Sedetec e vinculadas aproximam a população do progresso e inovação na 37ª edição do programa itinerante
A 37ª edição do ‘Sergipe é aqui’ aconteceu nesta quinta-feira, 5, no município de Divina Pastora, conhecido como a capital nacional da renda irlandesa. Localizada a apenas 30 quilômetros de Aracaju, a cidade recebeu o evento, que aproximou a comunidade de iniciativas inovadoras e serviços essenciais promovidos pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e suas unidades vinculadas.
Entre os destaques do estande da Sedetec, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) apresentou protótipos de sistemas voltados à sustentabilidade, incluindo sistemas solares, eólicos e de eletrólise, com uma maquete detalhada de um parque eólico e uma amostra real de placa solar.
Analista de energias renováveis do SergipeTec, Graziela Monteiro, explicou os detalhes exibidos no protótipo. “Apresentamos dois modelos de energias renováveis: solar e eólica, com destaque para a miniatura do Parque Eólico. Os aerogeradores captam a força dos ventos e a convertem em energia elétrica. Esses dois tipos de geração sustentável também contribuem para o desenvolvimento do protótipo de hidrogênio”, disse.
O Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) também marcou presença, oferecendo informações técnicas e serviços úteis para a população. Foram distribuídos informativos sobre análise foliar, análise de água e boas práticas para uso de balanças em estabelecimentos comerciais. Além disso, em parceria com a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), o ITPS recebeu e analisou amostras de solo, reforçando seu papel de apoio ao setor agrícola do estado.
Assim como em edições anteriores, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) disponibilizou sua equipe para a prospecção de novos negócios e apresentou os incentivos ofertados pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). O objetivo é atrair novas indústrias para Sergipe, fortalecendo a economia e gerando empregos.
Desenvolvido pela organização The Human Project, projeto foi premiado na categoria Design de Produtos, Serviços e Embalagens, do DFBW Award
Mais um projeto do The Human Project (THP) recebe reconhecimento nacional. Desta vez, o ‘EcoDesk: Carteiras Sustentáveis, Escolas Renovadas’, foi premiado pelo Design for a Better World Award (DFBW Award) na categoria Design de Produtos, Serviços e Embalagens. Com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), o THP conduz o projeto e gera renda para mulheres da comunidade quilombola da Pedra Furada, localizada no município de Santa Luzia do Itanhy, sul sergipano.
A premiação destaca iniciativas criativas voltadas para a construção de um mundo melhor. O EcoDesk tem como objetivo capacitar a comunidade para a produção de carteiras e cadeiras escolares sustentáveis, feitas a partir de plástico reciclado produzido pelas próprias moradoras. Em 2023, o EcoDesk entregou 20 conjuntos, com previsão de entrega de 70 unidades até o fim de 2024. O projeto contribui para a transformação de resíduos plásticos em objetos úteis e de valor, com grande potencial de replicabilidade em todo o Brasil.
A produção do plástico é feita por meio de uma máquina de reciclagem de baixo custo e de fácil operação. Além de assumir a produção, a equipe do projeto também é responsável pela criação do design das carteiras, que são coloridas, únicas e possuem traços modernos. “A poluição causada por este material é uma ameaça mundial e não conseguimos lidar com ela. Precisamos de soluções integradas, que transformem plásticos, pessoas e comunidades”, destaca o pesquisador Paulo Gomes, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que assina a criação da máquina de reciclagem.
A moradora do povoado Pedra Furada, Ana Paula Santos Conceição, diz-se orgulhosa por fazer parte de um projeto premiado. “Eu tinha o sonho de trabalhar com máquinas. Quando surgiu essa oportunidade, eu me entreguei ao projeto. Hoje, faço parte desse negócio social que vem movimentando a vida dos participantes, além de apoiar a redução e nova utilização dos plásticos tipo PP [polipropileno] e PS [poliestireno]”.
Tecnologia
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destaca a importância da inovação tecnológica para a população sergipana. “Estou muito feliz em ver que mais um projeto do The Human Project está sendo reconhecido nacionalmente, o que é um sinal claro de que nosso trabalho tem gerado impacto positivo. Como administração estadual, seguiremos empenhados em fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que os projetos do THP continuem a ser reconhecidos, não apenas no Brasil, mas também internacionalmente”.
A Sedetec administra o Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), que destina recursos ao THP, por meio de contrato de gestão. Até 2026, a pasta deve investir cerca de R$ 3 milhões para financiar as ações da organização social.
Acompanhado com atenção pelo Governo de Sergipe, comunicado da Petrobras sinaliza posicionamento estratégico do Estado para ampliar a disponibilidade nacional de gás natural
O Governo do Estado anunciou que a Petrobras iniciou nessa sexta-feira, 29, o novo processo de contratação para as plataformas FPSO (sigla em inglês para navio-plataforma que pode produzir, armazenar e transferir petróleo), que operarão no projeto Sergipe Águas Profundas (Seap). Desta vez, o modelo de contrato escolhido é o BOT (do inglês Build, Operate and Transfer), a fim de viabilizar o início das operações no menor tempo possível e assegurar retornos econômicos e sociais significativos.
A primeira unidade a ser contratada, destinada ao Seap 2, deverá entrar em operação em 2030. Uma segunda plataforma, de características semelhantes, está prevista para ser construída com a evolução do projeto, direcionada ao Seap 1. A data final para recebimento de propostas é 16 de junho de 2025.
As plataformas terão capacidade de processar até 120 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Esse gás será especificado para exportação, sem necessidade de tratamento adicional em terra.
De acordo com o comunicado da Petrobras, o modelo de contratação BOT representa uma estratégia da companhia para avançar no processo licitatório. Nesse formato, a empresa contratada será responsável pelo projeto, construção, montagem e operação das plataformas por um período inicial, transferindo posteriormente à gestão para a Petrobras.
Para o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, o anúncio simboliza a consolidação de Sergipe no horizonte energético brasileiro. “O Seap posiciona nosso estado como uma nova fronteira para o setor de petróleo e gás, trazendo desenvolvimento, emprego e geração de renda. Acompanhamos de perto a trajetória do projeto, com novos prazos e licitações, e consideramos que este novo momento será um ponto de inflexão para que o Sergipe Águas Profundas alcance seu pleno potencial”, afirmou.
Além de impulsionar a economia, o Seap fortalece a produção de gás natural no país, essencial no suporte à transição energética e à redução da dependência de importações.
Sergipe Águas Profundas
Situado na Bacia Sergipe-Alagoas, o Seap é dividido em dois módulos. O Seap 1 integra as jazidas pertencentes aos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 (100% Petrobras) e BM-SEAL-11 (60% Petrobras e 40% IBV Brasil Petróleo LTDA).
O projeto Seap 2, que prevê contratação de unidade firme, abrange jazidas pertencentes aos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste. As reservas se localizam nas concessões BM-SEAL-4 (75% Petrobras e 25% ONGC Campos Limitada), BM-SEAL-4A (100% Petrobras) e BM-SEAL-10 (100% Petrobras).
Ação demonstra importância do estado para o cenário energético nacional, garantindo suprimento confiável
A partir deste sábado, 30, a Usina Termelétrica (UTE) Porto de Sergipe 1 retomará as operações para suprir a demanda de energia durante um período de 21 dias. A ação atende ao despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), após quase dois anos de inatividade. A usina foi antecipadamente despachada pelo ONS, ainda no mês de outubro, para suprir a demanda de energia no período de 30 de novembro a 20 de dezembro.
Nos primeiros dias de operação, a Eneva, responsável pela usina, ainda estará realizando reparos. Por isso, a operação inicial será alimentada por gás natural da malha integrada de gasodutos do país, utilizando o gasoduto de conexão recentemente inaugurado pela Transportadora Associada de Gás (TAG). A expectativa é que, após a conclusão dos reparos, a usina passe a operar com gás natural liquefeito (GNL) importado via terminal de Sergipe para atender às suas necessidades de combustível.
“A retomada da operação da UTE Porto de Sergipe é crucial para a estabilidade do sistema elétrico nacional, especialmente em um momento em que as fontes hídricas não estão conseguindo suprir as necessidades do país. Isso demonstra o papel do estado no contexto energético nacional, trazendo segurança ao abastecimento”, resume o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa.
Histórico
Durante reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) realizada no dia 3 de setembro, foi autorizada a operação inflexível (nos horários em que for preciso) da UTE Porto de Sergipe. As usinas Santa Cruz (RJ), da Eletrobras Furnas, e a Linhares (ES), da Eneva, também fizeram parte da autorização. O propósito é atender aos horários de pico de consumo, como no final da tarde e início da noite. Essa estratégia visa atender à alta demanda de energia durante esses períodos, garantindo o menor custo operacional possível.
O contexto dessa operação de emergência se dá em meio ao aumento das temperaturas, que têm levado a uma elevação significativa no consumo de energia. Ao mesmo tempo, os reservatórios das hidrelétricas estão abaixo da média histórica devido ao período seco, que tem impactado diretamente a vazão dos rios e os níveis das usinas. Essa combinação de alta demanda e baixa oferta de energia representa um cenário desafiador para o fornecimento no Brasil.
Grupo Zagonel vai gerar inicialmente 700 empregos, com previsão de faturamento anual de R$ 400 milhões
O Governo de Sergipe reafirmou, mais uma vez, a capacidade de atrair grandes investimentos e fortalecer a economia local. Nesta quarta-feira, 27, o governador em exercício, Zezinho Sobral, recebeu representantes do Grupo Zagonel em uma reunião estratégica no Palácio dos Despachos.
Durante o encontro, foram apresentados os planos de expansão da Zagonel, que adquiriu recentemente a fábrica da Dexco Corona Hydra. A empresa deve gerar, inicialmente, 700 empregos, com previsão de faturamento anual de R$ 400 milhões.
Na ocasião, Zezinho Sobral enfatizou o potencial estratégico de Sergipe. “O estado é bem localizado, está no centro de uma região que abrange mais de 50 milhões de consumidores, além de oferecer incentivos que criam condições favoráveis para negócios. A gente tem investimentos importantes aqui, entre conglomerados nacionais que viram nosso potencial. Portanto, essa parceria entre governo e setor privado é essencial para impulsionar o crescimento e gerar empregos”, afirmou o governador em exercício, que colocou à disposição iniciativas como o Programa Primeiro Emprego.
Zagonel aposta no Nordeste
Com sede em Pinhalzinho, Santa Catarina, a Zagonel é referência no mercado de duchas, torneiras elétricas e iluminação profissional LED. Desde 1989, a empresa se destaca pela inovação e qualidade, contando com mais 1.100 colaboradores diretos e uma base de 14 mil clientes.
A aquisição da fábrica localizada em Sergipe marca a primeira operação da Zagonel fora do estado natal. Rodrigo Zagonel, diretor do grupo, destacou a estratégia de expansão. “Nos últimos 10 anos, crescemos 40% ao ano, e nossa meta é chegar a 2.700 colaboradores em 2029. Aqui em Aracaju, a unidade contará com cerca de 700 funcionários, e acreditamos que ela terá um faturamento superior ao de toda a nossa operação atual”, afirmou.
A nova unidade da Zagonel tem grandes expectativas de impacto econômico e social para o estado. A empresa estima atingir um faturamento anual de R$ 400 milhões com geração de 700 empregos inicialmente, incorporando a mão de obra da empresa adquirida. Além disso, promete contribuir para a geração de empregos e fortalecer a cadeia produtiva local.
“Contamos com o apoio de Sergipe para transformar nossa projeção de crescimento em realidade. O estado tem sido um parceiro estratégico, e acreditamos que essa expansão marcará uma nova fase de desenvolvimento para a Zagonel e para a região”, declarou Rodrigo Zagonel.
Ambiente favorável
A aquisição e o início das operações refletem a aposta do setor privado no potencial de Sergipe, consolidando o estado como um destino atrativo para novos investimentos e grandes empreendimentos.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, reforçou o compromisso do governo em apoiar o processo de transição e expansão da fábrica. Segundo ele, o Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) está disponível para garantir os incentivos necessários à operação.
“Em relação ao PSDI, destacamos que se trata de uma política arrojada voltada ao incentivo do desenvolvimento econômico do estado. Estamos alinhados para que o processo seja conduzido de forma eficiente, com cada órgão envolvido atuando dentro de suas competências. Reconhecemos a importância dessa iniciativa, pois ela tem o potencial de gerar novas empresas, impulsionar investimentos e criar oportunidades. Sergipe, apesar de seu pequeno território, demonstra grande força e resiliência, reafirmando seu papel estratégico no cenário econômico”, disse.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, também se colocou à disposição no processo de transição das empresas. “Nós estamos à disposição para garantir que essa transição seja feita da forma mais rápida e eficiente possível. Já distribuímos as responsabilidades necessárias para tratar dessa questão com agilidade. Quero reforçar que todos podem confiar na estabilidade e no compromisso do Governo de Sergipe”, reforçou.
Sergipe apresentou taxa de desemprego de 8,4% neste trimestre, de acordo com PNAD; instalação da unidade simboliza marco importante no desenvolvimento estadual, com investimentos de R$ 600 milhões
O governador Fábio Mitidieri participou nesta sexta-feira, 22, da inauguração da fábrica de cimentos Mizu, no Povoado Estiva, em Nossa Senhora do Socorro. A unidade estava inativa desde 2015, e agora foi reativada, fazendo parte da Organização Polimix. Todo o processo teve apoio do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), com investimentos de R$ 600 milhões.
Ao visitar as instalações e acionar o botão do moinho de cimento, o governador exaltou a chegada da Mizu em Sergipe e a geração de novos postos de trabalho. Na ocasião, ele comemorou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnad), que apontou taxa de desemprego de 8,4%, a menor já registrada pelo estado nos últimos 15 anos e a 5ª menor do País.
“Isso mostra o excelente ambiente de negócios que o estado vive. Nós encontramos uma taxa de desemprego de 12,7%, e hoje atingimos a marca de 8,4%. Estamos com a menor taxa de desemprego da nossa história. Com a chegada de fábricas como a Mizu, o ambiente fica cada vez mais favorável, e a tendência é seguir diminuindo essa taxa”, afirmou o chefe do Executivo estadual.
Com a fábrica, serão gerados aproximadamente 1.500 empregos diretos e indiretos, priorizando a contratação de mão de obra local. Segundo o governador, essa foi uma prioridade da gestão. “É uma prioridade nossa, por meio do Qualifica Sergipe e do Programa Primeiro Emprego. Precisamos gerar oportunidades para os sergipanos, e tem dado certo. Isso demonstra mais uma vez a importância da fábrica para a nossa economia, com o que vai gerar também de arrecadação para o Estado”, acrescentou.
Para a retomada das operações da fábrica, em parceria com a Sedetec e a Codise, foram demandados investimentos de R$ 350 milhões na aquisição dos ativos da fábrica em leilão, e R$ 250 milhões adicionais destinados à revitalização completa da planta fabril. A revitalização foi dividida em duas partes: modernização da moagem, com investimentos de R$ 50 milhões; e modernização total do forno, com aporte de R$ 200 milhões.
A Codise disponibilizou ainda a área de 5 mil m² para a instalação da segunda central de concreto do estado, próxima ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa. A instalação da fábrica da Mizu simboliza um marco importante no desenvolvimento econômico e industrial do estado. A unidade estará entre as mais modernas do Brasil, com capacidade para produzir 1 milhão de toneladas de cimento por ano, abastecendo mais que o dobro da demanda de consumo do estado de Sergipe – atualmente na ordem de 450 mil toneladas/ano.
“É um marco importante no desenvolvimento econômico e industrial do estado. O Programa de Desenvolvimento Industrial é fundamental para esse fomento, e quando vejo uma fábrica dessa magnitude com números expressivos, isso demonstra o quanto se acredita no estado de Sergipe. Que possamos continuar com esse trabalho, inaugurar mais fábricas, e gerar emprego e renda”, afirmou o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.
Desenvolvimento econômico
A fábrica faz parte da Organização Polimix. Presente em Sergipe desde o ano de 1996, a indústria põe em operação a sua segunda fábrica no estado, com a marca Mizu Cimentos. Com isso, Sergipe voltará a ocupar um lugar de destaque na produção de cimento na região Nordeste.
“Agradeço ao Governo do Estado pela presença e pelo trabalho. As nossas fábricas estão entre as principais do país, é um mantra do nosso trabalho. E estar aqui em Sergipe nesse momento, que é muito importante para nós”, pontuou o diretor da Organização Polimix, José Antero dos Santos.
A expansão reflete o compromisso do Estado, por meio do Programa Sergipano do Desenvolvimento Industrial (PSDI), em fomentar a indústria local. Atualmente, 430 empresas em Sergipe contam com o apoio do PSDI, com investimentos em incentivos fiscais de R$ 1,1 bilhão. Em contrapartida, o governo fomenta a geração de emprego e renda nestas regiões. O município de Nossa Senhora do Socorro destaca-se pela proximidade com a capital, com o Porto de Sergipe e rodovias.
Agenda compõe série ‘Próximos Passos: Combustível do Futuro e Novas Políticas do Setor de Óleo e Gás’, e integrou declaração da Petrobras sobre projeto Sergipe Águas Profundas
Em busca de compartilhar experiências e adquirir conhecimentos sobre o segmento energético, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), participou na última terça-feira, 19, do 3º evento da série de workshops ‘Próximos Passos: Combustível do Futuro e Novas Políticas do Setor de Óleo e Gás’. Com o tema ‘Gás Para Empregar e Harmonização Regulatória’, o encontro foi realizado no auditório do Ministério de Minas e Energia, em Brasília/DF, a convite do secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Adamo Sampaio Mendes.
A série de workshops propõe a busca por soluções que integrem crescimento econômico, criação de empregos e preservação socioambiental. Dentre os temas debatidos estão: ‘Reinjeção do Gás Natural e Escoamento e Processamento’; ‘Planejamento Integrado’; ‘Transporte Dutoviário: Desafios e oportunidades para a aprovação de novos investimentos e a modicidade tarifária’; ‘e ‘Harmonização tarifária’.
O secretário-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, participou da Mesa 4, e discutiu sobre ‘Experiência da migração para o mercado livre’. O bloco foi moderado por Diogo Lisbona, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e contou com a participação de Thiago Arakaki (Galp); Regina França (Eneva); Rogério Pizeta (CNS); e Jefferson de Paula (ArcelorMittal Brasil).
“A migração para o mercado livre do gás natural abre oportunidades para empresas que buscam maior competitividade e previsibilidade de custos. Ao permitir que os consumidores negociem diretamente com os fornecedores, eliminando intermediários, o mercado livre promove um ambiente mais dinâmico e transparente, com impactos positivos na cadeia produtiva. Além disso, essa mudança impulsiona a inovação, estimula investimentos em infraestrutura e amplia a oferta de gás natural, beneficiando não apenas o setor industrial, mas também toda a sociedade”, declarou Marcelo Menezes.
Sergipe Águas Profundas
Durante a programação, o gerente-executivo de Gestão de Projetos Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer, declarou que o projeto Sergipe Águas Profundas (Seap) segue como prioridade da companhia, e que o edital de licitação das plataformas FPSO deverá ser publicado até o fim do ano. Nesta sexta-feira, 22, a Petrobras apresentará seu plano estratégico para o período 2025-2029, que deverá integrar anúncios sobre o Seap.
Documento técnico irá subsidiar o Plano Estadual de Transição Energética, pautado na visão sustentável de desenvolvimento
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Energia) celebraram um acordo estratégico para desenvolver a política estadual de transição energética. Contratada pela Sedetec, a organização prestará consultoria para a elaboração da Agenda de Transição Energética do Estado de Sergipe, oferecendo subsídios técnicos. A parceria visa direcionar o uso sustentável da matriz sergipana e reforça o compromisso do Governo de Sergipe em se alinhar às discussões globais sobre descarbonização e redução de impactos ambientais.
Nos próximos meses, equipes da Sedetec e da FGV Energia trabalharão na construção de diagnósticos e propostas que orientarão políticas públicas voltadas ao aproveitamento do potencial energético do estado em uma perspectiva renovável. A iniciativa ocorre em paralelo ao protagonismo do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP29), e considera o modelo de desenvolvimento econômico a partir do cenário energético sergipano nos próximos anos, tendo em vista oportunidades e gargalos.
Segundo o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, o plano deve fortalecer a posição do estado na vanguarda do debate energético no país. “Estamos dando um passo significativo para consolidar Sergipe como um dos estados do Nordeste que estão avançando na pauta da transição energética. Essa parceria com a FGV Energia busca qualificar a política estadual, com base em um referencial amplo, dinâmico, preciso e contextualizado”, afirmou.
Ainda segundo o secretário, a governança será um pilar central do projeto, levando em conta os principais setores econômicos. O objetivo é criar um modelo inclusivo, que maximize oportunidades e aproveite recursos naturais de forma responsável.
Para o superintendente de Pesquisa da FGV Energia, Felipe Gonçalves, a parceria demonstra a visão comum do Governo do Estado e da organização. “Este projeto reafirma o compromisso da FGV Energia em atuar como propulsor do desenvolvimento sustentável, conectando conhecimento técnico, inovação e engajamento com os diversos atores da sociedade. Trabalhando em conjunto com a Sedetec, estamos confiantes de que será possível construir um futuro energético mais resiliente, competitivo e próspero para Sergipe”, pontuou.
O acordo também se apresenta na esteira do sucesso da 2ª edição do Sergipe Day, evento promovido pela FGV Energia e pelo Governo de Sergipe, que apresentou um estudo sobre o impacto econômico dos investimentos em óleo e gás no estado.
Unidade deve gerar cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos na região com operação integral da planta; primeira fase será inaugurada nesta sexta-feira
Mais um marco importante para o desenvolvimento econômico e industrial de Sergipe está prestes a acontecer. Na próxima sexta-feira, 22, será inaugurada a nova unidade da fábrica Cimentos Mizu, da Organização Polimix, localizada na região metropolitana de Aracaju, em Nossa Senhora do Socorro. O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), desempenhou um papel fundamental neste processo, oferecendo todo o suporte institucional necessário para a implantação da indústria no estado.
A planta da unidade fabril da Mizu Cimentos foi adquirida em um leilão promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho, com o objetivo de quitar os débitos trabalhistas do antigo proprietário. Assim, a inauguração desta fábrica simboliza a retomada de uma indústria que, por muitos anos, foi a segunda maior produtora de cimento do Nordeste, posicionando Sergipe como o segundo maior fabricante de cimento da região.
“Com a inauguração da fábrica, o Governo de Sergipe reafirma seu compromisso com o fortalecimento da indústria, a geração de empregos e o fomento ao crescimento econômico sustentável. A Sedetec, por sua vez, segue com sua missão de atrair novos investimentos, modernizar o setor produtivo e contribuir para o progresso de Sergipe”, afirmou o titular da Sedetec, Valmor Barbosa.
Para a aquisição dos ativos da fábrica em leilão, a Organização Polimix investiu aproximadamente R$ 350 milhões. Já na revitalização completa da planta, o investimento total será de R$ 250 milhões, dos quais R$ 50 milhões já foram aplicados na revitalização e modernização da moagem, que marcará a conclusão da primeira fase do processo. A segunda fase, voltada para a revitalização e modernização total do forno, demandará R$ 200 milhões e terá início imediatamente após a retomada da moagem.
Produção
A planta de Nossa Senhora do Socorro será responsável pela fabricação de dois tipos de cimento: CP II F 32 e CP V ARI. O CP II F 32, também conhecido como cimento composto, é o tipo mais consumido no Brasil e no Nordeste. Já o CP V ARI é um tipo de cimento de alta resistência inicial, voltado para aplicações mais exigentes, como fábricas de pré-moldados e centrais de concreto, entre outros. “A princípio, vamos produzir estes dois tipos de cimento, mas essa fábrica tem condições de produzir os cinco principais tipos de cimento normatizados no Brasil”, declarou o diretor da Organização Polimix, José Antero dos Santos.
Geração de empregos
A revitalização da fábrica foi dividida em duas fases. A primeira, focada na retomada da moagem de cimento, demandou um contingente de pelo menos 350 empregos diretos e indiretos, com investimentos na modernização de equipamentos e automação. A operação de moagem demandará 100 empregos diretos e 500 indiretos. Para a segunda fase, na revitalização da indústria de transformação e clinquerização, que será iniciada logo após a inauguração da moagem, deverão ser gerados cerca de 500 empregos diretos e indiretos. Quando essa planta estiver totalmente integrada, serão demandados, diretamente na operação, 250 empregos diretos e pelo menos 1.250 indiretos, totalizando aproximadamente 1.500 empregos na região.
“Temos profissionais das mais diversas áreas, tais como metalurgia, engenharia mecânica, montagem elétrica, automação, recuperação de estruturas civis e reformas dos prédios administrativos e galpões. O maior investimento que fizemos até agora foi na parte de eletromecânica e automação. Os equipamentos que estavam instalados aqui eram antigos e precisavam ser modernizados, para assim posicionar esta fábrica como uma das mais modernas do Brasil. Alguns equipamentos foram reformados, enquanto outros foram totalmente revitalizados ou substituídos por outros mais modernos e mais eficientes”, comentou José Antero dos Santos.
O diretor da Mizu também pontuou que Sergipe é um estado com mão de obra qualificada e que a prioridade da empresa é empregar sergipanos, especialmente pessoas que moram no entorno da fábrica. “O estado tem um contingente profissional qualificado não só para a indústria de cimento, mas também para diversos segmentos industriais. Portanto, acreditamos que o maior quantitativo de pessoas que trabalharão conosco será de Nossa Senhora do Socorro, seguido por Laranjeiras e Aracaju”, informou.
Expectativa de Expansão
Recentemente, a Codise disponibilizou para a empresa uma área de 5 mil m², próxima ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado na Barra dos Coqueiros, para a implantação da segunda central de concreto no estado. O benefício foi concedido através do Programa Sergipano do Desenvolvimento Industrial (PSDI), conduzido pela Companhia.
O diretor da Mizu agradeceu ao governador Fábio Mitidieri pelo esforço empenhado para o investimento da empresa no estado. “Nós temos muito a agradecer ao Governo e à população sergipana, e queremos pedir ao povo deste estado que acredite na Polimix Concreto e na Mizu Cimentos. Pretendemos não só produzir um cimento de qualidade indiscutível, mas também servir ao povo sergipano e colaborar com o desenvolvimento deste belíssimo estado. Quando algum sergipano for a uma loja e optar por comprar o cimento Mizu, ele terá a certeza de que estará contribuindo com o estado de Sergipe e valorizando um produto que é produzido por sergipanos”, disse.
De acordo com o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, a disponibilização da área para expansão da Polimix/Mizu reflete o compromisso do Estado com a atração de negócios. “O PSDI tem sido um fator essencial para que empresas como a Mizu Cimentos se estabeleçam e prosperem aqui. O fortalecimento da indústria local é fundamental para a criação de empregos e a geração de riqueza para a nossa população, e a Codise está empenhada em continuar criando as condições para que Sergipe se torne um polo cada vez mais competitivo e inovador”, destacou.
Iniciativa da Sedetec, Trilha de Formação de Petróleo e Gás tem parceria da Sead, por meio da Escola de Governo
O Governo de Sergipe está investindo na formação de seus servidores para enfrentar os desafios do setor de petróleo e gás. Por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), em parceria com a Secretaria de Estado da Administração (Sead) e a Escola de Governo, foi lançada a Trilha de Formação de Petróleo e Gás, um seminário inovador que busca capacitar os funcionários públicos e também preparar Sergipe para um futuro promissor no segmento. A aula inaugural acontece nesta quarta-feira, 6.
A iniciativa surgiu a partir de um estudo de demanda realizado pela Sedetec, integrado ao planejamento estratégico da pasta. A análise destacou a necessidade de capacitar servidores de órgãos estratégicos do Governo do Estado, com o objetivo de fornecer suporte nas decisões e assegurar oportunidades para o novo cenário, do ponto de vista legal, tributário, técnico, alfandegário, ambiental e administrativo com foco no ramo de petróleo e gás. A partir de então, as discussões em torno da realização da capacitação se iniciaram, em um processo em debate desde o início de 2024.
Serão ofertadas 50 vagas destinadas a 17 órgãos da administração estadual que possuem relação com a temática. Entre eles, Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema); Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese); Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise); Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE); Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec-SE); Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS); Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese); Procuradoria Geral do Estado de Sergipe (PGE-SE); Sergipe Gás (Sergas); e Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). Entre as secretarias, estarão envolvidas, além da Sedetec, a de Gestão das Contratações, Licitações e Logística (Seclog); da Fazenda (Sefaz); do Governo (Segov); da Casa Civil (SECC); do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac); e do Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan).
A organização do evento explica que a diversidade de perfis dos órgãos que participarão da capacitação faz parte da estratégia da Sedetec. “Entendemos que este é um momento extremamente importante para o Estado, e precisamos aproveitar as oportunidades, o que só é possível com pessoas capacitadas e treinadas. Essa capacitação ocorre na esfera pública, mas certamente terá um impacto também no setor privado e em todos os níveis da sociedade”, declarou o assessor de planejamento da Sedetec, Maurício Nascimento.
A programação considera as novas descobertas de reservas offshore e a continuidade da exploração de petróleo e gás natural nos campos terrestres, um vetor de desenvolvimento com potencial estruturador da economia sergipana para as próximas décadas. As reservas também são um importante fator de atração para empreendimentos com consumo intensivo de gás, levando à necessidade de preparação estrutural e humana.
Sobre a capacitação O primeiro módulo do curso ocorrerá nos dias 6, 7, 8, 13 e 14 de novembro, com uma carga horária de 40 horas. O tema abordado será ‘Introdução aos processos e tecnologias na cadeia de petróleo e gás’, e as aulas acontecerão na Universidade Tiradentes (Unit). Os módulos seguintes terão continuidade a partir de 2025, com os temas ‘Gás natural: dos fundamentos à prática’; ‘Riscos e segurança nas atividades de petróleo e gás’; ‘Mercado do gás natural’; ‘Tributação nos negócios do setor de gás natural; e por fim, ‘English For Oil & Gas’.
“Esse projeto é resultado de um estudo de demanda cuidadoso, que não apenas visa fortalecer as habilidades dos funcionários públicos, mas também garantir que Sergipe se posicione estrategicamente no novo cenário econômico. Estamos confiantes de que, ao investir na formação e no desenvolvimento profissional, estaremos criando as bases para um futuro sustentável e próspero”, destacou o titular da Sedetec, Valmor Barbosa.
Última atualização:
18 de novembro de 2024 10:23.
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