Participação incluiu workshop na Itaipu Binacional e fórum de Biogás e Biometano
Integrando as ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento das discussões sobre energias renováveis e ao desenvolvimento de novas matrizes energéticas no Brasil, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) participou de eventos institucionais em Foz do Iguaçu (PR). A agenda incluiu a participação no workshop ‘Da Eletricidade ao Biometano: a evolução dos certificados de origem no Brasil’, realizado na Itaipu Binacional, e no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que reuniu especialistas, representantes de instituições públicas e privadas e agentes do setor.
O workshop, que aconteceu na última segunda-feira, 13, abordou a evolução dos certificados de origem no país, desde os Certificados de Energia Renovável (RECs) até o Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB). A programação teve foco na valorização de práticas sustentáveis e no atendimento a exigências regulatórias e metas corporativas.
Já o Fórum, que ocorreu nesta terça-feira, 14, sob organização do CIBiogás, promoveu debates sobre o cenário atual e as perspectivas do biogás e do biometano no Brasil. O Paraná se destaca nacionalmente nesse segmento, concentrando o maior número de plantas de biogás do país, com 404 unidades geradoras, de um total de 1.365 cadastradas.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a importância da participação do Estado em espaços estratégicos de discussão, ressaltando que a iniciativa integra as ações voltadas ao fortalecimento do diálogo institucional e à busca por referências e experiências que possam subsidiar políticas públicas voltadas à inovação. “Estar presente nesses ambientes permite acompanhar de perto as transformações do setor energético e identificar oportunidades que possam contribuir para o desenvolvimento econômico e tecnológico de Sergipe”, afirmou.
Além do gestor da Sedetec, fizeram parte da comitiva o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães, e o presidente da Sergipe Gás (Sergas), Alan Lemos.
Para o representante da Sergas, a participação na programação reforça o papel cada vez mais relevante do biometano e do biogás na construção de soluções mais limpas e eficientes para o Brasil. “O biometano, em especial, desponta como um vetor estratégico, ao permitir o aproveitamento de resíduos e a redução significativa das emissões de carbono. Na Sergas, acompanhamos de perto esse movimento e estamos atentos às oportunidades de investimento e inovação que o setor oferece, sempre mantendo a competitividade, de forma a não onerar o consumidor”, destacou.
Para Ronaldo Guimarães, a articulação em torno de novas matrizes energéticas segue em paralelo à atração de investimentos. “Quando falamos em novas fontes de energia, estamos falando de processos produtivos que as empregam. Também estamos falando de empregos e indústrias. Por esse motivo, buscamos acompanhar diretamente o debate da transição energética, que é também um debate sobre desenvolvimento econômico e social”, pontuou.
Iniciativa consolida avanço do projeto para a fase de assinatura de contratos, com conclusão prevista ainda para 2026
A Decisão Final de Investimento (FID) do projeto Sergipe Águas Profundas I (Seap I) foi anunciada pela Petrobras nessa segunda-feira, 13. A iniciativa se junta à aprovação da FID do módulo II do Seap, anunciada ainda em dezembro, e consolida o avanço das tratativas. O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), vem acompanhando de perto todas as etapas do processo, atuando na articulação e mobilização de diferentes frentes estratégicas para viabilizar e fortalecer a implementação do projeto.
A FID diz respeito à contratação da empresa vencedora do processo licitatório para construção e operação dos navios-plataforma que integram o projeto. A formalização dos contratos deve ocorrer em maio de 2026, após a conclusão dos trâmites de governança e a obtenção das devidas aprovações por parte dos parceiros.
Para o Governo de Sergipe, a confirmação desse investimento marca um passo significativo rumo ao fortalecimento da economia local. Ao longo de todo o processo, o Estado atuou de forma ativa como articulador institucional, mantendo diálogo constante com a Petrobras e promovendo a integração com órgãos estratégicos, como o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
“A atuação do Governo do Estado foi fundamental para garantir que o início do Seap fosse mantido para 2030 no plano de investimentos da Petrobras. Com esse novo movimento, Sergipe se projeta para um novo ciclo de oportunidades. Esse é um direcionamento do governador Fábio Mitidieri, que visualiza um horizonte não só de exploração de petróleo e gás, mas de geração de empregos e dinamização da cadeia produtiva local com a atração de outros investimentos relacionados”, afirmou o titular da Sedetec, Valmor Barbosa.
Seap I
O projeto Seap I contempla reservas de óleo leve localizadas nos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste e Palombeta, inseridos nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. A Petrobras atua como operadora em ambas as áreas, com 60% de participação na BM-SEAL-11, em parceria com a IBV Brasil Petróleo LTDA (40%), e detendo 100% da BM-SEAL-10.
Sobre o Sergipe Águas Profundas
O Seap terá capacidade para ofertar ao mercado até 240 mil barris de petróleo por dia e cerca de 18 milhões de m³/dia de gás natural quando estiver plenamente operacional. O sistema também contará com um gasoduto dedicado ao escoamento da produção, reforçando a infraestrutura necessária para o projeto. A contratação das unidades FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) ocorre no modelo BOT (Build, Operate and Transfer). A negociação assegura o início da produção conforme o cronograma previsto no Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras.
Ações integradas e investimentos reforçam o desenvolvimento econômico, aproximam o governo da população e impulsionam negócios na região
Nesta sexta-feira, 10, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e suas unidades vinculadas estiveram presentes na 71ª edição do ‘Sergipe é aqui’, no município de Itabaiana. Mais uma vez, a participação garantiu a disponibilidade de serviços, orientações e ações voltadas ao fortalecimento do desenvolvimento econômico e da inovação no estado.
Como de costume, estiveram presentes equipes da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) e do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) e a Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese) também integraram o grupo de vinculadas presentes.
Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, o programa traz à população iniciativas estratégicas, esclarecendo dúvidas e promovendo o acesso a políticas públicas. “Itabaiana tem um diferencial pela pujança do município. É uma cidade com mais de 100 mil habitantes, muito importante no quesito economia, produção e serviços. A capital hoje foi transferida para cá, com todos os serviços que o Estado oferece. Quem não tem condições de ir à Aracaju para utilizar um serviço, pode vir aqui hoje. É muito feliz ver a população acreditando no serviço público”, disse.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, representando os gestores das unidades vinculadas, salientou a importância da presença desses profissionais durante a programação. “Como presidente de órgão, acredito que a participação direta de quem lidera as instituições é bastante significativa pelo fato de possibilitar uma aproximação com a população. O ‘Sergipe é aqui’ descentraliza os serviços do Governo e leva cidadania, fazendo com que as pessoas possam ter contato com aqueles que compõem a administração estadual”, afirmou.
Visitantes
Pedro Miguel Mendonça, de 17 anos, é estudante do 3º ano do Ensino Médio. Para ele, o que mais chamou a atenção no estande da Sedetec foram os protótipos exibidos pelo SergipeTec. “O mais interessante foi o dragão articulado. Com a inovação nessa área de impressão 3D, incluindo tecnologias neurais, podemos fazer com que alguém que não tem alguma parte do corpo possa ter mais qualidade de vida. A tecnologia tem que ser usada para ajudar a humanidade, para a gente conseguir evoluir”, opinou.
Também estudante do 3º ano, Gustavo Fernandes concordou com o colega. “Eu me interesso pela área tecnológica, principalmente computação. A tecnologia vai aumentar ao longo do tempo, e o Governo trazer essas ações para o município ajuda a população na área de inovação”, considerou.
Jorge Batista, coordenador do Laboratório 3D e do setor de Inovação no SergipeTec, detalhou a atuação do Sistema Sedetec na programação. “Temos o intuito de ajudar a tirar projetos do papel, tornando concreto o que é idealizado. Também podemos contribuir para o desenvolvimento de negócios locais, tornando-os mais competitivos”, resumiu.
Investimentos
A atuação da Sedetec e das unidades vinculadas vem fazendo a diferença na vida dos itabaianenses e dos moradores do agreste central sergipano, a partir de investimentos e ações integradas. É o caso dos empreendimentos incentivados pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), que é gerido pela Sedetec e tem a Codise como um de seus órgãos responsáveis.
Em 2026, a empresa Itablock, especializada na fabricação de pisos e artefatos de concreto, cimento e gesso, foi aprovada pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) para o recebimento de incentivos fiscais. O investimento projetado para a unidade em Itabaiana é de R$ 6 milhões. Quanto à região, os municípios de Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Carira, Frei Paulo e Ribeirópolis também sediam empresas beneficiadas pelo Programa. No total, são mais de R$ 38 milhões em investimentos projetados e 475 empregos diretos previstos para a região.
Evento realizado no Rio de Janeiro reuniu representantes do setor de óleo e gás para discutir oportunidades, desafios e perspectivas do Seap e do setor energético nos próximos anos
Com foco no fortalecimento do setor energético, o Governo de Sergipe promoveu, juntamente com a FGV Energia, o Workshop de Descomissionamento, Comissionamento, Operação e Logística Offshore, realizado nesta terça-feira, 31, no Rio de Janeiro. A iniciativa, conduzida por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese), reuniu importantes atores do segmento para discutir caminhos e oportunidades para o desenvolvimento do estado.
Realizado no auditório da Fundação Getulio Vargas, o workshop teve como objetivo apresentar, de forma integrada e orientada ao futuro, as demandas técnicas, industriais e logísticas associadas às atividades de descomissionamento de plataformas em águas rasas em Sergipe. Além disso, foi pautado o comissionamento do Projeto Sergipe Águas Profundas (Seap) e o potencial do estado para os próximos dez anos. Na oportunidade, foram exibidos os resultados do diagnóstico inédito realizado pela FGV Energia a pedido da Sedetec, que configura o Estudo para Fortalecimento e Expansão da Infraestrutura Portuária e Logística do Estado de Sergipe.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, reforçou o protagonismo de Sergipe no setor energético. “Sergipe reúne um conjunto de potencialidades que o coloca em posição estratégica no setor de óleo, gás e energia, como a produção de gás natural, a localização geográfica privilegiada, a infraestrutura portuária e as perspectivas de novos projetos offshore. O Estado tem trabalhado para transformar esse potencial em desenvolvimento econômico, atraindo investimentos, fortalecendo a cadeia produtiva e gerando emprego e renda para a população”, destacou .
Durante o encontro, o diretor da FGV Energia, Carlos Quintella, agradeceu a presença dos participantes e destacou a importância do evento para o compartilhamento de experiências sobre o setor. “Essa programação começou como um pequeno evento e foi ganhando proporção. É uma espécie de relatório das atividades que estamos realizando em Sergipe. Teremos uma série de apresentações a partir das quais vamos poder reunir e compartilhar diversos conhecimentos na área de descomissionamento”, comentou.
O diretor-presidente da Agrese, Luiz Hamilton, também destacou a importância do momento para o estado e o papel das instituições na preparação de Sergipe para o novo ciclo do setor. “Hoje, o Estado, em parceria com a Fundação Getulio Vargas, tem a oportunidade de apresentar aos agentes do mercado de óleo e gás o cenário de comissionamento do Seap e descomissionamento das plataformas no estado. Trata-se de um momento estratégico para Sergipe destacar seu potencial, atrair novos negócios e ampliar as oportunidades de emprego e renda, a partir das atividades que a Petrobras irá desenvolver nos próximos anos”, afirmou.
O evento abordou os desafios e oportunidades desse novo ciclo do setor offshore, reunindo operadoras, prestadoras de serviços, fornecedores especializados, entidades setoriais e representantes institucionais. O objetivo é viabilizar um diálogo estratégico alinhado à agenda da transição energética, que aponta o gás natural como combustível-chave para substituir fontes mais poluentes e garantir segurança energética ao país.
Programação
A programação do workshop foi iniciada com o painel ‘Panorama do Descomissionamento no Brasil: transição para uma nova fase da indústria’, apresentado por Pietro Mendes, diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A exposição abordou o cenário nacional e as mudanças pelas quais o setor vem passando com o avanço das atividades de descomissionamento no país.
“O descomissionamento é uma atividade muito importante para Sergipe nos próximos anos. O estado possui uma série de plataformas em águas rasas que precisam ser descomissionadas e tem totais condições de realizar esse trabalho em Sergipe, podendo, inclusive, se tornar um hub para o descomissionamento de plataformas de outros estados do Brasil”, avaliou Pietro Mendes.
Na sequência, Sylvia Anjos, diretora-executiva de Exploração e Produção da Petrobras, apresentou o ‘Status do Descomissionamento e Perspectivas com o Projeto Seap’, trazendo um panorama das atividades relacionadas ao projeto e suas perspectivas. Em seguida, Fábio Marchiori, CEO da VLI, apresentou o painel ‘Do Comissionamento ao Descomissionamento: O Papel do TMIB na logística Integrada de Óleo e Gás’, destacando a importância da logística para as operações do setor. Logo depois, Érik Fabian Cunha, diretor comercial e de marketing da OceanPact, falou sobre ‘A Estruturação de Operações Seguras e Eficientes para o Descomissionamento de Estruturas Offshore’.
Para a diretora da Petrobras, o evento reúne perspectivas sobre o futuro, com novos projetos, e o passado, com o descomissionamento. “Sergipe foi pioneiro nas atividades offshore. A descoberta de petróleo pela Petrobras começou em Carmópolis, avançou para Guaricema e depois Piranema, e agora chega ao Sergipe Águas Profundas, desde 2010. Esse evento nos traz todo esse histórico, mas também mostra o grande potencial das descobertas em águas ultraprofundas para o desenvolvimento não apenas de Sergipe, mas de todo o Nordeste”, declarou Sylvia Anjos.
Ainda no período da manhã, César Cunha, gerente executivo de Águas Ultraprofundas da Petrobras, apresentou o painel ‘Sergipe Águas Profundas – Próximos Passos’, abordando as expectativas sobre o projeto. Após o intervalo, a programação foi retomada com o painel ‘Cenário do Descomissionamento no Brasil e no Nordeste brasileiro’, apresentado por Carlos Castilho, gerente-geral de Projetos de Descomissionamento da Petrobras.
Na etapa final do evento, Vaney Cunha, gerente-executivo de Logística de Exploração e Produção da Petrobras, apresentou o painel ‘Logística de Exploração e Produção: Operações no Nordeste’. Em seguida, foi a vez do secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, seguido do integrante da equipe de pesquisa em óleo e gás da FGV Energia, João Victor Marques Cardoso. O pesquisador apresentou o estudo para fortalecimento e expansão da infraestrutura portuária e logística do estado.
“Esse trabalho é um desdobramento de um diagnóstico que fizemos sobre o mercado de gás e os impactos econômicos do setor de óleo e gás, ainda em 2024. Para isso, precisamos identificar quais são as potencialidades e as capacidades de expansão para que a infraestrutura portuária consiga absorver as grandes transformações que estão por vir no estado, tanto com as atividades de descomissionamento das 26 plataformas em águas rasas quanto com o grande projeto esperado pela Petrobras, que é o Sergipe Águas Profundas, com mais de 18 milhões de metros cúbicos de gás e 240 mil barris de petróleo por dia”, informou João Victor.
Governador Fábio Mitidieri visitou o canteiro de obras da segunda usina de gás natural que será erguida na Barra dos Coqueiros e que deve gerar cerca de três mil empregos
O governador Fábio Mitidieri acompanhou, nesta quarta-feira, 25, o canteiro de obras das instalações da Usina Termelétrica (UTE 2), nova linha de produção de gás natural em Sergipe. Ganhadora do Leilão Nacional de Reserva de Capacidade, a Eneva apresentou, nesta quarta, ao governador Mitidieri, a prospecção do investimento de quase R$ 7 bilhões em Sergipe aplicados até 2028.
Mitidieri parabenizou a companhia pela construção e celebrou a ampliação do hub de energia no estado. “Sergipe é um dos maiores players do mercado de energia do Brasil. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deve nos visitar ainda esta semana para avançar no projeto Sergipe Águas Profundas e na contratação de navios, com investimentos bilionários que impulsionarão a economia e atrairão indústrias e mão de obra qualificada para o estado”, destacou.
Atualmente a Eneva gera 1,6GW por meio da UTE 1, usina já instalada no local, e, até 2028, a empresa produzirá mais 1,3GW, quando a segunda linha, a UTE Porto Sergipe 2, ficar pronta. Nesse processo de construção devem ser gerados cerca de três mil empregos diretos e indiretos.
O presidente Nacional da Eneva, Lino Cançado, acrescentou que o começo das obras se deu logo após a vitória no Leilão Nacional porque o início da operação da UTE 2 está previsto para outubro de 2028. “Não é apenas o início de uma obra. A construção gerará cerca de três mil empregos. Temos que pensar estrategicamente. A vida útil da usina é de 30 a 40 anos, o que beneficiará o país além do contrato inicial de 15 anos, por isso nos dedicamos”, informou.
A gerente de contrato da área técnica, Maria Teresa Rodrigues, descreveu o processo de instalação e falou da satisfação de participar da equipe desta obra. “A instalação envolve terraplanagem, construção de bases, instalação de turbinas e conexão final. É uma honra participar do desenvolvimento do hub de Sergipe. É uma oportunidade de deixar um legado”, considerou.
Uma das gestoras do projeto, Lady Daiane Gomes, se disse honrada por, como mulher e Pessoa com Deficiência (PcD), participar desse momento histórico para Sergipe. “Estou muito feliz de fazer parte deste início do projeto. Como pessoa com deficiência, como mulher, me sinto incluída. Além de ser uma iniciativa para o crescimento da região, é importante a inclusão e representatividade ter mulheres e PcDs no projeto”, expressou.
Relembre
A Eneva anunciou, no início do mês de março, a construção de uma nova usina termelétrica a gás natural em Sergipe. A nova unidade, a UTE 2, que terá capacidade de 1,3 GW, será construída na Barra dos Coqueiros e somará aos atuais 1,6 GW da UTE Porto Sergipe
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, destacou o marco histórico da nova usina para Sergipe. “A nova termelétrica a gás em Sergipe é um marco que impulsiona o estado como um hub de energia. A nova usina, que será inaugurada em 2028, somada à produção de gás natural em 2030, fortalecerá a industrialização, gerando empregos e renda para a população. A iniciativa representa uma fronteira de oportunidades para o estado. É a esperança de um futuro promissor”, ressaltou.
A Eneva prevê que a obra impulsionará a economia local e fortalecerá a cadeia produtiva da região. O secretário de Estado do Trabalho, Jorge Teles, frisou que Sergipe se prepara para avançar mais um passo no desenvolvimento. “A chegada da nova usina gera um impacto positivo na economia local na geração de novos postos de trabalho durante a construção e operação. Nos preparamos para que a mão de obra especializada no setor de energia seja 100% sergipana. O Governo de Sergipe cria um ambiente favorável aos negócios e prepara sua mão de obra para que os empregos sejam preenchidos por especialistas sergipanos”, frisou.
Com essa expansão, Sergipe se consolida como um dos principais polos de gás natural e geração de energia do país, atraindo investimentos e gerando oportunidades para a população local. “Com o apoio do Governo Estadual, a Barra do Coqueiro vive um momento de grande desenvolvimento, com investimentos de R$ 7 bilhões na nova usina, a chegada de novos condomínios e uma segunda ponte Aracaju-Barra. São recursos direcionados para melhorar nossa infraestrutura local. Só temos a agradecer”, disse o prefeito da Barra dos Coqueiros, Airton Martins.
Leilão
Na última semana, o Brasil negociou 19 gigawatts (GW) em novos contratos para usinas termelétricas e hidrelétricas com o leilão de reserva de capacidade (LRCAP), sendo a maior contratação já realizada pelo setor elétrico do país. A Eneva, que tem o BTG Pactual como maior acionista, foi a principal vencedora do leilão, viabilizando projetos termelétricos que lhe exigirão R$ 18 bilhões em investimentos até 2031.
O principal destaque do leilão é a expansão do Hub Sergipe, que se consolida como um dos mais importantes complexos energéticos do Brasil.
A expansão da Eneva representa o aumento de investimentos privados em Sergipe, a geração de empregos na construção e operação e o fortalecimento da cadeia produtiva de energia e gás, o que consolida Sergipe como polo nacional de gás natural referência em geração termelétrica e maior integração com mercado internacional de gás.
Obra acompanhada pelo Governo de Sergipe vai aumentar a capacidade operacional do porto e permitir a atração de navios de maior porte
A ampliação do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) avançou com o início das obras de dragagem, etapa essencial para elevar a capacidade operacional e viabilizar a chegada de embarcações de maior porte. O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), acompanhou a intervenção nesta quarta-feira, 25. A medida representa mais um avanço na infraestrutura logística do estado.
O TMIB é administrado pela VLI, que esteve junto à Sedetec e à Receita Federal durante a visita. As operações abrangem o canal de aproximação, o berço de atracação e a área de manobra do Terminal, com volume dragado de 200 mil metros cúbicos. Com a intervenção, será possível aumentar o calado do Porto de Sergipe dos atuais 9,8 metros para 10,2 metros.
A ação possibilitará a operação de navios com maior capacidade de carga, contribuindo para o fortalecimento da logística e da movimentação portuária no estado. Também foi autorizada a construção de uma nova portaria, adequada ao atendimento de pessoas e veículos em padrão de qualidade.
O secretário-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, participou da visita e destacou que esse é um passo importante para o fortalecimento da infraestrutura logística de Sergipe e para o desenvolvimento econômico do estado. “A melhoria da estrutura portuária aumenta a competitividade e atrai novos investimentos. Por isso, é uma ação que tem relevância especial no contexto do projeto Sergipe Águas Profundas e do processo de descomissionamento de plataformas”, avaliou.
Sobre o Porto
O Terminal Marítimo Inácio Barbosa está localizado no município de Barra dos Coqueiros. Trata-se de um terminal de uso misto e de carga geral, especializado na movimentação de produtos da construção civil, agricultura e industrializados.
A Sedetec e a FGV Energia firmaram parceria para o desenvolvimento de um estudo técnico detalhado que avalie a infraestrutura portuária do estado. O diagnóstico deve abranger as condições atuais do TMIB, a identificação de demandas futuras, o dimensionamento da infraestrutura necessária, além da avaliação dos impactos e benefícios socioeconômicos relacionados à sua ampliação.
Fábrica calçadista produz mais de 1,3 mil pares de calçados por dia, com previsão de expansão e apoio do PSDI
A atividade calçadista em Sergipe segue em expansão com o apoio do Governo do Estado. Em Carira, município do agreste sergipano, a fábrica da Di Valentini gera empregos e oportunidades para a região, levando calçados femininos às prateleiras do comércio de dentro e de fora do estado. Este trabalho conta com o incentivo da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).
O galpão onde a unidade está situada foi reformado via Codise, em parceria com a Prefeitura de Carira, com investimento de R$ 890 mil oriundos do tesouro estadual. A área corresponde a 3,8 mil metros quadrados e abrigava, anteriormente, a também calçadista Azaleia. Hoje, 33 funcionários já atuam no espaço, produzindo entre 1,3 mil e 1,6 mil pares por dia. A previsão é de que esse número aumente, contando com o apoio do Governo do Estado na qualificação e na captação de mão de obra.
“Nosso planejamento é chegar até 90 colaboradores e atender à nossa necessidade de costura. A gente também tem previsão de expansão dos setores de almoxarifado, setor de tiras e montagem e expedição. Com isso, estamos falando de uma perspectiva de 170 a 190 colaboradores aqui na unidade. Estamos fazendo isso para crescer nossa produção e, consequentemente, a mão de obra, respeitando o mercado”, destaca o gerente da unidade, Alan Horlle.
Para o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, a Di Valentini é um exemplo do direcionamento do Estado à interiorização do desenvolvimento. “A fábrica já se encontra em funcionamento em Carira, com 33 funcionários nesta unidade e mais 146 na de Nossa Senhora Aparecida. O Governo tem dado todo o suporte à empresa, que também já está em diálogo com a Secretaria de Estado do Trabalho (Seteem) para fazer capacitações e, logo mais, com certeza a empresa estará contratando mais pessoas, gerando mais renda e emprego aqui no município de Carira”, ressalta.
A política de investimentos do Governo de Sergipe, que contempla empreendimentos como a Di Valentini, gera oportunidades que transformam a vida de inúmeros trabalhadores. É o caso de Wanderson Santos, que trabalha como operador de serviços de mão na fábrica de Carira. “Tive experiência na Azaleia, quando funcionava aqui mesmo neste galpão. Agora, a Di Valentini está dando mais oportunidade para a gente, gerando mais emprego. É melhor para a cidade, para a população e pra gente se manter. Eu sou o único provedor da minha família e essa renda representa 100% na minha casa”, afirma.
Aparecida
Além da unidade carirense, a Di Valentini mantém uma fábrica com capacidade de produção de 6 mil pares de calçados por dia em Nossa Senhora Aparecida. As operações ocupam uma área de mais de 10 mil metros quadrados, em um galpão da Codise com permissão remunerada de uso. Atualmente, 146 trabalhadores atuam no espaço.
A calçadista Di Valentini é sediada em Santa Catarina, e atua há quase 15 anos no mercado. A captação foi realizada via Sedetec e Codise, e a inauguração da primeira unidade sergipana ocorreu em agosto de 2025, com investimento superior a R$ 4,2 milhões. Os 179 empregos gerados atualmente pela soma das unidades de Carira e Aparecida já ultrapassam a previsão inicial de 150 postos de trabalho anunciada pela empresa durante a apresentação do projeto. A expectativa é de que pelo menos 40 empregos sejam gerados no curto prazo.
Mais investimentos
Sergipe se prepara para receber mais uma fábrica calçadista, desta vez em Boquim. Trata-se da Mariotta, empresa sediada em Jaú (SP) com mais de 40 anos no mercado. Visando a implantação da fábrica, o Governo de Sergipe assinou ordem de serviço para a construção de dois galpões geminados no município, com investimento superior a R$ 9 milhões. A empresa foi aprovada pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) para receber incentivos fiscais e locacionais do PSDI.
Estado integra debates nacionais sobre políticas públicas para o desenvolvimento mineral e energético no Brasil
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), participou, nesta quarta-feira, 18, da primeira assembleia ordinária de 2026 do Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia (FNSME), realizada em Macapá (AP). O evento reuniu gestores estaduais para discutir estratégias e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento dos setores energético e mineral no Brasil.
Representando Sergipe, o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, acompanhou os debates, que abordaram temas relevantes para o fortalecimento da mineração e de cadeias produtivas associadas, como a do petróleo e gás. “A participação de Sergipe reforça o compromisso do Estado em acompanhar discussões estratégicas para o desenvolvimento econômico no país, com destaque para temas ligados à transição energética, onde nosso estado assume posição de vanguarda”, avaliou.
A programação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Mineração (Semin), responsável por mediar discussões sobre novas legislações e regulamentos, leilões de áreas minerais e o potencial das terras raras no país. Entre os painéis em destaque, estiveram “Governança Federativa e Política Nacional do Petróleo” e “Transição Energética: Potencial Energético e Posição Estratégica na Margem Equatorial”.
Na pauta administrativa, o evento incluiu articulações em torno do 2º Congresso Brasileiro de Minas e Energia, assim como um Painel de Transição Energética, em parceria com o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getulio Vargas (FGV Energia).
Nova termelétrica deve gerar até 3 mil empregos durante obras da unidade
A Eneva anunciou, nesta quarta-feira, 18, que saiu vencedora do leilão de reserva de capacidade promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica, Ministério de Minas e Energia e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica para expansão do Hub Sergipe, a partir da construção de uma nova usina termelétrica movida a gás natural na Barra dos Coqueiros.
O projeto prevê um investimento de aproximadamente R$ 7 bilhões e a criação de cerca de 3 mil empregos no pico das obras. A nova unidade terá capacidade de geração de cerca de 1,3 gigawatt (GW), somando-se aos atuais 1,6 GW da UTE Porto Sergipe 1, praticamente dobrando a produção energética de produção da companhia no estado para quase 2,9 GW.
O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, celebrou o resultado e ressaltou o papel estratégico do estado no setor energético, uma vez que a expansão do Hub Sergipe reforça a posição do estado como um dos principais polos de gás natural e geração de energia do país, ampliando sua relevância no cenário nacional. “Essa nova termelétrica vai ser construída ao lado da atual, uma obra gigantesca para o nosso estado, que vai gerar muitas oportunidades para os sergipanos e consolidar nossa posição no mercado de gás natural”, disse.
De acordo com a responsável pelas Relações Institucionais da Eneva, Regina França, a vitória no leilão fortalece o avanço do projeto no estado e impulsiona toda a cadeia produtiva da região. “Será uma obra de dois anos e a operação da nova unidade está prevista para 2028. Além do investimento de cerca de R$ 7 bilhões, isso muda toda a estrutura de geração de emprego e renda na região também”, pontuou.
“Estávamos com grande expectativa em relação ao leilão de reserva de capacidade, e o resultado, com a Eneva saindo vencedora para a expansão do Hub Sergipe, confirma a viabilidade de mais uma térmica no estado. Ou seja, é mais geração de energia e mais consumo de gás. Nesse sentido, o projeto Sergipe Águas Profundas (Seap) terá um papel fundamental, já que o gás natural produzido será essencial para abastecer essa nova usina e a que já temos instalada em Barra dos Coqueiros”, afirmou o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.
Projetos sociais
O projeto também prevê mais de R$ 5 milhões em investimentos em ações e projetos sociais em Sergipe.
Sedetec representou Sergipe em painel sobre a visão dos estados
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), participou nesta terça-feira, 10, do 1º Workshop do Programa de Redução da Concentração no Mercado de Gás Natural (Gas Release), realizado no Rio de Janeiro. O evento foi promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e reuniu representantes do governo, agências reguladoras, empresas e especialistas do setor energético para discutir a abertura e a ampliação da concorrência no mercado de gás no Brasil.
Representante da Sedetec, o secretário-executivo Marcelo Menezes participou como painelista da mesa redonda ‘Visão dos Estados’, que encerrou a programação do evento. O debate reuniu representantes de diferentes entes federativos para discutir o papel dos estados na implementação de políticas que estimulem a competitividade e ampliem o acesso ao gás natural.
“É fundamental que os estados participem desse debate para contribuir com a construção de um mercado mais competitivo e eficiente. Sergipe tem um papel estratégico no setor de gás natural e acompanha de perto iniciativas que possam ampliar oportunidades para o desenvolvimento econômico”, ressaltou Marcelo.
Ao longo do dia, o workshop contou ainda com outros painéis temáticos, abordando a visão da ANP sobre o programa, a perspectiva dos consumidores, experiências internacionais, além dos debates sobre produtores, transportadores e distribuidores de gás natural. As discussões reuniram representantes de entidades da indústria, especialistas do setor e autoridades públicas, contribuindo para o alinhamento de propostas voltadas à defesa da pauta do gas release (liberação do gás) no Brasil.
Gas release
O gas release consiste em um mecanismo de política energética que determina que empresas com posição dominante no mercado de gás natural disponibilizem parte de seu volume para venda ou leilão a outros agentes. Modelos semelhantes já foram adotados em países como Alemanha, Itália e Espanha, que também enfrentavam mercados concentrados e conseguiram acelerar a abertura do setor de gás natural por meio da iniciativa. A agenda propõe reduzir a concentração no setor, estimulando a entrada de novos agentes, além de ampliar a oferta do insumo para consumidores e para a indústria nacional.
Última atualização:
20 de março de 2026 09:26.
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