Sedetec recebe novo presidente da Celse

Durante o encontro, além de apresentar, conhecer as equipes e estreitar os relacionamentos, vários assuntos foram abordados, inclusive sobre a produção da UTE Porto de Sergipe l, em atendimento à ordem de despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)

Na manhã desta segunda-feira (5), o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia  de Sergipe, José Augusto Pereira de Carvalho, recebeu o novo presidente das Centrais Elétricas de Sergipe (Celse), Glauco Maximiano de Campos. Acompanhado do superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, e dos presidentes da Codise, José Matos, e do SergipeTec, Eduardo Prado Melo, o gestor pode dialogar com o novo diretor da empresa sobre os projetos e as perspectivas da Celse para o futuro. A reunião contou ainda com a presença da gerente regulatória da empresa, Cristiane Araújo.

Durante o encontro, além de apresentar, conhecer as equipes e estreitar os relacionamentos, vários assuntos foram abordados, inclusive sobre a produção da UTE Porto de Sergipe l, em atendimento à ordem de despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Novos planos também foram discutidos, como a interiorização do Gás Natural Liquefeito (GNL), a conexão do terminal de GNL da Celse à malha de transporte, além de projetos de térmicas para os novos leilões.

De acordo com Marcelo Menezes, foi uma reunião produtiva e visionária para todos. “Colocamo-nos à disposição para novos contatos e para mantermos a parceria que o Estado e a Celse sempre tiveram no desenvolvimento da Termoelétrica Porto de Sergipe I, visando a implantação dos demais projetos em fase de estudo”, explicou.

Sedetec e vinculadas discutem resultados e metas do Planejamento Estratégico

Visando aprimorar a gestão de suas práticas e processos, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) promoveu uma reunião para apresentar os resultados setoriais do Planejamento Estratégico do Governo de Sergipe, no biênio 2019-2020. As informações dizem respeito ao sistema Sedetec, que compreende a pasta, outras cinco entidades vinculadas e o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). Além do diagnóstico dos dois anos, foram pactuadas metas para o biênio 2021-2022.

Além da Sedetec, o Planejamento Estratégico envolve a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), a Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese), o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e a Sergipe Gás S/A (Sergás) e o SergipeTec. A reunião contou com representantes de todos os órgãos, que avaliaram dados e alinharam objetivos.

O ponto principal do Plano Estratégico, que abrange tanto o biênio 2019-2020 quanto 2021-2022, é a retomada do desenvolvimento econômico em Sergipe. Segundo o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, a discussão do Planejamento Estratégico é fundamental para o funcionamento harmônico entre as entidades que integram a administração estadual.

“Debatendo as métricas e propostas setoriais, colaboramos para que o conjunto das organizações que formam o Governo de Sergipe se mantenha coeso e equilibrado. Por isso, observamos as ações de cada período para estabelecer correlações com as metas futuras, buscando alcançá-las com o máximo de eficácia”, explica.

Avaliação
De acordo com o assessor de Planejamento da Sedetec, Maurício Nascimento, “analisar criticamente os resultados alcançados foi de fundamental importância para a reavaliação das estratégias aplicadas até então, bem como reorientar as equipes e redobrar esforços na perseguição dos objetivos e das metas estabelecidas”, afirma.

Para a Competência de 2019, a captação das informações foi realizada entre janeiro e 18 fevereiro de 2020 por meio de oficinas específicas em cada órgão. Nessas oficinas, foram obtidos dados a respeito de cada indicador que compõem a parcela do plano atribuída ao órgão em questão. Para a competência de 2020, a coleta das informações foi realizada entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021.

Porto de Sergipe fará grande exportação de milho nos próximos meses

A VLI Logística, empresa que administra o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), na Barra dos Coqueiros, anunciou que entre os meses de junho e julho fará uma grande exportação de grãos de milho. Ao todo, 60 mil toneladas, provenientes de lavouras baianas, devem embarcar por meio do terminal de Sergipe, representando a primeira exportação do grão já registrada no Porto. 

Em reunião realizada em abril, junto ao Governo do Estado, a empresa anunciou que o número de cargas tem sido crescente desde 2018. Já em maio, a VLI divulgou a retomada do embarque de grãos e derivados via Sergipe com o escoamento de 90 mil toneladas de farelo de soja para o exterior.

De acordo com a empresa, com o novo fluxo, a VLI dá mais um passo na consolidação do TMIB como porta de escoamento para o agronegócio brasileiro. Este movimento atende a uma demanda crescente dos produtores do setor, sobretudo nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. 

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico,  da Ciência e Tecnologia,  José Augusto Carvalho,  o Estado recebe com muito otimismo o anúncio da nova carga e espera que cresça, cada vez mais, o número de exportações por Sergipe. “Temos,  junto à Secretaria da Fazenda e a Codise, dialogado rotineiramente com a direção da VLI e com empresas sergipanas para que o Porto de Sergipe se torne um grande exportador”, informa o secretário. 

TMIB
Com estrutura organizada para atender a diversos setores produtivos, o TMIB vem se distinguindo pela operação de cargas de insumos siderúrgicos. Materiais como minério de ferro, cobre e manganês, além de cimento e fertilizantes, são alguns dos produtos transportados no terminal. Apenas em 2020, mais de 760 mil toneladas foram movimentados no TMIB, que conta com terminais de transbordo e armazéns conectados.

Governo apresenta potencialidades de Sergipe no Fórum de Investimentos Brasil

Evento internacional discute atração de investimentos para país e acontece de forma online

Apresentando Sergipe como potencial parceiro e sede de negócios a empresas de todo o mundo, o Governo do Estado participou do Fórum de Investimentos Brasil 2021, realizado nesta segunda (31) e terça-feira (01). Promovido em modalidade online neste ano, o evento é organizado pela Apex-Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Governo Federal, sendo considerado o maior do segmento na América Latina. A programação visa destacar as oportunidades econômicas oferecidas pelo país em setores estratégicos.

O Governo de Sergipe esteve presente durante todo o evento em um stand virtual, mantendo uma equipe de plantão para fornecer informações e tirar dúvidas sobre o cenário sergipano de negócios. O grupo foi integrado por gestores, técnicos e especialistas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise).

Durante a sessão reservada aos estados brasileiros, foram destacados os pontos fortes de Sergipe como atrativo para novos empreendimentos. O potencial energético do Estado esteve entre os aspectos lembrados, em especial na produção de gás natural. A modernidade regulatória deste setor, a presença do primeiro terminal privado de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Brasil, e a descoberta de campos de exploração de petróleo e gás em águas profundas da costa, foram expostos como elementos favoráveis aos investimentos.

O secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, ressaltou também a posição estratégica do Estado no mercado de fertilizantes. “O gás sergipano pode ser explorado não só do ponto de vista energético, mas na fabricação de fertilizantes nitrogenados, vidros, cerâmicas e cimentos. Além disso, temos o privilégio de ser o único produtor de potássio do país. Isso faz com que Sergipe entre com dois componentes fundamentais da produção de fertilizantes, atividade fundamental para a agricultura”, apontou.

O superintendente-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, sublinhou a receptividade do estado e a facilidade no acesso às esferas de decisão. “Sergipe está de braços abertos aguardando a visita dos empresários que queiram melhor conhecer as oportunidades que temos aqui no Estado, como a oferta do gás abundante, a consolidação de um novo pólo de fertilizantes e inúmeras outras atividades industriais”, afirmou.

Fórum

Iniciado em 2017, o Fórum de Investimentos Brasil chega a sua quarta edição. Somente em 2019, o evento reuniu mais de 1,6 mil participantes, com 58 países representados e 37 setores da economia contemplados. Em 2021, o evento conta com a participação de autoridades governamentais, executivos, acadêmicos e imprensa, pautando temas ligados ao agronegócio, energia, infraestrutura, inovação, saúde e tecnologia, entre outros. A programação é composta por paineis, sala de apresentação de projetos e canais de networking.

IPTI encerra nova turma de formação empreendedora para adolescentes

O Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI) celebrou neste mês de maio o encerramento da segunda turma da tecnologia social Oficina de Negócios (ON). O projeto oferece uma formação empreendedora a crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos, tendo como pilares o empreendedorismo, a inteligência emocional e a educação financeira. O IPTI conta com o suporte do Governo de Sergipe, sendo vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

Com duração de seis semanas, a Oficina de Negócios busca a proposição de soluções para problemas reais da comunidade de Santa Luzia do Itanhy. As aulas são construídas a partir de dinâmicas e ferramentas de utilização global, incluindo testes e validação de ideias de negócios. Ao fim dos trabalhos, os participantes apresentaram um “pitch” como forma de sintetizar e expor todo o conhecimento e experiência adquiridos ao longo do curso.

Cada pitch teve duração de três minutos, durante os quais os participantes expuseram e defenderam suas ideias de negócio. Com propostas que foram desde a criação de um canal de games no YouTube, até a fundação de uma empresa de marketing voltada a comerciantes locais, os projetos demonstraram a diversidade e criatividade da nova turma.

Assim como as aulas, a apresentação ocorreu de forma remota. Para avaliar os projetos, quatro especialistas foram convidados com o propósito de atribuir notas e tecer comentários. A avaliação seguiu critérios como grau de inovação e impacto social, tendo como objetivo reconhecer os pontos de melhoria e os aspectos de destaque de cada proposta.

A Oficina de Negócios teve sua primeira turma formada em março deste ano, também por meio de ensino híbrido. A tecnologia social vem sendo conduzida pelo IPTI em parceria com a XP Investimentos, articulando o apoio da iniciativa privada em prol do desenvolvimento de ferramentas e práticas que repercutam local e globalmente.

Fábrica de Fertilizantes Heringer retomará as atividades em Sergipe

A empresa, localizada em Rosário do Catete, pretende gerar mais de 200 empregos diretos e indiretos no estado 

Instalada em Sergipe há 16 anos, a Fábrica de Fertilizantes Heringer prepara-se para reativar as atividades no estado no mês de julho. A empresa, que tem um longo histórico de investimento e participação no setor agrícola brasileiro e é conhecida por ser uma das maiores em atividade, possui uma unidade em Rosário do Catete e encontra-se em processo de recuperação judicial. A unidade retoma a produção após a divulgação dos resultados positivos das demais plantas da empresa no país no 1º trimestre.

Em 2018 a Companhia foi afetada por diversos fatores que vieram a prejudicar o andamento de sua produção, como a desvalorização cambial, o aumento dos preços das matérias primas no mercado internacional e alta dos custos logísticos. No ano seguinte, a Heringer preparou um plano de recuperação judicial com o intuito de reestruturar seu passivo, levantar o capital de giro e saldar os débitos com seus credores.

Dois anos depois, a empresa conseguiu gerar lucratividade e iniciou o processo de reativação de suas unidades. Segundo o Gerente Regional da Heringer, João Paulo Masculi, os bons resultados, desde a reestruturação da empresa, têm sido peças-chave para o retorno da Companhia em Sergipe. “Estamos bem esperançosos. A empresa está voltando a expandir o negócio e como Rosário do Catete é uma das principais filiais nessa retomada, decidimos reabrir a unidade”, informa.

O gerente da Heringer em Sergipe, Tiê Prata, afirma que um dos fatores definitivos para a reabertura da unidade no estado é o crescimento do mercado de fertilizantes na região. “Nossa unidade conta com uma boa estrutura e estamos muito bem localizados em relação à logística, afinal estamos próximos ao Porto de Sergipe e produtores de matérias-primas como a Uréia, Cloreto de Potássio e Sulfato de Amônio”, destaca.

Outro fator importante para a reabertura são os benefícios fiscais concedidos à empresa por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), política de desenvolvimento econômico oferecida pelo Governo do Estado de Sergipe. A Heringer recebeu benefício fiscal com um prazo que vai até dezembro de 2028.

“O PSDI é essencial e foi um dos fatores levados em consideração na nossa retomada. O apoio do Governo através dos benefícios ofertados pelo Programa foi de suma importância. O mercado de Sergipe é bom, mas ainda é pequeno dentro do todo. Então temos que atingir outros mercados e o PSDI viabiliza a redução do ICMS para fora do estado. Sempre tivemos portas abertas no Governo de Sergipe”, ressalta João Paulo.

Visita técnica

Na última semana, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho, o diretor-presidente da Codise, José Matos e técnicos da Companhia visitaram as instalações da Heringer Fertilizantes, em Rosário do Catete. Em reunião, foram destacados os rumos que o mercado de fertilizantes tem tomado e as melhorias na produção agrícola do estado.

“Sergipe tem despontado como um promissor polo de fertilizantes, e a retomada da Heringer compactua ainda mais com este momento”, informa José Augusto Carvalho. Já José Matos, frisa que o Governo está muito satisfeito com a reabertura da Heringer em Sergipe. “Será mais um grande parceiro nessa retomada econômica do estado. Sabemos da competência de todos os profissionais envolvidos na empresa e o que precisarem de auxílio do governo nesse retorno gradual, estaremos à disposição”, finaliza.

Governo de Sergipe e Embaixada do Brasil no Marrocos promovem reunião com empresa do ramo de fertilizantes

Reunião virtual contou com a presença da diretoria da Unigel e focou na atração de investimentos para o Estado

Com o objetivo de fortalecer as relações do estado em busca da consolidação de liderança no mercado de fertilizantes, o Governo de Sergipe participou nesta sexta-feira (21) de uma videoconferência juntamente com a Embaixada do Brasil no Marrocos e as empresas OCP e Unigel. Estabelecendo contatos iniciais com o intuito de atrair investimentos, a equipe do governo esteve representada por gestores e técnicos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), além dos parceiros do escritório Machado Meyer e da consultoria Mastersenso.

O Marrocos é uma das maiores potências mundiais no setor de mineração de fosfato, processamento de ácido fosfórico e fabricação industrial de fertilizantes fosfatados. Com o suporte da Embaixada, o Governo do Estado vem estreitando o diálogo junto à empresa estatal marroquina OCP, que detém o direito exclusivo à mineração de rocha de fosfato em seu país e vem ampliando sua presença no Brasil. O grupo Unigel, responsável pela recente reativação da fábrica de fertilizantes de Laranjeiras (antiga Fafen), vem participando das tratativas e visa estabelecer vínculos comerciais com a companhia.

A videoconferência acontece dias após o anúncio do projeto de desenvolvimento do Polo de Fertilizantes de Sergipe. A reunião acompanha, ainda, o contexto de construção do Plano Nacional de Fertilizantes, atualmente em andamento, sob a condução de um grupo de trabalho interministerial. Ambos os esforços confluem para o objetivo de reduzir a dependência do agronegócio brasileiro em relação aos fertilizantes importados. 

O embaixador do Brasil no Marrocos, Julio Glinternick Bitelli, demonstrou otimismo diante das perspectivas de colaboração institucional e comercial entre Sergipe e Marrocos. “Estamos absolutamente confiantes nessa parceria. Agradecemos à OCP e ao Governo de Sergipe, que desde o começo mostrou grande entusiasmo no projeto”, destacou durante a abertura da conferência.

O superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, pontuou as potencialidades do estado no ramo de fertilizantes. “Sergipe possui diferenciais por já ter uma planta de amônia e ureia, e um projeto de produção de potássio em funcionamento, além da existência de um terminal de GNL, da oferta de gás offshore abundante e da posição geográfica privilegiada para atendimento de regiões com grande consumo de fertilizantes. Esses elementos possibilitarão a consolidação do polo de fertilizantes de Sergipe”, afirmou Marcelo, cuja fala antecedeu a exposição técnica do consultor da Mastersenso, Alan Hiltner.

O vice-presidente Brasil da OCP, Fahd Benkirane, assim como outros representantes da companhia, fez comentários e perguntas a respeito da explanação e manifestou interesse sobre as oportunidades oferecidas pelo estado. “A OCP agradece ao estado de Sergipe, à Unigel e à equipe da Embaixada do Brasil no Marrocos. Estamos animados pelo potencial desse projeto e gostaríamos de levá-lo às próximas etapas para reunir mais detalhes”, pontuou.

Já o CEO da Unigel, Roberto Noronha, demonstrou o interesse da companhia na parceria para desenvolvimento de novos negócios no Estado, e enfatizou o apoio da administração estadual na retomada das operações da fábrica de fertilizantes, hoje denominada Unigel Agro SE. “O Governo de Sergipe tem sido de muito auxílio para que tenhamos conseguido iniciar as operações no estado, e esse deve ser nosso testemunho para a OCP”, sublinhou.

A continuidade dos diálogos foi um dos encaminhamentos da reunião, assim como a programação de eventuais visitas de campo. A conferência contou com a participação e contribuição do secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, e do consultor da Machado Meyer, Diogo Teixeira, que também realizaram intervenções. Participaram ainda outros representantes da OCP, da Embaixada do Brasil do Marrocos e da Unigel.

OCP

A OCP (Office Chérifien des Phosphates) é uma empresa de economia mista com 95% de capital estatal, que atua na produção de fertilizantes fosfatados em complexos industriais modernos e integrados a zonas de mineração. A companhia é considerada uma das maiores do Marrocos, em termos absolutos. A empresa vem afirmando sua intenção de estabelecer acordos estratégicos com o Brasil, visando materializar investimentos na produção de fertilizantes fosfatados com nitrogênio e amônia, a partir de plantas industriais nacionais.

Unigel destaca recontratação de funcionários em retomada da fábrica de fertilizantes

CEO da empresa, Roberto Noronha, ressaltou apoio do Governo na retomada da unidade sergipana 

O reinício da produção e venda de fertilizantes da Unigel Agro SE (antiga Fafen) vem sendo comemorado por todo o setor produtivo sergipano, que, entre outros aspectos, celebra a inserção e recolocação de trabalhadores no mercado. Em entrevista concedida ao Bom Dia Sergipe na terça-feira (11), o CEO da companhia, Roberto Noronha, confirmou a recontratação de grande parte dos antigos funcionários, bem como ressaltou o número atual de postos permanentes gerados pela empresa.

“Durante a fase de manutenção, chegamos a ter 1.500 funcionários. Hoje geramos 500 empregos, além da geração de impostos. Acho importante comentar que tudo isso só foi possível graças ao grande esforço do Governo de Sergipe na pessoa do governador Belivaldo Chagas; dos secretários da Fazenda, Marco Antônio Queiroz, e do Desenvolvimento Econômico, José Augusto Carvalho, assim como do superintendente-executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes. O governo estadual nos apoiou bastante e, com isso, conseguimos nos tornar, no Brasil, o único produtor de ureia, que é um insumo fundamental para a agricultura brasileira”, afirmou Roberto Noronha.

A incorporação da mão de obra mantida pelas fábricas de fertilizantes de Sergipe e da Bahia antes de suas hibernações, em 2019, foi mais uma das pautas abordadas ao longo da entrevista. “Conseguimos aproveitar boa parte das pessoas que tinham saído no fechamento. Demos prioridade àqueles que eram da região e que já tinham alguma experiência prévia. Conversamos com os prefeitos das cidades circunvizinhas, e todos pediram prioridade em relação às comunidades locais. A felicidade dessas comunidades, da sociedade e nossa de poder absorver essas pessoas foi imensa, e nos deixou muito comovidos”, enfatizou o CEO.

Atualmente, a unidade produz ureia e amônia, e tem capacidade de produção anual de 650 mil toneladas de ureia, 450 mil toneladas de amônia e 320 mil toneladas de sulfato de amônio. Para o governador Belivaldo Chagas a retomada da antiga Fafen é motivo de muita alegria. Ele lembra o compromisso do Governo de Sergipe para a continuidade das operações, em esforços que envolveram a gestão estadual e municipais, além de deputados da bancada sergipana. “A atuação da Unigel vem situando Sergipe como um expoente nacional da produção de fertilizantes. É uma grande satisfação ver a nossa fábrica em atividade novamente e saber das boas perspectivas que ela trará aos sergipanos. O Governo de Sergipe continuará colaborando para que essa trajetória proporcione cada vez mais bons resultados”, declarou.

Perspectivas

O representante da Unigel também salientou o papel da unidade sergipana no contexto de vulnerabilidade brasileira frente à importação de fertilizantes. Segundo Roberto Noronha, entre as quatro maiores potências do agronegócio no mundo, apenas o Brasil depende da produção externa de fertilizantes em mais de 70%. “Com a reativação das fábricas em Sergipe e na Bahia, estaremos produzindo entre 15% e 20% da demanda nacional, reduzindo nessa mesma proporção a dependência brasileira”, pontuou.

O CEO apresentou ainda as expectativas da companhia para o próximo período. “Nossa visão é de que a gente consiga consolidar a operação das unidades de Sergipe e da Bahia. Estamos falando aqui de quase 1,2 milhão de toneladas de ureia por ano, além de quase 700 mil toneladas, por ano, de sulfato de amônio e mais quase um milhão de toneladas de amônia. São volumes grandes, importantes para o país. Queremos seguir crescendo com esse negócio, sempre em parceria com nossos clientes, com um produto disponível e competitivo”, finalizou.

*Fotos: Arthuro Paganini/Governo de Sergipe

VLI apresenta nova diretoria do Porto de Sergipe ao Governo do Estado

Na manhã desta terça-feira (04), representantes da VLI Logística,  responsável pela gestão do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), visitaram a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec) para apresentar os novos gestores. A partir de agora, assume o posto de gerente geral de Pólos no Nordeste, o administrador André Quirino, e como gerente do TMIB, o engenheiro Rodmilton Oliveira. Os novos gestores foram apresentados por, Elias Rezende, relações institucionais da VLI, e recepcionados pelos secretário José Augusto Carvalho,  pelo diretor-presidente da Codise, José Matos, e pelo superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes.

Durante o encontro, os representantes do Governo do Estado deram boas vindas aos novos membros da empresa em Sergipe e reforçaram a importância de firmar novas parcerias para o aumento das operações do Porto de Sergipe, além disso, se colocaram à disposição mais uma vez, para promover o diálogo entre potenciais parceiros e a empresa de logística. 

As novas operações que estão chegando ao TMIB também foram pauta da reunião, com ênfase para o início de importações através de containers, na forma de DTA, com o propósito de criar volume para que se tenha navios operando diretamente no terminal de Sergipe. “Temos perspectivas de grandes investimentos nos próximos anos em Sergipe, principalmente com o início das operações em águas profundas da Petrobras e da ExxonMobil, que deve acontecer em breve. Por isso, temos buscado nos movimentar para garantir que a logística possa ocorrer através do TMIB”, informou o secretário José Augusto Carvalho. 

Os novos diretores informaram que já tinham conhecimento de alguns pontos destacados pelos representantes do Estado e que chegam para contribuir ainda mais com o desenvolvimento do TMIB e da economia em Sergipe. “Queremos somar e colaborar para que o TMIB siga a crescente que tem tido, sempre colaborando para o desenvolvimento do Estado de Sergipe”, afirmou André Quirino.

Por fim, a VLI informou que iniciará no mês de junho uma dragagem na área portuária com o propósito de recuperar o calado do projeto, facilitando as operações com embarcações um pouco maiores.

Sergipe participa do Grupo Técnico para desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes

Reunião contou com a presença de ex-ministros do Ministério da Agricultura e técnicos da área.

O potencial de Sergipe no mercado brasileiro de fertilizantes foi um dos temas abordados em reunião do Grupo Técnico Interministerial para desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes, ocorrida na tarde desta quarta-feira (28). Representando o Governo de Sergipe, o superintendente executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes, apresentou as contribuições do estado para a construção da política nacional, enfatizando aspectos técnicos e econômicos.

Liderando o grupo de trabalho, o titular da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) do Governo Federal, Almirante Flávio Rocha, destacou a necessidade de ações integradas na busca pela redução da dependência brasileira em relação ao mercado externo para fornecimento de fertilizantes. “Estamos lado a lado com os diversos ministérios e instituições nesta importante fase, que é o diagnóstico de um tema desafiador. É momento de ouvir os agentes externos que estão no front do agronegócio para que possamos construir o Plano Nacional de Fertilizantes”, pontuou.

Durante sua explanação, o superintendente da Sedetec enfatizou a existência de um cenário promissor em Sergipe para os fertilizantes, a começar por sua localização geográfica estratégica, pela existência de reservas expressivas de potássio e pelas medidas estaduais de defesa dos interesses desse segmento industrial. 

Entre as ações do Governo do Estado, foi salientada a política de incentivo ao consumo do gás natural, insumo basilar para a produção de fertilizantes nitrogenados. Nesse sentido, foram mencionadas iniciativas como a redução e isenção do ICMS do gás natural para grandes consumidores, e as revisões regulatórias que permitiram a criação da figura do consumidor livre, tendo a Unigel Agro SE se tornado a primeira indústria a configurar tal status no estado. O grupo é responsável pelas recém retomadas atividades da antiga Fafen/SE, única fábrica produtora de amônia e ureia em funcionamento no Brasil.

“Acreditamos que o gás deverá ser o caminho de viabilização da produção. Por isso, precisamos ter um gás competitivo, enfrentar os diversos tributos e estimular a competição entre supridores”, afirmou Marcelo Menezes, ressaltando as perspectivas próximas de exploração de gás natural no litoral sergipano, por meio da Petrobras e do consórcio Enauta/Murphy Oil/ExxonMobil. Foram citadas, ainda, as expectativas sobre a interligação da malha de transporte ao terminal GNL da Celse, facilitando o escoamento do volume de gás disponível no estado.

Integrando a participação do Governo de Sergipe, o consultor Alan Hiltner (Mastersenso) apresentou aspectos técnicos relacionados à construção do Pólo de Fertilizantes de Sergipe. “Propusemos a constituição de um pólo para misturadores, fabricantes de aditivos e outras empresas, tendo um fundo de investimento subsidiado em project-finance. Com isso, devemos minimizar os riscos e viabilizar investimentos, ampliando condições de ofertas para termos fertilizantes competitivos”, explicou.

Como parceiro do Governo do Estado e do Fórum Sergipano de Petróleo e Gás (FSP&G) na construção de um plano tributário do setor em Sergipe, o escritório Machado Meyer, representado pelo consultor Diogo Teixeira, também participou da explanação. “Em uma planta de fertilizantes, a carga tributária do gás natural é um fator decisivo para a viabilidade econômica de um investimento. É neste sentido que estamos trabalhando na construção de um diagnóstico para o plano tributário de Sergipe, a fim de articular novas dinâmicas no setor de petróleo e gás”, frisou.

Lideranças

A reunião contou com a presença de lideranças e agentes técnicos de diferentes entidades, a exemplo de três antigos titulares do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Temos que fazer todos os esforços para encarar o problema da dependência brasileira no ramo de fertilizantes. Devemos buscar saídas por meio da biotecnologia e da irrigação, no sentido de oferecer produtos de melhor qualidade a preços competitivos”, afirmou o ex-ministro Alysson Paolinelli. 

Reinhold Stephanes, responsável pela pasta do MAPA entre 2007 e 2010, sublinhou a relevância da retomada dos estudos iniciados à época em que era ministro. “Saber que este grupo de trabalho está recuperando nossas análises é motivo de grande satisfação, uma vez que estamos nos tornando grandes produtores mundiais, e o setor de fertilizantes é fundamental nessa posição”, pontuou. No mesmo sentido, o ex-ministro Roberto Rodrigues trouxe à tona a importância estratégica do debate. “Os fertilizantes são um tema de segurança nacional, do qual depende nossa iniciativa no agronegócio”, concluiu.

Última atualização: 20 de maio de 2021 14:21.