Governo de Sergipe e FGV Energia debatem futuro do offshore sergipano em workshop no Rio de Janeiro

Encontro reúne lideranças para alinhar estratégias sobre descomissionamento, comissionamento, atividades de operação e manutenção de plataformas e o papel de Sergipe no setor energético

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese), promove, no dia 31 de março, o Workshop de Descomissionamento, Comissionamento, Operação e Logística Offshore. O evento, realizado no Rio de Janeiro, acontece em parceria com o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getulio Vargas (FGV Energia).

A iniciativa tem como objetivo apresentar as demandas técnicas, industriais e logísticas associadas às atividades de descomissionamento de plataformas em águas rasas e ao comissionamento do Projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), bem como o potencial do estado para os próximos dez anos. O evento abordará os desafios e oportunidades desse novo ciclo, reunindo operadoras, prestadoras de serviços, fornecedores especializados, entidades setoriais e representantes institucionais em um diálogo estratégico alinhado à agenda da transição energética e à garantia da segurança energética no país.

Entre as autoridades e palestrantes confirmados estão Valmor Barbosa Bezerra, secretário da Sedetec; Pietro Mendes, diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); Sylvia Anjos, diretora Executiva de Exploração e Produção da Petrobras; Cesar Cunha, gerente Executivo de Águas Ultraprofundas da Petrobras; Carlos Castilho, gerente Geral de Projetos de Descomissionamento da Petrobras; Stenio Galvão, gerente Executivo de Terra e Águas Rasas da Petrobras; Vaney Cunha, gerente Executivo de Logística de Exploração e Produção da Petrobras; e Fábio Marchiori, CEO da VLI.

Contexto

Diante de um conjunto de oportunidades relacionadas a projetos do setor de energia para o fortalecimento da infraestrutura portuária e logística, Sergipe se consolida como destino prioritário para fornecedores e prestadores de serviços da cadeia de óleo e gás, incluindo investimentos em infraestrutura offshore. O estado também se prepara para o descomissionamento de 26 plataformas em águas rasas, com investimentos previstos de cerca de R$ 9 bilhões até 2029 segundo a ANP, abrindo uma fronteira para a indústria naval, de serviços e logística por um período esperado de 10 anos até a conclusão do processo.

Um novo salto também é esperado com o Projeto Sergipe Águas Profundas, da Petrobras, que, a partir de 2030, adicionará 240 mil barris de petróleo/dia e 18 milhões de m³ de gás natural por dia à oferta nacional — volume equivalente a 20% da produção atual do país. O período estimado de cinco anos para o comissionamento do Seap, mais os 25 anos de sua operação, reforçam o ciclo duradouro para a cadeia de petróleo e gás no estado.

De acordo com o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, Sergipe vive um momento bastante significativo no que se refere à cadeia de petróleo, gás natural e energias. “De um lado, temos o prenúncio de uma nova fase a partir do Seap e, de outro, o encerramento de ciclos por meio do descomissionamento de plataformas. Também recebemos a notícia sobre o Leilão de Reserva de Capacidade do Ministério de Minas e Energia, que trará mais uma usina térmica para Sergipe. Ou seja, é mais geração de energia e mais consumo de gás, e o Seap será muito útil no abastecimento dessas térmicas. Nesse cenário, estamos investindo na preparação do estado para ampliar nossa competitividade e atrair investimentos. O Workshop é uma oportunidade de colocar isso em prática”, afirma. 

Estudos da FGV Energia indicam que o impacto econômico será transformador: a cada R$ 1 bilhão investido no desenvolvimento da produção em águas profundas, gera-se R$ 1,43 bilhão em valor bruto da produção, R$ 1,26 bilhão no PIB e até 6,6 mil empregos diretos, indiretos e induzidos somente em território sergipano. Paralelamente, esforços voltados à expansão industrial, como a implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e a atração de empresas intensivas em energia, como o projeto de data center em estudo de implantação, exigirão uma infraestrutura portuária robusta e adaptada às novas demandas energéticas, incluindo combustíveis sustentáveis e energias renováveis.


 

Sedetec e Codise dialogam com a Fafen Sergipe sobre retomada de benefícios do PSDI

Reunião abordou o interesse da Fafen Sergipe em voltar a integrar o Programa Estadual de Desenvolvimento Industrial após a retomada da unidade

Nesta quarta-feira, 28, gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) receberam representantes da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen Sergipe). O encontro teve o objetivo de discutir a retomada dos benefícios do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).  

O gerente de Engenharia e Suporte Técnico-Operacional, Valcimar Meira, e o gerente de Inspeção de Equipamentos, Raimundo Teles, representaram o gerente-geral da Fafen Sergipe, Carlos Sarruf. Antes da hibernação da unidade, a indústria de fertilizantes era beneficiária do PSDI, cujos incentivos foram revogados após o anúncio da paralisação das atividades. Com a reativação da Fafen, considerada estratégica para a economia estadual e para a cadeia produtiva de fertilizantes, a empresa demonstrou interesse em retomar os benefícios concedidos pelo Estado por meio do programa.

O titular da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou que, desde o início das tratativas para a retomada da Fafen, o Estado se colocou à disposição da Petrobras e da Engeman, operadora da fábrica. “Desde dezembro, a Fafen voltou a atuar em Sergipe. Temos mantido um diálogo permanente, com o objetivo de apoiar a retomada das atividades e contribuir para que esse processo ocorra de forma segura, responsável e alinhada ao desenvolvimento econômico sergipano, conforme orienta o governador Fábio Mitidieri”, afirmou.

O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressaltou o papel da Companhia e da Sedetec, responsáveis pela gestão do PSDI. “A Codise e a Sedetec atuam de forma técnica e articulada para viabilizar os instrumentos necessários às operações da Fafen e de outras unidades-chave para a economia sergipana. Isso faz parte da nossa política de desenvolvimento industrial, considerada uma das mais atrativas do país e decisiva para a implantação e expansão de empreendimentos no estado”, destacou. 

Histórico

Implantada pela Petrobras em 1980, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe consolidou-se como um polo estratégico para a produção de ureia e amônia no Nordeste, impulsionando o desenvolvimento industrial e a ampliação da infraestrutura no estado. Ao longo dos anos, apesar de enfrentar desafios operacionais e períodos de redução de atividades, a unidade manteve sua relevância econômica, gerando centenas de empregos diretos e indiretos e integrando de forma significativa o parque industrial sergipano. 

Em 2018, a Petrobras anunciou a hibernação da fábrica que, após negociações mediadas pelo Governo de Sergipe, foi arrendada ao grupo Unigel em 2019, com retomada das operações em 2021. No entanto, novas dificuldades levaram a paralisações a partir de 2023 e à suspensão das atividades em março de 2024. Após tratativas judiciais, a Petrobras realizou nova licitação para a operação das unidades de Sergipe e da Bahia, vencida pela Engeman Manutenção de Equipamentos, com contrato assinado em setembro de 2025.

Em 31 de dezembro, foram oficialmente reiniciadas as operações com a produção de amônia. Em 19 de janeiro deste ano, a unidade destinou seus primeiros carregamentos de ureia e amônia, marcando uma nova fase.

Governo de Sergipe reforça protagonismo da Sedetec no ecossistema estadual de inovação

Apresentação da Estratégia Sergipe Digital para Todos incluiu apresentação da Lei Estadual de Inovação, que reconhece a secretaria e unidades vinculadas como atores no segmento

O ecossistema de inovação em Sergipe recebeu um importante reforço nesta quarta-feira, 21, com a apresentação da Estratégia Sergipe Digital para Todos. Na programação, foi debatido o decreto de regulamentação da Lei Estadual de Inovação, que inclui entre seus atores a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e unidades vinculadas. 

Sancionada em 2024, a Lei Estadual Nº 9.496, ou Lei de Inovação do Estado de Sergipe, representa uma adequação da antiga legislação, antes datada de 2009. Desde então, foi implantada uma agenda estratégica para a construção da Política Estadual de Inovação, dialogando com o Marco Nacional da Inovação. A Lei estabelece diretrizes voltadas ao estímulo ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação no estado.

Além de incluir a Sedetec como ator do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), a Lei reconhece também como integrantes do Sistema duas unidades ligadas à Secretaria: a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) e o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS). O Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) também está incluso no escopo da Lei, assim como o Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia (Concit), entre outros componentes.

Relacionado à Sedetec, o Concit é o órgão de governança da política estadual de ciência, tecnologia e inovação, a quem cabe direcionar, monitorar e avaliar a gestão da referida política. Entre outras atribuições, o Concit é responsável por direcionar os investimentos do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), também administrado pela Sedetec.

Durante o evento, realizado na Universidade Tiradentes (Unit), foi apresentado o Plano de Ações das Secretarias no âmbito da Estratégia Sergipe Digital para Todos. A programação incluiu um painel sobre os programas que integram a iniciativa, com participação da Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese), outra unidade vinculada à Sedetec.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, destacou a iniciativa. “A Lei de Inovação e a Estratégia Sergipe Digital para Todos são instrumentos fundamentais para que nosso estado pavimente seu caminho até o futuro. Com eles, daremos condições para que pesquisadores e empreendedores consigam desenvolver pesquisas, produtos, serviços e projetos que irão transformar nosso cotidiano daqui a alguns anos. Para isso, queremos promover a cooperação entre o setor público, a iniciativa privada e as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs). Esse avanço também está relacionado à transição energética a partir da transição digital, já que a dinamização dos processos por meio da tecnologia levará a um uso mais eficiente das fontes de energia”, resumiu.

Para amparar pesquisadores e empreendedores, a Lei de Inovação indica a disponibilização de recursos financeiros e estruturais, assim como aponta incubadoras de startups como mecanismos de fomento. A normativa também abrange a preparação de mão de obra para a inovação e a interiorização das atividades de CT&I no estado, entre outros tópicos.

Estratégia Sergipe Digital para Todos

A Estratégia Sergipe Digital para Todos representa uma série de projetos e ações com foco na modernização da gestão pública e na melhoria do acesso da população ao Estado, que integram a Estratégia Governo Digital (EGD) do Governo de Sergipe, publicada em 2025. A Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan) e a Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom) conduzem a iniciativa, que também conta com investimento do Banco Mundial.

Trata-se de um novo modelo de gestão, orientado pela inovação e pela integração dos serviços de base tecnológica do Estado, com a meta de tornar Sergipe um estado 100% digital até 2030. O propósito é simplificar processos, reduzir a burocracia, otimizar custos operacionais e construir um ambiente acessível e ágil para o cidadão.

Sergipe alcança maior arrecadação de ICMS nos últimos três anos por indústrias incentivadas pelo PSDI

Em 2025, o Estado arrecadou mais de R$ 278 milhões em ICMS com empreendimentos industriais beneficiados pelo programa

O Governo de Sergipe registrou, em 2025, a maior arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos últimos três anos proveniente de indústrias incentivadas pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). O resultado reforça a importância da política estadual de incentivos para o fortalecimento do setor produtivo.

O PSDI é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). Em 2025, a arrecadação ultrapassou R$ 278 milhões, superando os resultados de 2024, quando foram recolhidos R$ 206 milhões, e de 2023, com R$ 201 milhões.

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, ressalta que os recursos arrecadados retornam diretamente à sociedade. “Os impostos recolhidos a partir das indústrias incentivadas voltam para a população na forma de serviços públicos, investimentos em infraestrutura e ações que fortalecem e movimentam o setor produtivo, criando um ciclo positivo de desenvolvimento, com geração de emprego e renda”, pontuou. 

Incentivo fiscal do PSDI

A arrecadação já leva em conta os incentivos fiscais concedidos pelo PSDI, que reduzem significativamente o valor do ICMS pago pelas indústrias, com descontos entre 92% e 93,8% do imposto devido. Mesmo com a redução fiscal proporcionada pelo programa, os valores demonstram a relevância econômica dos empreendimentos beneficiados.

O montante considera apenas o ICMS e não inclui outros impostos gerados ao longo da cadeia produtiva. Quando somados os tributos sobre o consumo e a renda dos trabalhadores, o retorno aos cofres públicos é ainda maior.

Outros incentivos do programa

Além do incentivo fiscal, o PSDI também oferta o incentivo locacional, com galpões e áreas industriais, bem como o incentivo à infraestrutura. Com esses pilares, o programa se consolida como um dos mais atrativos do país para a implantação de novas fábricas e a ampliação de empreendimentos já existentes em Sergipe.

Um exemplo de empresa atraída pelo PSDI é o Grupo Piracanjuba, instalado no município de Nossa Senhora da Glória após assumir os ativos da Natulact. “Os incentivos que o Estado vem fazendo, como o PSDI, fazem a diferença e, muitas vezes, são o ‘fiel da balança’ para a instalação de uma indústria no estado”, frisou o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da empresa, Marcelo Costa Martins. 

O diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, reforça que o PSDI é estratégico para o desenvolvimento descentralizado do estado. “A Codise atua na gestão de áreas em Núcleos e Distritos Industriais em diversos municípios sergipanos. Ao oferecer um ambiente favorável, aceleramos a implantação de indústrias, com geração de empregos e melhoria das condições de vida da população”, salientou. 

Atualmente, mais de 330 empresas são beneficiadas pelo PSDI, gerando mais de 32 mil empregos diretos em Sergipe. A concessão dos incentivos é condicionada à aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), vinculado à Sedetec. Após a aprovação, as empresas dispõem de prazos estabelecidos pelo CDI para iniciar as operações, com possibilidade de prorrogação ou revogação do benefício.


 

Primeiro ‘Sergipe é aqui’ de 2026 leva serviços da Sedetec e vinculadas a Pacatuba

Ação ofertou distribuição de mudas, orientações ambientais, análises de solo e água, informações sobre metrologia e incentivos para novos negócios

O Governo de Sergipe realizou nesta sexta-feira, 9, no município de Pacatuba, no baixo São Francisco, a primeira edição de 2026 do ‘Sergipe é aqui’. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), por meio de suas unidades vinculadas, participou da 64ª edição do programa itinerante levando serviços, informações e demonstrações voltadas à inovação, pesquisa científica, conscientização ambiental e oportunidades de negócios.

Durante a ação, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) apresentou projetos como a Biofábrica de Mudas, iniciativa que fortalece a produção de espécies nativas, com o objetivo de contribuir para o reflorestamento do estado e apoiar programas governamentais e pequenos agricultores. O estande também forneceu informações sobre preservação ambiental e realizou a distribuição de mudas à população.

De acordo com o técnico em biotecnologia do SergipeTec, Fabrício dos Santos, a ação teve como foco a distribuição de mudas de espécies frutíferas e arbóreas. “Trouxemos algumas espécies para conscientizar a população sobre a forma de plantio e melhoramento das espécies. O aquecimento está cada vez mais aumentando, então, se cada um plantar uma árvore, a gente pode amenizar isso”, destacou.

Para a moradora de Pacatuba, Débora Carvalho, a iniciativa facilitou o acesso a serviços sem a necessidade de deslocamento. “O projeto é bem interessante. Atendeu à população, porque Pacatuba não tem muita estrutura, é uma cidade muito pequena. Hoje, aproveitei a castração de animais e as mudas de plantas. Eu já planto outras mudas no sítio e agora eu ganhei uma diferente”, relatou.

Outras ações e serviços

O Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) atendeu ao público com orientações sobre uso adequado da água e melhoramento do solo. O Laboratório de Água explicou aos trabalhadores rurais práticas corretas para irrigação, piscicultura, carcinicultura, farmacopeia, coleta de água e outros processos. 

Além disso, a equipe do Laboratório de Solos do ITPS recebeu mais de 30 amostras de solo para análise das características químicas, físicas e biológicas para a agricultura. Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o ITPS também disponibilizou informativos sobre balanças comerciais e rodoferroviárias.

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) também esteve presente na programação, utilizando a ação para prospectar novos negócios e divulgar os benefícios do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), que oferece incentivos fiscais e locacionais com o objetivo de atrair investimentos, gerar empregos e desenvolver o setor produtivo sergipano.

Sergipe atrai mais de R$ 620 milhões em investimentos com PSDI e amplia geração de empregos em 2025

Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial incentivou 26 novos empreendimentos fabris, com previsão de gerar mais de 1.700 empregos

Ao longo de 2025, Sergipe se consolidou como um ambiente favorável à instalação e expansão de indústrias, impulsionado pela política estadual de incentivos por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Neste ano, foram aprovados 26 incentivos fiscais e locacionais, com previsão de investimentos de mais de R$ 620 milhões e geração estimada de 1.785 empregos em diversas regiões do estado.

Os empreendimentos incentivados abrangem uma ampla diversidade de setores industriais, evidenciando a pluralidade e o fortalecimento da base produtiva sergipana. Entre os segmentos contemplados estão as indústrias de móveis, metalurgia, alimentos, petróleo e gás, calçados, além de atividades ligadas à logística industrial, materiais de construção, química, plásticos e serviços industriais especializados, entre outros.

As concessões do PSDI são analisadas pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O colegiado é responsável por deliberar sobre a concessão dos incentivos, garantindo alinhamento com as diretrizes do Governo de Sergipe.

O secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Valmor Barbosa, destaca que o programa se consolidou como um importante instrumento de atração de investimentos. “Os números mostram que Sergipe está preparado para receber investimentos. O PSDI alia responsabilidade fiscal, segurança jurídica e apoio ao empreendedor, criando condições para que as indústrias se instalem, gerem empregos e contribuam para o crescimento equilibrado do estado”, afirmou.

Gerido também pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), vinculada à Sedetec, o programa faz parte de uma política consistente de desenvolvimento estadual, como afirma o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. “Os incentivos do PSDI levam indústrias para diferentes municípios, fortalecendo a economia regional e ampliando as oportunidades de emprego e renda em todas as regiões sergipanas”, enfatizou.

Resultados na economia e no interior

Um dos destaques do ano foi a implantação da indústria calçadista catarinense Di Valentini no município de Nossa Senhora Aparecida, no agreste central sergipano. Inaugurada em agosto, a empresa investiu R$ 4,2 milhões e gerou 154 empregos diretos, com previsão de alcançar quase 200. A calçadista também planeja expandir as operações para o município de Carira, onde a expectativa é abrir 90 novas vagas na primeira etapa.

O diretor comercial da Di Valentini, José Osterno Filho, destacou que o ambiente institucional foi decisivo para a instalação da empresa em Sergipe. “Quando há incentivo, diálogo e compromisso com o desenvolvimento, o empresário se sente seguro para investir. Encontramos em Sergipe uma recepção profissional e condições favoráveis para crescer”, afirmou.

Impacto social do emprego

Na prática, os investimentos atraídos pelo PSDI têm transformado a vida da população. A chegada da Di Valentini ao agreste central possibilitou a reinserção no mercado formal de trabalhadores que enfrentavam longos períodos de desemprego.

Moradora de Frei Paulo, Rafaela Sena, 35 anos, encontrou na indústria a oportunidade de garantir o sustento dos filhos após quase dois anos sem trabalho. “A gente sofre muito quando está desempregado. É gratificante saber que muita gente, assim como eu, saiu do sofrimento e conseguiu uma nova colocação no mercado”, afirma.

Já Bruno Góes Andrade, 29, natural de Ribeirópolis, passou meses desempregado e hoje trabalha ao lado da esposa na fábrica da Di Valentini, o que trouxe mais estabilidade financeira e planejamento para a família. “Foi muito difícil, mas quando a Di Valentini chegou, não pensei duas vezes. Hoje, eu e minha esposa trabalhamos aqui, temos duas rendas e conseguimos planejar nossa vida com mais tranquilidade. O emprego transformou as nossas vidas”, conta.

Gestão e incentivos

O CDI também acompanha o cumprimento das contrapartidas assumidas pelas empresas beneficiadas e pode deliberar pela revogação dos incentivos em casos de descumprimento das regras do programa. Em 2025, 15 incentivos foram revogados, medida que assegura o uso responsável dos recursos públicos e abre espaço para novos empreendimentos comprometidos com o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Sedetec articula avanço do estado com projetos transformadores em 2025

Projetos estratégicos como o Seap, a retomada da Fafen e a reativação do estaleiro de Santo Amaro das Brotas fortalecem infraestrutura e ampliam oportunidades para sergipanos 

Em um ano marcado por avanços estruturantes, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), fortaleceu importantes projetos de alto impacto que posicionam o estado no cenário nacional. Iniciativas como o Sergipe Águas Profundas (Seap), a retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) e a revitalização do Estaleiro Sergipe progrediram de forma significativa, fortalecendo as perspectivas de geração de emprego, atração de investimentos e expansão da cadeia produtiva nos próximos anos.

O Seap, principal projeto energético em desenvolvimento no estado, representa um marco para o futuro do setor no Brasil. Com operação na Bacia Sergipe-Alagoas e estruturado em dois módulos operacionais, o projeto terá capacidade de processar 120 mil barris de petróleo por dia e até 12 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. O gás será entregue já especificado e apto para comercialização, sem necessidade de tratamento adicional em terra. O projeto contempla ainda a implantação de um gasoduto com capacidade de escoar até 18 milhões de metros cúbicos de gás por dia, ampliando significativamente a infraestrutura de transporte e a oferta energética nacional.

No final de novembro, a Petrobras aprovou a proposta técnica da holandesa SBM Offshore para a construção e operação dos dois navios-plataforma (FPSOs) que irão atuar na produção de petróleo e gás nos módulos Seap I e Seap II. Todo o processo vem sendo acompanhado de perto pelo Governo de Sergipe, que mantém articulação contínua para garantir o avanço do projeto Seap.

A estatal também confirmou o prazo de início das operações do projeto para 2030, durante apresentação de seu plano estratégico quinquenal. Para garantir a manutenção da data, o Estado manteve-se ativo na mobilização de diversas instâncias, dialogando com o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a bancada federal sergipana e a própria Petrobras.

O titular da Sedetec, Valmor Barbosa, avaliou as perspectivas do Estado em relação ao andamento do projeto. “Estamos muito confiantes no avanço do Sergipe Águas Profundas. A expectativa é que, até o final do primeiro trimestre de 2026, essa negociação esteja concluída e que a Petrobras tome a decisão final de investimento com a contratação dos navios. Durante o período de implantação, vamos envidar esforços para atrair empresas que possam consumir uma parte expressiva do gás do Seap”, destacou.

Retomada do Estaleiro Sergipe

Outro marco importante de 2025 foi o pontapé inicial para a retomada do estaleiro situado no município de Santo Amaro das Brotas. A empresa SG Indústria e Comércio Naval vem conduzindo a reativação da estrutura, agora nomeada Estaleiro Sergipe, com o apoio da Sedetec e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). O investimento previsto é de R$ 150 milhões, com a criação inicial de 1.000 empregos diretos, podendo chegar a até 20 mil postos diretos e indiretos. A revitalização do espaço permitirá a produção de embarcações, peças e reparos, além de oferecer potencial para atender demandas de descomissionamento de plataformas e do projeto Sergipe Águas Profundas.

A nova estrutura incluirá um terminal alfandegado, um cais com mais de 200 metros capaz de receber até dez embarcações ao mesmo tempo, além do primeiro terminal de abastecimento naval do estado. O complexo também contará com um dique seco destinado a reparos e áreas específicas para a construção de novas embarcações. A execução do projeto está prevista para três anos, com o início das operações estimado para 2026 e encomenda já firmada para a entrega de balsas a uma mineradora do Sul do país.

“É um projeto que reposiciona o estado no setor naval. Estamos trabalhando para que ele seja um marco duradouro no desenvolvimento regional, capaz de abrir novas frentes de negócios e fortalecer toda a cadeia produtiva. Sergipe tem capacidade, talento e infraestrutura para crescer, e este projeto é a prova de que estamos avançando na direção certa”, afirmou o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. Tanto a Companhia quanto a Sedetec estão atuando para viabilizar o projeto com auxílio na dragagem do rio e no licenciamento.

Fafen

Mais um passo relevante foi a retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). Em maio deste ano, a Proquigel, subsidiária da Unigel e antiga operadora da unidade, assinou com a Petrobras um contrato para encerramento antecipado do arrendamento firmado em 2019. A fábrica vinha enfrentando dificuldades operacionais que provocaram interrupções na produção.

Já em setembro, a Petrobras e a Engeman, empresa vencedora do processo licitatório para assumir a operação, firmaram o contrato para a retomada das atividades na Fafen Sergipe. A expectativa é que o restabelecimento das operações ocorra no início de 2026, com a produção de amônia e ureia. A ação deve gerar cerca de 1.400 empregos diretos e indiretos. Desse total, 338 vagas foram disponibilizadas pelo portal GO Sergipe, do Governo do Estado.

Para o secretário Valmor Barbosa, a retomada da Fafen Sergipe representa um retorno estratégico da Petrobras ao setor de fertilizantes. “Esse movimento simboliza uma contribuição importante para reduzir a dependência brasileira no segmento, já que importamos mais de 90% do que consumimos. Também é uma renovação da força industrial sergipana, com a geração de empregos e um novo ciclo de desenvolvimento para o Nordeste”, declarou.

Sergipe avança na transição energética e amplia estudos para infraestrutura portuária em 2025

Plano Estadual segue na reta final após consulta pública, enquanto novo estudo logístico-portuário projeta expansão do TMIB

Em 2025, Sergipe consolidou passos decisivos para estruturar o Plano Estadual de Transição Energética e fortalecer a infraestrutura necessária para receber novos investimentos. O processo envolve metodologia participativa, com enfoque em governança e multidisciplinaridade, incluindo participação dos setores produtivos.

O ano marcou o encerramento da consulta pública do Plano, elaborado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) em parceria com a FGV Energia. Também em 2025 foi assinada parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) para construção de um novo estudo sobre logística e infraestrutura portuária, voltado principalmente ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB).

A etapa atual da agenda envolve a incorporação das contribuições da consulta pública, a consolidação dos produtos técnicos desenvolvidos pela FGV e a finalização do documento que definirá diretrizes, metas e prioridades para o setor energético sergipano. O segmento de gás natural é um dos destaques do trabalho, que prioriza fontes renováveis, tecnologias limpas e mecanismos de eficiência energética. 

Avanço do plano em 2025

O Plano Estadual de Transição Energética dá continuidade a uma parceria entre Sedetec e FGV, que produziu o estudo “Análise do Impacto Econômico dos Investimentos em Óleo e Gás no Estado de Sergipe”, publicado em março de 2024. O trabalho serviu como base para parte dos diagnósticos e projeções utilizados na atual construção da agenda energética.

Em fevereiro deste ano, o Governo de Sergipe, a iniciativa privada e representantes da sociedade participaram do primeiro encontro ampliado para apresentação dos resultados iniciais dos estudos conduzidos pela FGV Energia. Em julho, o Workshop Técnico para construção da Agenda reuniu novamente esse grupo para consolidar diagnósticos preliminares, revisar gargalos e oportunidades e discutir o desenho final da agenda.

O plano está em processo final, após o encerramento da consulta pública. A iniciativa abriu espaço para participação popular, permitindo que sugestões e ajustes fossem incorporados ao plano. 

Agora, o plano segue em processo de consolidação. A expectativa é que o documento sirva de base para decisões de investimento, atração de novas indústrias, expansão da infraestrutura portuária e fortalecimento das cadeias de valor ligadas ao gás natural e às energias renováveis.

Gás natural como vetor de transição

O plano reforça o papel do gás natural como combustível de transição, alinhado à estratégia nacional e às características produtivas de Sergipe. Considerado mais eficiente e menos poluente que os combustíveis fósseis tradicionais, o gás complementa fontes renováveis e fortalece a segurança energética.

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a importância da agenda para o posicionamento do estado. “O gás natural, recurso abundante em nosso estado, é peça-chave nesse processo e tem sido integrado de forma estratégica ao plano. Para além de um diagnóstico técnico, o estudo elaborado pela FGV é um insumo importante para fortalecer a atração de investimentos, projetando Sergipe como referência na nova economia de baixo carbono”.

Já o pesquisador da FGV Energia, João Victor Marques, ressaltou o potencial energético identificado. “A cesta de suprimentos virá tanto de oferta do Sergipe Águas Profundas (Seap) quanto do Terminal de GNL, além do GNC como alternativa à conexão dutoviária, somando uma oferta de 40 milhões de m³/dia de gás”.

Estudo de infraestrutura portuária

Também em 2025, a Sedetec assinou contrato com a FGV Energia para a realização de um estudo específico sobre a infraestrutura portuária e logística de Sergipe. O trabalho avaliará o potencial de ampliação do TMIB, fluxos de cargas, gargalos atuais e futuras demandas, principalmente ligadas ao setor energético.

Segundo o pesquisador João Victor Marques, a primeira etapa é fazer um diagnóstico do TMIB. “Esse diagnóstico contempla o mapeamento dos fluxos de carga e as condições de acesso logístico. Em seguida, vamos analisar as potencialidades e demandas para ampliar as atividades atualmente realizadas pelo porto, seguido por estudos de viabilidade”.

Além disso, a administradora do terminal, VLI, anunciou a ampliação do calado operacional para 9,80 metros — medida que já permite ao porto receber embarcações de maior porte, ampliando a margem operacional para futuras movimentações.

Sedetec e Codise aprovam incentivos do PSDI para sete novas indústrias em novembro

Empresas projetam mais de R$ 33 milhões em investimentos e a geração de cerca de 250 novos empregos diretos

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) aprovaram, em novembro, incentivos fiscais e locacionais para sete novas indústrias por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). 

Juntas, as empresas projetam mais de R$ 33 milhões em investimentos e a geração de cerca de 250 novos empregos diretos no estado. As resoluções foram publicadas nesta sexta-feira, 28 de novembro, no Diário Oficial do Estado de Sergipe.

As novas indústrias abrangem os setores de móveis, metalurgia, alimentos, petróleo e gás, calçados, papel para uso doméstico e reciclagem, distribuídas entre os municípios de Aracaju, Santo Amaro das Brotas, Frei Paulo, Ribeirópolis e Nossa Senhora do Socorro. 

Conselho de Desenvolvimento Industrial

Os benefícios foram analisados e aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), órgão vinculado à Sedetec. Composto por 17 membros, o CDI se reúne mensalmente para deliberar sobre projetos industriais e acompanhar a política de desenvolvimento do estado.

Para o secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Valmor Barbosa, os novos incentivos reforçam a direção estratégica adotada pelo Governo de Sergipe. “Estamos avançando na atração de investimentos para diversificar a economia e descentralizar o desenvolvimento. Cada novo empreendimento representa mais empregos, renda e oportunidades para os sergipanos”.

Descentralização do desenvolvimento

Além de fortalecer seus polos industriais, Sergipe registra expansão de empresas interessadas em se instalar no interior do estado, ampliando a dinâmica econômica regional. O PSDI, responsável por operacionalizar esses incentivos, é gerido pela Codise, que acompanha e orienta cada projeto.

O diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, destaca o impacto dos novos empreendimentos. “O PSDI segue cumprindo seu papel de atrair indústrias, dar suporte à expansão de quem já está aqui e impulsionar o desenvolvimento regional. Isso significa mais competitividade, geração de empregos e um ambiente de negócios cada vez mais favorável”.

Empreendimentos aprovados

Em Aracaju, foram aprovados três projetos: a Altafer Indústria, do setor de móveis de madeira, que prevê gerar 15 empregos e investir R$ 2,9 milhões; a DSA Metais, de corte e dobra de metais, com prospecção de 13 empregos e R$ 2,1 milhões em investimentos; e a Açaí Tia Augusta, do ramo de conservas de frutas, que prevê gerar 10 empregos e investir R$ 1,2 milhão.

Em Santo Amaro das Brotas, a Petrobahia, ligada ao setor de petróleo e gás, recebeu incentivo fiscal e prevê 7 empregos e investimento de R$ 748 mil.

No município de Frei Paulo, a Formlite Nordeste, fabricante de calçados sintéticos, tem a prospecção de gerar 188 empregos e investir R$ 24,7 milhões.

Em Ribeirópolis, a Cunha Indústria e Distribuidora de Papel tem previsão de gerar 10 empregos e aplicar R$ 823 mil.

Já em Nossa Senhora do Socorro, a Plastmix, do setor de reciclagem e fabricação de embalagens plásticas, foi contemplada com incentivo locacional, com previsão de 10 empregos e investimento de R$ 1,2 milhão.

Governo de Sergipe debate sobre operação da mina de potássio em Rosário do Catete

Encontro com representantes da empresa responsável pelo empreendimento abordou continuidade das atividades do complexo mineroquímico e alinhamento sobre incentivos fiscais do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial

O governador Fábio Mitidieri recebeu, nesta quinta-feira, 13, no Palácio dos Despachos, representantes da VL Holding, nova empresa responsável pela operação da mina de potássio em Rosário do Catete. O objetivo foi discutir a continuidade das atividades do Complexo Mineroquímico da Usina Taquari-Vassouras e o alinhamento sobre os incentivos fiscais previstos no Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

A VL Holding adquiriu recentemente os ativos da antiga Mosaic Fertilizantes, que administrava o complexo até 3 de novembro de 2025. Com a aquisição, a empresa passou a operar sob o nome Stratos Mineração, garantindo a manutenção de todos os empregos e a continuidade integral das operações. O grupo tem como meta ampliar a oferta nacional de fertilizantes, contribuindo para reduzir a dependência de importações.

Durante a reunião, foram debatidos temas relacionados ao diferimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), previsto nas resoluções do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) de 2021 e 2024, que garantem apoio fiscal em importações, exportações, aquisições de equipamentos e matéria-prima. O Governo de Sergipe acompanhou todo o processo e se colocou à disposição para garantir uma transição segura e eficiente entre as empresas, reforçando o compromisso em manter um ambiente favorável ao crescimento do setor e à valorização dos trabalhadores locais.

O governador Fábio Mitidieri destacou que a chegada da Stratos Mineração marca uma nova etapa para o setor mineral e industrial do estado, reforçando o ambiente favorável a investimentos. “Temos trabalhado para que Sergipe continue sendo referência em desenvolvimento e em geração de oportunidades. A mineração é um setor estratégico para o nosso crescimento, e a presença da Stratos reforça a confiança do empresariado no potencial do nosso estado. O Governo do Estado está de portas abertas para apoiar essa nova fase, garantindo segurança jurídica, estímulo à produção e condições para que novos investimentos se consolidem, gerando emprego e renda para o povo sergipano”, afirmou.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, destacou a importância do Complexo Taquari-Vassouras para a economia sergipana e para o fortalecimento da cadeia de fertilizantes no país. “O Complexo Taquari-Vassouras é um dos mais importantes ativos do Brasil em se tratando de recursos minerais e de insumos para a indústria de fertilizantes. Assim, acompanhamos a transição acionária e nos colocamos à disposição da nova gestão para que suas operações sejam bem-sucedidas, gerando empregos e renda para nosso estado”, ressaltou.

Já o diretor-presidente da Stratos Mineração, Daniel Moreira, enfatizou o potencial de Sergipe e agradeceu o apoio do Governo do Estado durante a chegada da empresa. “Agradeço a oportunidade que o secretário executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, proporcionou ao organizar essa agenda tão importante. Nós, da Stratos Mineração, estamos chegando a Sergipe e iniciando nossas atividades com o pé direito. Temos acompanhado de perto o trabalho que o governador Fábio Mitidieri e toda a sua equipe vêm fazendo no estado, que se mostra cada vez mais promissor, em pleno crescimento e com forte capacidade de investimento. Encontramos aqui uma estrutura altamente operacional, com uma equipe qualificada e uma localização estratégica. Estamos preparados para atender o produtor rural e o fazendeiro que dependem dos nossos produtos”, afirmou.

Com a nova administração, a expectativa é de expansão da capacidade produtiva e modernização da estrutura operacional da mina, que é a única em atividade no Brasil e a única mina subterrânea de potássio do Hemisfério Sul. A localização estratégica do complexo, próxima aos polos consumidores do Nordeste, é vista como um diferencial, reduzindo os custos logísticos e fortalecendo o mercado regional de fertilizantes.

Com a reunião, o Governo de Sergipe reafirma seu compromisso de estimular investimentos e garantir a continuidade das políticas industriais, que vêm fortalecendo a economia do estado. O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), iniciativa que beneficia mais de 330 empresas em todo o estado, é responsável por 32 mil empregos diretos e já soma R$ 1,7 bilhão em investimentos previstos entre 2023 e 2025, consolidando-se como um dos principais instrumentos de fomento ao desenvolvimento produtivo de Sergipe.

O encontro realizado no Palácio dos Despachos contou também com a presença do diretor executivo da Sedetec, Marcelo Menezes; do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães; do diretor-presidente da Sergipe Gás S/A (Sergas), Alan Lemos; do senador por Sergipe Laércio Oliveira; e do diretor industrial da Stratos Mineração, Mauro Lopes Cordeiro.

Última atualização: 5 de dezembro de 2025 09:40.