A retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), localizada em Laranjeiras, também foi pauta da reunião
O governador Fábio Mitidieri recebeu, nesta sexta-feira, 25, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, para uma reunião estratégica sobre os projetos em andamento no setor de óleo e gás em Sergipe. Durante o encontro, foram debatidos os avanços do Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), que prevê investimentos robustos na exploração de petróleo e gás em águas ultraprofundas.
Fábio destacou que a licitação das duas plataformas FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência), prevista para 30 de setembro, será um marco transformador para a economia sergipana. “Estamos falando de até 18 milhões de metros cúbicos de gás e 240 mil barris de petróleo por dia. Isso muda o patamar de Sergipe e atrai novos investimentos, gerando mais emprego, renda e oportunidades para nossa gente”, afirmou.
A diretora Sylvia dos Anjos reforçou o potencial do projeto, destacando que o adiamento da licitação por 45 dias foi um pedido do mercado, diante da grande concorrência e interesse de empresas globais. “Estamos confiantes de que a contratação será bem sucedida e, com isso, poderemos iniciar a fase de implantação com cronograma definido”, explicou.
PleitosprioritárioseretomadadaFafen
A retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), localizada em Laranjeiras, também foi pauta da reunião. A unidade é considerada estratégica tanto para o desenvolvimento regional quanto para o fortalecimento do setor agroindustrial do país por meio da produção de fertilizantes.
Outro pleito reforçado pelo Governo de Sergipe foi a inclusão do estado nas próximas etapas do programa Autonomia e Renda, da Petrobras, voltado à qualificação profissional e inclusão produtiva. O governador salientou a importância de ampliar as oportunidades para a população sergipana, especialmente nas regiões mais impactadas pelos projetos da estatal.
Descomissionamentoenovafasedaindústrianaval
A Petrobras detalhou os investimentos em curso no descomissionamento de plataformas na Bacia de Sergipe-Alagoas, que é, hoje, a segunda maior do país em volume de operações desse tipo, atrás, apenas, da Bacia de Campos. Estão previstas ações em 26 plataformas até 2029, com aporte estimado de US$ 1,7 bilhão.
Para apoiar essas atividades, chegaram recentemente ao estado a plataforma Jack Up Arabia 1 e o navio Norwind Gale, que deverão dobrar o número de trabalhadores embarcados até o fim do ano.
Ao final do encontro, o governador Fábio Mitidieri agradeceu a presença da diretora Sylvia dos Anjos e reforçou o papel de Sergipe como protagonista no novo ciclo energético nacional e a importância do estado na história da Petrobras. “Estamos prontos para liderar esse momento histórico para o Brasil e para o Nordeste. Energia é desenvolvimento, e Sergipe está no centro dessa transformação”, concluiu.
Participaram, também, da reunião o senador Alessandro Vieira e secretários estaduais envolvidos nas agendas de desenvolvimento econômico e energético.
Último dia de programação foi encerrado com destaque à retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados e contratação de plataformas do projeto Sergipe Águas Profundas
Foi encerrada, nesta sexta-feira, 25, a quarta edição do Sergipe Oil & Gas (SOG25). O dia foi marcado por discussões sobre logística offshore, qualificação profissional, produção onshore e novas demandas e disponibilidades energéticas. Também esteve em destaque a participação da Petrobras, com informações sobre os investimentos atuais e futuros em Sergipe. O evento conta com o apoio do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).
Pelo segundo ano consecutivo, o Sergipe Oil & Gas sediou o Energy Legal Talk, fórum jurídico especializado no setor energético. Neste ano, o evento reuniu advogados e especialistas do setor para discutir o descomissionamento de plataformas fixas em Sergipe.
A abertura da programação contou com a participação do secretário da Sedetec, Valmor Barbosa. “Este momento é uma conversa jurídica sobre energia. Sergipe aguarda com ansiedade a geração de renda e de ativos por meio do descomissionamento. É um tema que traz grande impacto para a economia não só do estado, mas também do Nordeste. É geração de emprego, estímulo à cadeia regional, atração de investimentos, fortalecimento dos fornecedores e tecnologia”, resumiu.
O fórum debateu aspectos como o potencial de serviços para o descomissionamento e questões fiscais, tributárias, aduaneiras e contratuais. Também foi discutida a infraestrutura local, incluindo perspectivas e desafios.
De acordo com sócio-fundador do escritório Monteiro Nascimento, que responde pela coorganização do evento, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, o evento promove a troca de conhecimentos e experiências, configurando um momento central para o setor em Sergipe. “O Energy Legal Talk reúne especialistas da indústria, representantes institucionais, operadores do Direito e pesquisadores. Propomos a discussão sobre infraestrutura e logística, obrigações regulatórias, impactos contratuais e fiscais, e os caminhos possíveis para fortalecer a cadeia de fornecedores local e a economia do estado”, pontuou.
Fafen
A programação teve a participação da consultora especial da presidência da Petrobras, Sylvia Anjos. Durante sua palestra, foi destacada a retomada das operações na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) e a contratação de plataformas FPSO. “Em relação à Fafen, recebemos diversas propostas para a retomada das operações, foram mais de seis participantes. Prevemos que ainda este ano devemos começar. Da mesma forma, a contratação das FPSOs está em andamento e teve seu adiamento pedido pelo mercado, para que as empresas se adaptem à simplificação. Mas esta é a última vez, não vamos adiar mais. Estamos voltando e queremos fazer a diferença”, destacou.
Programação
Durante a manhã, foram realizadas visitas técnicas, incluindo cinco circuitos que expuseram as operações da cadeia energética no estado. Pela tarde, entre os destaques da programação esteve a Seção Técnica ‘Estudo do mercado do biometano em Sergipe’, conduzida pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) e pela Sergipe Gás (Sergas). No Congresso SOG, os paineis envolveram instituições de ensino e empresas, que debateram temas ligados a infraestrutura e capacitação.
A Arena Temática deu lugar ao painel ‘Talentos do Futuro’, enquanto a Arena ESG pautou questões relacionadas à saúde mental. Na Arena Inovação, as discussões abordaram o ‘Mercado de Datacenters no Nordeste’, pontuando tópicos como tecnologia e viabilidade energética. O tema se conecta à realidade sergipana, já que o estado aguarda a implantação de um data center e centro de pesquisa pelo grupo Optimus Technology, cujo investimento estimado é de US$ 1 bilhão.
O palestrante Antônio Fernandes, representante do Smart Datacenter, explicou que Sergipe já possui um data center. “Novos polos energéticos demandam infraestrutura digital soberana, segurança e baixa latência regional. E é isso que o data center sergipano promove: a soberania de dados, o que significa que o nosso dado está lotado aqui, e temos poder sobre ele. É assim que podemos abrigar dados para conduzir um projeto de descomissionamento ou uma operação de gás, por exemplo”, destacou.
Por fim, a Rodada de Negócios conectou fornecedores e grandes empresas do setor, que tiveram a oportunidade de firmar parcerias estratégicas. De acordo com a organização do evento, cerca de R$ 200 milhões em negócios foram movimentados ao longo dos três dias de programação.
Sergipe Oil & Gas
O Sergipe Oil & Gas 2025 é uma realização das empresas Brainmarket e Austral, com o apoio institucional do Governo de Sergipe. Desde sua primeira edição, ainda em formato de congresso, a programação conta com parceria estratégica da Sedetec. Em 2025, segundo ano em formato multi, o público estimado foi superior a 3 mil pessoas, ultrapassando os 2,6 mil visitantes do ano anterior.
Painel reuniu especialistas e gestores públicos para discutir avanços na infraestrutura e promessas do setor em Sergipe
O segundo dia do Sergipe Oil & Gas 2025 (SOG25) foi marcado por discussões estratégicas sobre o mercado de gás natural, nesta quinta-feira, 24. Com apoio do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Sergipe Gás (Sergas), o evento acontece até esta sexta-feira, 25, no Centro de Convenções AM Malls, em Aracaju, reunindo gestores públicos, técnicos, especialistas e representantes da cadeia produtiva do setor.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, atuou como moderador do painel ‘Mercado de Gás Natural’, no qual apresentou o cenário atual do setor em Sergipe e apontou as perspectivas e ações em desenvolvimento. A consolidação do Hub de Gás em Sergipe foi um dos temas centrais de sua exposição. “O gasoduto de interligação entre o terminal de gás natural liquefeito (GNL) da Eneva à malha de transporte da TAG tem capacidade de movimentação de 14 MM metros cúbicos (m³) por dia de gás, conectando Sergipe com o sistema nacional. E mais um gasoduto está previsto para Sergipe, associado ao projeto Sergipe Águas Profundas (Seap)”, destacou Valmor.
O Hub Sergipe está localizado em Barra dos Coqueiros, município da Região Metropolitana de Aracaju, e conta com a usina Porto de Sergipe I, com capacidade de geração de 1,6 GW. Compõe a infraestrutura uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação de Gás Natural (FSRU), com capacidade de regaseificação de 21 milhões de m³ por dia.
Valmor também ressaltou a importância do ambiente regulatório para o desenvolvimento do setor no estado. “Sergipe alcançou o pódio no Ranking do Mercado Livre de Gás Natural (Relivre), mostrando o compromisso do Governo e do governador Fábio Mitidieri com o desenvolvimento do estado, promovendo um ambiente de negócios cada vez mais favorável para nosso estado”, completou.
Entre os temas abordados no painel, o diretor-presidente da Sergas, Alan Lemos, tratou das perspectivas para a interiorização do gás no estado, destacando os avanços planejados e em curso. “A Sergas está totalmente comprometida com a superação de gargalos e concretizar planos de expansão para aproveitar a grande oportunidade que é a oferta de gás que o estado terá nos próximos anos”, frisou.
Também participaram do painel representantes das empresas e instituições diretamente envolvidas com os projetos estruturantes em Sergipe. A especialista em comercialização de gás natural e GNL da empresa Eneva, Valéria Santana, abordou a importância estratégica dos terminais de GNL. “No cenário de oferta e demanda, a opção mais competitiva de incremento de flexibilidade, confiabilidade, segurança e liquidez para um mercado com oferta cada vez mais inflexível são os terminais de GNL”, resumiu.
Já o diretor da empresa TAG, Ovídio Quintana, comentou sobre o cenário promissor para o setor no estado. “Sergipe é precursor, atuando com dinamismo. A conexão à rede de transporte nacional é um marco da infraestrutura estadual e regional, criando canais de contato e oportunidades”, sublinhou.
O painel também contou com a contribuição do gerente comercial da empresa Sinergás, Pedro Santos, que trouxe à tona questões sobre o mercado automotivo. “A transição para o GNV é vantajosa tanto para a empresa quanto para o empresário e o meio ambiente. Há grandes oportunidades no setor”, evidenciou ele.
O ponto de vista da engenharia e infraestrutura foi abordado pela gestora de desenvolvimento de negócios da empresa Andrade Gutierrez, Júlia Maya, que tratou da cadeia de supridores. “O atual mercado industrial possui características próprias e precisamos dar soluções customizadas. Uma boa performance garante contratações recorrentes e parceria mútua”, defendeu.
SOG25
A programação do segundo dia do SOG25 incluiu, ainda, debates sobre o uso do gás natural na produção de fertilizantes e o potencial de desenvolvimento do mercado de descomissionamento em Sergipe. As Arenas ESG, Inovação, Comercial e de Negócios promoveram conexões entre fornecedores e empresas, refletindo sobre as tendências do setor e práticas de governança.
O Sergipe Oil & Gas 2025 é uma realização das empresas Austral e Brainmarket. A entrada é gratuita, mediante inscrição no site oficial do evento. Para conferir a programação completa, os interessados devem acessar: www.sergipeoilgas.com.br.
Evento reúne especialistas e empresas nacionais e internacionais para debater inovação, investimentos e desafios do setor energético em Sergipe
A competitividade do gás natural e o mercado de descomissionamento em Sergipe foram alguns dos temas debatidos no segundo dia do Sergipe Oil & Gas 2025, realizado nesta quinta-feira, 24, no Centro de Convenções AM Malls, em Aracaju. O evento é organizado pela quarta vez no estado, com o apoio do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). A programação reúne diversas empresas e agentes do setor de dentro e de fora do país, com o objetivo de promover um ambiente de diálogo, troca de experiências e negócios.
A grade de atividades foi iniciada com o Congresso SOG, e contou com painéis técnicos que reuniram especialistas do setor de gás natural. O debate sobre ‘Estocagem de gás natural’ teve a moderação de Adriana Queiroz, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e a participação de representantes da Origem Energia e GBS Storage, que abordaram as soluções e desafios para o armazenamento eficiente do recurso.
Em seguida, o painel ‘Competitividade do gás natural: GNL e GNC’ reuniu Márcio Félix, da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), como moderador, e especialistas da FGV Energia, Eneva e GNLink para discutir o papel estratégico do Gás Natural Liquefeito (GNL) e do Gás Natural Comprimido (GNC) na ampliação da competitividade do setor, destacando oportunidades de mercado.
O superintendente de Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) Energia, Márcio Couto, agradeceu o convite do evento e explicou a importância do processo da transição energética no cenário atual. “A transição energética representa um enorme desafio: substituir uma matriz energética estruturada majoritariamente em fontes fósseis por energias renováveis. Muitas vezes se fala em transição energética sem contextualizar a dimensão desse desafio. Substituir 100 milhões de barris de petróleo diários por fontes renováveis, que ainda não atingiram a escala e a suficiência necessárias para atender à demanda global, é um processo complexo que será inevitavelmente lento e gradual”, disse.
Os debates no Congresso SOG prosseguiram com discussões sobre a ‘Pauta regulatória para fomento da atividade em campos terrestres’ e o ‘Mercado de gás natural’, este último moderado pelo titular da Sedetec, Valmor Barbosa. Paralelamente, na Arena de Inovação, aconteceu o ‘StartUp Day’, um espaço dedicado a dar visibilidade às empresas locais que desenvolvem novas tecnologias, promovendo a conexão entre empreendedores e outros atores do ecossistema de óleo e gás. A facilitadora deste momento foi Fabíola Forza, que conduziu as atividades. Já na Arena Comercial, o assunto foi ‘Apresentações das últimas novidades em bens e serviços’. A Arena ESG, por sua vez, pautou temas como governança e fornecimento.
Outro momento importante do dia ocorreu na Seção Técnica, com o tema ‘Mercado de descomissionamento em Sergipe’. Mediado por Eduardo Aragon, da empresa Brainmarket, o debate contou com a participação de Joe Conde Jr, da SG Reparo Naval; Newton Narciso Pereira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e Carlos Castilho, da Petrobras. Os palestrantes discutiram os desafios, oportunidades e perspectivas para o descomissionamento de plataformas e infraestrutura offshore na região, destacando a importância das parcerias estratégicas para impulsionar esse segmento em crescimento no estado.
“As oportunidades já estão acontecendo. Antes da retirada da plataforma, há todo um processo de abandono, limpeza e desconexão, até que a unidade seja de fato retirada. Por isso, é importante estarmos atentos. O descomissionamento já está em andamento aqui em Sergipe. Uma unidade grande, uma PA, já chegou ao estado, e outra está prevista para chegar no final do ano para realizar os serviços de abandono de poços e preparação. Ou seja, o processo já está em curso”, afirmou o gerente geral de Projetos de Descomissionamento, Carlos Castilho.
A SG Reparo Naval está investindo no estado com a reativação do estaleiro Porto das Redes, no município de Santo Amaro das Brotas. Com um investimento estimado superior a R$ 80 milhões, o projeto será executado ao longo de três anos, com o objetivo de estruturar o espaço para operar na produção de componentes, fabricação de embarcações e reparos. A estimativa inicial aponta pelo menos mil postos de trabalho diretos já na fase de início das operações.
A revitalização e modernização do estaleiro serão fundamentais para atividades de descomissionamento e projeto Sergipe Águas Profundas. “Estamos encerrando um ciclo histórico. Se analisarmos todo o desenvolvimento da exploração de petróleo offshore no Brasil, veremos que ele começou em 1968, aqui neste estado, no campo de Guaricema. E agora, estamos fechando esse grande ciclo das águas rasas no estado”, pontuou o diretor Estratégico da SG Reparo Naval, Joe Conde Jr.
Enquanto aconteciam os debates, foi realizada uma Rodada de Negócios organizada pela Dinamus Consultoria, que contou com a participação de empresas como Carmo Energy, Eneva, Engeman, Mandacaru, Perbras, Petrobras, SBM, SLB e TAG. Esse espaço proporcionou um ambiente exclusivo para encontros entre fornecedores pré-selecionados e as principais empresas do setor no estado, facilitando a aproximação e o desenvolvimento de parcerias estratégicas.
SOG25
O Sergipe Oil & Gas 2025 é uma realização das empresas Austral e Brainmarket. A entrada é gratuita, mediante inscrição no site oficial do evento. Para conferir a programação completa, os interessados devem acessar: www.sergipeoilgas.com.br.
Revitalização e modernização do espaço serão fundamentais para atividades de descomissionamento e projeto Sergipe Águas Profundas
Visando atender às demandas da indústria naval e impulsionar o desenvolvimento regional, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (Codise) estão articulando, em parceria com a empresa SG Reparos Navais, a reativação do estaleiro Porto das Redes, localizado no município de Santo Amaro das Brotas. A recuperação do espaço representa uma oportunidade de geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva local e ampliação das atividades portuárias em Sergipe.
Historicamente multifacetado, o estaleiro reflete a evolução econômica, social e cultural da região. No século XIX, a estrutura, situada no Rio Sergipe, facilitava o escoamento de produtos como açúcar e aguardente, além de ser um ponto estratégico para o transporte de pessoas e mercadorias. Ao longo das décadas, o estaleiro passou por diferentes fases e atividades, tendo sua administração mais recente ficado a cargo da antiga empresa Araújo Engenharia.
Para o gestor da Sedetec, Valmor Barbosa, a reativação do espaço significa atração de investimentos, fomento à mão de obra e diversificação da matriz econômica. “A revitalização do estaleiro representa um momento de realização para o desenvolvimento econômico de Sergipe. Estamos promovendo uma articulação entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da parceria com a SG Reparos Navais, para transformar esse espaço histórico em um polo estratégico da indústria naval no Nordeste. O projeto resgata a relevância econômica de uma área que já foi essencial no passado”, destaca.
De acordo com a diretora da SG Reparos Navais, Vânia Lemos, a estimativa inicial aponta pelo menos mil postos de trabalho diretos já na fase de início das operações. “Com o funcionamento total da estrutura, esse número pode triplicar, considerando empregos diretos e indiretos. A expectativa é de que, em sua capacidade máxima, o empreendimento possa gerar até 20 mil empregos, impulsionado pela implantação de um terminal alfandegado e por um cais de atendimento com mais de 200 metros, capaz de operar simultaneamente até dez embarcações, a depender do porte”, pontua.
Principais atividades
Um dos principais articuladores da reativação do estaleiro é o ex-prefeito de Santo Amaro das Brotas, Luis Herman Mancilla Gall, conhecido como “Chileno”. Desde o leilão da antiga empresa em 2007, ele vem buscando investidores para retomar as atividades no local, esforço que se concretizou com a parceria firmada com a SG Reparos Navais. Chileno ressalta que a iniciativa trará impactos positivos significativos para o município e para todo o estado de Sergipe, especialmente na geração de empregos e no fortalecimento da economia local. “Essa reativação vai beneficiar diretamente a população de Santo Amaro das Brotas e de todo Sergipe, com mais oportunidades de trabalho e desenvolvimento para a região”, afirma.
O terminal de Santo Amaro das Brotas servirá para atender embarcações de pequeno porte e contará com uma estrutura logística completa. “Está sendo construído um dique seco que permitirá a realização de reparos navais. Também estão previstas obras para a construção de novas embarcações e áreas navais, além da implantação de um terminal de abastecimento, algo que ainda não existe em Sergipe. Esse projeto será uma nova oportunidade para muitos profissionais qualificados, especialmente jovens formados nas áreas de óleo e gás, que atualmente não encontram espaço para atuar na sua área de formação e acabam migrando para outras profissões”, complementa o Chileno.
Investimento e início das operações
Com um investimento estimado superior a R$ 80 milhões, o projeto será executado ao longo de três anos, com o objetivo de estruturar o estaleiro para operar em todas as suas modalidades. A perspectiva é de que as atividades tenham início já no começo do próximo ano, em janeiro de 2026, com a fabricação dos primeiros componentes no próprio local. “A primeira produção será de balsas, destinadas a uma empresa de mineração do sul do país — um verdadeiro pontapé inicial para o funcionamento do estaleiro”, informa Chileno.
Para consolidar o processo de reativação, o Governo do Estado vem prospectando empresas e investimentos que possam atuar em parceria com o estaleiro, configurando um polo produtivo em Santo Amaro das Brotas. Nesse sentido, a Codise tem estudado a oferta de incentivos através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). “Discutimos os incentivos que a Codise pode oferecer para esse grande empreendimento. O local tem potencial para se tornar, no futuro, um importante hub no setor de construção naval e no desmantelamento de plataformas, por meio do programa de descomissionamento da Petrobras. E o município, atento a essa oportunidade, já nos contatou no intuito de viabilizar apoio locacional para outras indústrias que virão a se instalar na região”, ressalta o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães.
O prefeito de Santo Amaro das Brotas, Paulo César Oliveira, enfatizou o simbolismo da retomada das operações no estaleiro. “Este é um momento histórico para Santo Amaro, pois grandes empreendimentos na área naval tendem a atrair diversas pequenas indústrias para a região. Estamos, em parceria com a Codise, trabalhando para criar um núcleo industrial que facilite a instalação dessas empresas. Além disso, essa iniciativa permitirá que a mão de obra local seja valorizada e aproveitada”, complementa.
Evento acontece nos dias 9 e 10 de julho, dando continuidade ao projeto de construção da Agenda Estratégica de Transição Energética do Estado
Em mais uma ação em prol do desenvolvimento sergipano, o Governo do Estado promove, nos dias 9 e 10 de julho, o Workshop Técnico para construção da Agenda Estratégica de Transição Energética do Estado de Sergipe. A programação é encabeçada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), em parceria com o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getulio Vargas (FGV Energia).
Além da Sedetec, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), ambos vinculados à pasta, participam do evento. As atividades serão sediadas no auditório do Complexo do Desenvolvimento Econômico de Sergipe. No dia 9, a agenda acontece das 8h30 às 12h30 e das 14h às 17h30. Já no dia 10, os trabalhos prosseguem das 9h às 12h30, pela manhã, e das 14h às 18h, pela tarde.
O evento tem como público-alvo especialistas de órgãos e instituições públicas e privadas, além de representantes da sociedade civil. O objetivo da ação é apresentar os avanços obtidos na elaboração do diagnóstico conduzido pelo grupo de pesquisadores da FGV Energia, que vem prestando consultoria à Sedetec na construção do Plano Estadual de Transição Energética desde 2024.
O estudo elaborado pela FGV Energia e pela Sedetec é dividido em documentos técnicos que expõem os principais gargalos e oportunidades da transição energética em Sergipe, além de mapear a matriz sergipana e identificar ações em curso no estado. A análise inclui especial atenção ao aproveitamento do gás natural, ao uso de fontes renováveis e tecnologias limpas, além da eficiência energética em atividades públicas e privadas. Com metodologia participativa, a construção do plano envolve representantes dos diferentes setores produtivos, guiados pelo princípio da governança e da multidisciplinaridade.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, sublinha o foco do Governo de Sergipe no desenvolvimento de políticas que aliem desenvolvimento econômico e sustentável. “A construção do Plano Estadual de Transição Energética faz com que Sergipe esteja em sintonia com as tendências globais de descarbonização e redução de impactos ambientais. Essa é uma preocupação da gestão, que sempre visualizou o crescimento econômico como algo que precisa vir junto de uma viabilidade sustentável. Sergipe é reconhecido por seu potencial e diversidade energética, e direcionar esse uso da forma mais responsável e eficaz é o nosso intuito maior”, ressalta.
De acordo com o superintendente de Pesquisa da FGV Energia, Felipe Gonçalves, o Workshop será essencial para a consolidação do projeto, servindo de preparação para as próximas etapas. “Estaremos junto a representantes da indústria, governo e da sociedade civil sergipana. O objetivo dessa reunião é apresentar a visão do projeto e, por meio de dinâmicas de grupo, capturar as percepções e demandas da população para a transição energética. Para que a agenda estratégica de transição energética do estado seja justa e sustentável, precisamos do engajamento de todos”, afirma.
Dinâmica
O Workshop dá continuidade às ações para construção da Agenda de Transição Energética, constituindo o segundo encontro de lideranças com esse propósito. O primeiro encontro, ocorrido em fevereiro de 2025, abordou o Produto 2 do estudo. Neste sentido, os participantes da reunião inicial serão grupo prioritário no Workshop, que deverá apresentar os resultados dos Produtos 3 (dashboard de indicadores) e 4 (diagnóstico de desafios e oportunidades).
Na sequência do Workshop, está prevista a realização de uma Consulta Pública, a fim de colher contribuições da sociedade. A ação deverá ocorrer no final de julho, com lançamento marcado dentro da programação do Sergipe Oil & Gas (SOG) 2025. O SOG acontece entre os dias 23 e 25 de julho no Centro de Convenções AM Malls, em Aracaju, com apoio estratégico do Governo de Sergipe via Sedetec.
Eventos discutem investimentos estratégicos, incluindo infraestrutura de transporte no setor de gás e importância de desenvolver a produção nacional de fertilizantes
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), participou de agendas em Brasília, na última segunda-feira, 30. Pela manhã, a Sedetec esteve presente no workshop ‘Fertilizantes: Cenários e Perspectivas’. Já pela tarde, a administração estadual foi representada em uma reunião de trabalho sobre ‘As Tarifas de Transporte e o Futuro Regulatório do Transporte Dutoviário no País’, promovida pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
Realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o workshop contou com diversos painéis, incluindo ‘O setor de fertilizantes no Brasil e na América Latina: Impacto do Plano Nacional de Fertilizantes e perspectivas’, ‘Investimentos em fertilizantes’, ‘Inovação na produção de fertilizantes’ e ‘Financiamento e fomento para ampliação dos investimentos em fertilizantes’. Entre as pautas de destaque esteve o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert).
Já o evento promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) contou com uma apresentação institucional sobre o processo de negociação no setor de transporte e o desenvolvimento de regras de transição. Também foram apresentados dados pela Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e pela Transportadora Associada de Gás (TAG). A Sedetec foi a única representação estadual convidada a participar do evento, que discutiu revisão tarifária e novos investimentos.
O momento foi marcado por discussões técnicas, trazendo pontos de vista de diferentes entes da cadeia produtiva, como ressalta o secretário-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes. “Temas como o futuro do transporte dutoviário e a política nacional de fertilizantes são de extrema importância para Sergipe, onde temos grande potencial de contribuição e crescimento. Estar ao lado de representantes do Governo Federal, empresas e associações nos permite defender os interesses do estado e buscar oportunidades concretas para o desenvolvimento sergipano”, afirmou.
Cenário de Sergipe
Alinhado às discussões na esfera federal, o Governo do Estado vem construindo o Plano Estadual de Fertilizantes e Biofertilizantes. O texto contém diretrizes e objetivos estratégicos voltados para a modernização e expansão da produção no estado, além de promover a eficiência no uso desses insumos e reduzir a dependência de importações. O documento demonstra o equilíbrio entre os contextos estadual e nacional, já que acompanha os indicativos do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF).
Entre os pontos do Plano estão a implantação e ampliação de plantas industriais, a promoção de sinergia entre a indústria de fertilizantes e a cadeia de gás natural, e a adequação da infraestrutura para facilitar novos empreendimentos. A normativa também enfatiza a capacitação da mão de obra local e o investimento em ciência, tecnologia e inovação, garantindo que a produção de fertilizantes e biofertilizantes seja sustentável e competitiva.
Agricultores e artesãos sergipanos ganham visibilidade e representam o fortalecimento da tradição, com iniciativa da Seasic e apoio da Sedetec, Fapitec/SE e Codise
Nesta quinta-feira, 26, a já tradicional Feira da Agricultura Familiar Itinerante foi sediada no Complexo do Desenvolvimento Econômico de Sergipe. A iniciativa é da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), e visa incentivar a produção agrícola, em especial de produtos agroecológicos e artesanato. Desta vez, a parceria ficou por conta da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise).
A agricultura familiar desempenha um papel fundamental na oferta de alimentos saudáveis para a população. Assim, a Feira se consolida como um espaço para o comércio de alimentos frescos e variados, trazidos ao acesso dos servidores públicos estaduais e da população em geral. O projeto é realizado semanalmente em repartições públicas, sempre às quintas-feiras, reafirmando o compromisso do Governo de Sergipe com a economia rural.
De acordo com o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, a parceria com a Seasic demonstra uma visão conjunta em prol do desenvolvimento de Sergipe. “A Feira da Agricultura Familiar projeta os pequenos produtores do estado, não só escoando os produtos como divulgando seu trabalho. Nada mais justo, portanto, do que atrelar essa visão tão positiva ao nosso Complexo do Desenvolvimento Econômico, que é um espaço onde pensamos políticas públicas para a projeção do que Sergipe tem de melhor do ponto de vista produtivo”, colocou.
Para o presidente da Fapitec/SE, Alex Garcez, a Feira da Agricultura Familiar é um espaço de geração de oportunidades. “Recebemos pela segunda vez no Complexo do Desenvolvimento a Feira da Agricultura Familiar. Enxergamos esta iniciativa como uma ação fundamental para fortalecer os produtores locais e incentivar a economia sustentável em em nosso estado”, afirmou.
Na visão do presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, o evento é cercado de boas expectativas entre os setores que o recebem. “Já recebemos a Feira no Complexo, e a receptividade é sempre muito boa. Isso ilustra a noção de desenvolvimento que o Governo de Sergipe vem construindo, onde o pequeno produtor e a grande indústria mantém um propósito comum em prol do nosso estado”, pontuou.
Economia em movimento
Na Feira da Agricultura Familiar, o estímulo ao empreendedorismo segue ao lado da valorização do que se produz localmente. Além de criar um canal de distribuição de alimentos, peças de artesanato e outros itens, a iniciativa reforça a importância dos saberes tradicionais sergipanos. Tal reconhecimento é percebido pelos empreendedores que participam da ação itinerante.
Participante da Feira há quase um ano, Ana Alice de Jesus Moreira é a criadora do licor ‘Delícias da Dea’ e afirma que ama participar da programação. O licor, produzido artesanalmente pela empreendedora, passa por um processo de maturação de seis meses antes de ser comercializado. “É uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho, o nosso produto, e de valorizar a riqueza e a diversidade cultural que o nosso estado tem – que é riquíssimo. O licor é uma bebida muito nossa, conhecida como o ‘vinho do Nordeste’”, disse.
Já a empreendedora Nailza Batista, produtora de mel, acredita que participar da Feira é uma oportunidade de apresentar os produtos do estado. “A gente participa de várias feiras, em diferentes órgãos do Estado, mostrando o que Sergipe tem de melhor, que são os produtos das abelhas. Eles servem para tratamentos de saúde, ajudam muito na prevenção. Principalmente neste período de inverno, quando as viroses aumentam, estamos aqui para promover saúde também”, defendeu.
Estado e Optimus alinham estratégias para atender alta demanda energética e viabilizar investimento bilionário em tecnologia e pesquisa em Sergipe
As tratativas para a implantação de um data center e de um centro de pesquisa em Sergipe seguem em ritmo acelerado. Nesta semana, equipes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) se reuniram com representantes da empresa de tecnologia Optimus Technology Group, da construtora Engemon, da LZA Engenharia e da Atiaia Renováveis para alinhar questões relacionadas à demanda energética do projeto.
O empreendimento, sediado em Sergipe, tem como objetivo posicionar a futura instalação como um hub regional, voltado ao atendimento de empresas no Brasil, nos Estados Unidos e em outros países da América Latina. O projeto prevê um investimento estimado em US$ 1 bilhão (mais de R$ 5,5 bilhões), o maior já realizado pela companhia na América Latina.
Para a implantação do data center e do centro de pesquisa, é necessária uma demanda inicial de 80 megawatts. No entanto, em um prazo de oito anos, a expectativa é alcançar até dois gigawatts. Para suprir toda essa demanda, a Optimus está buscando, com o apoio de gestores estaduais, soluções alternativas para fornecimento de energia, incluindo opções baseadas em gás.
“O Governo tem nos apoiado junto à Eneva, porque a Eneva é uma empresa parceira do Estado. Eles têm nos fornecido a possibilidade de atingir os dois gigas que a gente precisa. Estivemos com eles nos últimos dias, e estamos em uma fase de alinhamento de cenários, e custos”, afirmou o diretor Brasil da Optimus, Bruno Macedo Bueno Filho.
O titular da Sedetec, Valmor Barbosa, reafirmou o interesse do Estado na celeridade do projeto. “A Sedetec está de portas abertas para auxiliar no que for necessário, atendendo às demandas da empresa para a implantação do empreendimento. Estamos muito entusiasmados com a magnitude desse investimento em Sergipe e prontos para contribuir, para que o data center e o centro de pesquisa sejam uma realidade”, detalhou.
A Optimus deverá se tornar a empresa pioneira para o credenciamento e operacionalização da Companhia Administradora da Zona de Processamento de Exportação do Estado de Sergipe (CAZPE). “As negociações para a implantação do data center e do centro de pesquisa em Sergipe estão avançando rapidamente, reforçando o compromisso do Estado com projetos de grande impacto econômico e tecnológico. Sabemos da complexidade da demanda energética, e por isso estamos engajados em buscar soluções para garantir o fornecimento necessário”, disse o diretor-presidente da CAZPE e diretor de Novos Negócios da Codise, Gibran Ramos.
O diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, afirmou que a expectativa é que a implantação aconteça nas imediações do Terminal Marítimo Inácio Barbosa. “É em uma área que está em estudo, localizada em Nossa Senhora do Socorro. O apoio conjunto do governo é fundamental para que o projeto se concretize com agilidade, gerando oportunidades inovadoras para a população sergipana”, pontuou.
Também estiveram presentes aos debates o secretário-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes; Reinaldo Kazuo Nakamitsu, da Construtora Engemon; Ricardo Massao Ishihara, da Projetos de Engenharia LZA; Ivan Nord, responsável de Novos Negócios da Atiaia Renováveis; José Renato Delgado, diretor técnico da Trizsun Energia; e José Marlon Serafim, diretor-executivo da Trizsun Energia.
Operação da Optimus
As tratativas para implantação da Optimus em Sergipe vêm ocorrendo desde fevereiro deste ano, culminando na assinatura do protocolo de intenções entre a empresa e o Governo do Estado em 13 de março. A Optimus Technology Group é uma consultoria de tecnologia especializada em otimização, virtualização e segurança de data centers. A empresa é a única representante da tecnologia XECO, com exclusividade no Brasil, e atua nos Estados Unidos e em países da Europa, Ásia e Oceania.
Obra tem investimento mais de R$ 1 milhão e promete gerar crescimento sustentável na região; primeira etapa contempla gasoduto ligado ao parque da Maratá
Em mais um momento histórico, o Governo de Sergipe deu início, nesta quarta-feira, 4, à operação de fornecimento de gás natural no município de Lagarto, no centro-sul sergipano. A iniciativa é um importante passo em direção ao desenvolvimento sustentável e à modernização da infraestrutura energética do estado. Com investimento de R$ 1.159.851,87, a obra contempla a instalação de um gasoduto na Estrada para o Jardim Campo que, inicialmente, ligará a estação de descompressão ao parque industrial da Maratá, empresa âncora do projeto.
Serão fornecidos, a princípio, 10 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Foi construída uma estação de descompressão que receberá o gás das empresas Logás e Petrobahia, vencedoras do chamamento público. O fornecimento será feito por meio do modal Gás Natural Comprimido (GNC), transportado por caminhões, algo inédito em Sergipe. O gás chegará comprimido ao município, onde será descomprimido e injetado na rede que abastecerá diretamente a unidade industrial.
O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, destacou que a operação significa a interiorização das políticas públicas de geração de emprego, renda e oportunidades, através de uma ação concreta do Estado, que é a expansão da política de gás para a cidade de Lagarto. “Esta é uma cidade pujante, das mais importantes economicamente em Sergipe. Nessa primeira fase, o investimento é de, aproximadamente, R$ 1,2 milhão. Serão 10 mil metros cúbicos/dia, atendendo como empresa âncora a Maratá, mas, na segunda fase, também chegará para hospitais, postos de gasolina, comércio em geral. A expansão do gás possibilita que a gente industrialize o interior, gerando mais oportunidades”, ressalta.
Com a chegada do gás natural, o município do centro-sul sergipano se posiciona como uma cidade promissora no cenário energético, pronta para atrair novos empreendimentos e oferecer melhores condições à população.
“Esse é um sonho muito antigo do grupo Maratá. O gás natural é um insumo que depende de viabilidade, precisa ter demanda e volume para poder se firmar. E, com o volume que a Maratá possui, podemos dar início a essa primeira fase, para, em seguida, interligar a outros empreendimentos. Lagarto é uma cidade de crescimento muito grande, e a tendência é que esses gasodutos, em breve, sejam construídos. É muito importante para nós, e, hoje, celebramos essa realidade”, pontua o secretário de Estado do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa.
Além da indústria Maratá, setores como hospitais, postos de combustíveis, estabelecimentos comerciais, condomínios residenciais e novos empreendimentos, poderão ser beneficiados nas próximas fases da expansão. Já está prevista a instalação de Gás Natural Veicular (GNV) para o Auto Posto Aliança em uma segunda fase da obra.
“O gás natural é uma base de energia sustentável, limpa. Após 25 anos de Lagarto tentando atrair a vinda do gás, hoje isso se realiza no governo Fábio Mitidieri. Parece um ato simples, mas é um novo marco na história do centro sul de Sergipe. Lagarto perdeu muitos investimentos nos últimos 20 anos por falta desse gás, e agora a região vai poder surfar essa onda futura com o novo marco do gás em Sergipe”, salienta o diretor executivo do grupo Maratá, Frank Vieira.
Desenvolvimento do centro-sul
O início da operação de fornecimento de gás natural em Lagarto representa mais um impulso na expansão do gás natural e no desenvolvimento, especialmente no centro-sul do estado. Com um investimento previsto de R$ 28,4 milhões para 2025, a Sergipe Gás S/A (Sergas) aposta na interiorização e expansão da rede, incluindo melhorias nas estações e novas conexões inicialmente para indústrias e postos de combustível.
Para a prefeita em exercício de Lagarto, Suely Menezes, a chegada do gás natural é um novo passo ao crescimento sustentável do município. “Hoje é um dia que simboliza avanço, transformação e novas possibilidades para o presente e o futuro da nossa cidade. Esse momento representa o fortalecimento da nossa economia, o incentivo à industrialização e a abertura de porta para novos investimentos e empreendimentos. Obrigada ao Governo do Estado por investir no desenvolvimento sustentável e industrial da nossa terra”, frisa.
A tendência é que o serviço seja expandido futuramente para comércio e residências. Desde o início de 2024, já são 4.165 unidades que passaram a utilizar o gás natural canalizado fornecido pela Sergas em todo o estado, entre condomínios residenciais, indústrias e comércios, totalizando um investimento de R$ 8,3 milhões em obras de expansão e ligação.
Tal visão foi destacada pelo presidente da Sergás, Alan Lemos. “Esse é um marco do desenvolvimento e da rede de gás em Sergipe. Durante muito tempo, os investimentos da Sergás não se ampliaram para novos municípios. E, hoje, com essa estação de descompressão, o gasoduto ligado à indústria Maratá que é a âncora do sistema, e a possibilidade, já a partir do segundo semestre, de estender essa rede para posto revendedor de combustível com GNV e também para a cidade de Lagarto, cria uma situação de ambiente muito propício ao desenvolvimento da cidade. Desse modo, a gente consegue trazer as condições efetivas de sustentabilidade, promovendo o desenvolvimento e cumprindo a função do Estado”, afirma.
Outros avanços também estão previstos nos municípios de Umbaúba, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, com projetos a serem iniciados. Desta forma a gestão estadual reforça seu compromisso com o desenvolvimento econômico e ambiental, consolidando a Sergas com uma empresa de destaque no segmento energético em Sergipe.
Dentro do desenvolvimento do gás, está a projeção de uma “rota verde”, com caminhões sendo abastecidos pelo combustível mais sustentável. A empresa Logás, uma das vencedoras do chamamento público, disponibilizou na solenidade um dos caminhões e mostrou o planejamento. “Esse é um projeto pioneiro, o primeiro no estado de interiorização de gás. Também acreditamos no uso desse gás para o abastecimento de frotas rodoviárias. Com esse gás, o impacto econômico para os frentistas é de 10 a 15% a menos. Assim, podemos expandir o que chamamos de rotas verdes por Sergipe”, explica o presidente do Conselho da Macaw Energies (dona da empresa Logás), Eduardo Antonello.
O governador Fábio Mitidieri reforçou a necessidade da expansão do gás pelo estado. “A ideia é expandir e interiorizar o serviço de gás, levar oportunidades para várias cidades de Sergipe. Quando você tem o gás na porta, a indústria vem atrás, e Sergipe é um dos maiores produtores de gás do Brasil. A gente tem que aproveitar esse momento para expandir o gás e fazer com que a indústria também desperte o seu interesse de ir para o interior de Sergipe”, completa.
Última atualização:
26 de junho de 2025 11:44.
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