Sedetec e IPTI apresentam tecnologias sociais implantadas em Sergipe ao setor industrial

O trabalho é desenvolvido desde 2010, em Santa Luzia do Itanhy

Com o intuito de apresentar o modelo de transformação social que está sendo realizado em Santa Luzia do Itanhy/SE, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), em parceria com Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI), ofereceu um café da manhã para algumas indústrias instaladas em Sergipe. O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira (22), na sala de convenção do Neo Office Jardins, em Aracaju/SE. 

O trabalho, que é desenvolvido no município sergipano pelo IPTI desde 2010, é estruturado em um conjunto de Tecnologias Sociais voltado para as áreas de educação básica e empreendedora, e saúde, com um olhar de escalabilidade, sustentabilidade e orientadas a negócios sociais. As Tecnologias Sociais de Santa Luzia já beneficiaram mais de 40 municípios, em nove estados brasileiros. 

O secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, agradeceu a presença de todos e destacou a parceria entre a organização e o Governo do Estado. “O IPTI é uma organização que nos orgulhamos muito por ser estruturada no estado, e que tem mudado a realidade de Santa Luzia do Itanhy, através da transformação social. Essa parceria tem nos rendido muitos frutos ao longo dos anos. Desejamos que a partir desse encontro com empresas sergipanas, novas parcerias sejam firmadas”, pontuou. 

Durante o café da manhã, as empresas puderam compartilhar experiências reais e vislumbrar oportunidades de parcerias junto ao IPTI. O diretor de Relações Governamentais da Unigel, Eduardo Barreto, agradeceu o convite e ressaltou os trabalhos de cunho social que são apoiados pela companhia. “A Unigel já possui a conduta de apoiar projetos com o viés social. Os projetos que foram apresentados hoje, tem tudo a ver com esse princípio de responsabilidade social da empresa”, afirmou.

O desejo da organização é que esse encontro com o empresariado sergipano ocorra anualmente e com a presença de representantes de todas as empresas que estão instaladas no estado. “A expectativa desse tipo de encontro é poder divulgar e atrair mais parceiros para as iniciativas que já são feitas pelo IPTI em Santa Luzia e, também, em outros municípios do estado. A ideia é que haja um envolvimento maior de todos os empresários na construção coletiva de uma solução, que leve desenvolvimento humano para todos os municípios”, comentou o presidente do IPTI, Rodrigo Almeida. 

Sobre o IPTI

O IPTI é uma entidade sem fins lucrativos, que começou a dar seus primeiros passos em outubro de 2003, na cidade de São Paulo. Em 2009, a organização fincou sua sede para Santa Luzia do Itanhy, sul de sergipano, um dos municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. 

A partir disso, o IPTI visa, junto à comunidade local, gerar soluções que sejam eficazes em contextos de extrema vulnerabilidade e que tenham potencial de escala. Ou seja, tudo acontece fundamentado em Santa Luzia. Depois de criadas, geradas e sistematizadas, as tecnologias sociais desenvolvidas naquela região estão prontas para re-aplicação em qualquer parte do planeta.

Governo de Sergipe investe mais de R$ 11 mi em ciência, tecnologia e inovação em 2022

Recursos foram aplicados em 14 editais ao longo do ano. Mais dois ainda serão lançados

Os investimentos em ciência, tecnologia e inovação buscam fortalecer o setor produtivo e promover o desenvolvimento econômico comprometido com as demandas sociais. É nesta direção que o Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec/SE) e em parceria com o Governo Federal, investiu neste ano R$ 11.091.460,00 para produção científica, gerando conhecimento e melhorias para Sergipe.


Com recursos do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNTEC), a Fapitec/SE, vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), fomenta importantes práticas, estimulando a ciência, a tecnologia e inovação, como impulsionadores do desenvolvimento socioeconômico.


Ao longo de 2022, foram concretizadas ações com impacto direto na sociedade a partir da publicação de 12 editais em várias frentes de atuação, focados em áreas estratégicas para o desenvolvimento do estado. Com comprometimento e planejamento, essa marca histórica de editais e volume de recursos aplicados em ciência, tecnologia e inovação, foi garantida com recursos do tesouro estadual.


Além dos 12 editais publicados, há mais dois a serem lançados. Para esse processo, parcerias foram feitas pela Fapitec/SE com diversos órgãos do Estado, a exemplo da Sedetec e da Codise, do ITPS, e das Secretarias de Educação, Inclusão Social, Segurança Pública, Desenvolvimento Urbano, Agricultura e Saúde, para aportar bolsas de pesquisa e auxílio pesquisa para o desenvolvimento de políticas públicas nessas instituições.

“Traçamos, lá em 2021, uma meta arrojada de 14 editais a serem lançados no exercício de 2022. São editais focados em áreas estratégicas para o desenvolvimento do estado e graças ao comprometimento do secretário José Augusto, que abraçou o nosso planejamento, iremos concretizar essa marca histórica de editais e volume de recursos aplicados em ciência, tecnologia e inovação com recurso do tesouro estadual. Já publicamos 12 editais e temos mais 2 a serem lançados onde estávamos aguardando somente o término do período eleitoral. Vale destacar as parcerias feitas pela Fapitec/SE com diversos órgãos do estado, a exemplo da Sedetec, da Codise, do ITPS, da Seduc, da Sermah, da SSP, da SEIAS, da Seagri e da Secretaria de Saúde, onde pudemos aportar bolsas de pesquisa e auxílio pesquisa para o desenvolvimento de políticas públicas nessas instituições”, lembra o diretor-presidente da Fapitec/SE, Ronaldo Guimarães.


Para o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, o resultado destes investimentos estarão, em breve, sendo vistos. “Investir em ciência e pesquisa é fundamental e procuramos ano a ano reforçar esse investimento não só junto à FAPITEC/SE, mas também junto a outros órgãos vinculados à Sedetec”, observa.

Ações
Através do Programa de Inovação Tecnológica (PROINT), o volume total de investimentos foi na ordem de R$ 2.503.800,00 para o lançamento de seis editais, dos quais, quatro já foram publicados e dois estão programados para publicação ainda em novembro. Somente com recursos do FUNTEC, no valor de R$ 985.800,00, foram realizadas ações voltadas para as áreas de iniciação tecnológica, bolsas de desenvolvimento tecnológico industrial, formulação de políticas públicas e estímulo ao empreendedorismo.

Também neste ano, o PROINT contou com investimentos através de acordo/termo de cooperação técnica com Secretarias de Estado na ordem de R$ 1.518.000,00. Os editais pautam a formação técnico-científica na graduação, com ofertas de bolsas, contratação de projetos e suporte financeiro para as ações contempladas. Na prática, tais ações oportunizam o incentivo à produção científica, tecnológica e de inovação, para fortalecimento da cadeia produtiva local como o empreendedorismo e às demais políticas sociais.

O Edital Nº 09/2022 – Tecnologias Sociais – contempla o suporte financeiro para execução de projetos que se constituam em instrumentos de auxílio à geração de renda em comunidades sergipanas, contribuindo para a redução da pobreza e melhoria da qualidade de vida. Através do edital Nº 07/2022 – Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial – a Fapitec, juntamente com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurbs), buscar atrair recursos humanos qualificados e com experiência profissional em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para a execução técnica e científica de ações de gerenciamento de recursos hídricos, dentre as quais, o aprimoramento do Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos e o cumprimento de metas assumidas no Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (PROGESTÃO).

Captação de recursos
Além de recursos estaduais, a Fapitec/SE conta com investimentos federais, como o Acordo de Cooperação Técnica – ACT Nº 09/2022, firmado entre Fapitec/SE e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). A iniciativa prevê a operacionalização de recursos para a contratação de até 11 empresas excedentes no Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores – Centelha II. Embora não haja a captação direta pela Fapitec/SE, os recursos serão aplicados em Sergipe por meio de programa gerido pela fundação. O instrumento jurídico prevê um montante de R$ 586.674,00.
Outro Acordo de Cooperação Técnica foi firmado entre Fapitec/SE e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), prevendo a aplicação de recursos no fomento de bolsas em empresas aprovadas no âmbito do Programa Centelha II, no montante de R$ 598.000,00.

Programa de Apoio e Fomento à Ciência e Tecnologia (PROAF)
No Programa de Apoio e Fomento à Ciência e Tecnologia (PROAF), a fundação lançou quatro editais que, juntos, somam investimentos no valor R$ 4.909.600,00.

Em parceria com o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado (ITPS), a fundação lançou o edital Nº 08/2022 – BOLSAS DTR, com oferta de auxílio de pesquisa e bolsas, com recursos no valor de R$ 373.600,00. O edital tem como objetivo estimular a atração e a fixação de recursos humanos qualificados e com experiência profissional em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para a execução de projetos em instituições públicas de pesquisa.

Já o edital N° 06/2022, são oferecidas 100 bolsas, 80 delas no Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PBIC) e 20 no Programa de Bolsas de Iniciação Tecnológica e Inovação (PBITI), cujo valor perfaz o montante de R$ 384.000,00. O objetivo do projeto é despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes de graduação, mediante sua participação em projetos de pesquisa ou de inovação tecnológica, proporcionando ao bolsista a aprendizagem de técnicas e métodos científicos e tecnológicos, a fim de prepará-los para a pós-graduação e empreendedorismo.

O edital N° 10/2022, em parceria com o CNPQ, no valor de R$ 600.000,00, tem o objetivo de apoiar projetos de pesquisa que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação do Estado de Sergipe, induzindo a inclusão de jovens doutores em equipes de pesquisa por meio da concessão de bolsas e auxílio à pesquisa.

Ainda no âmbito do PROAF, no dia 03 de novembro, foi lançado o Edital nº 12/2022 para Mestrado e Doutorado com Produto Tecnológico, no valor total de R$ 3.552.000,00. Os recursos são do FUNTEC e neste Programa estão sendo disponibilizadas, ao todo, 60 bolsas, sendo 40 bolsas de mestrado e 20 de doutorado. O referido Edital tem por objetivo a concessão de bolsa de mestrado e doutorado para discentes que estejam realizando pesquisas com potencial de se tornarem um produto tecnológico.

Programa de Comunicação e Inovação Tecnológica (PROCIT)
No campo da divulgação científica e da pesquisa na escola, a parceria entre órgãos do Governo possibilitou investimentos no valor total de R$ 3.678.060,00 através do Programa de Comunicação e Inovação Tecnológica (PROCIT) da Fapitec/SE, com o lançamento de cinco editais.

Foram lançados o Edital N° 01/2022 de Apoio à Divulgação da Ciência – Comunicação Científica, com recursos aportados na ordem de R$ 220.200,00; o Edital N° 02/2022 de Apoio a Projetos de Desenvolvimento do Ensino na Escola, no valor de R$ 1.220.000,00; o Edital Nº 03/2022, de Apoio a Olimpíadas de Ciências no valor de R$ 480.000,00; o Edital Nº 04/2022, Feiras de Ciências Escolares e Feira Científica Estadual, no valor de R$ 1.678.200,00; e o Edital nº 11/2022 Prêmio João Ribeiro de Divulgação Científica e Inovação Tecnológica, no valor de R$ 79.660,00.

Esses editais têm a finalidade de apoiar o desenvolvimento de projetos científicos, tecnológicos e de inovação na rede pública de ensino, estimular a pesquisa e a produção científica, além de incentivar a participação de estudantes em feiras científicas e olimpíadas de ciências, despertar o interesse por carreiras na área da ciência, impulsionar o desenvolvimento de soluções inovadoras, como também reconhecer e dar visibilidade através de premiação à profissionais que contribuíram significativamente para o desenvolvimento da pesquisa científica, tecnológica e inovadora e a divulgação da ciência no Estado.

Relacionado aos editais de desenvolvimento de pesquisa na escola, o superintendente executivo de Educação da Seduc, professor José Ricardo de Santana destaca que “os projetos financiados abrangem todas as áreas científicas. São pesquisas construídas e executadas na perspectiva bibliográfica, documental, além das atividades de campo, laboratório e também quantitativa e qualitativa”, explica.

Já no âmbito da divulgação da ciência, o edital do Prêmio João Ribeiro está aberto para submissão de propostas até 23 de dezembro deste ano, com premiação em dinheiro e placa de reconhecimento aos primeiros colocados nas categorias Pesquisador(a) Destaque, Pesquisador(a) Inovador(a), Jovem Cientista, Profissional de Comunicação e Empresa Inovadora. Os interessados devem acessar “Editais Abertos” no site da Fapitec/SE para obter mais informações.

Trabalho não para
No mês de novembro, a fundação, através do Programa de Inovação Tecnológica (PROINT), também lança um edital para a atração de recursos humanos qualificados e com experiência profissional em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – PD&I, para a execução técnica e científica de ações em linha temática de interesse prioritário da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (CODISE). Serão ofertadas até sete bolsas na modalidade de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI).

Outro ponto de destaque é a retomada do Programa de Apoio e Desenvolvimento de Políticas Públicas para o Estado de Sergipe, executado em parcerias com secretarias de estado, por meio dos seus respectivos Núcleos de Análises e Pesquisas em Políticas Públicas (NAPs). O programa tem como objetivo principal promover uma integralização entre Instituições de Ensino e Pesquisa (IEP) e organismos de governo, a fim de aprimorar as análises, formulações e implementações de ações e programas do poder público, que venham a atender às demandas sociais e institucionais.

Além disso, deve-se suscitar a iminente chamada para o Programa TECNOVA III, de fundamental importância para o estímulo da cultura empreendedora inovadora no estado, o qual se estima um aporte de recursos federais na ordem de R$ 8 milhões, provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Também neste mês de novembro, a fundação, em parceria com a Seduc, realiza a contratação dos projetos aprovados como prioridade dois (propostas recomendadas e não financiadas), no Edital 09/2021 – Programa de Apoio à Núcleos de Estudos Avançados em Políticas Educacionais no Estado de Sergipe. O referido Edital teve por objeto apoiar a execução de projetos de grupos emergentes de pesquisa, que atuam em ações para o desenvolvimento de políticas educacionais de gestão das unidades e sistemas de ensino da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio), que compreendam a organização das instituições, formação de professores, organização curricular (práticas de ensino/aprendizagem) e atividades de apoio pedagógico e administrativo. Tal edital visa conceder suporte financeiro aos trabalhos dos referidos grupos, induzindo a formação de novos núcleos de excelência na área de educação, vinculados a instituições de ensino superior e pesquisa, públicas ou privadas, sediadas no Estado de Sergipe.

Mais de 1,5 bilhões foram investidos na reativação de grandes indústrias em Sergipe

A política de fortalecimento do desenvolvimento econômico no Governo do Estado de Sergipe, ao longo dos últimos anos, esteve voltada para atração de empresas e também para a reativação e expansão de plantas industriais já instaladas. Os frutos deste trabalho já podem ser vistos e são ainda mais relevantes se calculado o montante investido pelas indústrias que foram reativadas em Sergipe entre 2019 e 2022.

Ao todo, 1,5 bilhões foram ou ainda estão sendo investidos na recuperação das plantas, o que representa mais recursos circulando no estado, e também mais emprego para a população. “Trabalhamos ao longo de todos esses anos para fortalecer o desenvolvimento econômico em Sergipe, buscando atrair novas empresas, mas também mantendo diálogo aberto para que as empresas que já estavam no Estado pudessem se fortalecer mais e mais. O resultado podemos ver com esses dados, que nos deixam satisfeitos e confiantes na continuidade do trabalho”, frisa o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho.

Neste contexto, entre as empresas que foram reativadas e que hoje prestam um importante serviço para Sergipe e também para o país, está a Fábrica de Fertilizantes de Sergipe (FAFEN), hibernada pela Petrobras e reativada pelo grupo Unigel. Desde a hibernação da unidade, em 2019, até sua reativação, em 2021, o Governo do Estado, por meio da Sedetec e do próprio Governador Belivaldo Chagas, esteve próximo em todas as tratativas. Atualmente, a Unigel é a maior fabricante de fertilizantes nitrogenados do Brasil e a unidade sergipana conta com a capacidade de produção de 650 mil toneladas de ureia, 450 mil toneladas de amônia. Para retomada da unidade, o grupo investiu cerca de R$ 316 milhões.

Ainda no projeto de retomada, em abril de 2022, o Grupo Unigel e o Governo de Sergipe assinaram um protocolo de intenções voltado à retomada da produção da planta de sulfato de amônio localizada na Unigel Agro SE, com previsão para o primeiro semestre de 2023. A unidade de sulfato de amônio encontra-se hibernada desde julho de 2017. Sua capacidade de produção é da ordem de 300 mil toneladas por ano. Para reativar a planta, estima-se um investimento em torno de R$ 30 milhões.


Outro exemplo de empresa que está investindo na reativação de polos industriais em Sergipe é a Carmo Energy, que arrendou o Polo Carmópolis, e aguarda transferência por parte da Petrobras para iniciar a operação. A expectativa do grupo é chegar aos níveis produzidos em 2012, ou seja, uma produção acima de 25 mil barris. Ao todo, a Carmo Energy deve investir, nos próximos 10 anos, R$ 640 milhões em inovação tecnológica e social em Sergipe.


Vidros e cerâmica
Outro grupo que chegou a Sergipe para reativar uma planta já existente e que vem se desenvolvendo ano a ano é o Vidroporto. A empresa chegou ao estado em 2019, após a aquisição da Indústria Vidreira do Nordeste (IVN), localizada em Estância, e reativou a empresa após um longo período paralisada. Atualmente, com apoio do Governo do Estado, a indústria mantém três linhas de produção ativas e mais de 260 empregos diretos. O valor do investimento foi mantido pela empresa.


A lista de empreendimentos que tiveram sua retomada iniciada nos últimos anos em solo sergipano só aumenta. A Cerâmica Capri LTDA, que assina a marca Ravello Pisos e Revestimentos, é mais um exemplo. Em outubro de 2021 a empresa iniciou as vendas de cerâmicas produzidas na antiga planta da Escurial, que estava paralisada desde maio de 2018. A reativação da planta empregou em torno de 90 colaboradores diretos, além de 150 indiretos, número que deve aumentar após a entrada em funcionamento de uma terceira linha de produção. O investimento para reativação girou em torno de R$ 5 milhões para aquisição e modernização de equipamentos, além de recursos para retomada.


PSDI
Mais recentemente, a Sabe Alimentos, outra empresa que também havia paralisado a produção, anunciou a retomada por meio da aquisição de sua planta pela empresa capixaba Laticínios Damare. A expectativa é que sejam gerados de 200 a 250 empregos diretos após a fábrica entrar 100% em funcionamento. O investimento na aquisição da planta não foi R$ 100 milhões.
Outra retomada muito positiva para o Estado é a da antiga fábrica de cimentos Nassau, que foi arrematada pelo grupo Polimix. Ao todo serão investidos R$ 500 milhões na aquisição de ativos e na modernização total do parque industrial da antiga fábrica da Itaguassu Agro Industrial, que poderá gerar uma média de 1.500 empregos, entre diretos e indiretos.

Bacia de Sergipe terá tratamento de gás inédito, segundo site Brasil Energia

O Sergipe Águas Profundas terá a capacidade de disponibilizar ao mercado até 18 milhões m³/dia

Sergipe foi destaque na área de Petróleo e Gás em mais uma publicação nacional. Desta vez,  de acordo com matéria publicada no site Brasil Energia, a Petrobras irá tratar nas próprias Unidades Flutuantes de Armazenamento e Transferência (FPSOs) todo o gás produzido no Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), em Sergipe. A iniciativa é algo inédito no Brasil, inaugurando os tratamentos de gás natural integral, dispensando o investimento em Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs). 

Com esse conceito inovador no projeto, o Sergipe Águas Profundas conseguirá produzir, processar e especificar o gás nas unidades de processamento direto para a venda. Com esse formato, a petroleira reduzirá a complexidade de execução do projeto, facilitando a logística durante a operação e atraindo a atenção, já que tal fato está sendo visto como um marco no país. 

A matéria informa ainda que no projeto de Sergipe, a Petrobras adotará a metodologia de refrigeração mecânica. O mecanismo utilizará um fluido refrigerante para resfriar o gás e assim tirar as frações mais pesadas. Já as partes mais leves serão exportadas para uma estação de recebimento, que será instalada em Sergipe, funcionando como um ponto de distribuição. 

Ainda de acordo com o Brasil Energia, o Sergipe Águas Profundas terá a capacidade de disponibilizar ao mercado até 18 milhões m³/dia de gás quando o módulo de produção do sistema estiver em operação. Para isso, a Petrobras precisará fornecer um gás sem as frações mais pesadas, o mais seco possível e sem contaminantes, o que trará um resultado mais econômico ao projeto, segundo o diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, João Henrique Rittershaussen. 

O superintendente Executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Marcelo Menezes, destaca a importância da iniciativa para o projeto SEAP. “O gás a ser produzido no Sergipe Águas Profundas tem baixo teor de CO2 e pequena incidência de contaminantes, simplificando e barateando o seu processamento. Considerando esse fator e a menor distância de escoamento dos poços até o litoral, o gás a ser produzido em Sergipe poderá ter um custo mais competitivo, contribuindo para a atração de investimentos para o seu consumo no próprio Estado”, explica.

Sergipe Águas Profundas 

O projeto de Sergipe terá dois módulos, cada um com um FPSO. A primeira unidade tem capacidade de produzir 120 mil barris de petróleo por dia e 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Já a segunda unidade será um pouco maior, com capacidade 120 mil barris de petróleo/dia e 12 milhões de metros cúbicos de gás/dia. Além disso, o SEAP contará com um gasoduto de escoamento com 128 km de extensão, sendo 100 km no mar e 28 km em terra. 

O planejamento para o início da produção do SEAP era, originalmente, para 2026, contudo, após o cancelamento da primeira licitação, a previsão é de que tenha início apenas em 2027. Entre os desafios do Projeto, o diretor da Petrobras destacou  o volume expressivo de exportação de gás para ser produzido em uma área de nova fronteira, sem a logística e a infraestrutura disponíveis das bacias de Santos e de Campos.  

“Vamos trabalhar em uma área isolada do ponto de vista da Petrobras. Em Búzios, por exemplo, já temos toda uma infraestrutura funcionando, mas Sergipe é uma nova fronteira”, pondera João Henrique Rittershaussen, executivo da petroleira brasileira

Governo dialoga com empresa especializada em investimento no ramo de mineração

Com a finalidade de conhecer os investimentos no setor mineral no interior do Estado de Sergipe, a equipe técnica da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, receberam a visita do diretor-presidente da Nexon Mineração, Marcelo Martins, do geólogo da empresa, Ricardo Gallart e do gerente regional da Agência Nacional de Mineração, George Eustáquio.

A reunião ocorreu na sede da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), sob condução do secretário José Augusto Carvalho. Acompanhado dos técnicos da pasta, o secretário pôde recepcionar os convidados e avaliar os projetos que estão em desenvolvimento nos municípios de Brejo Grande, Nossa Senhora de Lourdes e Gararu. 

O secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, afirmou as boas expectativas após o encontro. “Procuramos sempre reunir o corpo técnico da Sedetec para apresentar a equipe do Governo aos empresários e mostrar que Sergipe recebe, com muito acolhimento, as empresas que se interessam pelo nosso Estado. A Nexon vislumbra um potencial muito grande em nosso estado e, hoje, puderam nos mostrar alguns desses projetos através de estudos realizados pela empresa”, disse.

A expectativa da empresa é que em 2024, o projeto de Brejo Grande, que tem como principais minérios titânio e zircônio, se inicie. “O trabalho preliminar já foi elaborado, mostrando uma pré-viabilidade econômica. As demais áreas que vão bloquear outras reservas para o projeto ainda vão ser concluídas para a gente avaliar e aprovar os projetos”, pontuou o diretor-presidente da Nexon, Marcelo Martins.

O superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, destacou a importância da visita e de projetos nesta vertente para o Estado. “Todo projeto, do modo que ele nos apresentou, é muito interessante e o Estado tem total interesse em participar. Podemos estabelecer pontes para dar mais celeridade ao processo que já está em desenvolvimento e auxiliar no que necessário”, pontuou. 

O gerente regional da Agência Nacional Mineração, George Eustáquio, destacou a longa parceria entre o órgão e a Sedetec. “A empresa nos mostrou as perspectivas futuras de uma ocorrência mineral e do andamento de uma pesquisa em Sergipe. Achei interessante trazer a novidade para a Sedetec e todas as linhas que trazem desenvolvimento para o estado. Temos muito interesse em compartilhar e dar oportunidade para as empresas”, ressaltou.

Nexon Mineração

Com base administrativa em São Paulo e Belo Horizonte, a empresa foi fundada em 2019 como plataforma de investimento no setor de mineração, diversificando o portfólio no setor em que o grupo controlador atua. A Nexon desenvolve seus projetos visando a produção com foco em minerais estratégicos, tais como: cobre, ouro, titânio, zircônio, níquel, cobalto, terras raras, potássio e fósforo. 

“Nós não somos uma empresa que desenvolve o projeto e vende para uma outra depois. A gente desenvolve, colocamos em produção e vamos operar por 20, 30 anos, durante toda a vida útil do projeto. Vai gerar muito emprego e muita renda para o estado”, concluiu o diretor-presidente da Nexon, Marcelo Martins. 

Incentivos fiscais do Governo fomentam investimentos de R$1,1 bi na indústria de Sergipe nos últimos anos

Através do PSDI 56 empresas receberam aval do Governo para investir no Estado entre 2019 e 2022

Gustavo Lisboa estava ansioso para entrar no mercado de trabalho, e este ano conquistou a tão almejada assinatura na sua carteira de trabalho, como separador de mercadorias na Super Carnes, indústria sergipana do ramo alimentício, localizada no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro, e que conta com incentivos do Governo do Estado para seu funcionamento. Gustavo é apenas um entre os 3.165 sergipanos que entraram no mercado graças aos empregos gerados com o apoio do Governo do Estado. 

“Entreguei meu currículo, fui chamado para fazer o treinamento na logística e me destaquei. Eles me qualificaram e passei a atuar separando as mercadorias e fazendo o carregamento. Só tenho a agradecer a empresa pelo ótimo ensinamento que me foi dado, principalmente na parte da logística, de separação, de produção e sobre as precauções também, venho aprendendo cada dia mais”, comemora o funcionário que há cinco meses atua na empresa.

Por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), gerenciado pela Companhia do Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), o Governo do Estado autorizou benefícios fiscais ou locacionais a 56 empresas ao longo dos últimos quatro anos. Apenas nestas empresas, 3.165 empregos puderam ser gerados, representando um investimento de R$ 1.140.512.068,00 em incentivos industriais, fomentando a economia e promovendo o desenvolvimento de diversas regiões de Sergipe. 

“Apesar de termos enfrentado uma pandemia, que atingiu em cheio a indústria e retraiu a economia em todo o país, conseguimos analisar muitos processos de concessão de benefícios e autorizar incentivos fiscais e locacionais a muitas empresas”, informa o presidente da Codise, José Matos. 

Todos os processos de concessão de benefícios industriais oferecidos pelo Governo do Estado passam pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), um grupo de gestores de diversas entidades da iniciativa pública e privada que analisam as propostas e deliberam sobre o melhor para a economia em Sergipe. 

“Mensalmente recebemos dezenas de pedidos de concessão de incentivos no CDI e analisamos junto com os demais membros, que são de diversas esferas do Governo e alguns órgãos da iniciativa privada, como Federação das Indústrias, por exemplo. Assim, temos a oportunidade de avaliar onde melhor serão aplicados esses incentivos, sempre com foco na geração de emprego, renda e desenvolvimento para o povo sergipano”, completa o secretário do Desenvolvimento Econômico, José Augusto Carvalho.

Além das novas empresas que solicitaram benefícios ao Governo, algumas já instaladas, requisitaram renovação dos benefícios ou ampliaram seu parque industrial e linhas de produção, gerando mais empregos em unidades já existentes. “Este é o caso das Indústrias Maratá, que além de aumentar suas linhas de produção está prestes a abrir um moinho de trigo, em São Cristóvão e uma misturadora de fertilizantes em Maruim”, informa o superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes.

Site norueguês especializado em petróleo e gás destaca preparação da Petrobras para Projeto Sergipe Águas Profundas

Publicação informa que a Petrobras está nos trâmites finais para licitação de FPSO’s

Matéria divulgada no início do mês, pelo site norueguês Upstream Online, informa que a Petrobras está em processo de finalização para o lançamento da licitação para duas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSO’s) para o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), localizado na bacia Sergipe-Alagoas. A previsão da petrolífera para o lançamento da concorrência é para o início de novembro.

As especificações da licitação para a capacidade de processamento da primeira unidade é de 120 mil barris de petróleo por dia e 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Já a segunda unidade será um pouco maior, com capacidade 120 mil barris de petróleo/dia e 12 milhões de metros cúbicos de gás/dia. Além disso, o SEAP contará com um gasoduto de escoamento com 128 km de extensão, sendo 100 km no mar e 28 km em terra;

Espera-se que algumas empresas sejam convidadas a participarem da licitação, como a empresa japonesa Modec, a holandesa SBM Offshore, a norueguesa BW Offshore; os grupos malásios MISC e Yinson Holdings; a canadense Altera Infrastructure e a brasileira Ocyan.

O planejamento para o início da produção do SEAP era, originalmente, para 2026, contudo, após o cancelamento da primeira licitação, a previsão é de que tenha início apenas em 2027. O superintendente executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes, comentou sobre a expectativa do Governo do Estado para o início da produção.

“A ida ao mercado para encomenda dos FPSO’s é uma etapa fundamental do processo de tomada de decisão de investimento da Petrobras do projeto Sergipe Águas Profundas. A partir dessa definição, deve ser dada a partida das diversas contratações de equipamentos, materiais e obras para implantação do SEAP, passando a ter um cronograma de implantação e uma previsão mais precisa do início da operação”, informa Marcelo Menezes.

Segundo fontes relataram para o Upstream, a empresa petroleira brasileira pretende instalar os FPSO’s em 2.500 metros de água e com uma vida útil de 30 anos, porém os contratos de afretamento oferecidos são de 20 a 25 anos. Além disso, conforme descrição técnica, a Petrobras aceitará navios com capacidade mínima de armazenamento de 1,4 milhões de barris por dia.

Matéria produzida em outubro de 2022

Empresa que adquiriu polo da Petrobras em Carmópolis pretende investir R$ 640 milhões em inovação tecnológica e social em Sergipe

O governador Belivaldo Chagas se reuniu nesta terça-feira (20), no Palácio dos Despachos, com representantes da Carmo Energy, pertence ao grupo espanhol Cobra e que adquiriu, recentemente, campos terrestres (on shore) da Petrobras em Sergipe. Durante o encontro, a empresa anunciou para os próximos 10 anos, R$ 640 milhões em investimentos em inovação tecnológica e social em Sergipe.

“Com a retomada da produção de petróleo e gás em Carmópolis, teremos um novo polo de desenvolvimento econômico, pesquisa e inovação em Sergipe. As perspectivas são as melhores possíveis. A Carmo deve investir, aqui, cerca de R$ 640 milhões nos próximos 10 anos, não só retomando a produção de combustíveis, mas também criando um verdadeiro celeiro de inovação e tecnologia, gerando emprego e renda com projetos educacionais em todos os níveis e de fomento de startups. O processo de transmissão dos ativos está em fase avançada na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustível (ANP)”, disse o governador Belivaldo Chagas, que colocou o Estado à disposição da empresa. “Sabemos da capacidade do grupo e esse investimento nos anima e traz de volta a esperança. Portanto, no que depender do governo do Estado, estamos aqui para colaborar, afinal de contas, a gente precisa dessas parcerias para ajudar a desenvolver Sergipe”, reforçou o governador.

Segundo o CEO da Carmo Energy, Daniel André Solino Noleto, o intuito da reunião foi apresentar as perspectivas de investimentos, além de estreitar as relações com o Estado. “Entendemos que é importante fazermos essa aproximação com o Governo de Sergipe, por que a gente vai atuar muito forte no estado e pretendemos desenvolver importantes ações. Somos uma empresa voltada à área de energia e infraestrutura, que dentro da exploração de óleo de gás, hoje, no mundo, tem uma produção diária de 45 mil barris. E, agora, o polo Carmópolis representa o projeto mais importante o nosso workshop brasileiro”, disse o CEO, destacando a perspectiva de retomada do polo de Carmópolis. “A empresa está em processo de transição de ativos e depois de concluído o processo, devemos retomar a produção do polo. Esperamos chegar a níveis produzidos em 2012, isso quer dizer uma produção acima de 25 mil barris. E, para isso, teremos um alto investimento já nos próximos cinco anos”, informou.

A operação envolve os campos Carmópolis, Aguilhada, Angelim, Aruari, Atalaia Sul, Brejo Grande, Castanhal, Ilha Pequena, Mato Grosso, Riachuelo e Siririzinho. Entre janeiro e novembro de 2021, a produção média dos 11 campos foi de 7,6 mil barris de óleo/dia e 43 mil m³ de gás/dia. A operação de venda foi autorizada pelo Conselho de Defesa Econômica (Cade), em 12 de janeiro de 2022. A venda da totalidade da participação da Petrobras foi anunciada na penúltima semana de dezembro de 2021, pelo valor de US$ 1,1 bilhão.

Além das concessões dos 11 campos terrestres, o polo contempla acesso à infraestrutura de processamento, escoamento, armazenamento e transporte de petróleo e gás natural. O ativo integra ainda o Polo Atalaia, no qual está contido o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo), e o oleoduto Bonsucesso-Atalaia, que escoa a produção de óleo de Carmópolis até o Tecarmo.

Inovação tecnológica e social

A empresa espera investir, nos próximos 10 anos, cerca de R$ 640 milhões somente em inovação tecnológica e social em Sergipe. O objetivo segundo explicou o gestor e pesquisador Fabiano Martins Carvalho, é promover à comunidade social de jovens vulneráveis o acesso à informação e prática de projetos de tecnologia. “A gente tem a oportunidade de unir a iniciativa privada com o poder público, com cientistas, como desenvolvedores inovadores e a estrutura que hoje é conhecida como Tecarmo. Desta maneira, parte dessa área vai ser destinada a fazer um grande banco de inovação, no qual a gente vai levar estruturas de laboratórios, de incubadoras, aceleradora de startups, para receber essas startups, que vão ser fruto desse investimento e desse trabalho junto com a universidade, com as redes estadual e municipais de educação”.

“A chegada da Carmo Energy é um momento muito importante para o estado. Então a expectativa é grande, desde o primeiro momento, nós no colocamos à disposição para apoiar em qualquer necessidade. Já tivemos algumas reuniões e esse momento é importante para conhecer os projetos da empresa, estreitar laços e parcerias produtivas, não tão somente da área de exploração de petróleo e gás, como também em outras ações que possam beneficiar o estado de Sergipe”, ressaltou o superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes.

A reunião contou ainda com a participação do gerente-executivo Mauro Elias Rocha Fernandes; do assessor jurídico Fernando Henrique Miranda da Cunha; do gestor Samuel Max Gabbay; do secretário de Estado da Fazendo, Marco Antônio Queiroz; do secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho; do secretário da Seduc, Josué Modesto; do diretor-presidente da Sergas Valmor Barbosa; do diretor-presidente da Deso, Carlos Melo; e do diretor da Codise, Gildo de Souza Xavier.

Fotos: Mário Sousa

Fotos: Mário Sousa

Matéria produzida em 20 de setembro de 2022

Sedetec participa da 5ª edição do Simpósio Nordestino de Química

O primeiro dia de Simpósio contou com a participação de 140 inscritos

Sempre atento ao fomento da ciência, tecnologia e inovação, o Governo do Estado, por meio de gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) prestigiaram, na quarta-feira (17), a abertura da 5ª edição do Simpósio Nordestino de Química (SINEQUI), promovida pela Associação Brasileira de Química/seção Sergipe (ABQ), no auditório do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). O tema desta edição é a “Química e Inovação: perspectivas tecnológicas para o desenvolvimento regional”.

O evento é fruto de uma parceria entre a ABQ com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Tiradentes (Unit) e Instituto Federal de Sergipe (IFS). Durante dois dias (17 e 18 de agosto) os participantes do simpósio participarão de minicursos, palestras e mesas redondas abordando temas de interesse dos profissionais da Indústria Química, de pesquisadores e estudantes de nível médio, graduação e pós-graduação dos cursos que têm relação com a Química.

O secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, esteve presente durante a abertura oficial do Simpósio e parabenizou a iniciativa da ABQ/seção Sergipe pela realização do evento no estado. “Esse evento conta com pessoas altamente qualificadas do Brasil para estar aqui conosco fazendo essa exposição, através de minicursos, palestras, mesas redondas, e essa palestra inicial mostrou muito bem isso, quanto a gente necessita da química, e do desenvolvimento dessas matérias para o desenvolvimento humano”, comentou.

A solenidade de abertura contou com uma conferência sobre “Química e Inovação para o Desenvolvimento Industrial”, realizada pelo professor do Centro Universitário SENAI/CIMATEC/BA, Dr. Jailson Bittencourt de Andrade. “A ideia foi trazer uma visão da química, não a química como as pessoas imaginam, que é aquela que polui, que estraga, mas sim uma visão da química da solução, as soluções que a química traz, e trazer uma visão humanística de como a química ajudou a humanidade”, explicou o professor.

O presidente da ABQ/seção Sergipe, Haroldo Silveira Dórea, discorreu sobre o processo de organização do evento e da importância para os estudantes e empresariado sergipano. “Nós criamos a regional há menos de um ano e a primeira ideia que tivemos foi trazer os nordestinos pra cá. O modelo que a gente pudesse congregar à academia ABQ, o Estado, envolvendo a ciência e a tecnologia e também os empresários, trazer a indústria e o empresariado para ter essa definição de como seria o congresso. Daí nós começamos, desde o ano passado, a ter reuniões na Sedetec, com o empresariado e começamos a definir o programa que tem como foco o desenvolvimento regional apontando para química, energia, meio ambiente e minerais”, relatou.

O superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, falou a respeito do apoio do Governo a setores como o da ciência. “O professor Haroldo procurou a secretaria para fazer uma parceria para a realização e buscamos trazer alguns temas atuais que o governo e o Estado tem trabalhado nessa frente. Portanto o assunto do gás, o assunto dos fertilizantes, que tudo tem a ver com a química também”, destacou.

Participação
Um dos presentes no primeiro dia de simpósio era o aluno em pós-doutorado do laboratório de análises cromatográficas da UFS, Rafael de Oliveira Farrapeira, que garantiu sua presença também no segundo dia de palestras. “Acho o simpósio de extrema importância para nossa área, já que a agrega um conhecimento muito grande. Além disso, nós temos a oportunidade de estar próximo à profissionais da mais alta excelência da química”, afirmou.

A abertura oficial do evento ocorreu somente à noite, porém durante o dia 17, os participantes já puderam acompanhar alguns minicursos, como “A Química Forense na na elucidação de crimes”; “Empreendedorismo voltado para Processos Biotécnicos”; ”Defesa Química das Plantas” e “A Química no Tratamento das Águas, Efluentes e Resíduos Perigosos”.

Matéria produzida em 17/08/2022.

Governo promove diálogo com Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás sobre capacitações em Sergipe

Encontro virtual teve como objetivo discutir a criação de cursos em diferentes setores que atuarão neste mercado

Atentando para as futuras transformações que o mercado de Petróleo e Gás em Sergipe passará nos próximos anos, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) promoveu uma reunião nesta terça-feira (16), com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), mais precisamente com a Universidade IBP (Unibp), e com diversas instituições de Sergipe, por meio de uma videoconferência. O encontro teve como objetivo estreitar laços para a capacitação dos agentes que atuarão no setor do petróleo, gás e fertilizantes no Estado.

Durante o encontro virtual, a Unibp apresentou suas atividades desenvolvidas, com ênfase no setor de Petróleo e Gás, a exemplo do oferecimento de cursos preparatórios e profissionalizantes, detalhando a metodologia, os temas, carga horária, públicos-alvo, entre outros.

A reunião contou com a participação de diversas instituições convidadas como a Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Tiradentes (Unit), Instituto Federal de Sergipe (IFS), Senai, Secretaria da Fazenda (Sefaz), Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agrese), Secretaria Geral de Governo (SEGG), Codise, Procuradoria Geral do Estado (PGE), Sistema Fecomércio – Sesc/ Senac e Sergas.

O superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, contextualizou a proposta da reunião e o caminho até então, frisando o bom relacionamento do Governo de Sergipe com o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, que já foi diretor de relações institucionais da Petrobras. “Temos conversado constantemente com o Ardenghy sobre o futuro de Sergipe e a necessidade de preparar profissionais e empresas para prestar serviços para as grandes companhias que têm perspectivas de vir para Sergipe. O objetivo é que sejam gerados empregos para os sergipanos”, explicou.

Durante sua explanação, a gerente do IBP, Karen Cubas, destacou que neste primeiro momento é necessário identificar o interesse das empresas que estão em Sergipe, do ponto de vista de mão de obra e especialização dessas pessoas. “Precisamos saber quais as necessidades que elas têm na região, para que esse grupo possa se organizar. Neste sentido, precisamos identificar formações, perfis profissionais, para desenvolver trilhas de aprendizagem em conjunto”, comentou.

Outro ponto de destaque do diálogo tratou sobre a importância de inserir as pessoas no mercado de trabalho, mesmo que, neste caso, seja necessário bolsas ou ajudas de custo para estes alunos. “Precisamos avaliar sobre bolsas, para que as pessoas continuem fazendo a formação. Nossa maior experiência é que as empresas contratam as pessoas e depois elas fazem a formação, mas, como em Sergipe há quatro grandes empresas que irão demandar dessa mão de obra especializada, podemos pensar, quem sabe, num financiamento do projeto”, completou Karen Cubas.

Entre os atores que poderão participar dos treinamentos, também estão as equipes da administração pública.

O professor Lucindo Quintans, da UFS, parabenizou a iniciativa, reforçando que a Universidade tem alguns cursos na área de Petróleo e Gás, com profissionais competentes e que podem construir programas em conjunto com o IBP. “Queremos nos juntar a esta parceria e gerar empregabilidade em Sergipe”, frisou. Já o pró-reitor de ensino do IFS, Alysson Barreto, colocou a instituição à disposição para discussão e para participar dos próximos passos da iniciativa.

O procurador Carlos Henrique Ferraz, da PGE, e a superintendente de Gestão Tributária da Sefaz, Silvana Lisboa, também participaram da reunião e ressaltaram a importância do evento, concordando com a necessidade da promoção de cursos para melhorar a qualificação das equipes técnicas dos órgãos.

Contexto
Nos próximos anos o estado de Sergipe passará por uma transformação através dos novos investimentos nos segmentos de gás, petróleo, fertilizantes e energia. Entre os projetos está o Sergipe Águas Profundas (Petrobras), que vislumbra a exploração de petróleo e gás na bacia Sergipe-Alagoas; a conexão do terminal de GNL à malha de transporte (ENEVA/CELSE), a transferência da operação do Polo Carmópolis (Carmo Energy), assim como os novos projetos de geração termelétrica.

Matéria produzida em 18/08/2022.

Última atualização: 3 de fevereiro de 2026 08:48.