Sedetec e SergipeTec impulsionam cenário de energias renováveis no estado

Estado se destaca com 99,5% de consumo de energia a partir de matrizes limpas e sustentáveis

A agenda da transição energética no Governo de Sergipe segue apresentando resultados positivos, com foco em ações no ramo de matrizes renováveis. Para contribuir com esse cenário, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), por meio do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), vem investindo em pesquisas, normativas e tecnologias. O propósito é fortalecer a posição do estado como destaque nacional no setor.

Dentre as ações que vêm sendo conduzidas pelo SergipeTec está a construção de um marco legal. A proposta foi apresentada pela equipe do Parque ao secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, e deve ser discutida junto à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), tomando como referência a legislação aplicada no estado do Ceará. A ação constitui uma das metas do contrato de gestão com a Sedetec.

O SergipeTec vem desenvolvendo ainda um diagnóstico sobre as potencialidades em energias renováveis no estado, como meta do contrato de gestão e do Planejamento Estratégico do Governo de Sergipe. O objetivo é fornecer dados para orientar novos investimentos e projetos. O estudo reúne informações sobre o uso de energia eólica, solar e biomassa em Sergipe.

A pesquisa vem sendo conduzida pelo pesquisador Marcos Felipe Sobral, gestor de Energia e Sustentabilidade e de Manutenção e Infraestrutura do Parque Tecnológico. A previsão é de que até o final de 2024 os resultados sejam apresentados.

Em paralelo, a coleta de dados sobre energia eólica em Sergipe é reforçada com a instalação de torres anemométricas. Os equipamentos realizam a medição da pressão atmosférica, umidade, velocidade e direção dos ventos, entre outros indicadores. Atualmente quatro municípios abrigam as estações de monitoramento: Estância, Riachão do Dantas, Neópolis e Poço Redondo.

A partir das torres, é possível entender quais áreas oferecem melhores condições para a produção de energia eólica no estado. As informações obtidas por meio das medições norteiam a elaboração do Atlas Eólico e Solar de Sergipe, mais uma das iniciativas em curso pelo SergipeTec.

Usina fotovoltaica

O SergipeTec também celebrou a conclusão da primeira fase da obra de sua usina solar fotovoltaica, denominada Carport Solar. A usina se localiza em uma área de 546 metros quadrados no estacionamento do Parque. A obra orçada em R$ 465 mil, tem capacidade para gerar 15.000 kwh/mês de energia limpa. A iniciativa representa um marco na geração de energia renovável para o estado.

“São 210 painéis de 575 watts/pico cada um. A primeira etapa já está funcionando e gerando eletricidade, inclusive atendendo ao prédio principal do SergipeTec. Ela abate 90% da fatura, mas atende integralmente ao consumo. E nós já antecipamos, através de aditivos de contrato, a construção da segunda etapa. Estamos prestes a fazer a contratação da empresa e dos materiais para a construção e a finalização da usina”, resumiu o pesquisador Marcos Felipe Sobral.

Panorama sergipano

As energias renováveis são fontes de energia que se regeneram naturalmente e têm menor impacto ambiental. No Brasil, de acordo com o Boletim Energético Nacional de 2023, as fontes renováveis representam 88,9% do consumo de energia; na região Nordeste o percentual é de 94,6%. Já Sergipe supera os índices nacional e regional, e se destaca ao atingir 99,5% de consumo a partir de renováveis.

As fontes renováveis consideradas pelo Boletim incluem as matrizes hídrica, eólica, solar, bagaço de cana, lixívia e lenha, dentre outras. No Brasil a energia hidráulica responde por 67% do consumo entre as renováveis. Já considerando todos os tipos de energia, inclusive fósseis, a energia hidráulica corresponde a 60% e se configura como a principal fonte no país. Quanto ao Nordeste, a energia eólica é a principal fonte renovável, representando 55% do consumo na região.

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a importância das energias renováveis para Sergipe. “Vivemos em um mundo onde se busca cada vez mais recursos que causem menos impacto ao meio ambiente. Estamos empenhados em transformar Sergipe em um exemplo de sustentabilidade energética. O investimento em energias renováveis  é fundamental para o desenvolvimento de uma consciência ambiental do estado”, afirmou.

Petrobras avalia novo modelo de contratação de plataformas no Projeto Sergipe Águas Profundas

Companhia pretende adotar o modelo BOT; ação é prioridade do plano estratégico da companhia

A Petrobras anunciou sua opção pelo modelo BOT para contratação das duas plataformas FPSOs que irão operar o Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP). A ação, que é uma das prioridades do plano estratégico da companhia, é um dos eixos na política econômica do Governo de Sergipe e vem sendo acompanhada de perto pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

O anúncio foi feito pela diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, durante o Rio Oil & Gas 2024 (ROG.e). O modelo BOT (construção, operação e transferência, na sigla em inglês) foi apontado como alternativa para superar os desafios na atração de empresas afretadoras para as FPSOs (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo, na sigla em inglês).

Com previsão de início das operações para 2028, o projeto SEAP exigiu uma mudança de estratégia da Petrobras para viabilizar o cumprimento do cronograma. “Um dos desafios da Petrobras é contratar as unidades de produção. Provavelmente vamos trabalhar com BOT e estamos muito seguros de que agora teremos sucesso com esse processo. O SEAP está no nosso plano estratégico e temos muito claro que vamos viabilizar essa produção”, afirmou Sylvia Anjos.

Presente no ROG.e 2024, o secretário-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, destacou que a nova estratégia é uma solução robusta para garantir a execução do projeto Seap dentro do cronograma previsto: “A decisão da Petrobras de adotar o modelo BOT é uma garantia importante para a viabilidade do Projeto Sergipe Águas Profundas e demonstra o compromisso da estatal com a execução do projeto, que será um marco para o desenvolvimento do setor energético em Sergipe”.

Cenário da mudança

A estatal adiou por três vezes a data de recebimento de propostas das licitações para contratação das FPSOs diante da ausência de ofertas para afretamento. A escassez de crédito na Europa e Ásia é uma das causadoras desse cenário, influenciando a viabilidade de execução para propostas, pois o financiamento para este modelo de contrato é muitas vezes oriundo de bancos europeus e asiáticos.

O modelo BOT desponta como uma solução financeira, pois as empresas passam a conseguir capital diretamente com a Petrobras, como explicou a diretora Sylvia Anjos. “O afretamento traz à tona essa questão do baixo financiamento da Europa e Ásia. O BOT reduz o investimento, que fica por nossa conta, e depois nós mantemos a produção. Já fizemos isso no passado e dá mais segurança para as empresas”, pontuou.

Na prática, o modelo BOT funcionará da seguinte forma: o operador de campo (Petrobras) pagará pela construção das unidades de produção à medida que forem sendo construídas. Assim a propriedade das unidades produtoras é transferida à estatal, cabendo ao vencedor da licitação apenas a sua operação por um curto período, que pode variar de três a cinco anos. Após esse período, a operação passa para a própria Petrobras.

SEAP

O projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) representa a exploração de uma nova fronteira de petróleo e gás natural para o país em campos descobertos em águas ultraprofundas na costa sergipana. O projeto terá dois módulos, cada um com uma FPSO.

A primeira unidade (SEAP I) terá capacidade de produzir 120 mil barris de petróleo por dia e 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Já a segunda unidade (SEAP II) terá capacidade de 120 mil barris de petróleo por dia e 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Além disso, o projeto contará com um gasoduto de escoamento com 128 km de extensão, sendo 100 km no mar e 28 km em terra.

Terminal de Sergipe receberá suprimento de GNL para atender demandas diversificadas por meio de novo gasoduto

Autorização de operação do gasoduto está em fase de finalização pela ANP

Sergipe se aproxima de um importante marco vinculado à sua infraestrutura energética. Está prevista a autorização de operação do gasoduto que conecta o Terminal de Armazenamento e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Eneva e Complexo Termelétrico da Eneva em Sergipe à malha de transporte de gás natural da Transportadora Associada de Gás (TAG).

Atualmente, o processo de obtenção dessa autorização, que é fundamental para o funcionamento do gasoduto, está em fase de finalização junto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Assim que a autorização for concedida, Sergipe poderá iniciar a venda de gás através do gasoduto, que teve sua conclusão celebrada em julho deste ano.

Mais um passo significativo para essa nova fase é um carregamento de GNL que deverá chegar a Sergipe no dia 27 de setembro. Esta carga terá papel crucial, pois permitirá que o suprimento de gás seja efetivado, contribuindo para o atendimento de demandas de Sergipe e de outros estados, impulsionando o desenvolvimento econômico local e gerando receitas tributárias. 

“A operação do gasoduto representa uma oportunidade para todos os usuários conectados na malha de transporte, que poderão se beneficiar de um fornecimento com flexibilidade para os diversos tipos de demandas. A chegada da carga de GNL e a autorização de operação da ANP representam mais um passo para a consolidação de Sergipe como hub importante para a oferta de gás natural na região”, explicou o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa. 

Sobre o gasoduto
A construção do gasoduto de interligação demandou um investimento de R$ 340 milhões e criou mais de 500 empregos, dos quais 70% foram ocupados por trabalhadores sergipanos. Além disso, a obra gerou movimentação para a economia local, com o aluguel de equipamentos, contratação de serviços especializados e de insumos para manutenção de canteiros e da construção.

O Governo de Sergipe apoiou a construção do gasoduto por meio da concessão de incentivo fiscal, aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (CDI), para aquisição dos tubos fabricados. O benefício, enquadrado no Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), reduziu os custos na aquisição do material e, consequentemente, o valor do investimento para a obra, resultando em uma tarifa de transporte mais competitiva, favorecendo a atração de operações para o terminal de GNL da Eneva.

Sedetec representa Governo de Sergipe durante Rio Oil & Gas 2024

Evento é considerado o maior encontro nacional do setor de petróleo e gás, reunindo empresas, agentes públicos, acadêmicos e técnicos

Focado em acompanhar as discussões nacionais no segmento de petróleo, gás e energias, o Governo de Sergipe marca presença no ROG.e 2024. Anteriormente conhecida como Rio Oil & Gas, a programação se estende até a quinta-feira, 26, e reúne mais de 70 mil visitantes e 550 expositores. Para representar a administração estadual, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) participou de debates e articulou contatos estratégicos ao longo do evento.

A Sedetec foi representada pelo secretário-executivo, Marcelo Menezes. O gestor destaca que  ROG.e é o maior encontro nacional do setor, oferecendo oportunidade para trocar informações e conhecimento. “Mantivemos contatos com as equipes da Petrobras e Ministério de Minas e Energia (MME), buscando atualização sobre os projetos do interesse de Sergipe”, destacou. 

Publicação 

Durante o evento, Marcelo Menezes esteve presente no lançamento do livro ‘Mercado do Gás Natural: Oferta, Competição e Preço no Brasil’, onde assina o capítulo 28 junto ao senador Laércio Oliveira. Intitulado ‘Oferta, Competição e Preço no Mercado de Gás Natural no Brasil – Jornada pela Abertura do Mercado de Gás Natural no Brasil e Consolidação de Sergipe como Hub de Gás da Região Nordeste’, o capítulo em questão integra a Parte VI do livro: ‘Estudo de Caso e Exemplos’.

“O artigo trata do mercado de gás natural no Brasil, contando a experiência que compartilhamos na jornada para aprovação da Nova Lei do Gás, visando promover a abertura e desenvolvimento do mercado”, resumiu Marcelo Menezes.

ROG.e 2024

O ROG.e 2024 é uma realização do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), com 80 patrocinadores e apoiadores. O evento é sediado no Boulevard Olímpico, no Rio de Janeiro, e se estende por uma área de 60 mil metros quadrados. Além de congresso e exposição, a programação contempla sete eventos paralelos, entre os quais se destacam a Arena de Renováveis e Biocombustíveis, o seminário de Segurança Operacional e Meio Ambiente e o Fórum Onshore.

Zona de Processamento de Exportação atrairá empresas e novos investimentos para Sergipe

Áreas delimitadas de livre comércio promovem incentivos para competir na atração de investimentos internacionais voltados às exportações

Entre as várias medidas que têm sido tomadas pelo Governo de Sergipe para potencializar a capacidade de investimentos no estado, estão sendo realizadas as tratativas para a operacionalização da Zona de Processamento de Exportação (ZPE). O processo está sendo conduzido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), com diversas reuniões já realizadas para alinhar os ajustes.

As Zonas de Processamento de Exportação são áreas de livre comércio com o exterior, delimitadas de maneira específica para abrigar empresas focadas na produção de bens para exportação. Elas proporcionam incentivos importantes para colocar a região em situação equivalente à de outras que competem para atrair o investimento internacional voltado às exportações.

As ZPEs normalmente ficam em torno de portos ou aeroportos, permitindo que as mercadorias sejam importadas, armazenadas, manipuladas, fabricadas ou alteradas e, posteriormente, exportadas outra vez. Empresas industriais instaladas em ZPEs têm direito a incentivos tributários, cambiais e administrativos, que incluem a suspensão de alguns impostos e contribuições nas importações e aquisições no mercado de insumos e de bens, liberdade cambial, além de procedimentos simplificados de exportações e importações.

Essas zonas são consideradas áreas primárias para fins de controle aduaneiro, e permitem que até 20% da produção seja vendida no mercado interno. Dessa forma, órgãos públicos estão proibidos de exigir qualquer autorização ou licença – com exceção dos controles de ordem sanitária, de interesse da segurança nacional e de proteção ao meio ambiente.

Fortalecimento industrial

O secretário do Desenvolvimento Econômico de Sergipe, Valmor Barbosa, exaltou a iniciativa e as potencialidades que ela traz a Sergipe. “A ZPE é essencial para o fortalecimento de nossa posição no mercado global, promovendo a geração de emprego e renda e a criação de um polo industrial. Estamos em uma fase decisiva de definição, e a partir dela estaremos prontos para avançar e colocar a ZPE em operação, dando mais um passo rumo ao desenvolvimento industrial do nosso estado”, disse ele.

Já o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, pontuou o foco específico da delimitação da ZPE. “Nosso objetivo será a prospecção de novos investimentos, promovendo todas as condições necessárias para que empresas possam se instalar na área e se beneficiar desse ambiente estratégico. Estamos focados no futuro de Sergipe, oferecendo uma infraestrutura moderna e incentivos atrativos, que vão expandir e diversificar nossa economia”.

A mesma visão é compartilhada por Gibran Ramos, diretor-presidente da Companhia Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Sergipe (Cazpe) e diretor de Novos Negócios da Codise. “Essa importante pauta, por determinação do governador Fábio Mitidieri, entrou na prioridade do estado de Sergipe. A Zona de Processamento de Exportação em Sergipe tem potencial para alavancar o nosso poder de atração de investimento, gerando novos negócios, empregos e desenvolvimento”, destacou o gestor, que foi escolhido pelo secretário Valmor Barbosa para atuar na interlocução do planejamento estratégico do Estado.

Desenvolvimento estratégico

O processo de operacionalização da ZPE tem sido retomado como parte da estratégia de industrialização do estado. A Sedetec e a Codise serão os principais acionistas da Companhia Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Sergipe, que entrará no planejamento estratégico de Sergipe para 2025 e 2026 com metas, ações e indicadores.

A expectativa é que dois municípios estejam integrados na ZPE de Sergipe: Barra dos Coqueiros, com as regiões 1 e 4 se instalando nas proximidades do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB); e Santo Amaro das Brotas, com as regiões 2 e 3 situadas nas proximidades da rodovia SE-240. A área anteriormente destinada à implantação da ZPE, na Barra dos Coqueiros, foi repassada para a instalação da Usina Termoelétrica Porto de Sergipe I, durante a gestão anterior.

Os espaços mapeados já foram levados para apreciação do governador Fábio Mitidieri, com o objetivo também sendo formalizado ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Com isso, o Governo Federal aguarda apenas a decisão da área para que Sergipe retome o projeto da ZPE e coloque-o em operação.

Sergipe explora oportunidades no setor energético durante Gastech 2024

Evento em Houston, nos EUA, debate projetos das indústrias de gás natural e soluções de baixo carbono

Com o intuito de expandir práticas e projetos de atração de oportunidades para Sergipe no segmento energético, gestores do Governo do Estado viajaram a Houston, nos Estados Unidos, para mais uma edição da Gastech. A delegação sergipana é capitaneada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), e conta também com a presença de gestores da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese).

A programação se estende até o dia 20 de setembro e consiste em uma conferência e exposição integrada, reunindo 50 mil participantes. No total, a Gastech 2024 reúne 1 mil palestrantes, 7 mil delegados, 125 países e 800 expositores. Toda essa estrutura se estende por 20 pavilhões internacionais, além de áreas comuns. O evento é palco de debates, mostra de tecnologias e networking entre países, órgãos governamentais, empresas e outros agentes. A participação da comitiva sergipana traz a expectativa de atrair investimentos e estabelecer parcerias estratégicas para o estado.

Representando o governador Fábio Mitidieri na Gastech, o titular da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a importância da presença de Sergipe no evento para expor suas potencialidades no cenário internacional. “Sabemos que no futuro próximo o estado estará produzindo uma quantidade significativa de gás natural e de petróleo. Com certeza isso irá configurar um cenário positivo para que Sergipe seja hub do Nordeste e do Brasil, além de grande exportador desse combustível fóssil”, disse o secretário.

O evento de alcance global tem foco nas indústrias globais de gás natural e soluções de baixo carbono. “Os pavilhões e a quantidade de empresas presentes são realmente impressionantes. Ao longo desta semana vamos intensificar os contatos e cultivar novos relacionamentos, com o objetivo de atrair investimentos para o estado de Sergipe”, explicou o secretário-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes.

Presença

Além da Sedetec, outras entidades da administração estadual também marcaram presença em mais uma edição do evento. “Temos um grande potencial energético e é fundamental destacar as oportunidades que oferecemos para atrair novos negócios ao estado. Estamos otimistas de que este será um evento muito promissor”, afirmou o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães.

Já o presidente da Agrese, Luiz Hamilton Santana, ressaltou a presença da Agência Reguladora do estado na exposição internacional. “A participação de Sergipe nesta feira possibilita a captação de empresas para se instalarem em nosso estado, o que significa a geração de mais emprego e renda, política inovadora do Governo”, relatou.

Gastech

A Gastech se caracteriza como um fórum de lideranças mundiais dedicado à construção de um futuro energético mais sustentável. O evento reúne o conhecimento e a experiência coletiva de especialistas e técnicos para criar caminhos para a segurança energética e climática global.

Este é o segundo ano consecutivo que o Governo de Sergipe marca presença no evento. Em 2023 a delegação sergipana compareceu à 51ª edição da programação, que ocorreu em Cingapura.

ITPS firma diretrizes para impulsionar ciência, tecnologia e inovação em Sergipe

Solenidade de assinatura marca um novo passo na estratégia do instituto para fortalecer a atuação no setor

O Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), realizou na manhã desta quinta-feira, 12, a solenidade de assinatura das Diretrizes Gerais da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento que ocorreu no auditório do ITPS marca um novo passo na estratégia do instituto para fortalecer a atuação no setor, estreitando laços com universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo.

O diretor-presidente do ITPS, Denisson Salustiano, destacou a importância desse movimento para a inovação no estado. “A partir de agora estendemos novamente as mãos às universidades, aos centros de pesquisa, aos inventores independentes, aos pesquisadores e principalmente ao setor produtivo. Assim podemos entender as demandas de todos esses agentes e disponibilizar o parque tecnológico do instituto para a produção de ciência e tecnologia que impacte diretamente a sociedade”, reforçou.

Salustiano também ressaltou que a iniciativa visa transformar o conhecimento gerado no ITPS em serviços e produtos que atendam às necessidades dos cidadãos. “A gente vai fazer isso de uma maneira estruturada, priorizando as vocações econômicas do nosso estado, protegendo a nossa propriedade intelectual e gerando valor”, disse o diretor-presidente.

Com foco em atrair investimentos para o estado de Sergipe, aproveitando o potencial tecnológico e científico local, a Política de Inovação torna-se um marco de transição. O objetivo é devolver à sociedade sergipana o investimento feito pelo Governo de Sergipe neste cenário de revolução tecnológica, com um ITPS apto a atender às demandas do Estado. 

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, também enfatizou o apoio fundamental do Governo do Estado na promoção da inovação e desenvolvimento tecnológico. “O governador Fábio Mitidieri tem oferecido todas as condições para que nós, gestores, possamos propor contribuições à pesquisa e entregar resultados que vão transformar o futuro da sociedade sergipana”, afirmou. 

Valmor lembrou ainda que para dar suporte a essa missão, a Sedetec administra o Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), recurso destinado ao fomento da pesquisa, ciência e tecnologia – e que o ITPS poderá utilizar: “Tenho certeza de que num futuro próximo o estado vai poder colher os frutos que estão sendo plantados hoje, com a assinatura da Política de Inovação”.

Além do diretor-presidente e do secretário da Sedetec, o termo também foi assinado pela diretora técnica do ITPS, Lúcia Calumby; e pelo diretor administrativo e financeiro, Luiz Mário. Diversas autoridades do setor estiveram presentes. Na ocasião também houveram as nomeações da Comissão de Trabalho do Núcleo de Inovação e da Comissão de Trabalho para a Construção do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).

Governo do Estado inaugura usina solar fotovoltaica no SergipeTec

A estrutura, denominada Carport Solar, está instalada no estacionamento do parque, em uma área de 546 metros quadrados

Sob os princípios de estimular a sustentabilidade e em soluções inovadoras para o planeta, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) inaugurou, nesta segunda-feira, 9, a primeira etapa da obra da usina de energia solar fotovoltaica que será responsável por captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica para a unidade do parque tecnológico e para outras empresas. A estrutura, denominada Carport Solar, está instalada no estacionamento do SergipeTec, em uma área de 546 metros quadrados.

A obra, orçada em R$ 465 mil, tem capacidade para gerar 15.000 kwh/mês de energia limpa. O modelo foi construído pela empresa Futura Climatização e Energia Solar Renovável com recursos oriundos do contrato de gestão. O projeto, que alia tecnologia e meio ambiente, foi desenvolvido para gerar energia renovável, ao mesmo tempo em que oferece espaço de estacionamento para veículos.

Durante a inauguração, autoridades locais e representantes de empresas parceiras destacaram a importância do projeto para a região e o seu impacto positivo no cenário de inovação e desenvolvimento tecnológico de Sergipe. Estiveram presentes o senador Laércio Oliveira; o secretário de Estado do Desenvolvimentos Econômico, Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa; o diretor-presidente do SergipeTec, José Augusto de Carvalho; o fundador da Smart DataCenter, Sandro Santos; o prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana; entre outras autoridades.

Para o secretário Valmor Barbosa, a Usina de Energia Solar Fotovoltaica representa um investimento na área de inovação e demonstra que o SergipeTec segue a tendência atual de um mundo mais limpo e descarbonizado. “Nosso Parque Tecnológico está fazendo o seu dever de casa, não só ampliando a estrutura tecnológica do estado como oferecendo a oportunidade para que diversos jovens deem os primeiros passos em sua capacitação técnica na área. Tudo isso colabora para o desenvolvimento econômico, científico, tecnológico e sustentável do nosso estado”, destacou o gestor. 

De acordo com o diretor-presidente do SergipeTec, José Augusto de Carvalho, com o novo projeto, Sergipe se firma como um polo de tecnologia limpa na região Nordeste e demonstra que o desenvolvimento econômico pode andar de mãos dadas com a preservação do meio ambiente. “Este é um marco para o SergipeTec e para o estado de Sergipe, mostrando que é possível integrar inovação, tecnologia e sustentabilidade de maneira eficiente”, pontuou.

Na ocasião, o senador Laercio Oliveira destacou que a usina de energia solar fotovoltaica reflete o compromisso do Sergipetec em ser referência no uso de energias renováveis, impulsionando o desenvolvimento de tecnologias que visam o futuro sustentável. “Este novo projeto é apenas uma das muitas iniciativas que o parque pretende implementar nos próximos anos para se tornar um modelo de inovação verde”, ressaltou. 

O diretor-executivo de uma das empresas instaladas no SergipeTec, a Smart Datacenter, Sandro Santos, considerou que a inauguração da usina de energia solar fotovoltaica simboliza o avanço da inovação e tecnologia do estado. “A Smart DataCenter, em parceria com o SergipeTec, irá unir esforços para entrar no mapa das capitais com alta tecnologia, consolidando políticas públicas no nosso estado. O SergipeTec está de parabéns por mais um projeto inovador com foco na sustentabilidade do planeta”, disse.

Carpot Solar
O Carport Solar é um abrigo de veículos que, em sua cobertura, não possui telhas ou outro tipo de telhado convencional, mas, sim, módulos fotovoltaicos que captam energia solar. Assim, ao mesmo tempo em que protege os veículos do sol, esse tipo de estacionamento produz eletricidade por meio de painéis solares.

Os carports aproveitam muito melhor a área que seria destinada a um estacionamento comum ao também servir para gerar energia solar fotovoltaica, que, além de propiciar uma grande economia financeira, reduz as emissões de dióxido de carbono. Entre os benefícios da usina modelo carport solar está a proteção dos veículos contra danos causados pela exposição ao sol e à chuva. 

Esses painéis captam a luz do sol e convertem a energia solar em energia elétrica, a qual pode suprir a demanda instantânea do usuário ou ser inserida na rede elétrica, caso a geração ultrapasse o consumo, gerando créditos energéticos que, depois, são utilizados para abater valores na conta de luz.

Governo do Estado avança na discussão para recriar Zona de Processamento de Exportação em Sergipe

Sedetec e Codise participaram de reunião com Associação Nacional das ZPEs em Campinas

As tratativas em torno da recriação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Sergipe seguem avançando. Gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e de sua unidade vinculada, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Sedetec), estiveram em reunião com a Associação Nacional das ZPEs (Abrazpe). O encontro ocorreu em Campinas, São Paulo, nesta quarta-feira, 4.

As ZPEs são áreas de livre comércio com o exterior. Tratam-se de espaços onde mercadorias podem ser importadas, armazenadas, manipuladas, fabricadas ou alteradas e, posteriormente, reexportadas, sob um regime aduaneiro específico e frequentemente isento de impostos aduaneiros. Essas zonas geralmente estão situadas em torno de portos, aeroportos e outras estruturas que oferecem vantagens geográficas.

O presidente da Abrazpe, Helson Cavalcante Braga, contextualizou a implantação da estrutura a partir da Lei Federal 14.184/2021, conhecida como marco legal das ZPEs. “Acompanhei o histórico da ZPE de Sergipe e, agora, reiniciando o projeto, temos como vantagem o fato de a legislação atual ser menos restritiva. Além de criar e orientar a ZPE de Sergipe, a Abrazpe se compromete a trazer empresários para que se instalem no espaço. Vamos encaminhar propostas e, em breve, faremos uma visita in loco na área de instalação. Estamos criando todas as condições tributárias, cambiais e administrativas para este que promete ser um dos maiores projetos de desenvolvimento para Sergipe nos próximos anos”, afirmou.

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, salienta que a ZPE potencializa a capacidade de atração de investimentos para o estado. “A Zona de Processamento de Exportação fortalece nossa posição no mercado global, oferecendo um ambiente mais competitivo para empresas e promovendo a geração de empregos de qualidade. Com ela, criamos um pólo de desenvolvimento industrial”, frisou.

O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, considera que a ZPE é um estímulo à indústria e à inovação em Sergipe. “Estamos investindo no futuro de nosso estado, oferecendo infraestrutura de ponta e incentivos que farão com que nossa economia se expanda e se diversifique. Esta é uma oportunidade única para transformar Sergipe em um centro de excelência industrial e exportador”, pontuou.

O diretor de Novos Negócios da Codise e diretor-presidente da Companhia Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Sergipe (CAZPE), Gibran Ramos, sublinhou que a pauta entrou na prioridade do Estado pela visão de desenvolvimento do governador. “O governador percebeu o potencial estratégico que uma Zona de Processamento de Exportação em Sergipe tem para contribuir na atração de investimentos, gerando novos negócios, empregos e desenvolvimento para o nosso povo. Aliado a isso, em médio e longo prazo, com os investimentos do Sergipe Águas Profundas, a operação da ZPE contribuirá para a maximização de oportunidades para Sergipe, fechando um ciclo virtuoso de infraestrutura colaborativa do Estado, fruto de uma gestão estadista que foca a melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano, no presente e para as futuras gerações”, declarou.

Representando a Codise, também participou da reunião em Campinas o diretor Administrativo e Financeiro, Gildo Xavier.

Histórico

O projeto da Zona de Processamento de Exportação está sendo retomado como parte da estratégia de industrialização do estado. Em gestão anterior, a antiga área destinada à ZPE foi repassada pela administração estadual para receber a Usina Termoelétrica Porto de Sergipe I.

A Sedetec e a Codise vem conduzindo o processo de recriação, responsáveis pela prospecção de áreas para que a nova ZPE seja implantada. Os espaços mapeados foram levados para apreciação do governador Fábio Mitidieri. 

A expectativa é de que dois municípios estejam integrados na ZPE de Sergipe. Na Barra dos Coqueiros, as regiões 1 e 4 deverão se instalar nas proximidades do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB). Já as regiões 2 e 3 deverão se situar no município de Santo Amaro das Brotas, nas proximidades da rodovia SE-240.

Duas novas fábricas podem ser instaladas em Sergipe até 2026

Fábio Mitidieri e secretários conheceram nesta quarta-feira, 28, duas novas plantas que a Maratá prospecta para o estado, com investimentos de mais de R$ 950 milhões e capacidade para mais de dois mil empregos

O Moinho – JAV, do Grupo Empresarial José Augusto Vieira, mais conhecido em Sergipe como Grupo Maratá, convidou o governador Fábio Mitidieri e secretários de Estado para conhecerem as instalações da fábrica, que tiveram suas operações iniciadas em maio passado. O objetivo do encontro desta quarta-feira, 28, foi discutir formas de contribuir para a instalação de duas novas plantas no estado até 2026, que totalizam o investimento de mais de R$ 950 milhões e podem gerar mais de dois mil empregos para Sergipe. 

O Moinho – JAV fica no município de São Cristóvão e teve o investimento de aproximadamente R$ 250 milhões. “Desde que iniciamos nossa gestão, realizamos um trabalho de base, que envolve ações transversais com diversas secretarias, seja na atração de novas indústrias, na formalização de negócios, no apoio ao empreendedor com a qualificação técnica, com o microcrédito, na ampliação das vagas do ensino profissionalizante e na educação. Com esses projetos que vimos hoje, estamos animados com os benefícios ao povo sergipano”, classificou o governador.

Mitidieri foi informado pelos executivos sobre o início da construção da fábrica de massas no novo Distrito Industrial de São Cristóvão, às margens da BR-101, com investimentos previstos em mais de R$ 300 milhões. Atualmente, a construção de uma fábrica de biscoitos encontra-se em fase de estudos, no município de Lagarto, com investimentos previstos de mais R$ 400 milhões. As duas plantas totalizam mais de R$ 950 milhões para Sergipe. Mas para isso, os administradores dizem que esperam incentivos do Governo do Estado para viabilizar os projetos. 

O diretor-executivo do grupo expressou sua expectativa de ter suas solicitações atendidas. “Para que esses investimentos sejam viabilizados, é preciso que a companhia de gás de Sergipe conjugue esforços para viabilizar a implementação do gás natural, tanto no Distrito Industrial de São Cristóvão quanto no município de Lagarto”, detalhou Frank Vieira.

Incentivos

O Moinho – JAV Indústria de Alimentos Ltda (Grupo Maratá) é uma fábrica de moagem de trigo e fabricação de derivados, que fica na BR-101. Com investimento de cerca de R$  250 milhões, o projeto inicialmente previa a instalação na Barra dos Coqueiros, mas foi transferido para São Cristóvão.

Atualmente, o Moinho emprega 70 trabalhadores  e, à época de sua instalação, foi contemplado pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), recebendo incentivos fiscais pelo Governo do Estado, por meio de redução no ICMS.

“A Maratá é uma marca sergipana que muito contribui para o desenvolvimento do nosso estado. Com a perspectiva de instalação de novas plantas, mais dois mil empregos serão gerados. Nesse processo, o Governo de Sergipe continuará oferecendo um ambiente de negócios competitivo, ofertando incentivos do PSDI e fomentando toda a cadeia produtiva”, disse o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Valmor Barbosa.

Atração de empresas

Por meio do PSDI, considerado um dos programas de desenvolvimento mais atrativos do Brasil, o Governo do Estado busca fomentar novos investimentos e fortalecer os já existentes em Sergipe. O objetivo é ofertar incentivos locacionais, fiscais e de infraestrutura para a implantação ou expansão de empresas. Os incentivos são concedidos para os segmentos industrial, comercial e de serviços. 

“O PSDI é um dos programas mais atrativos no ramo industrial em todo o Brasil. Por meio dele, criamos oportunidades para o sergipanos, gerando empregos e diversificando nosso parque industrial. A Maratá é uma das empresas que usufrui dos incentivos concedidos pelo Governo de Sergipe, dispondo de benefícios fiscais e contribuindo para o desenvolvimento econômico do estado”, destacou o diretor-presidente, Ronaldo Guimarães.

Somente em 2023 e 2024, foram aprovados incentivos estaduais para 86 empresas se instalarem ou ampliarem suas operações em Sergipe. As empresas captadas nos últimos dois anos estimam um investimento combinado de aproximadamente R$ 1,48 bilhões, investimento que está associado à perspectiva de criação de cerca de 5.169 empregos diretos.

Atualmente, cerca de 370 empresas são beneficiadas pelo PSDI, gerando aproximadamente 32 mil empregos em todo o estado.

Última atualização: 6 de setembro de 2024 08:48.