falaram sobre as atividades desenvolvidas pela universidade na área da química e se colocaram à disposição para prestar colaboração acadêmica na organização de eventos sobre o tema.

“Sergipe reúne diversos pontos fortes em se tratando de seu potencial econômico, a exemplo das reservas de petróleo e gás em águas profundas e de materiais minerais em subsolo. São elementos que favorecem a instalação e ampliação de indústrias químicas no estado. Com a cooperação técnica da ABQ com o Governo de Sergipe, esse potencial torna-se ainda mais promissor”, salientou o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho.

Também foram discutidos estudos feitos pelo Governo do Estado e pela Codise nos anos 80, abordando os investimentos realizados com consultorias diversas. “A reunião foi uma oportunidade para evidenciar a potencialidade sergipana e resgatar seu histórico econômico, tendo como objetivo olhar para o cenário de hoje e atrair novos empreendimentos no setor da química”, afirmou o diretor-presidente da Codise, José Matos.

Como encaminhamento, a Codise comprometeu-se a trabalhar na busca de seu acervo técnico, a fim de que os contatos com a ABQ sejam retomados posteriormente. Uma nova reunião deve ser agendada até o final do ano para que seja tratado o andamento dos trabalhos.

Esteve presente ao encontro, além dos representantes da ABQ e dos gestores e corpo técnico da Sedetec e da Codise, o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro (Assedis), Hiro Hayashi.

Última atualização: 24 de setembro de 2021, 09:59

O Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado no município de Barra dos Coqueiros, deverá exportar 100 mil toneladas em concentrado de cobre até abril de 2023. As operações são decorrentes da renovação da parceria entre a VLI, empresa de logística administradora do terminal, e a companhia Mineração Caraíba. Com o novo contrato, o porto sergipano estabelece sua posição como exportador de insumos minerais, contando, além do cobre, produtos como minério de ferro e manganês em sua cartela de movimentações.

De acordo com o gerente comercial da VLI para o TMIB, Ítalo Santos Leão, o acordo firmado com a mineradora traz expectativas positivas para o comércio exterior sergipano. “A parceria comercial é muito importante para a VLI como um player logístico focado em suportar o setor de mineração”, afirma.

Além de insumos minerais, o Terminal Marítimo Inácio Barbosa vem servindo de porta de saída também para o agronegócio, com o escoamento de grãos e derivados. Entre junho e agosto de 2021, foram embarcadas via TMIB 90 mil toneladas de farelo de soja e 60 mil toneladas de milho para o mercado externo. Este movimento atende a uma demanda crescente dos produtores do setor, sobretudo nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, as movimentações previstas até 2023 sinalizam boas expectativas para Sergipe. “É uma notícia que indica o potencial de projeção da economia sergipana para os próximos anos. Nesse sentido, o diálogo do Governo de Sergipe com a VLI é constante, no intuito de fazer de nosso estado um grande exportador por meio do TMIB”, pontua.

O porto de Sergipe também vem sendo uma relevante porta de entrada para importações. Entre os produtos atualmente recebidos do mercado externo, destacam-se os fertilizantes, trigo e coque. Tais insumos abastecem importantes atividades no estado, como a cadeia produtora do agronegócio e as indústrias alimentícia e cimenteira.

Última atualização: 22 de setembro de 2021, 16:52

Ao longo do mês de agosto, Sergipe registrou um volume de exportações superior a US$ 5,6 milhões. O número representa um crescimento de 30% em relação ao mês de julho, quando as exportações sergipanas chegaram a US$ 4,3 milhões. Os dados, apresentados pelo Ministério da Economia, demonstram a gradual recuperação econômica do estado e refletem as ações do Governo de Sergipe no suporte aos setores produtivos.

Os índices estão disponíveis por meio do Comex Stat, base de dados destinada à consulta de informações sobre o comércio exterior brasileiro. Ainda segundo o relatório, no mesmo período do ano passado, Sergipe registrou um volume de US$ 4 milhões em exportações. Em relação a agosto de 2020, portanto, os dados de agosto de 2021 demonstram um aumento superior a 40%.

Além do aumento nas exportações, o relatório aponta uma significativa redução no índice de importações, que caiu de US$ 28,1 milhões para US$ 11,7 milhões. De acordo com o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho, os números indicam, entre outros aspectos, um movimento de busca pela autonomia na economia sergipana.

“O Governo de Sergipe tem feito um trabalho constante e dinâmico de apoio ao segmento industrial, criando condições de produção a preços competitivos, com projeção no mercado internacional. Além disso, tem tomado a frente no processo de fortalecimento da produção interna de insumos estratégicos, como é o caso dos fertilizantes, que estão entre os principais produtos importados. Essas iniciativas vem mostrando resultados eficazes, como demonstra a evolução na balança comercial do estado no mês de agosto”, afirma o secretário.

Destaques

Entre os 44 produtos de exportação sergipanos, o suco de laranja registrou destaque como insumo de maior penetração no mercado internacional, sendo responsável por 62% do valor das exportações no mês, ou US$ 3,5 milhões. Junto ao suco de abacaxi (US$ 826,9 mil) e outras preparações alimentícias (US$ 275,4 mil), o suco de laranja correspondeu a 81,4% das exportações de agosto.

Considerando o período de janeiro a agosto, as exportações em Sergipe alcançaram US$ 32,7 milhões. Os sucos de frutas seguem como principal produto de exportação, com destaque para o suco de laranja. No total, foram exportados US$ 8,5 milhões em sucos durante o período. Os calçados ocupam a segunda posição, com o montante de US$ 423, 9 mil, seguidos de produtos para a indústria automotiva, com US$ 344,7 mil.

Os produtos exportados em agosto tiveram como principais destinos Holanda (US$ 2,3 milhões), Bélgica (US$ 1,2 milhão) e Espanha (US$ 322,5 mil). No acumulado janeiro-agosto, a Europa e a União Européia foram os principais parceiros comerciais do estado: para os dois blocos, foram registrados US$ 3,9 e US$ 3,8 milhões em exportações, respectivamente. Os países da América do Sul ficaram na terceira posição, com montante de US$ 877,5 mil em exportações.

“Nosso propósito é, cada vez mais, estreitar os diálogos com outros países, a fim de estabelecer parcerias comerciais frutíferas para Sergipe. Desde o início do ano, temos mantido contato com parceiros em países como China, Marrocos e Estados Unidos, apresentando as potencialidades do estado e nos colocando à disposição para novas oportunidades de investimentos”, finaliza José Augusto Carvalho.

Última atualização: 13 de setembro de 2021, 09:27

Com o intuito de apresentar um projeto eficiente e sustentável, a empresa paulista Impacto Energia se reuniu com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, na manhã desta terça-feira (31).

Na ocasião, foi apresentado o projeto Hidrogênio Verde, cujo objetivo maior é descarbonizar o planeta através de energias limpas. “Viemos mostrar ao secretário José Augusto e ao diretor José Matos a viabilidade do nosso projeto. É uma tecnologia baseada na geração de hidrogênio por meio de um processo químico conhecido como eletrólise. É uma forma de produzir energia sem emitir dióxido de carbono na atmosfera”, disse o diretor-presidente da Impacto Energia, Emílio Rietmann.

Sergipe tem se tornado referência no setor de energias e vem chamando atenção de empresas nacionais e internacionais com o interesse em investir em seu território. “A visita da Impacto é de grande valia, visto que o nosso estado tem ganhado destaque no que se refere ao assunto energias. Debatemos sobre o Hidrogênio Verde e sobre alternativas sustentáveis e viáveis, com menor impacto ambiental”, afirmou o Secretário José Augusto Carvalho.

Para o diretor-presidente da Codise, a visita demonstra a receptividade do Estado em relação a projetos inovadores. “As atividades no ramo de desenvolvimento econômico não podem estar desconectadas de uma visão sustentável, e os aspectos mencionados pela Impacto nesta reunião vem ao encontro dessa preocupação”, pontuou José Matos.

Última atualização: 1 de setembro de 2021, 14:23

Nesta segunda-feira (30), o governador Belivaldo Chagas visitou as obras do novo moinho do Grupo Maratá, para moagem de trigo e derivados, no município de São Cristóvão. O projeto, que conta com investimento de R$ 200 milhões, é contemplado pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), recebendo incentivos fiscais pelo Governo do Estado através de redução no ICMS. A previsão é de que as novas instalações entrem em operação em maio de 2022.

“Mais um empreendimento que vai gerar renda e emprego, mais um empreendimento que se instala em Sergipe. Convém ressaltar que esse empreendimento é genuinamente sergipano, um grupo de Sergipe que investe em torno de R$200 milhões para atuar em uma área que é extremamente importante não só para Sergipe, mas para o Nordeste e para o Brasil. É Sergipe dando exemplo ao mundo. Portanto, eu fico muito feliz de vir aqui visitar essa obra que conta sim com o apoio do Governo do Estado, porque o PSDI existe para isso. Posso dizer que essa é uma obra que vai se tornar mais um cartão de visita para o Estado de Sergipe”, pontuou o governador Belivaldo Chagas.  

O diretor-geral do Grupo Maratá, Frank Reis, informou que as obras tiveram início em março de 2021, com a terraplanagem. “Estamos bem adiantados com as fundações, começamos a erguer o prédio na semana passada. A previsão é a gente estar com essa obra pronta em maio de 2022, com entrada em operação no final de maio”, disse.  

Ainda segundo Frank Reis, os produtos gerados no local atenderão outras indústrias do Nordeste. “Nós vamos produzir aqui farinha de trigo e também parte de ração animal. Vamos produzir todo tipo de farinha para atender indústrias de massas de pães e bolos, todo segmento que usa farinha de trigo. Aqui vai atender, também, nossa indústria de macarrão instantâneo, além das indústrias da região do Nordeste”.   

O Grupo Maratá, genuinamente sergipano, existe há mais de 50 anos no mercado e atua nos segmentos de alimentos; agronegócios (pecuária e citricultura); descartáveis; embalagens plásticas; construção civil e exportação, dentre outros. A empresa é detentora de oito unidades industriais nos municípios de Itaporanga D’Ajuda, Estância e Lagarto, exportando seus produtos para países como Colômbia, Holanda, França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Espanha, Áustria, Ucrânia, Turquia e Israel.

Empregos

A estimativa da empresa é de que o novo empreendimento gere novos empregos diretos, além de outras vagas indiretas, com priorização de mão de obra local. As instalações devem contar com a tecnologia mais atual disponível no mercado, potencializando a capacidade de expansão da empresa e o favorecimento de atividades derivadas da moagem de trigo na região. 

“Hoje já estamos empregando quase 100 pessoas e com uma previsão de chegar a mais 50 pessoas em outro estágio da obra. Então, estamos falando de umas 150 pessoas diretamente aqui e, depois da obra concluída, a previsão é trabalhar com mais de 100 pessoas, em uma fábrica muito moderna, que deverá gerar também muitos empregos indiretos, por meio da cadeia que gira em torno dos produtos e serviços que serão gerados”, enalteceu. 

O moinho será erguido em uma área de 100 mil m² concedida pela Prefeitura de São Cristóvão. A concessão do terreno se deu no âmbito do Programa de Desenvolvimento Econômico de São Cristóvão (Prodesc), iniciativa constituída sob os moldes do PSDI, após entendimentos com o Governo do Estado. Por meio do PSDI, a administração estadual oferece apoio locacional e/ou fiscal a empresas que busquem instalação ou modernização nos limites do território sergipano.

“Olhamos a grandeza do empreendimento que chama atenção aos olhos de qualquer um que passa nas imediações. O Grupo Maratá é extremamente empreendedor e ele não tira os olhos do nosso Estado, nos deixa muito felizes com isso. É a geração de novos empregos e muito mais que isso. Será enorme a geração de renda para o Estado também”, exaltou o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho. 

Incentivos 

As tratativas junto ao Governo do Estado para implantação do moinho foram iniciadas há mais de um ano, com suporte técnico da Sedetec e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). O início das atividades, anteriormente estimado para 2020, foi adiado em função da pandemia.

O superintendente da Sedetec, Marcelo Menezes, explica que o PSDI, desenvolvido pelo Governo de Sergipe, estimula os investimentos e colabora com a competividade nos mercados. “Na medida em que você tem uma redução da carga tributária, o projeto passa a ter uma condição de competitividade dentro do Estado e também para escoamento da produção para outros estados do Nordeste. Esse programa já existe há algum tempo e tem sido decisivo na escolha das empresas virem se implantar em Sergipe”, reforçou. 

Na oportunidade, o diretor-geral do Grupo destacou o papel do Governo do Estado como fator determinante para instalação do novo projeto. “Sergipe deu todo o suporte para a gente instalar a unidade em qualquer município que a gente quisesse. Todo o suporte da Sedetec foi nos dado e a gente, a princípio, tinha uma outra localização, mas acabamos escolhendo essa aqui pelo fato de estar na BR-101, próximo à capital e, também, em um eixo muito fácil de transporte, logística. Sem isso, não era viável implantar essa operação aqui. Até porque, hoje, nossos concorrentes instalados em outros estados da federação dispõem de apoio dos seus estados locais e o Estado de Sergipe não mediu esforços para que esse moinho ficasse aqui. Então, o empenho do Governo foi que esse empreendimento fosse realizado no Estado de Sergipe”. 

Polo industrial

Para o prefeito de São Cristóvão Marcos Santana, o empreendimento vai contribuir para que o município se torne um novo polo industrial. Marcos Santana destacou, ainda, que os investimentos do Governo do Estado em infraestrutura rodoviária na região possibilitam que novas empresas se interessem pelo município. “O município adquiriu 230 mil m². Desses, a Maratá está usando 100mil m² e nós estamos de portas abertas, já tem outros empresários que já deram entrada também, buscando ocupar esse espaço. A ideia aqui é gerar emprego e renda. Além disso, junto com esse empreendimento, que a gente chama de distrito industrial, está vindo todo uma infraestrutura rodoviária, como a ligação da BR-101 com a João Bebe Água. Então, é um momento histórico para São Cristóvão. Eu diria que a história econômica da cidade pode ser dividida em antes e depois deste empreendimento”, destacou.  

Em junho deste ano, Belivaldo Chagas entregou oficialmente a conclusão da obra de recuperação da Rodovia Estadual João Bebe-Água (SE-065), que liga o conjunto Eduardo Gomes ao Centro Histórico de São Cristóvão, em um investimento de R$ 8.197.570,94. Já em julho, o governador assinou ordem de serviço para reestruturação de parte da Rodovia SE-464, no trecho entre a BR-101, em São Cristóvão, e a sede do município. O Governo de Sergipe também já autorizou a implantação e pavimentação da Rodovia SE-466, que se chamará Rodovia Raimundo Juliano. A rodovia está localizada no acesso 017, no trecho que vai da BR-101 ao Povoado Rita Cacete, em São Cristóvão. 

“A partir dessa obra outras chegarão, principalmente, também, por se tratar de ser uma obra instalada no município de São Cristóvão, que era carente de uma indústria e, com mais de 400 anos de existência, nunca teve uma obra tão importante quanto essa. Com certeza, isso fará com que a gente tenha um novo polo industrial para o Estado de Sergipe. Portanto, parabéns ao Grupo Maratá por acreditar em Sergipe, por empreender em Sergipe. Fico muito feliz com isso”, finalizou Belivaldo Chagas. 

Presenças 

Além dos representantes da Maratá, presidente do grupo José Augusto Vieira e diretor-geral Frank Reis Vieira, acompanharam a visita o deputado federal Laércio Oliveira; o prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, e o vice, Paulo Júnior; Diego Prado, presidente da Câmara Municipal de Vereadores; o superintendente estadual do BNB, Antônio César Santana; os secretários estaduais José Augusto Carvalho (Sedetec) e Marco Antônio Queiroz (Sefaz); os diretores-presidentes Roberto Carlos Currais (Energisa), José Matos (Codise), Valmor Barbosa (Sergas) e Eduardo Prado (SergipeTec); o superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, dentre outras autoridades.

Última atualização: 30 de agosto de 2021, 15:51

Debates sobre aspectos econômicos, institucionais e regulatórios estiveram na pauta do último bloco de reuniões entre Governo de Sergipe e entidades do setor de Petróleo e Gás sediadas no Rio de Janeiro, concluído nesta sexta-feira (27). A iniciativa teve o propósito de fortalecer a rede de contatos no segmento, com prospecção de oportunidades de negócio e trocas corporativas. Representando a administração estadual, estiveram o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho, e o superintendente-executivo da pasta, Marcelo Menezes, acompanhados do deputado federal sergipano Laércio Oliveira.

As questões de ordem regulatória foram o foco da reunião junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foram discutidos, entre outros aspectos, a conexão do terminal de GNL da Celse à malha de transporte e o processo de desinvestimento da Petrobras em Sergipe. A oferta de gás natural à Sergas e demais distribuidoras do Nordeste foi mais uma das pautas do encontro, considerando o atual contexto em que a Petrobras deixa gradativamente de assumir esse suprimento.

Participaram da reunião em nome da ANP os diretores Symone Araújo e José Cesário Cecchi, ambos condecorados pelo governador Belivaldo Chagas com a comenda do Mérito Aperipê no início de agosto. A visita do grupo sergipano à ANP reforça, desta forma, as relações institucionais com o Governo do Estado.

A reunião seguinte ocorreu na sede da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entidade vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Um dos principais pontos abordados foi o reforço a uma solicitação do Governo de Sergipe para a execução de um estudo da EPE sobre a destinação do gás a ser produzido no âmbito do projeto Sergipe Águas Profundas. “O estudo tem o propósito de identificar setores e oportunidades para atração de consumidores intensivos do gás, visando destinar a produção que será feita pela Petrobras”, informou o secretário José Augusto Carvalho.

Foi conversada, ainda, a possibilidade de criação de uma sistemática de oferta de gás, no intuito de trazer segurança às empresas que venham a investir em Sergipe por meio de um suprimento regular e do estabelecimento de preços competitivos. Estiveram presentes na reunião a diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, Heloísa Borges, e o assessor da Diretoria, Alexandre Cobbett.

Campanhas exploratórias

O grupo sergipano também foi recebido por executivos da Enauta, empresa detentora de 30% dos blocos exploratórios sob responsabilidade do consórcio ExxonMobil/Enauta/Murphy Oil no litoral de Sergipe. A perfuração do primeiro poço dentro dos limites administrados pelo consórcio está prevista ainda para 2021. Estiveram presentes na reunião o CEO da Enauta, Décio Oddone, e o diretor de Produção da operadora, Carlos Mastrangelo.

“Colocamos o Estado à disposição da empresa, para apoiar no que for preciso, e ouvimos deles depoimentos de muita confiança, acreditando no potencial de produção de petróleo e gás no litoral de Sergipe”, relatou Marcelo Menezes. Ainda segundo o superintendente-executivo da Sedetec, a equipe diretiva da Enauta confirmou visita a Sergipe dentro em breve.

Concluindo a agenda de trabalho, a equipe sergipana reuniu-se com gestores da Petrobras. Na ocasião, foram conversadas questões contratuais com a Sergas e a encomenda dos navios FPSO para o projeto Sergipe Águas Profundas 1 e 2, cuja expectativa de início da produção é para 2026. Tratou-se, ainda, da conexão, transporte e escoamento do gás produzido offshore com a rede de transporte da TAG, assim como do andamento do desinvestimento no Pólo Carmópolis. Mais um assunto abordado foram as possibilidades de uso e investimento do Porto de Sergipe, ativo da empresa.

Participaram da reunião pela Petrobras o diretor de Exploração e Produção, Fernando Borges, o diretor-executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Roberto Ardenghy, o gerente-executivo de Relacionamento Externo, Pedro Brancante, o gerente-executivo de Gás e Energia, Álvaro Tupiassu, e o gerente-executivo de Gestão Integrada de Ativos de Exploração e Produção, João Jeunon Vargas.

Última atualização: 27 de agosto de 2021, 15:34

A Cerâmica Capri LTDA, que assina a marca Ravello Pisos e Revestimentos, passa a reforçar o mercado de cerâmica esmaltada em Sergipe. O grupo assume, com duas linhas de produção, o parque fabril anteriormente ocupado pela Cerâmica Sergipe (Escurial) no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro. A planta estava paralisada desde maio de 2018. Estima-se um investimento imediato de R$ 5 milhões em aquisição e modernização de equipamentos e recursos para a retomada, com expectativa de início até o fim de setembro e produção de 500 mil m² por mês em revestimentos esmaltados.

As novas operações deverão empregar em torno de 90 colaboradores diretos, além de 150 indiretos. Após o momento inicial, a empresa visa concluir em um prazo de 24 meses os trâmites para a finalização de nova linha de produção, aumentando em mais 1 milhão de m² mensais a estimativa de produtividade. Os diálogos e o processo de reestruturação vêm sendo acompanhados pelo Governo de Sergipe.

De acordo com o diretor-presidente da nova unidade, Hiro Hayasi, a retomada das operações deve fortalecer a relevância já conquistada pelo Estado no ramo ceramista. “Sergipe tem se constituído como um produtor de revestimentos cerâmicos de destaque. É um estado que vem cada vez mais conseguindo conciliar a disponibilidade de matéria prima para a indústria cerâmica, o gás natural como fonte energética disponível e a proximidade a grandes centros consumidores”, salienta.

Hiro Hayasi enfatiza, ainda, o apoio do Governo de Sergipe ao projeto, que passou recentemente pela aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI). “O Governo tem se mostrado um incentivador, concedendo a habilitação no Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e também intermediando a obtenção do suprimento de gás. Tem sido um grande suporte”, afirma.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, a retomada representa um movimento significativo para o setor sergipano. “A reativação da Cerâmica Sergipe por meio da Capri significa mais um player atuante em nosso Estado, trazendo dinamismo ao mercado e garantindo a geração de emprego e renda. É um processo que o Governo tem acompanhado com empenho, e que se lança com expectativas positivas”, pontua.

Última atualização: 25 de agosto de 2021, 12:10

Com o objetivo de estreitar os laços entre as instituições, representantes do Grupo H. Dantas se reuniram com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, na tarde da última quarta-feira (18).

“Estamos visitando Sergipe nesta semana com o intuito de mostrar nossas atividades e fazer contatos comerciais. Na reunião, conversamos especificamente sobre o estaleiro que temos no município da Barra dos Coqueiros. Nosso plano é retomar nossas operações por lá, buscando investir cada vez mais na localidade”, disse o diretor executivo da H. Dantas, Luiz Felipe Gouvêa.

A Secretaria também se colocou à disposição da empresa para firmar parcerias nesta retomada das atividades. “Ficamos satisfeitos com a visita da H. Dantas e interessados em colaborar no que for preciso para alavancar as instalações dela. O estaleiro é referência no reparo e construção de embarcações e irá fomentar o desenvolvimento da região e do setor no estado”, ressaltou o secretário José Augusto Carvalho.

O presidente da Codise destacou a relevância dos diálogos em torno das operações do estaleiro. “A região de Barra dos Coqueiros é estratégica para a indústria sergipana. Por isso, discutir novas movimentações do estaleiro significa discutir também os rumos das atividades industriais do Estado”, concluiu José Matos.

Última atualização: 25 de agosto de 2021, 12:09