O funcionamento e a aplicação do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) vem sendo pauta de diversos diálogos entre o Governo de Sergipe, empresas e entes públicos. Nesse sentido, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, e o diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos Lima Filho, estiveram em companhia de representantes da gestão municipal de Cristinápolis nesta sexta-feira (05). O foco da conversa foram as atividades industriais do município.

“Nesta visita de cortesia, os secretários e gestores de Cristinápolis afirmaram sua disposição em auxiliar o governo na prospecção de novos empreendimentos para Sergipe. É uma declaração que nos deixa satisfeitos e que vem ao encontro das nossas expectativas para a região”, afirmou o secretário José Augusto.

“Buscamos apresentar o máximo de instruções e informações sobre o PSDI, a fim de trazer suporte a Cristinápolis na articulação e incremento de seu setor econômico, que, por consequência, também representa o fortalecimento econômico de Sergipe”, pontuou José Matos.

Representando a prefeitura de Cristinápolis, estiveram presentes a secretária de Agricultura, Marlene Santos; o secretário adjunto de Agricultura, Marcos Xavier Porto; o diretor do Departamento de Desenvolvimento Econômico, Luiz Felipe; o diretor de Desenvolvimento Agropecuário, Laíres José; e o assessor técnico José Genilton.

O trabalho será realizado em junho e tem a previsão de perfuração de até 11 poços

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou na última terça-feira (09), o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da campanha de perfuração de um poço firme na Bacia de Sergipe-Alagoas, desenvolvida pela empresa ExxonMobil. A petroleira planeja iniciar o processo em junho deste ano e dependendo dos resultados, há previsão de um teste de formação em agosto.

Uma das expectativas da empresa é ainda poder perfurar dois poços contingentes em 2021, entre agosto e novembro, e outros oito entre 2022 e 2024. A campanha será realizada nos blocos SEAL-M-351, 428, 430, 501, 503 e 573, operados pela ExxonMobil (50%), em parceria com Enauta (30%) e Murphy Oil Murphy Oil (20%).

O relatório também confirma que o navio-sonda West Saturn realizará a perfuração na Bacia de Sergipe-Alagoas, em profundidade de até 3,8 quilômetros e que a base de apoio aéreo será o Aeroporto Internacional Santa Maria, em Aracaju, com previsão de 11 voos semanais.

Segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho, o anúncio do início das perfurações da ExxonMobil em Sergipe estava sendo bastante aguardado e será muito positivo para o Estado. “Isso abre novas perspectivas para que a Exxon e a Petrobras, daqui a cinco anos, estejam no mesmo patamar de exploração aqui Sergipe, podendo compartilhar dutos e até, quem sabe, a Unidade de Processamento de Gás Natural. O estado precisa e torce por isso”, frisou. 

O projeto irá beneficiar mais de 100 jovens no município do litoral sul sergipano

Pensando na qualificação de crianças e adolescentes, o IPTI (Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação) lançou uma campanha internacional de captação de recursos para viabilizar todos os custos envolvidos no projeto “Arte para o desenvolvimento da comunidade”, desenvolvido numa parceria entre o estilista Ronaldo Fraga, o artista plástico Miro Dantas e a Casa do Cacete. O IPTI mantém parceria com o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

O objetivo deste projeto é capacitar inicialmente um grupo de 10 adolescentes, de diferentes povoados de Santa Luzia do Itanhy, com o intuito de aprender novas técnicas em artes visuais e desenvolver o olhar sobre as belezas e elementos do ecossistema manguezal. Cada um deles repassará as técnicas aprendidas para outros dez adolescentes de suas respectivas comunidades. Cada um destes alunos atuará como multiplicador das técnicas para 100 novos alunos, no segundo semestre, sob supervisão da Casa do Cacete e do IPTI.

O resultado de todo o processo será uma coleção de moda que poderá ser lançada na vigésima 25ª edição do São Paulo Fashion Week, no final deste ano. Para ajudar na capacitação desses jovens, é necessário que acesse o site do projeto (https://www.globalgiving.org/projects/art-for-community-development/) e observe-se todos os requisitos para fazer as doações.

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) manifesta, por meio desta, seu profundo pesar pelo falecimento do diretor-técnico do Sebrae/SE, Emanoel Sobral.

Formado em Administração, Emanoel Sobral acumula mais de 20 anos de serviços prestados aos sergipanos junto ao Sebrae, deixando um legado de importantes contribuições ao ramo do empreendedorismo em Sergipe.

A Sedetec se solidariza aos familiares e amigos, em especial, esposa, filhos e netos.

Fábrica que antes ocupava a Fafen/SE foi arrendada e volta a produzir matéria-prima para fertilizantes 

A Unigel Agro SE (antiga Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados – Fafen) retomou a produção de ureia em Sergipe no último sábado (03), em fase de testes, estabelecendo um marco histórico para o Estado. A reativação acontece oito meses após a transmissão de posse da fábrica para a Proquigel e reinicia o ciclo interrompido em 2019, com a hibernação da unidade pela Petrobras. Desde então, o Governo de Sergipe vem empreendendo esforços na criação de condições estruturais e econômicas favoráveis para o desenvolvimento do projeto, em prol da geração de emprego e renda para a cadeia produtiva da região.

Ao longo da fase final de preparação para início da operação, mais de 1100 prestadores de serviços estiveram envolvidos nas atividades de manutenção da fábrica localizada no município de Laranjeiras. Com o início da operação, a expectativa é de que sejam oportunizados 350 empregos diretos e 400 indiretos, além daqueles gerados nas atividades afins, como as misturadoras de fertilizantes e transportadoras.

A fábrica possui capacidade instalada de produção de ureia de 1.800 toneladas por dia, sendo capaz de comercializar amônia, gás carbônico e sulfato de amônio, também usado como fertilizante. Junto com a fábrica da Bahia, também hibernada em 2019 e que está em processo de reativação pelo grupo Unigel, a previsão é de que a produção torne possível suprir 20% da demanda nacional dos fertilizantes nitrogenados.

“A retomada da nossa querida Fafen, hoje Unigel Agro, é também fruto de um esforço ativo e constante da nossa equipe. Nos orgulha e satisfaz muito saber que o trabalho do Governo contribuiu para a volta à vida de uma indústria que começou nos anos 80 e que marca não só a história de Sergipe, mas também a trajetória pessoal de milhares de trabalhadores”, afirma o governador Belivaldo Chagas.

Ações

Entre as ações do Governo de Sergipe que colaboraram para a retomada da produção, estão a viabilização da proposta da Proquigel, através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). Através de decreto, o Governo também estabeleceu a isenção do ICMS incidente sobre o gás natural na produção de fertilizantes. 

O Governo garantiu ainda apoio junto à Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agrese), Petrobras, entre outras entidades, visando reduções de custo de insumos. O Estado também regulamentou as figuras do consumidor livre, autoimportador e autoprodutor de gás natural no final de 2019, com o objetivo de alinhamento da regulação estadual às diretrizes e premissas no Programa Novo Mercado do Gás.

Outro marco no processo de retomada da empresa foi a assinatura do contrato de movimentação do gás natural que está sendo usado na planta industrial, firmado entre a Sergas e a Unigel, em 28 de janeiro. Na  mesma data, a Unigel assinou contratos de transporte de gás com a TAG e de fornecimento de gás natural com a Petrobras.

Entrada em operação deve acontecer ainda em 2021

Sergipe acaba de receber mais uma ótima notícia no setor industrial: a Cerâmica Serra Azul,  instalada no município de Nossa Senhora do Socorro, implantará uma terceira linha de produção, com expectativa de entrada em operação no quarto trimestre de 2021. A confirmação é fruto das ações do Governo do Estado, que vem alinhando políticas regulatórias e tributárias a fim de robustecer e desenvolver a indústria sergipana, e tem relação direta com a recente aprovação da nova Lei do Gás (Projeto de Lei 4476/2020), na Câmara Federal, quem vem gerando boas expectativas ao setor industrial em todo o país.

A nova linha da Cerâmica Serra Azul, pertencente ao grupo Cerâmica Carmelo Fior, deve elevar a atual produção da fábrica de 2,1 para 3,1 milhões de metros quadrados de revestimento cerâmico por mês. A ampliação representa um investimento estimado em R$ 60 milhões de reais e deve somar cerca de 100 empregos diretos e indiretos, aos 240 já mantidos pela fábrica em Sergipe. Com a ampliação, a unidade sergipana deve se transformar na maior fábrica da empresa, detentora de outras três plantas industriais em São Paulo e Santa Catarina.

“Queremos continuar crescendo no estado, contribuindo com o crescimento do município e região e, principalmente, abastecer nossos clientes com maior agilidade e qualidade. Entre as nossas principais expectativas está o aumento das exportações, levando o nome de Sergipe aos mais diversos países”, afirma o diretor industrial da Cerâmica Carmelo Fior, Eduardo Roncoroni Fior.

Com a expansão, a empresa também prevê um aumento de 50% em relação à geração de impostos estaduais, a exemplo do  Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF). Outra estimativa diz respeito ao consumo de energia elétrica e gás natural, que deve subir em 50%. Hoje, este consumo é da ordem de 2,50 MW por mês em energia e 1,78 milhões de metros cúbicos de gás mensais. Atualmente, o grupo Carmelo Fior está entre os seis maiores produtores de cerâmica do mundo. 

Esta é a segunda indústria que anuncia expansão dos negócios em Sergipe, graças à política fiscal que tem sido adotada pelo Estado, principalmente relacionada à redução do ICMS do gás natural para uso industrial, além de demais adequações regulatórias e tributárias que estão sendo implementadas pelo Governo do Estado. 

“Ficamos muito felizes em receber a notícia da expansão de mais uma indústria no nosso Estado. Há alguns meses, vimos a Indústria Vidreira do Nordeste (IVN) iniciando a operação da sua terceira linha e aumentando o número de empregos gerados, e, agora, vemos outra grande indústria seguindo esse caminho. A IVN e a Serra Azul já eram as duas maiores consumidoras de gás natural de Sergipe, mesmo antes das ampliações. Isso muito nos orgulha, pois percebemos que traçamos um caminho correto quando optamos pela redução do ICMS do gás para o setor industrial. Nossa pretensão é seguir fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para que a indústria sergipana continue crescendo e gerando empregos e renda para nossa população”, pontua o governador do Estado, Belivaldo Chagas.

Histórico

O diálogo para a entrada em operação da terceira linha de produção da Cerâmica Serra Azul vem evoluindo desde 2019, quando, em dezembro, foi assinado o protocolo de intenções junto ao Governo do Estado. Desde então, a gestão estadual vem avançando no fortalecimento do setor, com ações como a modernização regulatória no ramo do gás natural e a redução do ICMS deste insumo para uso industrial.

“Nossas tratativas com o Governo de Sergipe sempre foram positivas e o governador Belivaldo Chagas sempre nos apoiou, incentivou e contribuiu para desenvolvermos este grande projeto. Tivemos um atraso em decorrência da atual pandemia, mas iremos recuperar uma grande parte deste tempo. A redução do ICMS e a modernização regulatória são dois pontos que nos motivaram ainda mais a continuar investindo no estado. Acredito que estas ações fortalecem a indústria e a geração de emprego e renda, além de propiciar que sejamos mais competitivos para entregar nossos produtos nos diversos estados e países que atuamos”, pontua Eduardo Roncoroni Fior, que sublinha ainda a importância do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) para o impulsionamento de novas empresas no Estado e para o incremento do consumo.

O diretor da Carmelo Fior também ressalta a relevância estratégica da aprovação da nova Lei do Gás, fato impactante para a decisão do investimento para a entrada em operação da nova linha de produção. “Este marco regulatório do gás é de suma importância para nosso país, pois vai criar um ambiente mais competitivo em preços. Evidentemente, esta mudança também nos incentivou a investir mais no estado de Sergipe”, conclui.

Fotos: Marcos Rodrigues/Governo de Sergipe

Confira a entrevista com Eduardo Fior na íntegra:

– Desde dezembro de 2019, quando foi assinado o protocolo de intenções junto ao Governo do Estado, como evoluíram as tratativas e ações para que se pudesse chegar ao anúncio da entrada em operação da 3º linha de produção?

Nossas tratativas com o governo do estado sempre foram positivas, nosso Governador Belivaldo Chagas sempre nos apoiou, incentivou e contribuiu para desenvolvermos este grande projeto. Tivermos um atraso no projeto em decorrência da atual pandemia, mas iremos recuperar uma grande parte deste tempo e até o quarto trimestre teremos a linha em produção.

– Qual o valor investido neste novo projeto? 

O valor do investimento para esta ampliação é estimado em R$ 60 milhões de reais.

– Qual a importância da política estadual do gás com relação à redução do ICMS para o uso industrial e a modernização regulatória para a tomada de decisão de investimento em Sergipe?

São dois pontos muito importantes que nos motivaram ainda mais a continuar investindo no estado, fortalece a indústria, geração de empregos e renda para o município, a modernização regulatória nos propicia sermos mais competitivos para entregar nossos produtos nos diversos estados e países que atuamos.

– Quantos empregos a indústria mantém hoje e quantos novos serão gerados? 

Atualmente nossa empresa está empregando diretamente 240 funcionários e devemos gerar aproximadamente mais 100 empregos diretos e indiretos.

– Qual o volume de produção atual e qual é a previsão de aumento com a implantação da nova linha? 

Nossa produção está em 2.100.000 m²/mês e com a nova implantação deveremos produzir mais 1.000.000 m²/mês, totalizando 3.100.000 m²/mês somente nesta unidade, pois possuímos mais 02 fábricas em São Paulo e 01 em Santa Catarina, esta fábrica será a maior da empresa a partir deste aumento de produção. Como informação hoje estamos entre os 06 maiores produtores mundiais de cerâmica.

– Quais os valores previstos em termos de geração de impostos estaduais, a exemplo do ICMS e FEEF?

Estamos prevendo um aumento de 50% em nossa geração de impostos.

– Quais os números atuais em relação ao consumo de gás natural e energia, e qual o aumento previsto com a entrada em operação da 3ª linha? 

Nosso consumo de energia elétrica é de aproximadamente 2,50 MW/mês e o de gás 1.780.0000 m³/mês, com a ampliação a previsão é que estes dois insumos aumentem em 50% cada.

– De que maneira estes números se relacionam com as políticas de incentivo praticadas pelo Governo de Sergipe, como o PSDI?

O PSDI é quem impulsiona a implantação de novas empresas no Estado, o que acaba contribuindo para o incremento de consumo de outros produtos e serviços essenciais a produção.  

– O atual cenário do Novo Mercado do Gás, com a aprovação da nova Lei do Gás, teve influência sobre a abertura da nova linha de produção?

Este marco regulatório do gás é de suma importância para nosso país pois vai criar um ambiente mais competitivo em preços, evidentemente que esta mudança também nos incentivou a investir mais no estado de Sergipe.

– Quais as expectativas da empresa em relação a esta ampliação e quais os planos futuros para a indústria em Sergipe?

Temos as melhores expectativas possíveis, queremos continuar crescendo no estado, contribuindo com o crescimento do município e região e principalmente, abastecer nossos clientes com maior agilidade e qualidade, entre as nossas principais expectativas, está o aumento das exportações, levando o nome de Sergipe aos mais diversos países.

 A manutenção do projeto é fruto das ações do Governo de Sergipe, que vem mantendo estreito diálogo com a estatal 

A contratação de uma Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) para operacionalização do projeto Sergipe Águas Profundas deve ocorrer ainda em 2021, segundo informação divulgada pela Petrobras nesta quinta-feira (25). O anúncio foi feito durante evento online realizado pela estatal para apresentação de projetos e balanço de atividades a acionistas, autoridades e técnicos.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, apresentou um apanhado sobre as intenções da empresa para o período 2021-2025. “Temos riquezas e recursos vastos para explorar e estamos trabalhando em inovações tecnológicas, algumas em estágio avançado, para ter a possibilidade de acessar campos que possuem alta concentração e reduzir significativamente os custos de perfuração e completação. Estamos atuando em todas as áreas, e o plano estratégico para os próximos anos prevê a entrada em operação de 13 novos FPSOs”, destacou.

O diretor executivo de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, Rudimar Andreis Lorenzatto, frisou o compromisso já estabelecido pela empresa em relação aos projetos em território sergipano. “Tivemos recentemente a aprovação do projeto conceitual do módulo 1 do Sergipe Águas profundas, e devemos iniciar a contratação deste novo FPSO ainda este ano”, ressaltou o diretor.

Governo

A exploração das reservas de petróleo e gás em águas profundas do litoral sergipano com investimento estimado em US$ 2 bilhões foi um dos projetos confirmados pela Petrobras na apresentação de seu Plano Estratégico 2021-2025, conforme divulgado em dezembro de 2020. A manutenção do projeto Sergipe Águas Profundas foi fruto das ações do Governo de Sergipe, que vem mantendo estreito diálogo com a estatal.

O Governo do Estado atuou ativamente no processo de reversão de uma possível retirada das áreas sergipanas da pauta de investimentos da Petrobras, mantendo contato ainda com o Ministério de Minas e Energia (MME) e com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O governador Belivaldo Chagas também requereu audiência com o presidente da república, Jair Bolsonaro, expondo a relevância do projeto para a consolidação do Programa Novo Mercado do Gás.

“A confirmação da Petrobras sobre a contratação da FPSO é mais um passo em direção à concretização do projeto Sergipe Águas Profundas. É um anúncio que comprova que nosso esforço, no sentido de construir um ambiente favorável, política e economicamente, para novos investimentos, vem se mostrando eficaz e frutífero. Vamos continuar trabalhando nesse sentido, discutindo, por exemplo, nosso plano tributário para o setor de óleo e gás”, salientou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho,  ressaltando que na sexta-feira (26), está prevista uma reunião entre Governo de Sergipe e a estatal, com foco nos projetos para o Estado.

A pouco mais de 30 quilômetros de Aracaju, uma indústria têxtil está há 21 anos movimentando a cidade de Maruim e gerando emprego e renda para a população daquela região. A Colortextil Nordeste é a filial sergipana do grupo mineiro Colortextil e atua em Sergipe na fabricação de tecidos. A empresa conta com incentivos fiscais do Governo do Estado, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e gera, atualmente, 85 empregos diretos, número que chegará a 90 no mês de maio.

Localizada em um imóvel centenário, construído pelo antigo grupo Maisa (Maroim Industrial S/A) e que foi uma fábrica de fios do grupo Constâncio Vieira, a Colortextil surpreende pela estrutura física e operacional. Ao todo, 63 máquinas produzem oito tipos de artigos, como forros para cortinas, calçados, sutiãs, entre outros itens, fornecendo materiais para outras indústrias do país.

A produção média é de 15 toneladas de tecidos por dia e a expectativa é de que esse número aumente para 16,5 toneladas a partir do mês de maio, quando quatro novas máquinas chegarão da Alemanha para incrementar a produção. “Adquirimos recentemente 12 novas máquinas alemãs, que são as mais modernas e mais eficientes do mercado. Oito já chegaram e ainda estamos aguardando mais quatro, que entrarão em produção em maio. Com essa aquisição, investimos cerca de R$ 6,2 milhões, e aumentamos o número de empregos gerados”, explica o diretor industrial, Guilherme Nogueira.

A expansão da Colortextil Nordeste não deve parar por aí. Um novo galpão já está finalizado e outro está em fase final de obra, para que, em 2022, a linha de produção seja ampliada. A previsão é de que sejam adquiridas 14 novas máquinas, que devem produzir mais 5 toneladas de tecidos por dia, em uma área de mais de 800m2 A indústria utiliza matéria prima da China e da Índia, importando quatro contêineres de material por semana.

“Ficamos muito satisfeitos quando vemos uma indústria do porte da Colortextil investindo e acreditando em Sergipe. Eles são um grupo sólido, que se instalou aqui há muitos anos e que, mesmo com todo esse tempo, continua apostando no Estado”, pontua o secretário de estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, que junto com o presidente da Codise, José Matos, o diretor técnico, Luiz Mário e o diretor financeiro, Gildo Xavier, fez uma visita de cortesia à indústria na última terça-feira (23).

Incentivos

Durante a visita, o presidente da Codise, José Matos, pode lembrar alguns tópicos importantes do PSDI, do qual a Colortextil Nordeste recebe incentivos fiscais, além de reforçar a importância do Programa para o crescimento da empresa. “A Colortextil é uma fábrica que muito tem contribuído para a geração de empregos na região de Maruim, fruto de um trabalho sólido do grupo do qual participa, bem como do Governo do Estado, por meio do PSDI. Confiamos que eles continuarão com esse trabalho e essa parceria com Sergipe por muitos e muitos anos”, observa.

Para Guilherme Nogueira, o PSDI é uma ferramenta fundamental para empresas que se instalam em Sergipe porque oferece condição de ser competitivo. “A gente está a 2000 quilômetros dos grandes consumidores têxteis do Brasil. E, nesse sentido, o PSDI é fundamental para fomentar a indústria aqui na região. Além disso, o relacionamento com o Governo sempre foi muito bom. Temos bom acesso e, em todo problema que aparece, as pessoas nos auxiliam na resolução com rapidez. Sem dúvidas, Sergipe é um estado muito acessível para o industrial”, finaliza o diretor industrial da Colortextil.

Representantes das instituições trataram sobre projetos importantes para o ano de 2021

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, recebeu representantes do Grupo Tiradentes na manhã desta terça-feira (02). Em pauta, as instituições dialogaram sobre projetos inovadores para o crescimento da economia e fomento à educação superior através da concessão de bolsas de estudo.

O vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Tiradentes, Saumíneo Nascimento, apresentou ao secretário formas de apoio que o grupo pode oferecer na atração de empresas no estado. Além disso, também foi apresentado um projeto de financiamento estudantil criado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, o Programa Pernambuco na Universidade (PROUNI-PE), que é destinado à concessão de bolsas de estudo do ensino superior para alunos de baixa renda vinculados a Instituições de Ensino Superior (IES).

Dando continuidade às tratativas sobre novos projetos para o Complexo Industrial Portuário, o grupo de trabalho composto por representantes de diversas secretarias e órgãos do Governo de Sergipe reuniu-se nesta segunda-feira (08), para alinhar detalhes e traçar encaminhamentos. A convite do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, estiveram presentes o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto; o diretor-presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (CEHOP), Caetano Quaranta; o diretor-presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe, José Matos Lima Filho, além de assessores técnicos dos órgãos.

Na oportunidade, o assessor técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes, conduziu uma explanação sobre a disposição das áreas do Complexo e dos investimentos previstos para a região. O estudo de área e a realização de uma nova reunião focal com técnicos da Sedurbs foi um dos encaminhamentos do encontro. 

Para o secretário José Augusto Carvalho, a reunião do grupo de trabalho demonstra a preocupação do Governo com o engajamento de diversas frentes no desenvolvimento industrial em Sergipe. “Estamos discutindo estratégias, antecipando entraves e apresentando soluções, trabalhando de forma integrada para que o Complexo venha a se afirmar como um importante pólo regional”, afirmou.

“É necessário que todas as ações nas quais estamos trabalhando hoje envolvam uma perspectiva dos impactos futuros. Estamos pensando no todo, não só no primeiro momento. Vamos direcionar técnicos para analisar os mapas de maneira focada, para podermos definir o estudo de área“, comentou o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), Ubirajara Barrero.

O diretor-presidente da Adema resumiu as atribuições do grupo de trabalho, considerando as especificidades de cada município integrante do Complexo. “Estamos discutindo a consolidação de um pólo industrial para a região Norte do estado, que vai da Barra dos Coqueiros até Santo Amaro das Brotas, passando por Maruim e Laranjeiras. Com isso, vamos agregar um potencial em cada local, dentro de suas aptidões. Para tanto, estamos empenhados no estudo prévio sobre a viabilidade de cada segmento, definindo as respectivas poligonais”, explicou Gilvan Dias.

Uma nova reunião para dar continuidade aos trabalhos e andamento das discussões está agendada para a próxima quinta-feira, (11), na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano.