Início da operação está previsto para o dia 27 de setembro; a medida visa atender à crescente demanda energética nacional
A Usina Termelétrica Porto de Sergipe 1 tem sua operação programada para iniciar nesta sexta-feira, 26, após o despacho antecipado autorizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A medida visa atender à crescente demanda energética nacional e já acumula oito semanas de geração confirmadas desde 25 de julho, configurando a maior campanha da usina desde 2021. O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), acompanha os impactos significativos dessa operação para o estado.
Com a geração contratada, a empresa responsável pela usina, a Eneva, deverá importar quatro cargas de Gás Natural Liquefeito (GNL), movimentando diretamente os setores logístico e portuário da região. Caso os despachos continuem nas semanas seguintes, mais duas cargas de GNL podem ser necessárias até o final do ano. Com a geração mantida até dezembro, a arrecadação de ICMS sobre a importação de GNL poderá chegar a R$12 milhões somente neste segundo semestre de 2025. Esse montante reforça a receita pública estadual e possibilita investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.
De acordo com o gestor da Sedetec, Valmor Barbosa, este momento significa um avanço importante para Sergipe, tanto no fortalecimento do setor energético quanto na geração de recursos para o Estado. “Essa movimentação traz benefícios para a economia local e permite que o governo invista em áreas essenciais para a população. Como de praxe, seguimos oferecendo apoio institucional em todas as articulações”, afirmou.
Outro destaque é o acordo firmado entre a Eneva e a Sergipe Gás (Sergas), celebrado há menos de um ano. A parceria pode gerar uma receita adicional de até R$ 3,5 milhões para a distribuidora estadual de gás natural em 2025, impulsionando o desenvolvimento do setor no estado. Em nota, a Eneva informou que a garantia de suprimento proporcionada pelo Terminal de GNL de Sergipe sustentou a venda de 250 milhões de metros cúbicos de gás natural ao longo de 2025, dos quais 45 milhões de metros cúbicos foram efetivamente regaseificados no período.
A perspectiva do novo Leilão de Reserva de Capacidade, previsto para março do próximo ano, gera expectativas positivas para a possível expansão do parque gerador do Hub Sergipe. “Trata-se de uma importante oportunidade para ampliar as operações do parque gerador, trazendo novos investimentos e empregos, contribuindo para o dinamismo industrial e fortalecimento da infraestrutura energética regional”, reforçou o secretário-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes.
Encontro reforça parceria para o desenvolvimento da transição energética em Sergipe
Na manhã desta quinta-feira, 25, a equipe da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) recebeu a visita de gestores da Associação Nacional das Entidades Representativas de Energias Renováveis (Aner) e da Associação Sergipana de Energias Renováveis (Aser). Durante o encontro, foi apresentada a estrutura das associações, que se colocaram à disposição para apoiar a estruturação de novos negócios e eventos que promovam a qualificação dos sergipanos, a atração de empreendimentos e, principalmente, a colaboração com o governo na formulação de políticas públicas voltadas ao uso sustentável da matriz energética de Sergipe.
Também estavam presentes gestores da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). “Convoquei representantes das vinculadas que compõem o Sistema Sedetec porque discutir a transição energética do estado é uma das prioridades da gestão. Por isso, saio muito satisfeito em saber que esse contato entre o Estado e as associações foi criado, para que possamos firmar parcerias que transformem o estado e o Brasil”, declarou o secretário da da Sedetec, Valmor Barbosa.
O presidente da Aner, Rudinei Miranda, explicou que o objetivo do contato é fortalecer o posicionamento de todas as associações estaduais. “Sabemos que Sergipe, no âmbito do Nordeste, é o estado com maior potencial de crescimento energético e ainda conta com viabilidade na rede elétrica, algo que outros estados não possuem. Portanto, há uma grande oportunidade para Sergipe se tornar um polo de atração para novas indústrias e inovações. Nosso foco aqui foi apresentar a estrutura da Aner e da Aser, além de nos colocarmos à disposição para construir essas pautas em conjunto”, afirmou.
Já o presidente da Associação Sergipana, Álvaro Dantas, destacou que o encontro serviu para apresentar possibilidades de projetos e abrir um canal de comunicação com o Governo do Estado. “Esse acesso será fundamental para desenvolver projetos e fortalecer ainda mais o estado, tornando as energias renováveis uma realidade ainda mais forte em Sergipe. Nosso principal objetivo é apresentar ações, mostrar o potencial que Sergipe possui e, claro, avançar com o que já deu certo”, ressaltou.
Premiação
Na oportunidade, a Sedetec e o SergipeTec celebraram o reconhecimento nacional do projeto do Hub de Transição Energética e Hidrogênio Verde, desenvolvido pelo Parque Tecnológico. A homenagem foi concedida pelo Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Minas e Energia (FNSME), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) Energia, que premiou 15 estados por iniciativas exemplares em segurança energética. O projeto do SergipeTec propõe uma solução inovadora para o problema das plantas macrófitas em lagos de hidrelétricas do Rio São Francisco, com o objetivo de contribuir para a recuperação de ambientes aquáticos.
Sergyene produz absorventes e fraldas de alta qualidade; incentivo fiscal do PSDI garante competitividade da empresa no mercado
Os incentivos do Governo de Sergipe, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), fortalecem a economia, geram empregos e transformam vidas. O PSDI é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise).
Um grande exemplo disso é a empresa sergipana, instalada em Aracaju desde 1996, que emprega atualmente 115 trabalhadores diretos e tem capacidade de produção de 3 milhões de absorventes mensais, com atuação em mercados do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. “A Sergyene é um exemplo claro de como o PSDI transforma oportunidades em crescimento. Com o apoio do Governo, a indústria gera empregos, movimenta a economia local e fortalece Sergipe como polo de produção no Nordeste e em outras regiões do país”, destacou o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, completou: “O sucesso da Sergyene mostra que investir na indústria sergipana é investir em desenvolvimento e qualidade de vida. O PSDI é um instrumento que permite que empresas locais cresçam e ofereçam produtos de excelência, gerando empregos e renda para nossa população”.
Além da qualidade dos produtos, a marca ganha relevância pelos preços competitivos. De acordo com o CEO da Sergyene, Manoel Neto Casali, os incentivos do PSDI são fundamentais para gerar essa concorrência no mercado. “Com os nossos incentivos, a gente consegue atuar na região Nordeste e também no eixo Centro-Sul e Sudeste para poder continuar gerando emprego e renda em Aracaju e em Sergipe”, pontuou
Tecnologia, qualidade e variedade
A indústria oferece uma variedade de produtos de higiene íntima, incluindo absorventes das linhas Delicacy e Deligel, fraldas infantis Delibaby e Din Din, além da linha adulto DeliMaster e das fraldas para uso adulto Dellyfral. Por trás da variedade está um processo produtivo moderno, que combina matérias-primas de alto padrão e controle rigoroso de qualidade. O parque fabril da Sergyene conta com linhas automatizadas, assegurando qualidade e segurança em cada etapa.
“Os produtos têm alta qualidade porque as matérias-primas são escolhidas a dedo e, assim que chegam, passam por um rigoroso controle para averiguar se estão dentro das especificações de confiabilidade”, explicou o gerente de logística, Bruno Mendonça.
Apenas após os testes, a matéria-prima segue para produção. “Temos seis linhas de produção, sendo três de absorventes e três de fraldas”, acrescentou Bruno.
Orgulho
Para os trabalhadores, a indústria representa mais que um emprego: é um espaço de aprendizado e realização pessoal. “Comecei embalando, depois fui operando máquinas. Daqui eu tirei tudo que eu tenho hoje, praticamente. Além de aprender a trabalhar com máquina, eu estudei um pouco para fazer a parte eletrônica, elétrica e mecânica”, contou Hugo Faustino, que faz parte da equipe há 28 anos e é atualmente operador de máquina.
Já Andreza Lima, auxiliar de controle de qualidade, ressaltou o impacto de sua função no produto final. “Observamos tudo, desde a entrada da matéria-prima até a embalagem. Além disso, a gente faz os testes para garantir que o produto vai absorver bastante. Já aprendi e amadureci muito aqui. Foi o meu primeiro emprego, a empresa abriu as portas e me deu a oportunidade”, relatou ela, que trabalha há 11 anos na indústria.
Dignidade menstrual em pauta
Além da geração de renda, a Sergyene se tornou peça-chave na política pública de dignidade menstrual, fornecendo entre 45 mil e 60 mil pacotes de absorventes por mês para o programa Cuidar-SE, desenvolvido pelo Governo de Sergipe por meio das Secretarias de Estado da Educação (Seed), de Políticas para as Mulheres (SPM) e da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic).
A iniciativa garante a distribuição de absorventes para estudantes da rede estadual de ensino e mulheres assistidas pela rede socioassistencial nos municípios. “É muito gratificante ser a marca que está associada à dignidade menstrual das estudantes da rede estadual e das mulheres em situação de vulnerabilidade social”, afirmou o CEO da indústria, Manoel Neto Casali.
Além disso, durante o Arraiá do Povo 2025, realizado na Orla da Atalaia, em Aracaju, a empresa também forneceu absorventes e fraldas para a Estação Acolher, destinado a trabalhadores e trabalhadoras informais e seus filhos. “Foi um orgulho poder apoiar essas mães, distribuindo absorventes para elas e fraldas para os filhos delas, para que elas pudessem ir trabalhar durante a noite sem preocupação. A gente tem muito orgulho de ter feito parte disso”, salientou Manoel.
Com área de 17 mil m², a Sergyene já planeja dobrar seu galpão nos próximos anos e investir em novas máquinas importadas, ampliando a produção e conquistando ainda mais mercados.
Sediada em Brasília, programação pautou preparação para a COP30 e reconheceu iniciativas estaduais
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), marcou presença no 1º Congresso Brasileiro de Minas e Energia (CBME2025). O evento ocorreu nesta terça-feira, 23, em Brasília. A abertura da programação foi realizada pelo Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Minas e Energia (FNSME), na última segunda-feira, 22, com uma cerimônia de reconhecimento às boas práticas desenvolvidas pelos estados. Na oportunidade, os representantes sergipanos destacaram o projeto do Hub de Transição Energética e Hidrogênio Verde conduzido pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), vinculado à Sedetec.
Considerado um espaço de debates sobre o mercado de gás, petróleo e energias, o CBMSE é uma preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, no Pará, no mês de novembro. O Congresso contou com a presença de especialistas, autoridades governamentais, setor produtivo e sociedade civil, em discussões sobre os desafios e propostas de melhorias para o ambiente de negócios e o papel dos estados na governança nacional do setor energético. As palestras pautaram temas como as novas fronteiras do ramo de petróleo e gás, mineração sustentável e transição energética.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a relação entre o evento e a construção do Plano de Transição Energética de Sergipe, que está em sua fase final. “Com o gancho da COP30, todo o país está focado na elaboração de políticas públicas que ampliem o olhar sustentável na pauta do desenvolvimento econômico. Nosso Plano Estadual de Transição Energética é uma demonstração de que Sergipe está atento a essa discussão. E no CBME, líderes de todo o Brasil têm a oportunidade de fortalecer esse compromisso de forma cooperativa”, ressaltou.
Evidência do alinhamento da gestão estadual aos debates sobre descarbonização e fontes renováveis, os estudos sergipanos sobre hidrogênio verde foram apresentados como referência nacional. A iniciativa visa estimular a geração de H2V e biogás a partir do problema ambiental das plantas macrófitas nos lagos das usinas hidrelétricas da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. O intuito é auxiliar na recuperação de ambientes aquáticos e investir em inovação e novos modelos de negócio, além de reduzir custos ambientais – R$ 7,5 milhões ao ano são gastos na remoção emergencial de macrófitas.
“O projeto, desenvolvido em parceria com a BioWatt, busca transformar um problema ambiental em solução energética. Embora ainda não se manifeste em Sergipe, já é uma preocupação. A proposta é remover plantas macrófitas que crescem no leito do rio da Usina de Paulo Afonso, município da Bahia, evitando a obstrução das turbinas, e convertê-las em biogás para geração de hidrogênio. Nossa proposta é desenvolver a tecnologia no SergipeTec, pegando essa matéria-prima, que é uma biomassa, e processá-la para produção de energia”, frisou o pesquisador do SergipeTec Marcos Felipe Sobral.
A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), também vinculada à Sedetec, fez parte da comitiva sergipana na agenda. Para o presidente da instituição, Ronaldo Guimarães, o Congresso é uma oportunidade de repensar práticas e processos rumo a uma economia de baixo carbono. “Sergipe vem expandindo sua oferta de incentivos para a atração de negócios. Nessa lógica, estamos buscando direcionar estratégias para que esses investimentos sejam acompanhados de uma visão integrada ao meio ambiente, focada na redução da emissão de poluentes”, ressaltou.
Transição energética
A Agenda Estratégica de Transição Energética do Estado de Sergipe é a base do Plano Estadual de Transição Energética. A iniciativa está sendo construída desde 2024, em uma parceria entre a Sedetec e o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Energia). A ação consiste na elaboração de um estudo técnico que analisa as principais oportunidades e desafios no setor, além de mapear a matriz energética sergipana e as iniciativas já em andamento no estado.
As etapas do projeto incluíram estudos técnicos e workshop. A presente e última fase é a consulta pública, que busca permitir a contribuição da sociedade e assegurar a transparência do processo. O acesso à consulta é garantido por meio de formulário eletrônico, disponível no site da Sedetec (sedetec.se.gov.br) até o dia 12 de outubro.
Reunião do governador Fábio Mitidieri com Petrobras e Engeman discutiu detalhes. Serão 1.400 empregos ao todo, sendo 338 vagas pelo portal GO Sergipe
O governador Fábio Mitidieri se reuniu nesta quinta-feira, 18, com representantes da empresa Engeman, contratada pela Petrobras para fazer a operação da ??Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Sergipe. A expectativa é de que até o final de 2025 a produção de CO2, amônia e ureia comece a ser retomada na unidade, gerando 1.400 empregos diretos e indiretos, sendo 338 vagas abertas pelo portal GO Sergipe, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem).
O contrato foi assinado no último dia 12, no Rio de Janeiro/RJ, e a Engeman iniciará a mobilização para fazer a manutenção das instalações na planta localizada no município de Laranjeiras e início da produção, retomando as atividades da Fafen no estado. Na reunião, foram apresentados detalhes do funcionamento, reforçando a parceria entre Governo de Sergipe e Petrobras. Os trabalhos estão sendo iniciados com a mobilização e manutenção inicial para a retomada da operação da fábrica.
Fábio Mitidieri exaltou o retorno da fábrica. “A Fafen está desde 1980 fazendo parte da história de Sergipe, gerando emprego, renda e oportunidades. Grandes obras foram realizadas no estado através da Fafen. Vivenciamos um momento difícil com a sua hibernação, depois a retomada da empresa com a Unigel, até a sua saída, e agora chegamos neste novo momento. Temos a expectativa de que seja uma solução definitiva”, afirmou.
O governador também ressaltou a importância da produção de fertilizantes no momento atual, com disputas tarifárias envolvendo todo o mundo. “A questão dos fertilizantes é de segurança nacional e o Brasil não pode abrir mão disso, até porque somos essencialmente um país agrícola e precisamos da Fafen forte. Essa retomada é fundamental para o país, mas especialmente para a população sergipana. O Governo do Estado fará aquilo que for possível e necessário para que possamos ter uma parceria duradoura e que venham para ficar de vez”, acrescentou.
Geração de empregos
A Fafen tem uma grande importância estratégica para a economia de Sergipe, em paralelo à produção de potássio e às atividades das misturadoras. A expectativa da gestão estadual é de gerar 1.400 empregos diretos e indiretos, sendo 338 vagas abertas pelo GO Sergipe, plataforma online de intermediação de mão de obra do Núcleo de Apoio ao Trabalhador (NAT), vinculado à Seteem.
As vagas contemplam diferentes áreas, incluindo funções administrativas, técnicas e de manutenção, permitindo a inserção de profissionais com variados níveis de formação e experiência. Entre as oportunidades que exigem ensino fundamental, destacam-se cargos como auxiliar de serviços gerais, carpinteiro, pintor industrial e encanador. Para quem possui ensino médio, há vagas de almoxarife, assistente administrativo, eletricista industrial, eletricista predial e soldador. A lista inclui ainda posições de nível técnico, como técnico em edificações, técnico em meio ambiente e técnico em segurança do trabalho, além de uma vaga de nível superior para enfermeiro do trabalho.
“A Fafen representa toda uma cadeia produtiva que está sendo retomada em Sergipe, gerando empregos diretos e indiretos. Temos a perspectiva de contratar 338 trabalhadores, com prioridade para sergipanos. Estamos atuando neste sentido, ofertando os trabalhadores com a qualificação que eles precisam. Caso não tenham, o governo já assumiu o compromisso de formar profissionais na região, em áreas primordiais à empresa, garantindo que o emprego fique aqui”, revelou o secretário da Seteem, Jorge Teles.
A nova etapa deve permitir o fortalecimento da cadeia produtiva de fertilizantes em Sergipe, com capacidade instalada de produção de 1,8 mil toneladas de ureia por dia, podendo comercializar amônia, gás carbônico e sulfato de amônio. Por isso o Estado se colocou à disposição para apoiar a mobilização necessária, incluindo intermediação para a renovação de licenças ambientais, contratos de suprimento de água, movimentação de gás natural e incentivos do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).
A reativação da Fafen representa um marco para a economia de Sergipe. O governador Fábio Mitidieri, junto com a equipe de governo, esteve à frente das negociações com a Petrobras, e o esforço conjunto entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e demais órgãos estaduais garantiu condições estruturais e de incentivo para a retomada.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, ressaltou também a importância da retomada para os negócios em Laranjeiras e cidades vizinhas, através da maior circulação econômica: “Essa fábrica tem um significado muito grande para o sergipano, porque além de trazer os empregos de volta, gera receita para o Estado, Laranjeiras e os municípios vizinhos. A Sedetec vive prospectando novos negócios para o estado de Sergipe, e nós ficamos acompanhando esse processo. Quando a Unigel não teve mais condição financeira de continuar com a sua produção, toda a cadeia ao redor também sofreu, mas celebramos hoje essa retomada”.
Retomada das atividades
No último dia 12 de setembro, a Petrobras e a Engeman, empresa vencedora do processo licitatório, assinaram o contrato que define o planejamento operacional da Fafen de Sergipe para retomada das operações. As negociações contaram com o apoio do governador Fábio, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da equipe do Governo de Sergipe.
O gerente regional Nordeste da Petrobras, Eduardo Santos, esteve presente no encontro e exaltou o trabalho do Governo de Sergipe, estando presente constantemente de forma institucional para garantir a retomada dos trabalhos.
“A gente sabe que o Governo do Estado acompanha muito de perto todos os projetos da Petrobras, conversamos bastante com a Sedetec. Eu, que atendo a região Nordeste e tenho um relacionamento institucional, posso afirmar que o Governo do Sergipe é o mais atuante junto à Petrobras em acompanhar nossas atividades. Gostaria muito de agradecer por esse momento, que para nós é motivo de grande alegria”, disse ele.
A Fafen de Sergipe foi implantada pela Petrobras em 1980, tornando-se um polo estratégico para a produção de ureia, amônia e sulfato de amônio no Nordeste, e impulsionando o desenvolvimento da infraestrutura em Sergipe. Arrendada à iniciativa privada desde 2020, ela teve suas atividades paralisadas em março de 2024, após a Unigel, então operadora da unidade, alegar inviabilidade econômica.
Depois de alinhamentos judiciais envolvendo a Unigel, a Petrobras abriu licitação para recebimento de propostas para os serviços de operação das fábricas de fertilizantes em Sergipe e na Bahia. O prazo foi concluído em julho de 2025, com o registro de seis propostas. A Engeman Manutenção de Equipamentos foi a vencedora, com valor aproximado de R$ 976 milhões.
Para Sergipe, a licitação prevê serviços de operação e manutenção das unidades de produção de amônia e ureia granulada. A planta passa a ser operada pela Engeman, na condição de prestadora de serviços, enquanto a Petrobras fica responsável pelas atividades comerciais.
“Esse momento não é uma surpresa, porque o Governo de Sergipe já vem conversando conosco através das suas Secretarias. Dou um destaque especial para a Sedetec, que desde a época do fechamento da fábrica, vêm dando as melhores ideias e incentivos para a retomada desse negócio. De fato, o Governo de Sergipe é parceiro, incentivador e entusiasta do negócio de fertilizantes, e isso vai fazer a diferença”, ressaltou Rômulo Alves Teixeira, gerente de operações da Fafen/SE, também presente na reunião.
Engeman
Fundada em 1983, a Engeman – Soluções Industriais é uma empresa brasileira líder em serviços industriais, especializada em manutenção e gestão. Ela atua tanto no Brasil quanto no exterior, sendo reconhecida por sua estabilidade e expertise na execução de contratos complexos, e consolidando-se como uma das principais fornecedoras de serviços industriais do país.
A empresa foi representada na reunião pelo superintendente de operações, Gustavo Peixoto. “Para a Engeman e para o estado de Sergipe é um momento importantíssimo, com a retomada de uma fábrica de fertilizantes para o país, nesse momento onde há uma necessidade muito grande. Isso traz geração de empregos e renda para a população. A Engeman se sente honrada, e vamos trabalhar muito forte para que a gente consiga devolver ao estado de Sergipe todo esse prazer que estamos”, considerou.
Instituição foi um dos quatro órgãos do Governo de Sergipe que alcançou a primeira colocação no ranking organizado pela Secretaria de Estado da Transparência e Controle
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) atingiu 100% no Ranking de Regularidade Fiscal Estadual 2025. O destaque foi concedido pela Secretaria de Estado da Transparência e Controle (SETC), responsável pela avaliação dos órgãos da administração pública estadual. A Sedetec é uma das quatro instituições que conquistaram o índice máximo na aferição, o que coloca a pasta em um patamar de excelência no cumprimento das obrigações legais e eficácia da gestão pública.
Os resultados foram apresentados durante visita técnica do programa SETC Itinerante, realizada na última terça-feira, 16. Durante o encontro, foi destacado que a Sedetec vem aprimorando sua regularidade fiscal desde 2023, quando o índice chegou a 89,32%. Já em 2024, o percentual foi de 97,81%. Além da Sedetec, conquistaram 100% na avaliação a Vice-Governadoria Estadual (VGE), a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Defensoria Pública do Estado (DPE).
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, explicou que o resultado é fruto dos esforços realizados pelas equipes administrativa e financeira da Sedetec. “Vamos continuar nos empenhando para nos mantermos na liderança do ranking, em conformidade com a lei, garantindo transparência, eficiência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. Os números refletem a credibilidade institucional da Sedetec, em evolução constante”, ressaltou.
A secretária de Estado da Transparência e Controle, Silvana Lisboa, parabenizou a Sedetec por figurar entre as quatro primeiras colocadas no ranking. “É um reconhecimento que evidencia o comprometimento da pasta com a responsabilidade na gestão pública. Temos um compromisso com a transparência e com a melhoria contínua dos processos administrativos, garantindo serviços públicos cada vez mais eficientes e de qualidade para a população sergipana”, afirmou.
‘SETC Itinerante’
O programa SETC Itinerante tem como objetivo dialogar com gestores estaduais, oferecer orientações preventivas sobre procedimentos administrativos e prestar apoio técnico aos servidores das áreas administrativa e financeira. O objetivo é colaborar para a correta execução das prestações de contas, em conformidade com a legislação vigente.
Petrobras e Engeman firmam acordo para retorno das atividades da fábrica com apoio do Estado
A retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) de Sergipe está cada vez mais próxima. Na sexta-feira, 12, a Petrobras e a Engeman, empresa vencedora do processo licitatório, assinaram o contrato que define o planejamento operacional da unidade. As negociações contaram com o apoio do governador Fábio Mitidieri, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da equipe de governo.
Arrendada à iniciativa privada desde 2020, a Fafen Sergipe teve suas atividades paralisadas em março de 2024, após a Unigel, então operadora da unidade, alegar inviabilidade econômica. Com o encerramento do contrato e a realização de uma nova licitação, a planta passa a ser operada pela Engeman, na condição de prestadora de serviços. A Petrobras fica responsável pelas atividades comerciais.
Além da unidade de Sergipe, a fábrica da Bahia está compreendida na parceria, que tem um prazo de cinco anos. Considerando as duas plantas, serão gerados cerca de 800 empregos diretos e indiretos. A expectativa é que a nova etapa permita o fortalecimento da cadeia produtiva de fertilizantes no estado.
De acordo com o gestor da Sedetec, Valmor Barbosa, o Estado destaca a importância estratégica da Fafen para a economia de Sergipe, em paralelo à produção de potássio e às atividades das misturadoras. “Já iniciamos diálogo com a empresa vencedora do processo licitatório e estamos à disposição para apoiar a mobilização necessária ao início das operações, incluindo intermediação para a renovação de licenças ambientais, contratos de suprimento de água, movimentação de gás natural e incentivos do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI)”, afirmou.
Histórico
A Fafen de Sergipe foi implantada pela Petrobras em 1980, tornando-se um polo estratégico para a produção de ureia, amônia e sulfato de amônio no Nordeste. Sua instalação impulsionou o desenvolvimento da infraestrutura no estado, como obras como a adutora do Rio São Francisco e melhorias em energia, transporte e telefonia.
Ao longo do tempo, a unidade enfrentou desafios operacionais, principalmente pela instabilidade no fornecimento de gás natural, levando à redução de turnos e paralisações. Ainda assim, a planta seguiu gerando centenas de empregos diretos e indiretos, mostrando-se como importante ativo no parque industrial sergipano.
Em 2018, a Petrobras anunciou a hibernação da unidade como parte de sua política de desinvestimentos. Após negociações com o Governo de Sergipe, em 2019, a fábrica foi arrendada ao grupo Unigel por dez anos. A operação foi retomada em 2021, após investimentos superiores a R$ 300 milhões. O Governo de Sergipe apoiou ativamente o processo, com medidas como redução do ICMS sobre o gás, incentivos fiscais e melhorias na infraestrutura local.
Contudo, desde 2023, a fábrica voltou a enfrentar dificuldades, com duas paralisações motivadas pelo alto custo do gás natural em relação aos preços dos fertilizantes. Em março de 2024, a Unigel suspendeu as atividades por tempo indeterminado.
Após alinhamentos judiciais envolvendo a Unigel, a Petrobras abriu licitação para recebimento de propostas para os serviços de operação das fábricas de fertilizantes em Sergipe e na Bahia. O prazo foi concluído em julho de 2025, com o registro de seis propostas. A Engeman Manutenção de Equipamentos foi a vencedora, com valor aproximado de R$ 976 milhões. Para Sergipe, a licitação prevê serviços de operação e manutenção das unidades de produção de amônia e ureia granulada.
Sobre a Engeman
Com mais de 40 anos de atuação, a Engeman é uma empresa brasileira líder em serviços industriais, especializada em manutenção e gestão. A empresa atua tanto no Brasil quanto no exterior, sendo reconhecida por sua estabilidade e expertise na execução de contratos complexos.
Em fase final, construção do Plano elege insumo como aliado no processo de migração para fontes renováveis
Com cerca de 20% das reservas de gás natural do Brasil, Sergipe é reconhecido como protagonista no setor. A exploração desses recursos será intensificada por meio do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), que prevê a produção de 18 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Esse potencial é base na construção da política do Governo do Estado, sendo um dos destaques na organização do Plano Estadual de Transição Energética. A agenda, que está em sua última fase de elaboração, sintoniza Sergipe ao debate global sobre descarbonização, unindo desenvolvimentos econômico e sustentável.
O Plano Estadual de Transição Energética (ou Agenda Estratégica de Transição Energética do Estado de Sergipe) é conduzido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), em parceria com o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Energia). O estudo se alinha a diretrizes federais e internacionais, com foco na menor emissão de gases do efeito estufa, na maior eficiência no uso de energias e no incentivo à inovação.
O plano vem sendo articulado desde o ano passado, com previsão de entrega até o fim de 2025. A última e atual etapa é a consulta pública, que segue aberta até 12 de outubro. A consulta permite que a sociedade contribua com opiniões, mantendo a transparência e participação coletiva no documento técnico.
O gás natural se caracteriza como um combustível de transição, considerado menos poluente em relação a outras matrizes fósseis, e pode servir como passo intermediário para a implantação de fontes mais limpas, como a eólica e a solar. Além disso, o gás funciona como apoio às energias renováveis, geralmente intermitentes. Outra vantagem do gás natural é sua flexibilidade, já que a infraestrutura de produção, armazenamento e distribuição do insumo dispõe de maior facilidade para o rápido acionamento e desligamento. Por esses e outros motivos, a política de transição energética em Sergipe salienta o gás natural como uma de suas principais apostas.
O gestor da Sedetec, Valmor Barbosa, destaca o compromisso do Estado com a transição energética. “O gás natural, recurso abundante em nosso estado, é peça-chave nesse processo e tem sido integrado de forma estratégica ao plano. Para além de um diagnóstico técnico, o estudo é um insumo importante para fortalecer a atração de investimentos, projetando Sergipe como referência na nova economia de baixo carbono”, afirma.
Gastech
O alinhamento de Sergipe com as discussões internacionais sobre transição energética é demonstrado pela participação do Governo do Estado na Gastech. Considerada a maior exposição e conferência do mundo sobre gás natural, GNL, hidrogênio e tecnologias climáticas, o evento segue até o próximo dia 12 em Milão, na Itália. Em sua 53ª edição, a Gastech aborda o papel do gás natural no fornecimento de energia acessível, confiável e de baixo carbono para atender à crescente demanda global.
Durante o evento, a comitiva sergipana abriu e expandiu diálogos com líderes empresariais, apresentando Sergipe como vanguarda no setor de gás natural e destino propício a investimentos. Liderada pelo governador Fábio Mitidieri, a comitiva incluiu representantes da Sedetec, da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) e da Sergipe Gás (Sergas).
“Nosso estado abriga o primeiro terminal privado do país, da Eneva, conectado à malha de transporte nacional, da Transportadora Associada de Gás (TAG). Também somos segundo lugar nacional em regulação pelo Ranking do Mercado Livre de Gás (Relivre). Além disso, o Estado está investindo mais de R$ 13,7 milhões na interiorização do gás, incluindo a expansão da rede em Lagarto, Barra dos Coqueiros e Estância. Tudo isso mostra como nosso estado está preparado para oferecer infraestrutura e segurança jurídica aos investidores”, acrescenta Valmor Barbosa.
Ao participar de iniciativas como a Gastech, gestão prospecta parcerias e apresenta as potencialidades do estado
Sergipe segue expandindo seu diálogo com agentes nacionais e globais para atração de negócios e indústrias. Além do trabalho diário de prospecção de investidores, o Estado aposta na participação em eventos internacionais para apresentar as potencialidades sergipanas e estabelecer parcerias. Com encontros estratégicos e contatos diretos, a gestão abre canais e atrai os olhares do mundo para o estado, mirando a geração de emprego e renda para os sergipanos.
Entre os atrativos apresentados durante as missões internacionais, destaca-se a posição geográfica de Sergipe. O estado reúne um mercado potencial de 30 milhões de consumidores em um raio de 500 km, na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O território sergipano também é cortado por duas importantes rodovias federais, as BRs 101 e 235, e conta com rodovias estaduais recém-revitalizadas. Já por via aérea, o estado dispõe de aeroporto moderno, recentemente reformado e ampliado.
Quanto à infraestrutura portuária, o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) está situado a apenas 20 km da capital, e a administração estadual já estuda sua ampliação. O estado também aguarda a reativação de um estaleiro no município de Santo Amaro das Brotas, no leste sergipano, que deve reforçar o sistema portuário e a indústria naval de Sergipe. Além disso, está sendo avaliada a implantação de um novo porto no estado. Em paralelo, os projetos de operacionalização da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e do Complexo Industrial Portuário avançam nas proximidades do TMIB, com o intuito de dinamizar o comércio local e exterior.
Condições favoráveis
Mais um destaque na prospecção de investimentos é o Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), reconhecido como um dos mais competitivos do Brasil. A iniciativa busca facilitar a instalação e ampliação de indústrias oferecendo benefícios fiscais e locacionais. O programa oferta a possibilidade de redução de até 93,8% no ICMS, conforme o setor de atuação e a localização do empreendimento. O PSDI também disponibiliza acesso a áreas de implantação por meio de permissão remunerada de uso ou venda subsidiada de terrenos e galpões.
Outro diferencial sergipano é sua solidez fiscal, como comprova a conquista da nota A no Capag. A classificação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) avalia a capacidade de pagamento de estados e municípios. A nota A é a mais alta da categoria, o que significa que Sergipe tem condições propícias para operações de crédito, sendo um destino ideal para investimentos. O estado também alcançou o segundo maior crescimento no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, avançando seis posições em âmbito nacional e se tornando o segundo mais competitivo do Nordeste.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, ressalta a participação em eventos como estratégia na atração de investimentos. “As empresas que buscam Sergipe devem dispor de condições para que seu negócio prospere. Atuamos no fortalecimento da infraestrutura e regulamentação, para que os investidores tenham acesso a insumos, ambiente favorável e segurança jurídica. E nas programações fora do país, mostramos esse trabalho para fortalecer nosso networking. O contato impulsiona a consolidação de Sergipe como polo energético, que reúne grandes recursos minerais e políticas competitivas de desenvolvimento industrial”, destaca.
Gastech
Com o intuito de prospectar negócios e fortalecer relações no segmento energético, o Governo de Sergipe participa da 53ª edição da Gastech, considerada a maior exposição e conferência do mundo sobre gás natural, GNL, hidrogênio e tecnologias climáticas. O evento segue até 12 de setembro em Milão, na Itália. A programação reúne os maiores atores do segmento entre gestores públicos e privados, formuladores de políticas, especialistas e técnicos. São 50 mil participantes, de 150 países.
Durante a 53ª edição da Gastech, a comitiva sergipana reuniu-se com lideranças empresariais do setor de gás natural e energias renováveis para discutir novos projetos. Entre as empresas contatadas esteve o grupo Lorinvest, gestor da GNLink, para debate sobre estocagem de gás. A British Petroleum (BP), a Gás Natural Açu (GNA), a Equinor e a Worley, do ramo de energias, também se reuniram com os representantes de Sergipe.
Liderada pelo governador Fábio Mitidieri, a comitiva do Governo de Sergipe conta com a participação das Secretarias de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) e da Comunicação Social (Secom). Também participam a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) e a Sergipe Gás (Sergas). O senador por Sergipe Laércio Oliveira também integra o grupo.
Este é o terceiro ano consecutivo que o Governo de Sergipe marca presença na Gastech. Em 2023, a delegação sergipana compareceu à 51ª edição da programação, que ocorreu em Cingapura. Já em 2024, o evento foi sediado nos Estados Unidos.
Reuniões tiveram como foco estreitar laços com grandes empresas do setor energético e apresentar as potencialidades do estado no segmento de gás e energia
No segundo dia da 53°Gastech — maior exposição e conferência mundial do setor energético —, a comitiva sergipana, liderada pelo governador Fábio Mitidieri, participou, nesta quarta-feira, 10, de uma intensa agenda de reuniões com representantes de empresas globais estratégicas para o desenvolvimento sustentável e fortalecimento do setor em Sergipe, como a British Petroleum, a Gás Natural Açu e a Equinor. O evento, que acontece em Milão, na Itália, reúne os principais líderes da indústria energética, formuladores de políticas públicas e especialistas em inovação com o objetivo de impulsionar o progresso e transformar o futuro da energia mundialmente.
Com foco em novos investimentos, em estreitar laços com grandes empresas do setor energético e apresentar as potencialidades do estado no segmento de gás e energia, a primeira reunião do dia, com representantes da British Petroleum – BP e da GNA – Gás Natural Açu, teve como um dos principais temas medidas para dinamizar as operações dos terminais de gás natural liquefeito (GNL) no Brasil — assunto que impacta diretamente Sergipe, que possui seu próprio terminal. A GNA opera o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina, localizado no Porto do Açu (RJ), e o Governo de Sergipe reforçou o convite para que os investidores conheçam de perto as oportunidades do estado e contribuam para ampliar a flexibilidade e a atratividade do mercado de gás na região. A reunião foi conduzida pelo presidente da GNA, Emmanuel Delfosse.
O governador Fábio Mitidieri evidenciou o esforço da comitiva sergipana para posicionar o estado como referência no setor energético. “Sergipe tem ativos importantes, como nossa grande reserva de gás natural, o terminal de GNL, o petróleo em águas profundas e uma localização estratégica. Nossa missão em eventos internacionais consagrados do setor energético, como este, é apresentar essas oportunidades ao mundo e atrair investimentos que gerem emprego, renda e desenvolvimento sustentável para o nosso estado”, afirmou.
Em seguida, a delegação se reuniu com representantes da Schneider Electric, empresa francesa especializada em automação e sistemas elétricos, com forte atuação junto a produtores de petróleo e gás. O encontro foi articulado com apoio da Embaixada do Brasil na França, após a empresa demonstrar interesse nas possibilidades de investimento em Sergipe.
Ainda pela manhã, o governador Fábio Mitidieri e gestores estaduais se reuniram com o diretor da Equinor, Svein Skeie. A multinacional norueguesa, que atua há mais de duas décadas no Brasil, está à frente do projeto Raia, em parceria com a Petrobras, empreendimento que é um dos principais projetos de gás natural no país e pode servir de referência para iniciativas como o Sergipe Águas Profundas (SEAP). Na conversa, além do convite para estreitar laços com o estado, foram discutidas possíveis colaborações nas áreas institucional e regulatória do gás.
Outro ponto alto da agenda foi o encontro com a Worley Consulting, que demonstrou interesse em atuar em Sergipe no desenvolvimento de projetos em parceria com outras empresas. A comitiva também se reuniu com representantes da SBM Offshore, uma das líderes mundiais na construção e operação de navios-plataforma (FPSOs). A empresa já mantém um histórico de diálogo com Sergipe desde a OTC (Offshore Technology Conference) e manifestou forte interesse em disputar a licitação da Petrobras para os dois FPSOs do projeto SEAP. Caso vença a concorrência, a SBM pretende estabelecer parcerias com o Estado, tanto no apoio à fase de fabricação (ainda que fora do Brasil) quanto na preparação da estrutura de suporte às operações locais, uma vez iniciada a produção em Sergipe.
Encerrando o dia, a delegação sergipana dialogou com o representante da Andrade Gutierrez, Glauber Barreto, empresa que busca parceria com a Modec, líder global na construção, afretamento e operação de plataformas de produção, como as unidades FPSO, com uma presença significativa no Brasil. A Modec deve ser mais uma concorrente no processo licitatório dos FPSOs do projeto SEAP e o encontro foi centrado no interesse da empresa em entender melhor o ambiente de negócios em Sergipe e as condições que podem ser oferecidas pelo Estado às operações de apoio à produção offshore.
Última atualização:
15 de setembro de 2025 12:26.
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