Sergipe pretende atrair novos investimentos para o estado durante a Gastech, realizada, neste ano, em Milão
O governador Fábio Mitidieri participou, nesta terça-feira, 9, do primeiro dia da Gastech, maior exposição e conferência do mundo sobre gás natural, GNL, hidrogênio, tecnologias climáticas e IA no segmento de energia, realizada em Milão, na Itália. O evento reúne líderes do setor energético, formuladores de políticas e especialistas em inovação para impulsionar o progresso e transformar o futuro da energia mundialmente.
Segundo Mitidieri, a expectativa é que, como nas edições anteriores, Sergipe reafirme sua posição de destaque com relação a reservas energéticas no Brasil, sobretudo de gás natural, e atraia novos investimentos para o estado. “As maiores empresas do segmento energético estão participando desse evento e, obviamente, Sergipe tem grandes reservas e será responsável por 20% da oferta de gás do país, e não poderia ficar de fora. Nosso objetivo é dar visibilidade às oportunidades que o Estado oferece,hoje, no propósito de atrair investimentos na área de petróleo e gás, buscando ainda atrair empresas que possam consumir o gás natural do SEAP no em Sergipe”, destacou.
Fábio Mitidieri aproveitou a ocasião para dialogar com representantes do grupo Lorinvest, gestora de recursos detentora da distribuidora de gás natural GNLink, sobre novos projetos em Sergipe. Atualmente, o grupo está em fase de implantação de uma técnica ainda inovadora no Brasil, a estocagem subterrânea de gás, que se desenha como uma oportunidade crescente de mercado no país.
A estocagem permite que o gás seja armazenado quando o consumo estiver em baixa, e reaproveitado nos momentos em que a procura for maior, o que representa mais flexibilidade para o setor e menos dependência de importações de alto custo. Sergipe já possui estudos para avaliar a viabilidade de futuros projetos nesse segmento em seu território, e a expectativa da gestão estadual é que, em breve, novos investimentos possibilitem o desenvolvimento da técnica no estado.
Gastech
Em sua 53ª edição, a Gastech abordará o papel do gás natural no fornecimento de energia acessível, confiável e de baixo carbono para atender à crescente demanda global. Ao longo de quatro dias, a programação reunirá 50 mil participantes de mais de 150 países, mil expositores e mil palestrantes especialistas, conectando os principais profissionais de energia do mundo para impulsionar o ecossistema de energia sustentável do futuro.
A Cerimônia de abertura da Gastech contou com a palestra “The new energy imperative: security and resilience in a volatile global market”, evidenciando o delicado momento de aumento da demanda de energia e busca de alternativas diante de desafios do crescente consumo global.
Este é o terceiro ano consecutivo que o Governo de Sergipe participa do evento. Em 2023, a delegação sergipana compareceu à 51ª edição da programação, que ocorreu em Cingapura. Já em 2024, o evento foi sediado em Houston, nos Estados Unidos.
“Participar da Gastech reforça o compromisso de Sergipe em consolidar sua posição no setor energético nacional, especialmente na produção e oferta de gás natural. Estamos focados em atrair novos investimentos e fomentar tecnologias inovadoras para trazer maior flexibilidade e segurança energética. O evento é uma oportunidade para ampliar parcerias e impulsionar o desenvolvimento econômico e tecnológico de Sergipe”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa.
Já o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressaltou que a presença de Sergipe na Gastech reforça a política de atração de investimentos conduzida pelo Governo do Estado. “Além do potencial energético, Sergipe apresenta um ambiente favorável para novos negócios com o apoio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), com segurança jurídica e incentivos competitivos que tornam o estado atrativo para indústrias e empreendimentos estratégicos”.
Estado ocupa o 2º lugar no Nordeste e 6ª colocação nacional, com o maior avanço do país na série histórica
Em 2025, o Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), destaca Sergipe como o segundo estado do Brasil com maior crescimento no cenário nacional. Um dos principais destaques foi o indicador de Inovação, no qual o estado alcançou a 6ª posição, avançando seis colocações em relação a 2024. Já na classificação regional, o estado é 2º lugar, e subiu três posições. Esse progresso é resultado do trabalho do Governo de Sergipe, por meio de diversas secretarias e órgãos, que seguem comprometidos com projetos inovadores e voltados ao desenvolvimento.
Em se tratando da série histórica, Sergipe vem ascendendo exponencialmente desde 2023. O estado saiu de 17º para 6º lugar no eixo de Inovação em um período de dois anos, superando a curva de todos os outros estados brasileiros. E na comparação entre os pilares de avaliação do ranking, o quesito Inovação é o segundo mais bem posicionado, com nota 64,5 — ficando atrás apenas do critério Solidez Fiscal, que obteve nota 69.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, afirma que o avanço de Sergipe no ranking de Inovação reflete o compromisso da Sedetec e das vinculadas em fortalecer a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico no estado. “Investimos de forma estratégica para apoiar projetos que trazem benefícios reais à população e ao setor produtivo. Seguimos trabalhando para ampliar a inovação em Sergipe, promovendo capacitação, fomentando startups e modernizando nossa indústria, sempre com foco na competitividade”, destaca.
Ainda no segmento de Inovação, o aumento no número de bolsas de mestrado e doutorado é um dos maiores responsáveis pelos bons números de Sergipe. Hoje, o estado é campeão no comparativo regional, subindo três posições frente ao ano passado. Na classificação nacional, por sua vez, Sergipe é 2º lugar, avançando sete posições em relação à edição 2024 do ranking. Já no fator pesquisa científica, Sergipe é a 4º colocação nacional, subindo uma posição, e manteve-se como o 2º lugar no Nordeste.
Sergipe também é o primeiro do Nordeste no quesito patentes, tendo avançado duas posições, e o segundo quanto ao número de empresas de alto crescimento, crescendo seis posições no ranking. Além desses, outros aspectos relevantes também contribuíram para o desempenho positivo na área, como os investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e a estrutura de apoio à inovação.
Investimentos
Essa evolução foi possível graças aos investimentos provenientes de Acordos de Cooperação Técnica, Convênios Federais e do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), todos gerenciados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). Somente em 2025, o Funtec investiu R$ 26,6 milhões, destinados a pesquisas e projetos em ciência, tecnologia e inovação. A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), o Sergipe Parque Tecnológico (Sergipetec), o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) e a organização social The Human Project (THP), vinculados à Sedetec, são responsáveis pela execução dos recursos.
Em 2024, o Funtec teve investimento de mais de R$ 20 milhões, sendo grande parte aplicada nos editais da Fapitec/SE. Desde 2023, a Fundação lançou 62 editais de fomento à pesquisa, ciência, tecnologia e inovação. O ITPS também realiza pesquisas inovadoras que, além de impulsionarem o progresso científico no estado, dão suporte às atividades produtivas. No ano passado, foram investidos R$ 1,2 milhão do Fundo na modernização e ampliação dos laboratórios do ITPS. Já o SergipeTec é um polo de pesquisa em áreas como energias renováveis e hidrogênio verde, atuando também como incubadora e espaço de residência para empresas. Até 2027, está previsto um investimento aproximado de R$ 18 milhões do Funtec no SergipeTec.
“O Funtec viabiliza recursos financeiros para diversos editais de apoio à pesquisa, incluindo aqueles focados em empreendedorismo e inovação. Esses editais possibilitam que pesquisadores realizem projetos científicos, escolas promovam eventos relacionados à Ciência, talentos sejam incentivados e carreiras sejam fortalecidas. Além disso, os editais ajudam empresas e iniciativas a se concretizarem, gerando soluções práticas para setores estratégicos”, ressalta Valmor Barbosa.
Fomento à pesquisa científica e inovação
Além de investimentos financeiros, o Estado tem apostado no diálogo e na construção coletiva para desenvolver suas ações. Um exemplo disso é a parceria entre a Sedetec, a Secretaria de Estado da Administração (Sead) e a Universidade Tiradentes (Unit), que resultou em uma capacitação voltada aos servidores estaduais sobre o setor de petróleo e gás. Além disso, Sergipe se prepara para receber um data center e um centro de pesquisa do grupo Optimus Technology, projeto que vem sendo construído com a participação ativa de instituições de ensino locais.
A subvenção econômica para empresas também é uma das frentes de apoio, proporcionando recursos financeiros para que as empresas locais possam desenvolver novos produtos, processos e tecnologias. O foco é melhorar a competitividade e a sustentabilidade das indústrias sergipanas. Lançado em 2024, o Programa Tecnova III, que conta com o apoio da Financiadora de Projetos e Estudos (Finep), selecionou 23 empresas de diferentes segmentos para a geração de oportunidades de mercado envolvendo significativo risco tecnológico.
Dentro dessa estratégia, o Programa de Estímulo à Indústria 4.0 tem se destacado ao promover a modernização das empresas sergipanas com o uso de tecnologias avançadas, como automação, inteligência artificial e internet das coisas (IoT). O objetivo é transformar a indústria local em um ambiente mais competitivo e adaptado às exigências do mercado. Além disso, o Startup Nordeste, programa lançado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae), tem o intuito de apoiar o desenvolvimento de startups na região, oferecendo capacitação, mentorias e acesso a investimentos para fomentar o empreendedorismo tecnológico.
Consulta permanece aberta de 29 de agosto a 12 de outubro, mantendo a transparência e participação coletiva no documento técnico
Foi aberta nesta sexta-feira, 29, a Consulta Pública para construção da Agenda Estratégica de Transição Energética do Estado de Sergipe. Este é o último passo do processo de elaboração da política estadual de transição energética, viabilizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), em parceria com o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Energia). A consulta segue aberta até o dia 12 de outubro.
A etapa permite que a sociedade contribua com opiniões, mantendo a transparência e participação coletiva no documento técnico. O acesso à consulta é garantido por meio de formulário eletrônico, disponível no link. O formulário também pode ser acessado na página principal do site da Sedetec. Além dos arquivos que compõem o estudo, o formulário inclui perguntas voltadas a diferentes setores para embasar as sugestões do público.
Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento responsável se concretiza com a Agenda de Transição Energética. “Estamos construindo um plano estadual que direciona o uso sustentável da matriz energética sergipana. É um passo significativo para consolidar Sergipe como hub no Nordeste, alinhado às metas globais de descarbonização”, afirmou.
Agenda de Transição Energética
A Agenda Estratégica de Transição Energética do Estado de Sergipe é a base do Plano Estadual de Transição Energética. A iniciativa consiste na elaboração de um estudo técnico que analisa as principais oportunidades no setor, indicando soluções para a superação de obstáculos. Em paralelo, a análise mapeia a matriz energética sergipana e identifica as iniciativas já em andamento no estado.
As etapas do projeto incluíram estudos técnicos e workshop, além da consulta pública, com o intuito de orientar a construção de políticas estaduais. O workshop expôs os resultados iniciais da pesquisa e viabilizou a articulação de parcerias entre a administração estadual, a iniciativa privada e a sociedade civil. A versão final do estudo deve ser entregue ainda este ano.
Di Valentini chega a Sergipe com investimento de mais de R$ 4,2 milhões, gerando 154 empregos diretos, e também abrirá fábrica em Carira
O Governo de Sergipe inaugurou, nesta terça-feira, 19, mais um importante empreendimento para o desenvolvimento do comércio no estado: trata-se da unidade da calçadista Di Valentini, no município de Nossa Senhora Aparecida. A marca, especializada na produção de calçados femininos, chega a Sergipe com um investimento de mais de R$ 4,2 milhões, gerando 154 empregos diretos de forma inicial, e com previsão de gerar mais 40, reforçando o cenário positivo para a atração de empresas a Sergipe.
A solenidade de inauguração contou com a presença do governador Fábio Mitidieri, que exaltou a importância da chegada da empresa. O chefe do Executivo estadual esteve pessoalmente em Santa Catarina, sede da Di Valentini, no início dos trabalhos de prospecção, e participou de todo o processo.
Durante o evento, o governador destacou a importância do momento. “Hoje é um dia muito feliz aqui no agreste, recebendo a Di Valentini, em Aparecida. Eles tiveram convites de vários estados, mas encontraram aqui um ambiente de negócios muito favorável. Sabemos da importância de uma indústria quando chega a uma cidade. Sempre digo que quem quiser investir em Sergipe tem que ser recebido pelo governador e, no caso da Di Valentini, fomos mais longe: eu fui até Santa Catarina e pedi que viessem conhecer as oportunidades que Sergipe traz. Espero que, inspiradas por esse exemplo, outras venham para ficar”, pontuou.
Fábio também ressaltou que a chegada da empresa a Aparecida faz parte do excelente cenário econômico vivido por Sergipe. “Os números falam por si só. Quando você pega os dados que acabaram de sair do Caged, eles mostram. Saímos de um estado que viveu 12% de taxa de desemprego ao final de 2022, para, hoje, chegarmos a 8%, a menor taxa da nossa história. E eu quero continuar avançando nisso”, frisou.
A calçadista Di Valentini é sediada em Santa Catarina, e atua há quase 15 anos no mercado de calçados femininos. A unidade em Nossa Senhora Aparecida ocupará uma área de mais de 10 mil metros quadrados (m²), em um galpão da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) com permissão remunerada de uso, e capacidade para produzir 6 mil pares de calçados por dia. Inicialmente, ela gera 154 empregos diretos, podendo gerar mais 40 no futuro.
A captação da empresa se deu através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Codise, via Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Tal processo teve início em 2023, com a assinatura de um protocolo de intenções. No ano seguinte, ela foi contemplada com incentivos do PSDI.
O diretor comercial da Di Valentini, José Osterno Filho, comentou sobre as propostas recebidas e o momento econômico que atrai empresários a Sergipe. “Onde existe o trabalho, existe o progresso, e quando você é estimulado por governantes que querem fazer a diferença, incentivando a trazer indústrias de maneira correta, a gente acredita que está fazendo tudo certo. Recebemos três propostas para instalar a fábrica em outros estados, além de Santa Catarina, e eu, por respeito, visitei todos, mas, depois disso, tive uma recepção calorosa e muito profissional do governador Fábio, da Codise e da Sedetec. Temos que fazer a nossa parte e abraçar essa oportunidade”, salientou.
Desenvolvimento industrial
O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial é uma das políticas que viabiliza a implantação e expansão de fábricas em Sergipe. Iniciativa conduzida pela Codise, o PSDI oferta incentivos nas modalidades fiscal, locacional e de infraestrutura, e as empresas incentivadas passam pela aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial, vinculado à Sedetec.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, detalhou o trabalho do PSDI na construção deste processo. “O PSDI é um instrumento de atração e mostra ao empresário as condições para que ele, quando vier implantar sua fábrica, possa desfrutar. Você dá apoio locacional e uma redução no ICMS, pagando 6,8% do imposto. Quando o empresário vê um estado saneado, um governo trabalhando em prol do emprego e da renda, um programa de incentivo fiscal e locacional muito grande, e mão de obra farta, ele não hesita e vem”, considerou.
A política de atração de empresas e geração de empregos foi classificada como ‘arrojada’ pelo presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. “Depois de muitas reuniões desde 2023, essa política arrojada do governador em receber os empresários, buscar saber o que o empresário precisa para se instalar, está tendo frutos com a inauguração da Di Valentini. Já estamos com 154 postos de trabalho e perspectivas futuras muito boas. O estado tem mão de obra qualificada, um governador que recebe a todos, uma política pública voltada à geração de emprego e renda”, apontou.
Com tudo isso, Sergipe se mostra como terreno fértil para o desenvolvimento de diversas vocações industriais, como a indústria calçadista, que vem se destacando. As implantações no interior do estado descentralizam o desenvolvimento econômico, e geram emprego, renda e oportunidades em diversas regiões.
A prefeita de Nossa Senhora Aparecida, Jeane da Farmácia, destacou positivamente a chegada da fábrica, trazendo investimentos, empregos e mão de obra à cidade. “Isso é muito importante. Já tivemos outra fábrica, que chegou a ter mais de 500 funcionários, e quando ela fechou, nosso município passou por muitas dificuldades, mas, agora, temos uma empresa de volta. A importância de ter uma fábrica desse tamanho é enorme para o município”, mensurou.
Momento econômico positivo
A chegada da Di Valentini a Sergipe reforça o excelente momento econômico vivido pelo estado, que se reflete em números positivos de geração de emprego e renda. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados em agosto, confirmam que a taxa de desemprego em Sergipe caiu para 8,1%, a menor de sua história. Atualmente, são cerca de 948 mil sergipanos ocupados, com o maior estoque de empregos formais da história: mais de 348 mil trabalhadores de carteira assinada. A informalidade também segue em queda, de 51% para 49,1% no período.
Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelou que junho de 2025 registrou o maior estoque de empregos da série histórica, com o equivalente a 348.849 postos de trabalho. Um crescimento de 30,2% em relação ao mesmo período do ano passado, representando o melhor mês de Junho do Novo CAGED (2020 a 2025).
Com saldo de 6.199 novos empregos com carteira assinada alcançado no primeiro semestre de 2025, Sergipe registrou um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo o sexto estado no ranking nacional de crescimento do saldo semestral, e entre os 11 estados que tiveram alta.
A cooptação de mão de obra local e qualificada muda diretamente a realidade de centenas de famílias. É o caso da funcionária Rafaela Sena que estava desempregada e voltou ao trabalho por meio deste empreendimento. “Eu precisava muito, estava desempregada e tenho quatro filhos. Foi muito gratificante ter essa oportunidade, não só para mim, mas para várias outras pessoas. E estar trabalhando na cidade onde moro é melhor ainda. Passei muito sofrimento antes, mas agora estou muito feliz”, exaltou.
Quem também iniciou os trabalhos na unidade da Di Valentini em Aparecida foi a costureira Jamile Santos. “Havia vagas no cargo de costureira, mandei meu currículo online e, imediatamente, o RH me contatou. É muito gratificante estar aqui, chegar em uma loja da cidade e saber que aquele produto ali é fruto do meu trabalho”, relatou.
Expansão e visitas em Carira
Além da unidade em Nossa Senhora Aparecida, o governador visitou o galpão em Carira para anúncio de expansão com uma nova unidade, em fase de implantação. O investimento público na reforma é de R$ 890 mil, com recursos do tesouro estadual, em uma área de 3,8 mil m².
As instalações que, anteriormente, abrigavam o antigo galpão da indústria calçadista Azaleia foram reformadas pela Codise, em uma parceria com a Prefeitura de Carira. A expectativa é gerar 90 empregos diretos na primeira etapa, podendo criar até 400 postos de trabalho na região.
“Em Carira, a Di Valentini vai ampliar o seu investimento no estado, também montando uma unidade. Havia uma cobrança muito grande para reindustrializar o estado, principalmente parar gerar emprego no interior. Temos conseguido, com isso, trazer essas indústrias. As cidades se beneficiam, e vamos criando um excelente ambiente de negócio”, pontuou Fábio Mitidieri.
O prefeito de Carira, Diogo Machado, esteve presente na visita e destacou o trabalho que o Governo do Estado tem feito em prol do município. “Fábio está tendo um olhar diferenciado para Carira, com muitas obras de infraestrutura. Essa fábrica fecha com chave de ouro tudo isso. Tínhamos uma fábrica que fechou, há alguns anos, e, de lá pra cá, era o sonho do povo carirense voltar a ter uma indústria para gerar mais emprego e renda. A fábrica vem como presente, e o povo de Carira só tem a agradecer”, afirmou.
A reunião teve como objetivo estreitar relações e reforçar a parceria entre o governo sergipano e a FGV
O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, participou de um encontro com o presidente da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos Ivan Simonsen Leal, na sede da instituição, no Rio de Janeiro. A reunião teve como objetivo estreitar relações e reforçar a parceria entre o governo sergipano e a FGV que, atualmente, desenvolve quatro contratos de consultoria voltados para o desenvolvimento econômico e social do estado.
Entre os projetos em andamento, estão a construção da Agenda Estratégica de Transição Energética de Sergipe, estudos técnicos para a ampliação do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) e para o aproveitamento de mão de obra e recursos locais no descomissionamento de plataformas, além da já concluída Análise do Impacto Econômico dos Investimentos de Óleo e Gás no Estado. Os trabalhos envolvem diagnósticos regulatórios, mapeamento de oportunidades e definição de diretrizes estratégicas para consolidar Sergipe como polo energético e logístico no Nordeste.
Mitidieri destacou que a parceria com a FGV agrega conhecimento técnico de excelência às estratégias de crescimento do estado. “São estudos que não ficam no papel, mas orientam ações concretas para atrair investimentos, gerar emprego e fortalecer setores estratégicos da nossa economia”, afirmou o governador.
A comitiva sergipana contou com a presença da primeira-dama e secretária da Seasic, Érica Mitidieri; do senador Laércio Oliveira; do presidente da Assembleia Legislativa, Jeferson Andrade; do secretário executivo de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes; do presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães; e do presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agrese), Hamilton Oliveira.
Projeto de empreendimento prevê investimentos de cerca de R$ 150 milhões e a criação de 1.000 empregos diretos
O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, participou, na manhã desta quinta-feira, 14, de reunião com o coordenador-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), Domenico Accetta, para tratar de ações que melhorem a infraestrutura industrial e o transporte aquaviário do estado. O encontro, realizado na sede do INPH, teve como pauta central a dragagem da foz do Rio Sergipe, medida necessária para viabilizar o acesso de embarcações ao Estaleiro Sergipe, localizado no Porto das Redes, em Santo Amaro das Brotas, município do leste sergipano.
Além do governador e do anfitrião, participaram da reunião a primeira-dama e secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), Érica Mitidieri, o secretário-executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes; o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães; e o presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Sergipe (Agrese), Hamilton Oliveira. Também entrou na pauta o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), administrado pela VLI.
A reativação do estaleiro é conduzida pela SG Reparos Navais/SG Indústria e Comércio Naval LTDA, com articulação da Sedetec e da Codise, apoio da Prefeitura Municipal de Santo Amaro das Brotas e atuação destacada do ex-prefeito da cidade Luis Herman Mancilla Gall. Desativado em 2007, o espaço voltará a fabricar embarcações, produzir peças e realizar reparos, com potencial de atender o processo de descomissionamento de plataformas e o projeto Sergipe Águas Profundas.
O projeto prevê investimentos de cerca de R$ 150 milhões e a criação inicial de 1.000 empregos diretos, podendo alcançar até 20 mil postos diretos e indiretos. A estrutura contará com terminal alfandegado, cais de mais de 200 metros para atracação simultânea de até 10 embarcações, terminal de abastecimento naval — o primeiro do estado —, dique seco para reparos e espaço para construção de novas embarcações. O prazo de execução é de três anos, com início das operações previsto para janeiro de 2026, quando está programada a entrega de balsas para uma mineradora do Sul do país.
O plano tem o objetivo de diagnosticar a atual matriz energética, identificar as potencialidades regionais e orientar a políticas públicas e investimentos
Conhecido nacionalmente como ‘a estrela do gás’, Sergipe tem sido reconhecido como referência no setor energético. O estado tem protagonizado encontros e debates estratégicos do segmento, a exemplo do recente Sergipe Oil & Gas, realizado no final de julho. Neste contexto, o estado dá mais um passo rumo ao futuro energético com a elaboração do Plano Estadual de Transição Energética. O plano tem o objetivo de diagnosticar a atual matriz energética, identificar as potencialidades regionais e orientar a políticas públicas e investimentos alinhados à agenda global de sustentabilidade.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, destaca a elaboração do Plano Estadual de Transição Energética como base para orientar investimentos, atrair indústrias e garantir maior segurança energética. “O mundo vive um processo de transição energética há, pelo menos, dois séculos, mas a matriz fóssil, como o petróleo e o gás natural, ainda é predominante. Ao mesmo tempo, é necessário produzir energia com menor emissão de CO?. O plano estadual faz, justamente, esse diagnóstico, identificando as potencialidades e iniciativas existentes no estado. Estamos construindo um diagnóstico profundo sobre a vocação energética do nosso estado. Isso significa entender onde há mais incidência de sol, onde o vento sopra com mais força, quais as áreas favoráveis à geração de energia limpa e renovável, como solar, eólica e o próprio gás natural”, explicou.
O secretário destacou que o Brasil já possui uma matriz majoritariamente limpa, com mais de 90% da energia proveniente de fontes como hidrelétricas, eólicas e solares. Em Sergipe, esse índice também ultrapassa 90%. “Quando os reservatórios estão cheios, as usinas termoelétricas praticamente não são obrigadas a despachar energia. E, hoje, a maioria das novas termoelétricas já é movida a gás natural, substituindo usinas que operavam com carvão ou óleo diesel, fontes mais caras e poluentes”, ressaltou.
O gestor frisa que o plano estadual ajudará a identificar áreas com vocação para diferentes tipos de geração de energia. “Esse diagnóstico vai mostrar onde há mais vento, mais sol, onde podemos instalar usinas solares, eólicas ou termoelétricas. É essencial para sabermos onde investir. Por exemplo, na região do São Francisco, já temos indicativos de forte potencial solar. Em outras, como Barra dos Coqueiros, estamos aguardando o leilão para construção de nova térmica a gás”, pontuou.
Plano
O plano está sendo desenvolvido pela Sedetec, em parceria com o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Energia). A iniciativa integra uma política estadual voltada à descarbonização da matriz energética, maior eficiência no uso da energia, incentivo à inovação e inclusão social, de forma alinhada com as diretrizes federais e internacionais.
A proposta se soma aos avanços já realizados por Sergipe em 2024, como o fortalecimento da região portuária e a criação do Hub de Hidrogênio Verde, um dos vetores mais promissores da transição energética mundial. “Nosso plano vai além de uma análise técnica. Ele permitirá que investidores e o poder público tenham um verdadeiro manual sobre onde e como implantar projetos energéticos. Isso vai atrair novas empresas e orientar investimentos estratégicos”, salientou Valmor.
Elaboração
O processo é conduzido em etapas, com diagnóstico técnico, levantamento de dados, escuta ativa da sociedade e articulação institucional. Segundo o secretário da Sedetec, já foram realizados seminários, encontros com universidades, especialistas e setor privado, além da coleta de informações em campo. A consulta pública, que ainda será lançada, é a fase final antes da consolidação do documento.
A consultoria da FGV também colabora na análise de desafios como a regulação tributária, segurança jurídica, infraestrutura de transmissão e mapeamento de áreas aptas à implantação de projetos.
Potenciais energéticos
O plano também se debruça sobre as fontes estratégicas que devem impulsionar o futuro energético de Sergipe. O gás natural, abundante no subsolo sergipano, segue como matriz essencial no processo de transição, substituindo fontes mais poluentes como o carvão mineral e o óleo combustível.
Outra aposta promissora é o Hidrogênio Verde (H2V), produzido a partir da quebra da molécula de água com energia limpa. Pesquisas desenvolvidas pelo SergipeTec, por meio do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (Nerees), avaliam a produção de H2V a partir de macrófitas da Bacia do Rio São Francisco.
O Complexo Industrial Portuário, que deverá abrigar a operacionalização da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), está sendo estruturado para receber indústrias e centros de inovação focados nessa nova cadeia produtiva. “Já temos empresas como Optimus preparando um data center com grande demanda energética. Também há projetos voltados à produção de hidrogênio verde. A ZPE e o hub de H2V caminham juntos como pilares do nosso modelo de desenvolvimento sustentável”, destacou o secretário.
A Optimus implantará um data center e um centro de pesquisa em Sergipe, com investimento de US$ 1 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6 bilhões, com mediação da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).
ZPE
A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) está sendo redesenhada para funcionar nas proximidades do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB). As ZPEs são áreas de livre comércio criadas para fomentar a produção de bens destinados ao mercado internacional. Elas estão estrategicamente localizadas próximas a portos e aeroportos e oferecem incentivos fiscais, cambiais e administrativos. A proposta é transformar a região em um eixo logístico e industrial voltado à exportação. A gestão será feita pela Companhia Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Sergipe (Cazpe), com participação da Sedetec e da Codise.
Com previsão de conclusão até novembro, o Plano Estadual de Transição Energética posiciona Sergipe como protagonista da nova economia de baixo carbono, ao combinar vocações naturais com planejamento estratégico. Desta maneira, a ideia é promover o desenvolvimento equilibrado entre crescimento econômico, inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. “Estamos deixando a inércia para construir um cenário sólido de futuro. Esse plano será a base para orientar investimentos, atrair indústrias e garantir energia limpa, acessível e contínua para todos os sergipanos”, concluiu Valmor Barbosa.
Assembleia do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Minas e Energia (FNSME) debateu estratégias para a transição energética e infraestrutura do segmento de gás natural
Nesta terça-feira, 5, foi realizada a 3ª Assembleia Ordinária do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Minas e Energia (FNSME) 2025, em Belo Horizonte (MG). O Governo de Sergipe foi representado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), por meio do secretário Valmor Barbosa. O órgão é a principal plataforma de articulação entre gestores públicos estaduais para dialogar sobre o setor energético.
Na ocasião, foi conduzida a Consulta e Audiência Pública da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a caracterização de gasodutos de transporte, com o intuito de debater a regulação da infraestrutura do setor de gás natural no Brasil. A programação do FNSME também incluiu temas estratégicos sobre a transição energética, como a promoção de minerais críticos, energia firme para o mercado de data centers e demandas de cada região.
Para o secretário Valmor Barbosa, a presença nos encontros do fórum reflete a postura participativa e democrática do Governo de Sergipe frente às discussões sobre energia. “A transição energética e o desenvolvimento do setor são questões cruciais para Sergipe. Estamos construindo nosso Plano Estadual de Transição Energética e preparando o estado para o cenário socioeconômico que se aproxima com as operações do projeto Sergipe Águas Profundas. Além disso, aguardamos a implantação de um data center e centro de pesquisa, que irá gerar novas demandas. Tudo isso nos coloca em uma posição estratégica no debate nacional”, pontuou.
Fórum
O FNSME tem a missão de promover o fortalecimento dos estados brasileiros no setor de Minas e Energia, visando a inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico inclusivo. Entre seus principais valores estão a inovação e a cooperação federativa.
Parceria com a FGV inclui análise para aproveitamento de recursos no processo de descomissionamento de plataformas
A expansão e fortalecimento da região portuária é uma das apostas do Governo do Estado para atrair investimentos e dinamizar as operações comerciais sergipanas. Pensando nisso, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) firmou nova parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a fim de construir um diagnóstico sobre a infraestrutura local e avaliar a expansão do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB). O acordo prevê, ainda, uma análise de viabilidade para a implantação de um novo terminal portuário no estado.
O estudo deverá ser construído no período de 12 meses, com apresentação dividida em sete partes denominadas produtos. O contrato foi assinado durante o Sergipe Oil & Gas 2025, com a presença do governador Fábio Mitidieri. Na oportunidade, outro acordo foi firmado com a FGV, dessa vez via Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese). O intuito é a elaboração de um estudo de aproveitamento de recursos humanos e técnicos locais no processo de descomissionamento de plataformas no litoral sergipano.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destaca a localização privilegiada de Sergipe como rota comercial, considerando sua proximidade da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e seu mercado potencial estimado em 30 milhões de consumidores em um raio de 500 km. Nesse sentido, a expansão da infraestrutura portuária deverá intensificar as movimentações de mercadorias tanto dentro quanto fora do continente. “Estamos buscando entender se é viável, do ponto de vista técnico, econômico, ambiental e operacional, implantar um novo terminal portuário no estado. Esse estudo leva em conta as condições atuais do TMIB, e, também, procura identificar demandas futuras”, afirma.
Cenário
Entre os projetos alinhados ao estudo da infraestrutura portuária do estado está a revitalização do estaleiro Porto das Redes, em Santo Amaro das Brotas. O espaço deverá dar suporte às atividades navais e ao descomissionamento de plataformas, atuando na produção de peças, reparos e fabricação de embarcações. A previsão é de que as primeiras operações comecem já no início de 2026.
Outro projeto é o Complexo Industrial Portuário, composto pelos municípios de Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas, Laranjeiras, Maruim, Rosário do Catete, Japaratuba, Pirambu, General Maynard, Carmópolis e Capela. Além da proximidade ao TMIB, a área dispõe de acesso livre à BR-101, sendo um espaço propício à implantação de núcleos e distritos industriais.
A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) também integra o leque de projetos em curso no estado. A operacionalização da ZPE será sediada em área próxima ao TMIB, atualmente em análise. A Optimus Technology será a empresa pioneira da ZPE, possibilitando seu credenciamento junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O grupo implantará um data center e centro de pesquisa no estado, com investimento previsto em US$ 1 bilhão.
Descomissionamento
O contrato firmado com a Agrese busca analisar as potencialidades a serem exploradas e possíveis entraves a serem removidos para que o estado aproveite as estruturas decorrentes do descomissionamento. Entre as hipóteses cogitadas está a utilização de estruturas com finalidade turística. A entrega da versão final do estudo deverá ocorrer em 12 meses, sendo que o documento será dividido em nove partes.
De acordo com o presidente da Agrese, Luiz Hamilton de Satana, a análise deverá incluir informações sobre o potencial de mineração no estado, o apontamento de cenários futuros e um estudo sobre o descomissionamento, bem como a avaliação de impactos e a construção de arcabouço legal, regulatório e tributário, entre outras demandas. “Ela [a análise] vai fornecer subsídios fundamentais para que possamos propor, de forma qualificada, ações que reflitam os interesses de Sergipe no planejamento das infraestruturas, especialmente diante das futuras plataformas e das unidades FPSO que irão operar no projeto Sergipe Águas Profundas”, pontua.
O presidente ainda reforça a cooperação com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a atuação no ciclo de descomissionamento. “O convênio, que é não oneroso, reforça a relevância do trabalho conjunto e a busca de resultados regulatórios que possam beneficiar toda a cadeia produtiva sergipana, mantendo o equilíbrio que nos cabe garantir como agência reguladora”, complementa.
Projeto prevê investimentos superiores a R$ 80 milhões e potencial de gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos
Com investimentos superiores a R$80 milhões e potencial de gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos, a reativação do estaleiro Porto das Redes, no município de Santo Amaro das Brotas, promete transformar a dinâmica econômica da região e resgatar o protagonismo histórico da estrutura portuária. O projeto é fruto de articulação entre o Governo de Sergipe, a empresa SG Reparos Navais e a Companhia de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (Codise). Nesta segunda-feira, 4, o governador Fábio Mitidieri reuniu-se com representantes da SG Reparos Navais e autoridades locais para discutir os próximos passos da implantação.
Para Mitidieri, esse projeto mostra a confiança no estado de Sergipe. “Isso vai gerar emprego, oportunidade para os sergipanos, e marca a retomada da indústria para cá, que é um ponto fundamental da nossa gestão. Estamos mostrando que Sergipe está no caminho certo”, afirmou o governador.
Reativação
A reativação do estaleiro atende às crescentes demandas do setor naval e se alinha ao programa de descomissionamento da Petrobras. A estrutura contará com um terminal alfandegado e um cais de mais de 200 metros, capaz de operar até dez embarcações simultaneamente. Além disso, será construído um dique seco, áreas para fabricação de embarcações e um terminal de abastecimento — o primeiro em Sergipe.
Para a diretora-geral da SG Reparos Navais, Vânia Lemos, a concretização do projeto representa uma conquista aguardada há mais de uma década. “Tentamos adquirir essa área por três vezes. Há dois anos, quando retomamos o contato com Luis [Herman Mancilla Gall], conseguimos avançar. Hoje, temos o contrato assinado e obras em andamento. A previsão é de até 20 mil empregos diretos e indiretos. Vai ser uma revolução para Sergipe, não só na área naval, mas, também, para os fornecedores que precisam se instalar ao nosso redor para manter o estaleiro funcionando”, ressaltou.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, destacou o simbolismo do projeto. “É um sonho que está virando realidade. O estaleiro Araújo fez história em Sergipe e o antigo Porto das Redes volta a ter protagonismo. O município de Santo Amaro nasceu ali, naquela área portuária. E, com a chegada da SG, passamos a ter uma estrutura própria para manutenção e descomissionamento de plataformas, o que antes só era feito no Sudeste. Isso vai dinamizar nossa economia de forma inédita”, declarou.
O prefeito de Santo Amaro das Brotas, Paulo César, celebrou a conquista e o apoio do Governo do Estado. “Hoje, Santo Amaro vive um sonho que se tornou realidade. O estaleiro vai gerar emprego e renda não só para a nossa cidade, mas para toda a região. Temos filhos de Santo Amaro espalhados pelo país, trabalhando em Macaé, por exemplo, e, agora, podemos trazê-los de volta. O município também já iniciou um processo de desapropriação de áreas para receber galpões e empresas fornecedoras que irão compor esse polo industrial”, pontuou.
A articulação começou ainda em 2007, com o ex-prefeito de Santo Amaro, Luis Herman Mancilla Gall, o ‘Chileno’, que buscava atrair investidores para o espaço. “A luta foi grande. Sergipe tem tudo para se tornar uma referência como Singapura, que tem mais de 300 estaleiros. A indústria naval é essencial para o desenvolvimento, e agora estamos dando o primeiro passo para uma nova era”, afirmou Luis.
O comandante da Capitania dos Portos de Sergipe, capitão de Fragata Luiz Felipe Lima Santos, também participou da reunião e destacou os impactos positivos do projeto para a segurança da navegação e a logística naval do estado. “Se eu puder resumir o estaleiro em uma palavra, eu diria que é um sonho. Um ativo estratégico com impactos diretos na economia, geração de empregos, fortalecimento da indústria naval e da logística. Para nós, da Marinha, é um avanço significativo: quanto mais próximo o local de vistoria e manutenção das embarcações, mais condições teremos de garantir segurança à navegação. E tudo isso precisa caminhar com sustentabilidade, que é o foco dos nossos tempos”, frisou.
Empregos e desenvolvimento
A previsão é que as primeiras operações do estaleiro comecem em 2026, com a fabricação de balsas destinadas a uma empresa de mineração do Sul do país. O investimento total será realizado ao longo de três anos.
Presente à reunião, o senador Laercio Oliveira elogiou a iniciativa. “É emocionante ver a história renascer. Estive lá pessoalmente e senti a energia do lugar. Esse projeto insere Sergipe em um novo patamar. O que o governador Fábio Mitidieri tem feito por nosso estado é uma verdadeira revolução, principalmente na área de petróleo e gás. E o setor privado está sendo muito bem acolhido aqui. Quando é bom para o investidor e para o povo, é bom para o estado”, considerou.
Além do apoio técnico e institucional, o Governo de Sergipe articula, por meio da Codise, a concessão de incentivos fiscais e locacionais pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), com o objetivo de transformar a região em um polo produtivo de referência no setor naval.
Última atualização:
12 de agosto de 2025 10:16.
Usamos cookies para personalizar conteúdos e melhorar a sua experiência. Ao navegar neste site, você concorda com a nossa Política de Cookies.