Sedetec e vinculadas realizam reunião preparatória para o seminário de Planejamento Estratégico, do Governo do Estado

Estiveram presentes representantes da Codise, ITPS, Fapitec, Sergas, Jucese e SergipeTec

Com a finalidade de alinhar diretrizes internas para o primeiro seminário de Planejamento Estratégico (2023-2026), promovido pelo Governo do Estado, no próximo sábado, 04, a assessoria de planejamento da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) realizou, nesta quinta-feira, 02, uma reunião com presidentes e assessores do setor de suas vinculadas. O encontro aconteceu na sala de reuniões da Sedetec. 

O seminário tem como objetivo definir o mapa estratégico, construir uma nova missão, visão e valores para o governo, o eixo de atuação e os objetivos estratégicos que a equipe que compõe a administração do estado deverá seguir nos próximos anos. Além disso, contará com diversas oficinas de capacitação e desenvolvimento dos assessores que estiverem presentes no momento. 

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a importância deste seminário para o funcionamento harmônico entre as entidades que integram a administração estadual. “Após esse encontro, tudo que for debatido com o governo, junto aos outros órgãos vinculados, vai se desdobrar para dentro da Sedetec, assim como nas vinculadas de outras secretarias também”, declarou. 

De acordo com o assessor de planejamento da Sedetec, Maurício Nascimento Filho, a reunião desta quinta-feira foi um momento preparatório para as atividades que acontecerão no sábado. “A ideia foi fazer uma discussão interna sobre o nosso processo de planejamento estratégico para participarmos deste primeiro seminário. Precisamos estar alinhados, com o mesmo entendimento para contribuir de uma forma mais positiva, enquanto Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia”, disse. 

Presenças

Estiveram presentes os diretores das vinculadas da Sedetec e seus assessores de planejamento, como: o Instituto Tecnológico e de pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado de Sergipe (Codise), a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), Sergipe Gás (Sergas), a Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese) e o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec).

Governador anuncia reajuste das bolsas de auxílio à pesquisa vinculadas ao Funtec

Fundo Estadual beneficia centenas de estudantes que realizam pesquisa em Sergipe

O governador Fábio Mitidieri anunciou na terça-feira, 28, o reajuste das bolsas de estudo e pesquisa da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), financiadas pelo Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec). O reajuste poderá variar entre 25% e 100%. A medida passa a valer a partir deste mês de março.

A demanda vinha sendo estudada pelos gestores  da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), gestora da Funtec, e pela equipe da Fapitec, desde o reajuste anunciado, em meados de fevereiro, pelo Governo Federal para bolsas vinculadas à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O governador Fábio Mitidieri reforçou a importância do Fundo no fomento à ciência e Tecnologia no estado. “Estamos promovendo um reajuste, assim como o Governo Federal, e beneficiaremos milhares de estudantes e pesquisadores, reforçando nosso compromisso com a ciência e tecnologia em Sergipe”, pontuou.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia,  Valmor Barbosa, o aumento acontece após dez anos do último reajuste. “A nossa missão é repassar os recursos financeiros oriundos do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec) para os programas que são disponibilizados pela Fapitec. Assim, por meio do nosso Fundo, o Governo do Estado, juntamente com a Sedetec, buscará mais e melhores oportunidades para os pesquisadores sergipanos”, disse.

O presidente da Fapitec, Alex Garcez, ressaltou a sensibilidade e o interesse do Governo de Sergipe em promover, diante das possibilidades financeiras, o reajuste para os bolsistas. “Acompanhamos a demanda junto aos estudantes e pesquisadores e buscamos encontrar uma alternativa que fosse viável para Sergipe”.

Fábio discute com grupo de investidores chineses a construção de duas usinas termelétricas em Sergipe

O investimento previsto é de aproximadamente R$ 3 bilhões, com a expectativa de que sejam gerados quatro mil empregos diretos durante as fases de construção e operacionalização

O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, recebeu nesta terça-feira, 28, uma comitiva de investidores internacionais, coordenada pela Oficina Brasileira de Projetos de Infraestrutura (OBPI), para discutir a implantação de duas usinas termelétricas movidas a gás natural em território sergipano. O investimento previsto pelas empresas chinesas V Power e CNTIC é de aproximadamente R$ 3 bilhões, com a expectativa de que sejam gerados 3.500 empregos durante a fase de construção, e outros 500 na fase de operação.A proposta é que ambas as usinas – a UTE Neópolis e a UTE Nova São Francisco – sejam construídas no município de Neópolis, na região do Baixo São Francisco, com um potencial de operacionalização de 299 MW. Segundo o projeto, o empreendimento funcionará, de forma inicial, com gás natural importado, passando a utilizar, posteriormente, gás associado da Bacia Sergipe – Alagoas.

“A construção dessas duas usinas termelétricas, com capacidade de operacionalização acima de 270 Megawatts, será de extrema importância para o nosso estado. Só para se ter uma ideia, isso dá praticamente um terço do que a usina termelétrica aqui da Barra dos Coqueiros produz. Trata-se de um investimento que vai atrair em torno de R$ 3 bilhões para o nosso estado. Então, abrimos as portas de Sergipe, colocamos a nossa área técnica à disposição para ajudar no diálogo com a empresa VLI, que hoje administra o nosso porto, da mesma forma no diálogo com o Governo Federal. Tenho certeza de que logo teremos notícias boas em relação a este negócio”, avaliou Fábio Mitidieri.

Ao conhecer as potencialidades e expertises do grupo investidor, hoje reconhecido como um dos maiores da China na área de produção de energia, o governador de Sergipe também expôs os interesses e planos do Governo do Estado de construir um segundo porto no litoral sergipano. “Durante o encontro, eles nos apresentaram um vídeo em que destaca a expertise do grupo também na construção de portos e então expusemos o nosso desejo de consolidar uma parceria para construção desse segundo porto em nosso estado”, acrescentou.

Expectativas

O diretor Executivo da OBPI, André Barbosa, elogiou a receptividade do Governo de Sergipe para dar andamento aos projetos apresentados. “Aqui em Sergipe, encontramos um ambiente excelente de previsibilidade e segurança, que é o que a gente procura para atrair parceiros investidores. Nós temos um interesse especial no potencial de gás natural do estado e, a partir dessa disponibilidade de gás, nós trabalhamos alternativas para fazer com que empreendimentos sejam importados, seja na produção de energia, ou em fertilizantes”, explica.

De acordo com ele, o encontrou possibilitou um passo importante para a concretude do projeto. “Tivemos uma excelente impressão da gestão do estado, o governador nos passou bastante segurança e estamos bastante estimulados para iniciar”, frisou.

Os próximos passos, explica ele, seguem na direção do detalhamento dos investimentos, dos aspectos técnicos do projeto, para que, em seguida, as empresas possam se manifestar. “Isso pode se dar na forma de PNMI  ou coisa parecida”, conclui o diretor da OBPI.

Também estiveram presentes acompanhando a reunião o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa; o secretário da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), Zeca da Silva; o secretário Especial do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), Jorge Teles; o presidente da Codise, Ronaldo Botelho Guimarães; e o secretário Especial do Gabinete do Governador, Tiago Andrade.

Empresas recebem orientações sobre serviços oferecidos durante ‘Sergipe é aqui’

O objetivo do governo é que o encontro ocorra mensalmente em diversos municípios

Quem passou pela escola Estadual Lourival Baptista, em Boquim, nesta segunda-feira, 27, durante a primeira edição do “Sergipe é aqui” do Governo do Estado, pôde dialogar com representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), além dos seus órgãos vinculados, 

O assistente administrativo Jairo Ramos, que atua na Cin Uniformes, indústria de fardamentos localizada em Boquim, aproveitou a oportunidade para aprimorar a empresa, dialogando com representantes da Sedetec e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). “Já temos contato com a Codise, inclusive participamos do PSDI, então pontuei algumas questões para buscar mais melhorias para nossa empresa. Acredito que esse tipo de ação, do Governo Itinerante se aproximando das indústrias e dos empresários, vai fortalecer o desenvolvimento do município e do estado também”, pontuou.

Além da Codise, participaram a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do estado de Sergipe (Fapitec), o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), a Sergipe Gás (Sergas), o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) e a Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese), que disponibilizaram orientações às pessoas que compareceram. 

Governo Itinerante

Organizado pela Secretaria de Estado da Casa Civil, o ‘Sergipe é aqui’ é a concretização de um dos compromissos assumidos pelo governador Fábio Mitidieri em seu projeto de governo. A implantação do evento tem como objetivo levar até as diferentes regiões de Sergipe a estrutura governamental para acolher as demandas locais, executar e despachar as atividades de gestão do governo nos municípios. A proposta é que o evento, a princípio, seja realizado mensalmente, com a transferência simbólica da capital do estado para a cidade-foco da ação.

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a importância da iniciativa para o povo sergipano. “O que realizamos no município de Boquim, hoje, foi uma união de forças, de todos os serviços que o Governo do Estado proporciona, em prol da população de Boquim. A nossa expectativa é que possamos levar nossos serviços para outros municípios do estado. Então, eu vejo este encontro como uma oportunidade de estar mais próximo ao povo e mostrar que o governo é um importante aliado na construção de um futuro mais próspero e com mais oportunidades”, declarou. 

Também participando da ação, a Sergas ofertou orientações importantes para as pessoas que têm interesse no trabalho da Companhia. “É uma grande oportunidade dos serviços da Sergas chegarem cada vez mais próximo da população sergipana, mais precisamente, nesta oportunidade, em Boquim e região”, informou o diretor-presidente, José Matos.

O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, por sua vez, destacou a importância do diálogo com as empresas da região. “Mantivemos uma equipe durante todo o evento para recepcionar os empresários e deixar a Codise à disposição para tirar dúvidas e aproximar o empresariado da região do Governo do Estado”, completou. Já o diretor de Novos Negócios da Codise, Gibran Boaventura, que representou a Companhia no evento, ressaltou que “a participação da empresa, dentro do “Sergipe é aqui” visa também captar novas empresas para o estado de Sergipe, não só da área industrial, mas também de outros segmentos como o do comércio e serviços”.

“O “Sergipe é aqui” é uma chance para que os cidadãos de Boquim conheçam todos os serviços do ITPS, bem como os demais órgãos e programas do estado que atuam em prol do desenvolvimento econômico”, pontuou o presidente do ITPS, Kaká Andrade. Já o presidente do SergipeTec, José Augusto Carvalho,  frisou que “é muito importante participar desse evento e mostrar a população do interior sergipano o trabalho do SergipeTec. Estaremos sempre presentes, mostrando o nosso parque tecnológico”.

O presidente da Fapitec, Alex Garcez, também reforçou a importância da participação da Fundação. “Temos uma série de editais que beneficiam estudantes e pesquisadores de variadas faixas etárias. Então estivemos no ‘Sergipe é aqui’ como forma de informar e incentivar a população boquinense sobre este trabalho”. O coordenador do Portal Agiliza Sergipe, da Junta Comercial, Paulo Aragão, comentou sobre a participação da Jucese na ação. “Todos nossos serviços são digitais e aqui tiramos as dúvidas e mostramos o passo a passo para acessá-los”, disse. 

Participação

Além da Sedetec, outras secretarias participaram desta primeira edição, como as secretarias de Estado da Assistência Social e Cidadania, Especial da Comunicação, da Educação e da Cultura, do Esporte e Lazer, da Saúde, do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, da Segurança Pública, Especial de Políticas para Mulheres, Especial do Trabalho, de Administração, da Agricultura, do Turismo, da Fazenda, da Justiça, do Meio Ambiente, Superintendência da Juventude, Funcap, Procon, entre outros órgãos.

Equipe do Governo busca indústria calçadista em Santa Catarina para se instalar em Carira

Um protocolo de intenções foi assinado com empresários catarinenses que demonstraram interesse em abrir unidade fabril em Sergipe

Com o objetivo de atrair mais uma indústria para o estado, gerando empregos e desenvolvimento para a região agreste, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, e o presidente da Companhia do Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães, viajaram até a cidade de São João Batista, em Santa Catarina, nesta sexta-feira, 17. Na ocasião, os gestores visitaram a empresa Di Valentini Indústria de Calçados LTDA e assinaram um protocolo de intenções com empresários da calçadista catarinense, que demonstraram interesse em abrir uma unidade fabril em Sergipe.

Durante o encontro, o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou que Sergipe está de portas abertas para todas as empresas que possuem interesse em se instalarem no estado. “Estamos em um trabalho ativo e incansável. Dia após dia, buscando empresários e investidores para ocupar Sergipe, afinal, um dos maiores objetivos do governo é a geração de emprego, renda e desenvolvimento para a população e a chegada de novos investimentos é fundamental para isso”, comentou. 

Já o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, afirmou as boas expectativas após o encontro com os empresários. “Fizemos uma apresentação sobre o Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), e mostramos algumas áreas disponíveis para o segmento da indústria calçadista, com ênfase no município de Carira. Os empresários ficaram muito entusiasmados e, com certeza, teremos outras boas notícias em um breve espaço de tempo”, completou.

Histórico

Localizada no polo calçadista de Santa Catarina, em São João Batista, a Di Valentini é uma empresa de vanguarda, que investe na área de criação e desenvolvimento. Além disso, busca constantemente por novas tecnologias, elaborando calçados de qualidade e excelência.

“Carmópolis voltará a ser a capital do petróleo”, disse Fábio em visita à sede da Carmo Energy

Com a operação da Carmo Energy, a expectativa é que a produção do Polo alcance entre 25 e 30 mil barris de óleo/dia, além de gerar, cerca de 3.380 empregos diretos e indiretos em Sergipe

Para conhecer mais de perto os investimentos que estão sendo realizados na área de exploração de petróleo em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri visitou, nesta quinta-feira, 16, a sede da Carmo Energy, localizada no Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo). A empresa, que adquiriu o terminal e outros ativos do Polo, situado no município de Carmópolis, está focada em desenvolver a produção onshore em Sergipe, isto é, a exploração do petróleo em terra firme, investindo, nos próximos dez anos, pelo menos US$ 800 milhões.

Com a operação da Carmo Energy, a expectativa é que a produção do Polo alcance entre 25 e 30 mil barris de óleo/dia, além de gerar, cerca de 3.380 empregos diretos e indiretos em todo o estado. O gerente de Saúde e Segurança Ocupacional, Emerson Tomasoni, apresentou ao governador as políticas de segurança da empresa e as atividades da Carmo Energy foi apresentada pelo diretor Operacional, Daniel Noleto, finalizando com a explanação sobre as políticas de responsabilidade social, ambiental e governança, feita pela gerente de ESG, Karla Casagrande.

O diretor Daniel agradeceu a presença do governador Fábio e de todas as autoridades. “É uma alegria nossa recebê-lo aqui, governador, já são 55 dias de operações no Polo desde quando iniciamos”, afirmou. Nas operações da empresa, no Brasil, o destaque vai para o Polo de Carmópolis.

Fábio reforçou que é interesse do governo fazer com que Sergipe se desenvolva economicamente, gerando emprego e renda para os sergipanos. Por isso, colocou o Estado à disposição como um indutor do desenvolvimento, atuando naquilo que for necessário e possível. “Esta é uma empresa que investiu 1 bilhão de dólares na outorga para explorar o petróleo do nosso estado pelos próximos anos. Tenho certeza que ela tem um potencial de geração de emprego gigantesco, pois mais de três mil empregos diretos em toda região estão sendo gerados”, disse, ao ressaltar a importância de Carmópolis e regiões vizinhas receberem um investimento como esse.

“Carmópolis voltará a ser a capital do petróleo, ela volta a receber os royalties, ela precisava disso para manter o seu povo e desenvolver a região. Espero que Carmópolis siga gerando emprego e desenvolvimento, não só ela como todos os municípios vizinhos. Mais de dez municípios serão beneficiados pela Carmo Energy, a exemplo de Riachuelo. Quero que todas as cidades sejam beneficiadas, pois é um investimento que vai melhorar a vida das pessoas. Tenho certeza que é uma parceria que veio pra ficar”, pontuou.

Na ocasião, o diretor de Óleo e Gás, Hermilo Montes, informou ao governador que a empresa se comprometerá em solicitar às empresas terceirizadas que contratem 20% de mão de obra local. “Quero parabenizá-los também por adotar essa política na empresa. No governo, ao lado do secretário do Trabalho Jorge Teles, fomentaremos a geração e emprego e renda, por meio de políticas públicas do Estado e trabalharemos para ofertar e qualificar a mão de obra local, pois constatamos a necessidade de qualificarmos a nossa mão de obra para que a gente possa absorver esses empregos que estão sendo gerados e oportunizados. É um trabalho conjunto da Secretaria de Estado do Trabalho do nosso governo, que vai qualificar a mão de obra, e a empresa que está disposta a contratar mão de obra local para poder também ajudar a desenvolver a região”, disse o governador.

De acordo com o Secretário do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, a perspectiva é de que a empresa eleve o patamar de produção e envolva toda uma cadeia produtiva que demanda profissionais qualificados de diversas áreas. “A perspectiva é de que o Estado seja um grande parceiro da Carmo Energy na formação de mão de obra qualificada do sergipano para ocupar esses postos que serão criados com esse aumento de produção; e que sejam utilizadas as escolas de ensino profissionalizante do Estado, a exemplo da que já existe no município de Carmópolis, para que sejam formados profissionais de acordo com a necessidade da empresa no presente e nos próximos anos”, disse o secretário. 

O secretário do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, Valmor Barbosa, ressaltou a importância da ida até a sede da Carmo Energy. “Essa visita hoje é importante para vermos o que a empresa está fazendo, como está planejando seus investimentos, os empregos que serão gerados, os royalties, enfim, a empresa está investindo em um empreendimento que foi muito importante para Sergipe, que foi o Polo Carmópolis, que produziu muito petróleo e muita riqueza para Sergipe e que quer produzir tudo isso no mais breve tempo possível”, afirmou.

O senador Laércio Oliveira reforçou o apoio e compromisso do governo em investir na economia sergipana. “O governador segue essa linha: que se tiver que fazer, ele vai fazer porque está na pauta dele o investimento do estado em várias áreas. Nós queremos o desenvolvimento do nosso estado, queremos que Carmópolis volte a gerar riquezas como antes”.

Segundo a prefeita de Carmópolis, Esmeralda Cruz, a necessidade de qualificação da mão de obra e alinhamento com as demandas da empresa serão pauta da próxima reunião com a Carmo Energy. “A gente volta a sonhar. Carmópolis volta a sonhar. A gente precisa, muito, gerar emprego na nossa cidade. O maior sonho do povo é trabalhar”, ressaltou. O vice-prefeito de Carmópolis, Hyago Silva, também esteve presente.

Carmo Energy

A Carmo Energy é uma empresa que integra o grupo internacional Cobra. A aquisição do Polo Carmópolis se deu por meio do processo de desinvestimento da Petrobras e foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em janeiro de 2022. A empresa recebeu autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para entrar em operação em dezembro do mesmo ano.

Grupo Cobra

Esta é a primeira operação que envolve a área de Petróleo e Gás Natural da empresa no Brasil. O grupo internacional já atua na exploração, produção e comercialização de petróleo e gás natural a partir de campos terrestres em outros países da América Latina, como México, Colômbia e Equador. No Brasil, a companhia atua há mais de 20 anos, trabalhando em setores como a transmissão de eletricidade e a geração de energia.

Durante o processo de cessão, a Carmo Energy foi qualificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como operadora C, cumprindo todas as condicionantes exigidas pela ANP para autorização da operação, estando plenamente preparada e capacitada para assumir a operação de todo o Polo.

O Polo Carmópolis é composto pelos campos Carmópolis, Aguilhada, Angelim, Aruari, Atalaia Sul, Brejo Grande, Castanhal, Ilha Pequena, Mato Grosso, Riachuelo e Siririzinho.

Além das concessões dos 11 campos terrestres, o polo contempla acesso à infraestrutura de processamento, escoamento, armazenamento e transporte de petróleo e gás natural. O ativo integra ainda o Polo Atalaia, no qual está contido o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo), e o oleoduto Bonsucesso-Atalaia, que escoa a produção de óleo de Carmópolis até o Tecarmo.

Competitividade do gás natural como matéria prima é foco de reunião com representante do Governo

Evento ocorreu na Fiesp, que irá integrar o grupo, somando forças para o desenvolvimento do mercado de gás natural

O secretário executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes, participou nesta quinta-feira,(16), de reunião com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, integrando o grupo da Coalizão pela Competitividade do Gás Natural Matéria Prima, juntamente com representantes de diversas entidades como Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi),  Associação Brasileira da Infraestrutura e  Industrias de Base (Abdib), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Confederação Nacional do Transporte (CNT), e Organização Nacional das Indústrias de Petróleo (Onip/Firjan).

A Fiesp passará a integrar o grupo, somando forças para o desenvolvimento do mercado de gás natural. O objetivo é promover o aumento de oferta e de ofertantes de gás natural matéria-prima, de forma que possa haver competitividade no setor e, a partir daí, buscar ter um valor do gás comercializado no Brasil mais próximo das referências internacionais.

Na reunião, o presidente Josué Gomes manifestou apoio às pautas que vêm sendo defendidas pela coalizão no sentido de aumentar a produção nacional de gás natural e, dessa forma, “assegurar a competitividade do gás natural, para promover a reindustrialização do país, tanto para o uso como matéria prima como energético”, disse.

Aproveitando a presença na sede da Fiesp, Marcelo visitou o espaço onde será realizado, no dia 25 de abril, o Sergipe Day – Óleo e Gás, evento que será realizado pelo Governo do Estado e Federação das Indústrias de Sao Paulo. Na oportunidade, o secretário executivo manteve contato com a equipe que está cuidando do evento. “Será um evento importante para apresentar ao setor industrial de São Paulo as oportunidades que o estado de Sergipe oferece para implantação de novos empreendimentos, especialmente com foco na cadeia de petróleo e grandes consumidores de gás natural”, destacou o secretário executivo da Sedetec. 

Grupo técnico institucional
A coalização pela competitividade do gás natural matéria-prima (CCGNMP) é um grupo técnico institucional multidisciplinar formado pela Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegas), Confederação Nacional do Transporte (CNT), FIRJAN/ONIP, Sedetec/SE e TGBC.

Sergipe foi convidado a integrar esse grupo, desde a sua criação, por conta do trabalho que vem empreendendo em favor do desenvolvimento da produção nacional de fertilizantes, tendo participação importante na revisão do Convênio ICMS 100/97 e na elaboração do Plano Nacional de Fertilizantes, ocupando também assento no Conselho Nacional de Fertilizantes. O grupo conta com a liderança da Abemi, através do seu presidente Joaquim Maia, e coordenação geral de David Roquetti Filho.

Fábio acompanha primeiras operações de carregamento de milho para exportação no porto de Sergipe

Embarcação está sendo carregada com 28 mil toneladas de milho, rumo ao continente africano; 50% da carga é de produção dos municípios sergipanos de Frei Paulo e Itabaiana

Sergipe é reconhecido como um dos principais produtores de milho do Nordeste. Ano passado, a produção ficou em torno de 890 mil toneladas. Este ano, o primeiro embarque da produção dos grãos aconteceu em janeiro, movimentando em torno de 32 mil toneladas da commodity que partiram para abastecer o mercado sul-americano. Nesta terça-feira, 14, uma nova embarcação está sendo carregada com 28 mil toneladas de milho, rumo ao continente africano, e o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, acompanhou as primeiras operações realizada pela VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, no Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), no município de Barra dos Coqueiros.

A previsão é que em março aconteça outra operação. Sergipe responde por 50% da carga que tem origem no interior do estado, em municípios como Frei Paulo, Itabaiana e Moita Bonita. Os estados de Alagoas e Bahia respondem pela outra parte.

Durante a visita, Fábio conheceu as instalações do navio, cumprimentou e agradeceu à tripulação e a parceria da VLI com o governo, destacando a competência e profissionalismo da companhia e de todos os envolvidos. Ele também ressaltou a capacidade produtiva de Sergipe no setor agrícola e a logística oferecida pelo estado, por meio do porto, malha viária e aeroporto, possibilitando desenvolvimento econômico. As operações endossam a capacidade do terminal para atender o agro do Nordeste.

“Estou muito feliz de estar aqui hoje na VLI acompanhando mais um embarque de grãos de milho, mostrando a força do nosso agronegócio para nossa economia e a valorização que o nosso governo dá a essa parceria. Vivemos um grande momento na agricultura, no agronegócio sergipano, e esse embarque coroa isso, com certeza. Sergipe vem batendo recordes na produção de milho e na pecuária. Hoje, nós somos o maior produtor de leite do Brasil, éramos o segundo e passamos a ser primeiro, o que demonstra a efetividade da nossa produção.”

Fábio também lembrou a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dada pelo Governo do Estado, a fim de incentivar a produção, além do apoio oferecido ao pequeno agricultor familiar, para que ele também possa ter a sua produção garantida. “Isso tudo reflete em momentos como esse, onde Sergipe bate recorde de exportação, produção e quem ganha com isso é a nossa população e a nossa economia”.

O governador também falou sobre a parceria com a VLI, frisando que o porto é uma ferramenta muito importante na atração de novos investimentos. “É um governo parceiro, mas que também cobra e pede investimento. Sabemos que, em 2027, Sergipe vai iniciar a exploração de gás e o que queremos é ver o nosso porto ampliado para que possamos receber os navios de grande porte e com isso gerar mais emprego, trazer indústrias e investimentos para cá. Por isso, temos conversado com a VLI sobre a necessidade da ampliação do calado. É uma obra estruturante, uma obra que leva anos, não é uma obra tão simples, mas nós temos que nos preparar agora”.

Ao final da visita, Fábio agradeceu a toda equipe da VLI e a todos que estão investindo em Sergipe. “Queremos que nosso estado se desenvolva e esse investimento é muito bom, temos rota de escoamento que estimula nossa produção, gerando emprego e renda. Nos colocamos de portas abertas, estamos aqui para ajudar e o que pudermos fazer pela nossa economia, pela nossa agropecuária, nós faremos. Seguiremos fortalecendo Sergipe para que ele continue se desenvolvendo, não apenas no milho, mas em outras potencialidades como o gás. Tudo isso é importante para a população”.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, enfatizou que o carregamento demonstra a importância estratégica do TMIB. “Temos trabalhado com a VLI para ampliar ainda mais o mix de cargas do porto e fomentar novas oportunidades para o estado de Sergipe. Essa exportação que sairá daqui nos próximos dias demonstra a capacidade logística do terminal sergipano e a parceria desenvolvimentista entre a VLI e o Estado”, afirmou.

Além de Valmor, também estiveram presentes o secretário de Estado de Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva; o senador Laércio Oliveira e o deputado estadual Adailton Martins.

Terminal Inácio Barbosa

De acordo com o gerente Comercial da VLI para o TMIB, Márcio Marques, entre as vantagens do terminal estão ainda a proximidade com os principais corredores logísticos da região e polos produtores, além do menor tempo de espera para atracação. “Os clientes do agro também reconhecem a expertise da VLI no setor, em razão dos escoamentos da safra realizados em outros corredores operados pela companhia. Por meio do TMIB, temos potencial para contribuir com novas conexões do agro regional com o mercado global”.

Para escoar a produção regional, os produtores locais contam com a versatilidade do TMIB. O terminal oferece uma infraestrutura moderna e capacidade operacional para atender a demanda da região, proporcionando um serviço de excelência, focado na experiência do cliente, assegurando a melhoria contínua dos processos para que suas operações sejam cada vez mais eficientes e ágeis. Além do milho, o terminal também movimenta soja, farelo, trigo, fertilizantes, concentrado de cobre, minério de ferro, coque e cimento.

A exportação do milho é feita em parceria com a Agribrasil, uma das maiores exportadoras de grãos do Brasil, cliente da VLI, com presença em dez estados no Brasil e uma subsidiária na Suíça. Segundo o diretor de Logística da Agribrasil, Ivan Cicolani, a escolha do TMIB para as operações da companhia é um efeito natural proporcionado pela eficiência operacional garantida ao cliente.

Dia das Mulheres e Meninas na Ciência sustenta debate sobre protagonismo feminino

Celebrada no dia 11 de fevereiro, data propõe o fortalecimento da igualdade entre mulheres e homens na área de Ciência e Tecnologia

Jaleco, luvas, tubos de ensaio. Se esta clássica imagem é, geralmente, associada a personagens masculinos, a inserção de mulheres nos laboratórios e universidades vem contribuindo para a quebra do imaginário relacionado à figura do cientista. Ainda assim, muito há por ser feito no que diz respeito ao incentivo ao público feminino nas carreiras ligadas à Ciência e Tecnologia (C&T). Nesse sentido, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, busca criar uma janela de visibilidade e suporte às pesquisadoras e futuras cientistas.

Em Sergipe, centenas de mulheres integram as equipes das instituições de ensino e pesquisa, desenvolvendo trabalhos nos mais diversos ramos científicos. E o apoio do poder público, seja técnico ou financeiro, é fundamental para a projeção dessa produção. Exemplo é o suporte prestado às pesquisadoras pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica (Fapitec/SE), do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) e de outras organizações.

A pesquisadora Patrícia Severino, que coordena um projeto na área de Farmacologia, é uma das especialistas que contam com o incentivo do Estado. Apoiada pela Fapitec, Patrícia assina um dos 32 projetos de pesquisa em vigor na instituição que são coordenados por mulheres. Além destes, outros 24 projetos com coordenação feminina são atualmente desenvolvidos pela Fundação junto à Rede Pública Estadual de Ensino.

“Sempre participo de propostas disponíveis na Fapitec, como programas de mobilidade acadêmica e de iniciação científica, entre outros. Como proponente, sempre busco inserir meninas nos projetos, a fim de utilizar a pesquisa como uma ferramenta de conhecimento científico e de transformação social, especialmente impulsionando as meninas na área da Ciência da Saúde”, afirma.

Histórias

A pesquisadora Samia Maciel é doutora em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos, mestra e bacharela em Engenharia Química. Atualmente, integra o Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (Nerees), vinculado ao Governo do Estado via SergipeTec. Para Samia, o desejo pela carreira científica começou logo no início da graduação.

“Minha história na ciência iniciou-se aos 18 anos, quando fui convidada para ser bolsista de iniciação científica na Universidade Federal de Sergipe. A princípio, nem sabia o que era ser cientista, mas foi só questão de tempo. Fiquei encantada pela profissão, que me permite promover soluções inovadoras para a sociedade, e estou há 15 anos imersa no mundo científico”, conta.

Na área de Química Industrial, a pesquisadora Lúcia Calumby iniciou sua carreira científica ainda nos anos 80. Começando como estagiária no ITPS, Lúcia chegou à presidência do órgão, sendo a primeira e única mulher a assumir este cargo até então. “Na época da escolha do curso, ainda era incomum ver mulheres na área da Química. Sinto-me bastante grata e feliz por ter contribuído na gestão do ITPS, do qual faço parte hoje como diretora técnica. E considero de vital importância a participação do governo para o desenvolvimento da C&T no país, seja no apoio ao lançamento de editais, seja no apoio à aquisição de equipamentos”, resume.

A médica e pesquisadora Amélia Maria Ribeiro de Jesus coordena um dos projetos apoiados pela Fapitec, na área de Imunologia. Em seu currículo, a especialista acumula cerca de 120 trabalhos científicos publicados, 140 participações em congressos e 30 participações em projetos de pesquisa nacionais e internacionais, além de mais de 90 orientações. Para ela, as oportunidades de pesquisa para mulheres vêm crescendo. “O incentivo das fundações de apoio dos estados e o fato de os projetos concorrentes em editais serem avaliados por comitês escolhidos democraticamente fizeram com que houvesse certo aumento”, pontua.

Equidade

Casos bem sucedidos como os de Patrícia, Samia, Lúcia e Amélia não refletem, infelizmente, a realidade no campo de C&T. Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de 2020, dão conta de que, globalmente, 71% dos pesquisadores universitários são homens. Apenas 3% dos prêmios Nobel de ciências foram concedidos a mulheres. E, no Brasil, a representação de mulheres em cargos de liderança na área de Ciência e Tecnologia está entre 0% e 2%.

“Apesar de a presença feminina na ciência existir há muito tempo, as mulheres enfrentam desafios e preconceitos que tornaram o percentual de participação nesta área bem inferior, se comparado, mundialmente, com o gênero masculino. Contudo, observa-se uma crescente participação das mulheres atualmente devido à luta de cientistas e inventoras que servem de inspiração a nós, bem como o incentivo de órgãos públicos”, frisa Samia Maciel.

Patrícia Severino enfatiza que, além de ocupar vagas de trabalho, é necessário também que mulheres assumam postos de liderança na área de C&T. “Ainda temos alta representatividade na base, e minoria no topo. Eu espero que a sociedade reflita sobre o tema da equidade de gênero na ciência, e possa abrir oportunidade para as mulheres”, expõe.

Debate

A inclusão de mulheres e meninas na ciência é um assunto que diz respeito também aos homens. Para que elas assumam mais posições de protagonismo, é necessário que eles reconheçam seus privilégios e se tornem aliados no debate sobre equidade. Segundo o engenheiro de software Ricardo dos Santos, que atuou como instrutor de uma turma de jovens pesquisadoras no programa Futuras Cientistas, é necessário questionar padrões.

“É preciso contribuir para a quebra do paradigma no qual se naturalizou a cultura machista e patriarcal. Nas áreas onde tenho formação e atuo, que são Comunicação, Educação e Computação, as mulheres ocupam lugar de destaque. Nesta última, a presença feminina tem aumentado com o tempo”, ressalta.

O programa Futuras Cientistas é promovido pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), com o apoio do Governo de Sergipe, por meio do SergipeTec. Seu propósito é o de estimular a adesão de mulheres a carreiras nas áreas científica e tecnológica. Segundo Ricardo, que ficou responsável pela condução da turma de robótica, a experiência foi extremamente positiva. “As alunas utilizaram o conhecimento adquirido no programa para automatizar processos ligados ao aproveitamento de resíduos”, explica.

Também na área de Computação, a professora Josiane Lopes, do Instituto Federal de Sergipe (IFS), vem apostando na formação de alunas na área de Tecnologia. Josiane é a coordenadora do projeto ‘InfoWoman – Meninas Conhecendo o Encanto da Computação’, implantado no Campus Propriá. O projeto também recebe suporte da Fapitec.

“O projeto possui uma força gigante para apresentar o protagonismo feminino. As estudantes de iniciação científica tiveram a oportunidade de ir para outros estados falar sobre as atividades desenvolvidas no nosso projeto. Elas desenvolveram alguns jogos educacionais bem interessantes, e conseguimos publicar esse trabalho no Simpósio Brasileiro de Games”, narra.

Além de iniciativas que promovem a inserção do público feminino na ciência, é necessário trazer a discussão à tona publicamente. Nesse sentido, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência leva o intuito de fortalecer o compromisso global com a igualdade de direitos entre homens e mulheres. A instituição da data ocorreu em 2015, por iniciativa da Unesco.

Data

Para a pesquisadora Patrícia Severino, o 11 de fevereiro propõe uma reavaliação sobre o progresso da carreira das mulheres na ciência. “Vislumbro consciência das autoridades sobre a igualdade de gênero, assim como maior acesso a recursos para produzirmos ciência e tecnologia de qualidade. Assim, poderemos alavancar o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, avalia.

De acordo com Amélia de Jesus, a data reflete a necessidade de incentivo e segurança por parte das mulheres. “Há um sentimento de inferioridade em algumas mulheres, principalmente pela forma com que alguns homens interagem com elas, exercendo papel de poder e assédio moral e sexual. Por isso, é ainda importante ter uma data como essa”, diz.

Já Samia Maciel considera o dia como um momento de reflexão. “É uma data de extrema relevância para a sociedade, pois visa destacar o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência, reforçando o reconhecimento do nosso potencial intelectual em contribuir para o avanço da ciência e tecnologia no mundo”, conclui a engenheira química.

Fonte: Secom

Governo de Sergipe apoia construção de gasoduto

Conselho de Desenvolvimento Industrial aprovou o enquadramento do projeto do gasoduto da TAG no PSDI

O Conselho de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (CDI) aprovou, em sua última reunião, realizada no dia primeiro de fevereiro, o incentivo fiscal para aquisição dos tubos fabricados em aço carbono de liga especial, para a construção dos 25 quilômetros de gasoduto que ligará o terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Eneva, à malha de transporte da Transportadora Associada de Gás (TAG). O CDI é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec)

Tal incentivo reduzirá os custos na aquisição do material e, consequentemente, o valor do investimento para a construção do gasoduto, resultando em uma tarifa de transporte mais competitiva, favorecendo a atração de operações para o terminal de GNL Eneva.

Ao todo, foram fabricados aproximadamente 2.400 tubos, com 12 metros de extensão e 24 polegadas de diâmetro, que serão recebidos no canteiro de obras, localizado no município de Barra dos Coqueiros. A empresa que conduzirá as obras é a Spiecapag Intech Engenharia.

“Esta é uma obra que representa mais um importante avanço no processo de abertura e expansão do mercado de gás natural no Brasil, viabilizando o acesso de uma importante fonte de suprimento à demanda nacional do energético. O incentivo do Governo do Estado, por meio do PSDI, demonstra a importância que a gestão estadual dá ao projeto”, explica o secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Valmor Barbosa.

O Terminal FRSU Nanook tem capacidade de regaseificação de 21 MM m³/dia e a Usina Termelétrica Porto de Sergipe I (UTE), quando despachada, consome 6 MM m³/dia. O gasoduto de conexão terá capacidade de 14 MM m³/dia e será uma importante porta de entrada do GNL importado para atender à região Nordeste. “Como o terminal já tem o seu custo apropriado na operação da UTE, em contrato de 25 anos de duração, a expectativa é que Sergipe poderá ser competitivo e atrair parcela importante das importações de GNL”, pontua o secretário executivo da Sedetec, Marcelo Menezes.

Gasoduto

O gasoduto de interligação terá 25 quilômetros de extensão, perpassando os municípios de Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas e Rosário do Catete. A previsão é que o gasoduto esteja em plena operação comercial até abril de 2024.

Última atualização: 23 de fevereiro de 2023 11:49.