Governo de Sergipe registra bons indicadores econômicos nos primeiros seis meses de gestão

Números mostram evolução frente ao mesmo período do ano passado, comprovando eficácia das ações governamentais

Chegando aos seis meses de gestão, o Governo de Sergipe tem dado importantes passos rumo ao desenvolvimento econômico do estado. O clima favorável à atração e ampliação de negócios tem sido propiciado por diversas ações do Executivo estadual, a fim de impulsionar as cadeias produtivas e gerar condições de crescimento. Nesse prazo, os números já registram evolução frente ao mesmo período do ano passado, o que comprova a eficácia das medidas aplicadas pelo governo.

Os dados mais recentes analisados pelo Observatório de Sergipe, publicados em 15 de junho, apontam um aumento no volume de serviços de 6,4% no estado. Este acumulado diz respeito ao período de janeiro a abril, último mês com dados finalizados, e representa um crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o aumento no volume de serviços foi de 5,9%.

“Na prática, isso quer dizer um aumento da demanda e do consumo de serviços. São atividades como educação, clínicas, consultorias e outros ramos que estão retornando. Esse é um dado relacionado também à pandemia, já que o setor de serviços foi um dos mais atingidos. Muita gente deixou de ir ao médico, atrasou a escola, ficou sem viajar e sem ir para festas… Agora, todas essas atividades estão se recuperando”, afirma o coordenador do Observatório, Ciro Brasil.

Já no comércio, outro setor de destaque, o crescimento acumulado do ano foi de 5,4%. O aumento em relação ao mesmo período de 2022 foi de 0,9%. Já no acúmulo dos 12 meses, a evolução no volume de vendas foi de 4,3%. “Assim como o setor de serviços, o comércio também vem dando sinais de recuperação”, completa Ciro.

Outro indicador que demonstra a tendência de crescimento na economia sergipana é a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nos cinco primeiros meses de 2023, o volume coletado foi de R$ 1.963.445.474,38. No mesmo período do ano passado, entretanto, esse mesmo quantitativo foi de R$ 1.953.890.803,99. A variação nominal de um ano para outro, portanto, foi de 0,49%.

Empregos

No acumulado dos últimos 12 meses, 12.917 postos de emprego foram gerados no estado. Somente de janeiro a abril, este saldo foi de 1.715 vagas. No mesmo período de 2022, por sua vez, o saldo foi de apenas 609. Os números, deste modo, refletem uma tendência de aumento já registrada pelo Observatório. Atualmente, Sergipe tem 298.516 pessoas com carteira assinada. Já em abril de 2022, o número era de 285.599.

Os dois principais segmentos a registrarem números positivos em relação à quantidade de vagas foram o de Serviços (3.287) e de Construção (856), considerando os primeiros quatro meses de 2023.

Na Agropecuária, em outro sentido, o acumulado foi de -1.352 vagas. “Isso acontece pela sazonalidade do setor. Atualmente, muitos trabalhadores estão sendo demitidos por conta da entressafra da cana. É um comportamento já esperado, todos os anos. O período de contratação deve ocorrer a partir de setembro”, explica Ciro Brasil. Entretanto, esse setor tem sido atendido pelas políticas públicas do Governo do Estado por meio do Programa Mão Amiga, cultura da cana de açúcar, para trabalhadores do corte da cana de 24 municípios, totalizando, nesta edição, 2.916 trabalhadores beneficiados, num investimento de R$ 2.916.000,00 realizado pelo Governo do Estado. 

A taxa de desemprego também vem demonstrando reação. De janeiro a março de 2023, esse percentual foi de 11,9%, considerando também trabalhadores na informalidade. 

“Historicamente, Sergipe figura entre as maiores taxas do Brasil. No entanto, vem havendo evolução. Esta é a menor taxa no estado desde o primeiro trimestre de 2016. E, atualmente, o número está estagnado”, pontua.

As análises do Observatório de Sergipe relacionadas ao número de empregos no estado partem de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também são consideradas as informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), ambas do IBGE, também fazem parte do conjunto estudado pelo Observatório.

Oportunidades

Embora os números mais recentes ainda não tenham sido finalizados, há boas perspectivas para os resultados dos próximos meses. A realização do projeto ‘Sergipe País do Forró’, que tem incentivado e recuperado a cultura junina no estado, é uma das principais razões dessa estimativa. Com uma programação de mais de 30 dias de forró, o Governo de Sergipe vem aquecendo a economia e estimulando os mais diversos setores.

“Apesar de ainda não termos os números, já começamos a coletar informações para construir um estudo a respeito do impacto econômico dos festejos juninos no estado. Pelo que estamos vendo no dia a dia, sabemos que é uma programação que deverá trazer bons números para os setores de serviços e do comércio, principalmente com a chegada de turistas. Estamos coordenando o trabalho, com o apoio do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe. Logo após o São João, teremos as primeiras informações, referentes a entrevistas qualitativas com atores econômicos. Já estamos falando com hotéis, bares, restaurantes, ambulantes e lojistas”, relata o coordenador do Observatório.

Para além das iniciativas ligadas ao período junino, algumas ações continuadas vêm impulsionando a economia sergipana. O Programa de Desenvolvimento Social e Econômico (Desenvolve Sergipe), voltado à promoção do avanço integrado no estado, faz parte desse escopo. A proposta, que levou um pacote de projetos à Assembleia Legislativa, se organiza em eixos como a atualização da legislação do Estado, o planejamento e execução de projetos de infraestrutura e o alinhamento de programas e ações estratégicas.

O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) é mais uma das ações que têm ofertado incentivos fiscais, locacionais e estruturais a indústrias que desejam se instalar e/ou ampliar no estado. 

“Também no segmento industrial a previsão é de que haja uma recuperação no médio prazo. Temos novas fábricas implantadas no estado, e boas perspectivas ligadas ao segmento de petróleo e gás”, conclui Ciro Brasil.

Última atualização: 7 de julho de 2023 13:25.

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