Extração em terra é destaque, com aumento significativo na produção e no fortalecimento do setor
A produção de petróleo em Sergipe registrou um aumento significativo em dezembro de 2024. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o estado alcançou uma média de 12,7 mil barris por dia (bpd), representando uma alta de 10,1% em relação ao mês anterior e 54,3% quando comparado a dezembro de 2023. Esse avanço é reflexo de uma série de esforços empreendidos pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), para fortalecer o setor petrolífero no estado.
Em dezembro de 2024, a produção de petróleo em Sergipe foi dominada pela extração em terra, que representou 99% do total, com uma média de 12,5 mil barris por dia (bpd). Esse segmento registrou um aumento de 10,2% em comparação com novembro de 2024 e uma alta de 55,9% em relação a dezembro de 2023. No acumulado de 2024, a produção em terra cresceu 51,3%, consolidando-se como a principal fonte de petróleo no estado.
Em dezembro de 2024, Sergipe extraiu cerca de 1,96 milhão de metros cúbicos (m³), representando um aumento de 3,7% em comparação com o mês anterior e de 5,0% em relação a dezembro de 2023. No acumulado de 2024, a produção de gás natural atingiu aproximadamente 22,1 milhões de metros cúbicos, marcando um crescimento de 15,8% no comparativo com o ano anterior.
A maior parte da produção de gás natural, 97,1% do total, foi extraída em terra, totalizando cerca de 1,90 milhão de metros cúbicos (m³). A produção marítima, com 57 mil metros cúbicos (m³), representou apenas 2,9% da produção total no mês.
“Ao observarmos os resultados de 2024, é claro que Sergipe tem se destacado no crescimento da produção de petróleo e gás natural. O aumento expressivo na produção de petróleo em terra, em comparação com o ano passado, reflete o esforço contínuo do Governo de Sergipe e da Sedetec para atrair novos investimentos e fortalecer o setor. O aumento na produção de gás natural indica que estamos no caminho certo para consolidar Sergipe como um polo energético importante no Brasil”, avaliou o gestor da Sedetec, Valmor Barbosa.
Exportação Em 2024, o petróleo foi o material mais exportado em Sergipe, influenciando significativamente nos bons resultados para a balança comercial. No último ano, foi registrado saldo positivo de US$ 23,9 milhões. Foi a terceira vez desde o começo da série histórica (1997) que Sergipe fecha sua balança comercial de forma positiva.
A participação do produto ‘Óleos brutos de petróleo’ foi de 56,2% no total de exportações realizadas por Sergipe ao longo do ano, gerando uma receita de US$ 237 milhões. O principal destino da exportação desse produto foram os Países Baixos – Holanda, com 25,5%.
Políticas de incentivo conduzidas pela Codise e pela Sedetec viabilizam chegada de novas indústrias ao estado, ampliando interiorização do desenvolvimento econômico
Com infraestrutura adequada e uma política de incentivos arrojada, Sergipe se mostra como terreno fértil para o desenvolvimento de diversas vocações industriais. Entre elas, vem se destacando a indústria calçadista, com previsão de chegada de duas empresas ao estado. Apoiadas pelo Governo do Estado, a Di Valentini e a Mariotta programam implantações no interior do território sergipano, descentralizando o desenvolvimento econômico e gerando emprego, renda e oportunidades em diversas regiões.
O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) é uma das políticas que viabiliza a implantação e expansão dessas e de outras fábricas em Sergipe. A iniciativa é conduzida pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), e oferta incentivos nas modalidades fiscal, locacional e de infraestrutura. As empresas incentivadas passam pela aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (PSDI), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).
A Di Valentini, sediada em Santa Catarina, está em fase avançada de implantação de sua unidade fabril em Nossa Senhora Aparecida, prevista para iniciar operações ainda nos primeiros meses de 2025. Com investimento de mais de R$ 4,2 milhões, a planta terá capacidade de produzir 6 mil pares de calçados diariamente, além de gerar 112 empregos diretos. A expansão da empresa já está prevista, com um novo polo em Carira, onde as instalações foram reformadas pela Codise. A unidade poderá criar até 400 postos de trabalho na região.
Em paralelo, a Mariotta, fundada em Jaú (SP) e reconhecida pela produção de calçados femininos, planeja iniciar suas atividades em Boquim, no sul sergipano. A empresa assinou um Protocolo de Intenções com o Governo do Estado, consolidando seu compromisso de ampliar sua produção, atualmente de 1,2 milhão de pares por ano, e contribuir para o desenvolvimento econômico regional.
Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, essas iniciativas refletem a crescente competitividade de Sergipe no cenário industrial brasileiro. “Estamos construindo um ambiente favorável para novos investimentos. A chegada de indústrias como a Di Valentini e a Mariotta não só fortalece nossa economia, mas também promove a geração de empregos e valoriza o potencial de cada região do estado”, pontua.
Números
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estoque de empregos em Sergipe no ramo da fabricação de calçados é de 40.066 postos de trabalho. As informações refletem os dados de 2024 até novembro, e são as mais recentes publicadas pelo órgão.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressalta a importância da atividade para o desenvolvimento econômico em Sergipe e enfatiza a necessidade de descentralizar o processo de industrialização. “Sergipe tem se preparado para receber grandes empreendimentos, valorizando suas vocações regionais. A política de incentivos conduzida pela Codise está mostrando resultados concretos, com investimentos que se traduzem em impacto positivo na vida dos sergipanos”, salienta.
Esta é a terceira vez, desde 1997, que Sergipe registra resultado positivo. Em relação ao ano anterior, aumento no valor das exportações em 25,1% e, nas importações, 66,1%
A balança comercial sergipana, que registra importações e exportações de bens, apresentou um saldo positivo de US$ 23,9 milhões no ano de 2024. Foi a terceira vez desde o começo da série histórica, em 1997, que Sergipe fecha sua balança comercial de forma positiva. Os dados são do Comex Stat, sistema para consultas e extração de dados do comércio exterior brasileiro disponibilizado pelo Ministério da Economia e analisados pelo Observatório de Sergipe vinculado à Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan).
Ao todo, foram US$ 397,9 milhões em importações e US$ 421,8 milhões em exportações. Os destaques na pauta de exportação e responsáveis por 89,6% do superávit foram os óleos brutos de petróleo e o suco de laranja. Em relação ao ano anterior, houve aumento no valor das exportações em 25,1% e aumento nas importações em 66,1%. Sergipe, no ano de 2024, representou apenas 0,1% das exportações e 0,2% das importações do Brasil.
Categorias e municípios em destaque A categoria de ‘óleos brutos de petróleo’ se classificou como o principal produto exportado e contou com uma participação de 56,2% no total de exportações realizadas por Sergipe em 2024, gerando uma receita de US$ 237 milhões. O principal destino da exportação desse produto foram os Países Baixos (Holanda), que representou 25,5%.
Já a categoria de ‘gás natural, liquefeito’ foi o principal produto importado, representando 38,8% (US$ 154,5 milhões), de todas as importações sergipanas no ano de 2024. O Catar (61,3%) e Estados Unidos (38,7%) foram os países de origem desse produto.
Os municípios sergipanos que mais exportaram em 2024 foram Japaratuba, Estância e Boquim, e os que mais importaram foram Barra dos Coqueiros, Maruim e Rosário do Catete.
O principal país de destino e de origem foi a Holanda, considerado o principal comprador, respondendo por 32,2% do total das exportações, tendo ‘sucos de laranja, congelados, não fermentados’ como principal produto exportado. As importações, lideradas pelos Estados Unidos, com 25,7% do total, tiveram ‘gás natural, liquefeito’ como principal produto importado.
“Tanto o aumento das exportações quanto das importações indicam aquecimento da economia sergipana. No primeiro caso, estamos vendendo mais para o exterior. É o caso de produtos como petróleo on shore e suco de laranja. E no segundo caso indicam que nossas indústrias estão precisando de mais insumos para aumentar a produção. É o caso dos gás liquefeito e de insumos para fertilizantes”, analisou o subsecretário de Estudos e Pesquisas da Seplan, responsável pelo Observatório de Sergipe, Ciro Brasil.
Segundo Valmor Barbosa, secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, o resultado positivo é reflexo das ações adotadas pelo Governo de Sergipe. “A conexão de Sergipe com o mercado internacional de investimentos tem se consolidado de forma crescente. O estado vem ganhando reconhecimento, especialmente por sua matriz energética, seus produtos agrícolas e sua localização privilegiada para as exportações. Esse cenário favorável tem gerado investimentos que impulsionam o crescimento”, ressalta.
Setor ganha destaque no crescimento econômico e impulsiona índices sergipanos no cenário nacional
O crescimento expressivo no número de empregos em Sergipe é resultado direto das ações estratégicas implementadas pelo Governo do Estado, que tem intensificado medidas de capacitação e geração de vagas. Nesse cenário, as políticas de incentivo à industrialização promovidas pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), foram fundamentais para consolidar o estado como destaque nacional em 2024.
Segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estado cresceu 32,9% no saldo de novembro de 2024, com o setor industrial ocupando a terceira posição entre as atividades que mais contribuíram para o índice. Analisados pelo Observatório de Sergipe, os dados do Caged mostram que, de janeiro a novembro de 2024, o saldo de empregos no estado foi de 17.385.
Desse total, 1.981 ocorreram no setor industrial, que responde por um estoque de 571.856 postos de trabalho. A Grande Aracaju se destaca como a região com maior estoque de emprego no setor, com 268.251 trabalhadores, seguida do Centro Sergipano, com 102.778.
Na avaliação do diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, o setor industrial se mantém como um dos principais pilares da economia sergipana, com potencial de alavancar o desenvolvimento regional.
“Estamos vendo a indústria ser cada vez mais protagonista no crescimento econômico de Sergipe, com a chegada e ampliação de empresas que reconhecem nossas potencialidades. São empresários e grupos que acreditam que nosso estado reúne as condições necessárias de desenvolvimento, com infraestrutura adequada e políticas de incentivo atrativas, frutos de uma visão do governador Fábio Mitidieri”, afirmou Ronaldo.
Considerando o mesmo período de 2023, o setor industrial também registrou crescimento numérico em relação ao estoque de empregos. Enquanto de janeiro a novembro de 2024 foi registrado um estoque de 571.856, no ano anterior o mesmo dado foi de 555.273. Outro destaque foi o aumento do saldo de mulheres empregadas no setor. Nos 11 primeiros meses de 2024, esse índice foi superior a 1970, enquanto em 2023 o saldo foi negativo (-21) de janeiro a novembro.
A atividade industrial específica que mais contribuiu para a geração de empregos em Sergipe foi a fabricação de material elétrico e eletrônico para automotores, exceto baterias, com saldo de 444 empregos e estoque de 11.080 trabalhadores. Além disso, setores como a produção de laticínios, a confecção de artefatos têxteis e a fabricação de calçados também se destacaram como importantes geradores de empregos, reforçando a diversificação da indústria local.
Impacto para a população
Os dados do Caged, publicados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), materializam-se no cotidiano dos sergipanos, transformando a realidade de inúmeras famílias e trabalhadores. É o caso de Paulo Henrique, funcionário da Mizu Cimentos. Beneficiária do PSDI, a empresa inaugurou sua fábrica no município de Nossa Senhora do Socorro em novembro de 2024, com perspectiva de criar aproximadamente 1.500 empregos no pico de produção. Desde a revitalização até a entrada em operação, a indústria priorizou a contratação de mão de obra local.
“Estava desempregado e tive a oportunidade de conquistar um emprego na Mizu. É uma alegria enorme ver todo o nosso trabalho e esforço sendo reconhecidos com a inauguração da fábrica, que vai gerar empregos e impulsionar o crescimento do estado. Esse empreendimento terá um impacto significativo na região de Socorro, oferecendo novas chances para muitas pessoas. Minha família está celebrando esse novo capítulo, que representa um futuro promissor para todos nós”, comemorou Paulo.
Impacto para o Estado
Os resultados positivos indicam que Sergipe é um destino promissor para investidores. Durante 2024, o Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), vinculado à Sedetec, aprovou 48 novos incentivos fiscais e locacionais para empresas de diversos setores dentro do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Elas projetam a criação de 1.682 empregos no estado, com investimentos estimados em R$ 872.347.840,56.
“Temos uma política de incentivos arrojada, uma das mais atrativas do Brasil. Além disso, estamos trabalhando continuamente para prospectar cada vez mais negócios para Sergipe, mostrando o quanto nosso estado é rico e promissor. O crescimento no número de empregos em 2024 reflete esse esforço, e nossa intenção é de que em 2025, a indústria impulsione esses números ainda mais”, declarou o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.
Estado assinou Protocolo de Intenções com empresa Mariotta, que planeja implantação no município de Boquim
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) assinaram Protocolo de Intenções com a empresa calçadista Mariotta, consolidando um importante passo para o desenvolvimento econômico na região Sul de Sergipe. A empresa, reconhecida nacionalmente, planeja expandir suas atividades para o município de Boquim, contribuindo para o fortalecimento da economia local. A assinatura ocorreu nesta quinta-feira, 19, em São Paulo (SP).
Fundada na cidade de Jaú, em São Paulo, a Mariotta atua desde 1985 no mercado de calçados femininos. Em quase quatro décadas de experiência, a marca contabiliza exportações para dez países, além de representação em 23 estados e Distrito Federal. Atualmente, a empresa conta com 327 colaboradores diretos e produz 1,2 milhões de pares anualmente.
Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, a nova parceria aponta o destaque de Sergipe no mercado calçadista. “A vinda da Mariotta para Boquim reflete o ambiente favorável que estamos construindo para atrair novos investimentos e gerar oportunidades para os sergipanos. Esse protocolo é resultado de um trabalho contínuo de prospecção, que busca mostrar aos empresários as inúmeras potencialidades de Sergipe”, afirmou.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressaltou o papel estratégico da iniciativa. “Sergipe possui uma política de incentivos arrojada e atrativa, e a parceria com a Mariotta é uma prova desse potencial. Buscamos promover o desenvolvimento industrial de maneira descentralizada, valorizando as vocações de cada região sergipana”, declarou.
Indústria calçadista
Além da Mariotta, a Di Valentini é mais uma indústria calçadista que deve expandir suas atividades em Sergipe. A fábrica da marca no município de Nossa Senhora Aparecida deve entrar em operação até o final de janeiro de 2025. Já iniciada, a implantação encontra-se em fase de disposição do maquinário. A previsão é de que 6 mil pares de calçados sejam produzidos diariamente na unidade.
A Di Valentini prevê investir mais de R$ 4,2 milhões na planta de Nossa Senhora Aparecida, e sinaliza a previsão de expansão das operações com outra unidade, no município de Carira.
Migração da indústrias cerâmicas Serra Azul e Capri para o mercado livre de gás reduzirá custos e fortalecerá a competitividade no estado
A partir de 2025, Sergipe dará um passo importante para a diversificação e fortalecimento do setor energético. O estado voltará a contar com consumidores livres de gás natural, com destaque para a Cerâmica Serra Azul, do grupo Carmelo Fior, o maior consumidor do energético em Sergipe, e a Cerâmica Capri, o terceiro maior, que seguirão novas estratégias em relação ao fornecimento de gás. Com o modelo, os consumidores terão liberdade para negociar seus contratos de fornecimento de gás natural diretamente com os fornecedores.
A entrada dessas indústrias no mercado livre terá um impacto direto no mercado local. O fornecimento de gás, por exemplo, está sendo negociado em condições melhores do que as praticadas atualmente na condição de consumidor cativo da Sergas, criando uma oportunidade significativa para a redução dos custos de produção, já que o gás natural representa uma parcela significativa desse montante. A mudança não só contribui para a competitividade das empresas, mas também fortalece a posição estratégica de Sergipe no cenário nacional.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, explica que a competitividade é o maior benefício da transição para o modelo livre. “Com a possibilidade de negociar diretamente com os fornecedores de gás, essas indústrias terão acesso a preços mais baixos e condições mais favoráveis, o que pode atrair mais investimentos para o estado e gerar novos empregos”, afirma.
A empresa Serra Azul terá como seu fornecedor a Brava Energia, enquanto a Capri terá fornecimento da Eneva. Ambos os acordos são resultado da regulamentação promovida pelo Governo de Sergipe, por meio da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese). O órgão tem facilitado o acesso das indústrias locais ao modelo de consumidor livre, além de criar a Tarifa de Movimentação de Gás da Área de Concessão (TMOV) que estimula a migração.
O diretor-presidente da Agrese, Luiz Hamilton Santana de Oliveira, destaca que a migração do mercado cativo de gás para o mercado livre só foi possível devido à Lei do Gás e à regulação efetuada pela agência. “Isso possibilita às empresas a comprarem molécula do gás mais barata no mercado a partir do momento que outros agentes, além da Sergas, poderão comercializar o gás. Isso é importante para o estado. O cenário que está sendo agora concretizado pela Serra Azul e pela Capri representa a possibilidade de outras empresas buscarem Sergipe para se instalarem. Temos um ambiente regulatório favorável, que traz segurança jurídica por conta da abertura do mercado de gás”, explica Luiz Hamilton.
O secretário-executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes, explica que o mercado livre de gás natural não traz prejuízos para a Sergas. “Para a distribuidora estadual não existe perda de resultados, já que a receita da Companhia é decorrente da margem de distribuição, não havendo ganhos na comercialização da molécula. A Sergas deixa de ter as obrigações vinculadas aos contratos de compra do gás e também fica imune ao risco de crédito da operação de venda aos grandes consumidores que venham a migrar para o mercado livre. A regulação estadual estabelece limite de volume acessível para habilitar consumidores a buscar novos supridores, estimulando, dessa forma, que os consumidores busquem alternativas de suprimento com redução de custos e condições de flexibilidade que melhor atendam às suas necessidades”, sintetiza.
Terminal de GNL O início das operações para atendimento ao mercado nacional por meio do terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Sergipe, a partir da conexão por gasoduto recentemente implantado pela Transportadora Associada de Gás (TAG), é mais um fator de estímulo aos novos modelos de negócio. Isso ocorre em função da flexibilidade e liquidez que será ofertada ao mercado por essa infraestrutura.
O terminal de GNL em Sergipe, de propriedade da Eneva, está concluindo um processo de manutenção, com a substituição do equipamento conhecido como ‘riser’, devendo estar operacional ainda este ano. A Usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe I entrou em operação no dia 30 de novembro utilizando o gás natural da malha de transporte, devendo retomar em breve o consumo do gás importado trazido através do terminal de Sergipe.
“O mercado livre de gás natural representa uma oportunidade estratégica para empresas em Sergipe, especialmente em um momento em que buscam reduzir custos e adotar práticas mais eficientes. A Eneva oferece soluções para a indústria de Sergipe com energia competitiva e sustentável, maior segurança, previsibilidade de custos e flexibilidade na gestão do consumo de seus clientes”, informa o diretor de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, Marcelo Lopes.
Sobre a Capri Instalada em Nossa Senhora do Socorro desde 2020, a Cerâmica Capri é uma empresa especializada na fabricação de materiais de construção e refratários em argila. O processo de migração para o mercado livre começou com a solicitação feita no dia 27 de setembro à Sergas, informando o interesse de migrar a partir de 1º de janeiro de 2025. Como consumidor livre, a Capri passará a pagar separadamente pelo custo de movimentação do gás, além da tarifa pelo transporte e pela molécula do gás. Esse valor foi definido em uma resolução da Agrese para o setor industrial de Sergipe.
De acordo com Hiro, o gás natural representa 36% do consumo industrial da empresa. “Qualquer medida que faça com que a gente consiga baixar o custo desse insumo energético é uma vantagem competitiva no mercado. Esse processo de migração conduz a uma negociação livre com os fornecedores de gás. Fechamos contrato com a Eneva, já utilizando a integração do gasoduto do terminal do hub de Sergipe à malha de transportes. Assim, seremos um dos pioneiros a utilizar os benefícios dessa interligação”, declara o diretor-presidente da Capri, Celso Hiroshi Hayasi, referindo-se ao recém-implantado gasoduto da TAG em Sergipe. Com 25 quilômetros de extensão, a obra contou com incentivo fiscal do Governo de Sergipe.
Sobre a Serra Azul A Serra Azul é uma cerâmica pertencente ao Grupo Carmelo Fior, que atende às regiões Norte e Nordeste do Brasil. Instalado em Sergipe desde 2010, o empreendimento produz revestimentos sob a marca Arielle. A indústria foi uma das pioneiras do setor cerâmico paulista a migrar do mercado cativo para o mercado livre de gás natural. O primeiro passo foi migrar 45% de seu volume no estado de São Paulo para o mercado parcialmente livre, a fim de buscar aprendizado e entender melhor a dinâmica deste novo mercado.
Segundo o CEO da Serra Azul, Eduardo Fior, a empresa buscou migrar todas as plantas, com a totalidade de seus consumos, em 2025: Sergipe, São Paulo e Santa Catarina. “Buscamos o know-how de parceiros do setor de gás, a fim de encontrar alternativas mais flexíveis que atendessem às suas particularidades produtivas, e encontramos a Brava Energia como nosso melhor parceiro, o qual nos apoiou e entendeu a necessidade. Ato seguinte, nos apoiamos na Sergas e Agrese para que nos auxiliassem nesta migração, às quais não mediram esforços e contribuíram muito para a segurança do processo”, salienta.
Aproximadamente R$ 20 milhões do Funtec foram destinados à Fapitec, SergipeTec, ITPS e THP durante o ano
O Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), tem desempenhado um papel essencial no fortalecimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) em Sergipe. Ao longo de 2024, o recurso cumpriu o propósito de financiar projetos e iniciativas que promovem o avanço de atividades de pesquisa e empreendedorismo, trazendo soluções de impacto para o estado.
Durante o ano, o Funtec disponibilizou cerca de R$ 20 milhões para apoiar ações diversas, contemplando estudantes, empreendedores e pesquisadores dos mais diferentes níveis de formação. Entre os órgãos beneficiados com recursos do Funtec estão a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/Se) e o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), ambos vinculados à Sedetec. O Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) e a organização social The Human Project (THP), que mantém contrato de gestão com a Sedetec, também recebem recursos do Fundo.
Os órgãos têm se destacado por suas ações voltadas para o fomento à educação e à inovação, com impactos diretos no crescimento econômico e social de Sergipe. Segundo o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, a missão do Governo do Estado é promover a Ciência e a Tecnologia como motores do desenvolvimento para o estado. “O Funtec tem sido fundamental nesse processo, e com os investimentos previstos para os próximos anos, vamos continuar fortalecendo a transformação em nosso estado”, afirma.
Fapitec e ITPS: Fortalecimento da Ciência e Tecnologia
A Fapitec é uma das bases da política estadual de CT&I, trazendo suporte à condução de pesquisas e projetos e à realização de eventos científicos e tecnológicos. Em 2024, a Fundação recebeu mais de R$ 18 milhões em recursos do Funtec, promovendo o desenvolvimento de iniciativas inovadoras. Durante o ano, a Fapitec lançou 20 editais, incluindo apoio e recursos de outros órgãos governamentais e de fomento.
Entre os editais lançados em 2024 está o Tecnova III, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A seleção pública busca incentivar o desenvolvimento de bens, serviços e processos inovadores por empresas brasileiras em setores econômicos estratégicos. Com valor global superior a R$ 12 milhões, o Tecnova III conta com R$ 2,4 milhões em recursos do Funtec.
A empresa RaiaTech é uma das contempladas pelo edital. Segundo José Walter, sócio do empreendimento, o Tecnova III contribuirá diretamente para o avanço do projeto. “É um recurso importante, porque agora nós vamos poder seguir com a segunda fase. Trata-se da expansão, com o objetivo de implementar realidades aumentadas”, explica.
Também promovendo a política estadual de CT&I, o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) tem investido em pesquisas de impacto na agricultura, no setor de alimentos e na pecuária. Entre as ações desenvolvidas ao longo de 2024, destacam-se estudos para produção de fertilizantes à base de biocarvão, o monitoramento de produtos lácteos e a criação de embalagens antimicrobianas para alimentos, bem como análises de água, solo e metrológicas. Para impulsionar esse trabalho, foram destinados R$ 1,2 milhões em recursos do Funtec ao ITPS em 2024, investidos na modernização e ampliação dos serviços dos laboratórios.
SergipeTec: Incentivo à Inovação e Empreendedorismo
O SergipeTec tem sido outro beneficiado pelo Funtec, desenvolvendo pesquisas aplicadas, promovendo capacitações e oferecendo suporte a empresas. Um dos destaques ao longo de 2024 foi o Programa Inovar-SE, que incentiva startups e oferece formação para jovens na área de Tecnologia da Informação (TI). Em sua última edição, o programa contemplou 80 estudantes de escolas públicas, oferecendo também apoio financeiro. Além disso, o Laboratório de Energia Solar e o Curso de Instalador Fotovoltaico, do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (Nerees), têm capacitado profissionais no setor energético, promovendo a sustentabilidade e a inovação no estado.
Em 2024, o SergipeTec também promoveu eventos como o Coando Conversas, voltado ao empreendedorismo feminino, e o I Workshop 1,2,3 Startup!, que reuniu alunos em oficinas de ideação de negócios. Com um investimento do Funtec de mais de R$ 17 milhões até 2027, o SergipeTec tem consolidado sua posição como um polo de inovação e tecnologia no estado.
A estudante Sophia Andrade integra a equipe do projeto Tour Izzy, um dos vencedores do Inovar-SE. Atuando como programadora e CEO da iniciativa, Sophia destaca o potencial colaborativo do edital. “Foi uma experiência única na minha vida e na dos meus colegas. Abriu-se uma porta para nós, das escolas públicas. Não é só programar e mexer com computação, mas o vínculo criado com meus colegas foi muito importante”, destaca.
The Human Project: Capacitação e Inclusão Social
O The Human Project (THP) tem se destacado pela criação e desenvolvimento de tecnologias sociais, com foco na educação empreendedora e na qualificação de jovens. Até 2026, a Sedetec estima investir cerca de R$ 3 milhões do Funtec para financiar as ações do THP, promovendo a inclusão social e a geração de novas oportunidades de trabalho, especialmente em comunidades em vulnerabilidade do estado.
Vitor Cruz é morador ribeirinho em Santa Luzia do Itanhy e ex-aluno do projeto LuCA, uma tecnologia social com enfoque em linguagem audiovisual. Para ele, o projeto ofereceu uma forma criativa e sustentável de se desenvolver através do mangue. Inspirado pela sua experiência no THP, Vitor fundou sua própria empresa, chamada ‘PhotoRaizes’. “Hoje, eu tiro meu sustento através dos mais belos detalhes da região: dos aratus, das ostras, dos caranguejos, entre outros, com a ajuda da minha câmera. Minha maior alegria é poder mostrar que a sustentabilidade ambiental é real, é levar minha arte, cultura e o meio em que vivo como inspiração para mais pessoas”, comenta.
As diretrizes e orientações para elaboração dos planos de captação e de aplicação dos recursos do Funtec ficam a cargo do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia (Concit). Além de órgãos governamentais, instituições de ensino e pesquisa integram o colegiado. Para 2025, o Conselho planeja dar continuidade ao direcionamento do Funtec, impulsionando a Ciência, Tecnologia e Inovação no estado.
Incentivos do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e infraestrutura local foram os principais atrativos em cenário global
A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) consolidou sua participação em eventos estratégicos nacionais e internacionais em 2024, reforçando a posição de Sergipe como destino competitivo para investimentos industriais. Junto à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), à qual é vinculada, a companhia apresentou as potencialidades do estado em feiras e conferências que abrangem setores como energia, indústria e inovação.
Ao longo do ano, gestores e técnicos da Codise e da Sedetec estiveram presentes em eventos voltados aos setores de energia e tecnologia, como a Gastech 2024 e a Offshore Technology Conference (OTC), realizadas em Houston, no Texas, além da Web Summit Lisboa, em Portugal. A Codise também registrou participações em feiras nacionais, como a Mercopar – Feira de Inovação Industrial e a Apas Show, consagrada como o maior evento de alimentos e bebidas das Américas.
PSDI
O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) tem sido uma ferramenta central na política de atração de investimentos, oferecendo às empresas incentivos fiscais, locacionais e de infraestrutura para a instalação e expansão de indústrias em Sergipe. Esses benefícios tornaram o estado um destino altamente competitivo, promovendo o desenvolvimento econômico regional.
Em 2024, o PSDI atraiu mais de 40 novas indústrias para Sergipe, como destaca o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. “O PSDI tem sido um diferencial na promoção do desenvolvimento industrial, descentralização econômica e geração de emprego e renda. Ao longo deste ano, atraímos 44 novos negócios que prospectam investir mais de R$ 781 milhões e gerar mais de 1.500 empregos em diversos municípios sergipanos”.
Resultados concretos
Entre as empresas que fecharam negócios durante os eventos nacionais, destaca-se a Bora Transportes, uma das maiores distribuidoras e armazenadoras de frios do Brasil, que já se prepara para iniciar as operações no município de Nossa Senhora do Socorro, impulsionada pelo incentivo locacional concedido através do PSDI e pela infraestrutura disponibilizada.
A parceria com a empresa de frios foi firmada durante a Apas Show 2024, em São Paulo. “A decisão de trazer nossa operação para Sergipe foi facilitada pela infraestrutura oferecida e pela receptividade da equipe da Codise. Isso nos deu confiança para apostar no estado”, afirmou o diretor da Bora Transportes, Rodrigo Tiso.
“Essas feiras são essenciais para promover Sergipe como um ambiente favorável às grandes indústrias. Além de prospectar novos negócios, fortalecemos o diálogo com parceiros globais e mostramos as vantagens competitivas que o estado oferece”, afirmou o diretor de Novos Negócios da Codise, Gibran Ramos, que participou de diversas agendas com a missão de atrair investidores para o estado.
Aproximação internacional
Um dos principais destaques internacionais foi a Gastech 2024, em Houston, onde a Codise e a Sedetec ampliaram o diálogo com investidores internacionais, reforçando o papel do estado como protagonista no setor energético. Nesse cenário, projetos como o Sergipe Águas Profundas (Seap) ganham destaque, com previsão significativa para a produção de petróleo e gás nos próximos anos, além de novos pólos para indústrias de gás natural.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou o papel da Codise na prospecção de negócios. “A participação em eventos faz parte da estratégia do Estado de Sergipe para atrair indústrias e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da população local. Nosso objetivo é fortalecer a imagem do nosso estado como um destino ideal para o estabelecimento de novas empresas”, concluiu.
Construção de gasoduto ligado à malha nacional e nova etapa do projeto Sergipe Águas Profundas representam avanços para o estado
Ao longo de 2024, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), direcionou esforços para atrair parcerias estratégicas no setor de petróleo e gás. Com essa política, o estado garantiu a modernização de sua infraestrutura energética e a articulação de investimentos de grande porte, gerando oportunidades para o desenvolvimento socioeconômico sergipano.
Entre os marcos no setor durante 2024, esteve a conclusão da obra do gasoduto que conecta o Terminal de Armazenamento e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) e Complexo Termelétrico da Eneva em Sergipe à malha da Transportadora Associada de Gás (TAG). A estrutura representa um avanço no processo de abertura e expansão do mercado de gás natural no Brasil, transformando Sergipe no primeiro estado a abrigar um terminal de gás importador privado a ser conectado à rede de gasoduto nacional.
A construção do gasoduto de interligação, que demandou um investimento de R$ 350 milhões, gerou mais de 500 empregos, sendo 70% ocupados por trabalhadores sergipanos. A obra também impulsionou a economia local, com a contratação de serviços especializados, aluguel de equipamentos e aquisição de insumos para manutenção dos canteiros de obras. Com 25 km de extensão, o gasoduto atravessa os municípios de Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas e Rosário do Catete, e tem capacidade de transporte de até 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
O Governo de Sergipe contribuiu para o sucesso do projeto ao conceder um incentivo fiscal, aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (CDI), para a aquisição dos tubos fabricados. Esse benefício, dentro do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), reduziu os custos com o material, resultando em um valor total de investimento menor e uma tarifa de transporte mais competitiva. A estratégia visa atrair mais operações para o terminal de GNL da Eneva, fortalecendo o setor energético do estado.
O CEO da TAG, Gustavo Labanca, enfatizou o papel do Estado como facilitador do projeto. “Sergipe passa a ser um polo de comercialização de gás para todo o Brasil. Então, a gente tem orgulho de dizer que contribuímos com mão de obra sergipana para fazer esse investimento relevante para o estado, para o Nordeste e para o país”, afirmou, durante a cerimônia de celebração pela conclusão da obra.
Seap
O projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), da Petrobras, é mais uma iniciativa que apresentou avanços no estado ao longo do ano. Em novembro, a Petrobras anunciou uma nova fase no processo de contratação das plataformas FPSO (sigla em inglês para navio-plataforma que pode produzir, armazenar e transferir petróleo), que irão operar no Seap. O novo modelo de contratação adotado, o BOT (Build, Operate and Transfer), tem como objetivo acelerar as transações. Nele, o vencedor da licitação fica responsável pela operação das unidades produtoras por um curto período. Depois, a operação passa à própria Petrobras.
A primeira unidade a ser contratada será destinada ao Seap 2 e deverá começar a operar em 2030, com uma segunda plataforma planejada para o Seap 1, conforme o avanço do projeto. O processo de licitação para a contratação das plataformas está em andamento, com data final para o recebimento de propostas marcada para 16 de junho de 2025. As unidades terão capacidade para processar até 120 mil barris de petróleo por dia cada uma, e 18 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
“O Seap é uma prioridade. Não vamos descansar enquanto não colocarmos o óleo e o gás de Sergipe para serem produzidos”, destacou a diretora de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Sylvia Anjos, durante visita ao estado por ocasião do Sergipe Oil & Gas. O evento, que contou com o apoio da Sedetec, reuniu mais de 3.200 inscritos e transformou Aracaju na capital do debate sobre petróleo e gás no país entre os dias 24 a 26 de julho.
O evento também contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que destacou a destinação de R$ 60 bilhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Sergipe no setor de óleo e gás. O montante se refere às obras do projeto integral do Seap, que contempla o investimento do gasoduto que ligará a Bacia Sedimentar Sergipe-Alagoas ao continente, escoando o gás natural dos sistemas de produção Seap 1 e Seap 2.
Capacitação em petróleo e gás
A fim de preparar a administração estadual para o novo momento no cenário energético sergipano, a Sedetec investiu em 2024 na capacitação dos servidores públicos com o lançamento da Trilha de Formação em Petróleo e Gás. A iniciativa é uma parceria com a Secretaria de Estado da Administração (Sead) e a Universidade Tiradentes, que visa preparar os funcionários públicos para lidar com as demandas legais, tributárias, ambientais e administrativas do setor. O primeiro módulo ofereceu 50 vagas para servidores de 17 órgãos estaduais. Para 2025, outros cinco módulos estão programados.
“A conclusão da obra do gasoduto, a nova fase do Seap e a capacitação no setor de petróleo e gás representam o fortalecimento de Sergipe no segmento energético. Estamos não só ampliando nossa infraestrutura, mas também criando oportunidades de investimento, emprego e qualificação. São passos importantes do estado rumo à expansão do mercado e à consolidação de seu papel entre os principais agentes nacionais do ramo”, afirmou o titular da Sedetec, Valmor Barbosa.
Evento reuniu artesãos e agricultores de diversas regiões de Sergipe
O Complexo do Desenvolvimento Econômico do Estado de Sergipe foi palco nesta quinta-feira, 12, da Feira da Agricultura Familiar Itinerante, organizada pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania de Sergipe (Seasic). A iniciativa, que promoveu a exposição e comercialização de produtos alimentícios, artesanais e de vestuário, contou com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semac).
Participando da feira há cerca de dois meses, a comerciante de produtos naturais Helaine Purificação destacou a importância da iniciativa para ampliar o alcance de seu trabalho. “Tenho levado os produtos naturais de forma integrativa, promovendo o equilíbrio da saúde como um todo. A feira tem me proporcionado a oportunidade de apresentar esses produtos a mais pessoas”, afirmou.
Para Carla Xavier, diretora-presidente em exercício da Fapitec/SE, o evento fortalece a economia sustentável e criativa no estado. “São produtores e artesãos de diversas localidades, trazendo seus produtos e criações para um público diversificado. Esse intercâmbio econômico e cultural beneficia todos os envolvidos”, ressaltou.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, também celebrou a realização da feira no Complexo do Desenvolvimento Econômico. “A valorização da economia criativa e da agricultura familiar contribui diretamente para o desenvolvimento sustentável da região, gerando emprego e renda para os cidadãos sergipanos. Ficamos honrados em receber esse evento no complexo”, destacou.
Sobre a feira
Promovida pelo Governo do Estado por meio da Seasic, a Feira da Agricultura Familiar Itinerante tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar e incentivar a comercialização de produtos agroecológicos. Além disso, valoriza o trabalho artesanal de Sergipe e facilita o acesso da população a alimentos mais saudáveis.
Última atualização:
19 de dezembro de 2024 12:18.
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